
Conheci Ana Passarinho quando fiz a primeira edição do Trabalho Sujo Apresenta na Unibes Cultural, em abril de 2019, no espetáculo Tempo Feliz. Convidei o trio reunido pelo vibrafonista Victor Vieira-Branco, com o baixista Fabio Sá e o baterista Sérgio Machado, e propusemos uma homenagem ao disco que Elizeth Cardoso gravou com o Zimbo Trio em 1968, e Ana foi uma das cantoras convidadas, ao lado de Ava Rocha e Negro Leo. Comecei a conversar com ela desde então e pude acompanhar sua transição da MPB tradicional rumo à eletrônica, ciclo completo nesta sexta, quando ela lança seu primeiro single, a deliciosa e hipnótica “Eclipse Total”, nas plataformas digitais, que ela antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
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Tá quase! A banda paulista Crime Caqui já finalizou seu disco de estreia, que originalmente seria lançado no ano passado, e aos poucos faz os planos para botá-lo na rua – e começam mostrando o clipe para o primeiro single, “Quartzo Aranha”, que, será lançada nesta segunda e é antecipado em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Elas sintetizam o primeiro single como uma canção “sobre afetividade e desejo entre mulheres” e a sonoridade hipnótica e psicodélica dão o tom do álbum, que deverá ser lançado no ano que vem. Assista abaixo:

Foto: José de Holanda (divulgação)
“A pandemia me paralisou demais no sentido criativo, e criatividade precisa ser exercitada – ficar muito parado dá a sensação que as idéias vão sumindo da cabeça, que você não é mais capaz de criar”, Thiago França me explica, por email, como o confinamento da pandemia acabou funcionando como inspiração para mais um disco solo, este chamado de Bodiado, que chega às plataformas digitais nesta sexta. Como seu outro disco que lançou no início da quarentena, Kd Vcs, este também é um disco só de saxofone, mas bem diferente do anterior, que foi gravado sem efeitos, pós-produção e quase todo no primeiro take. Ele inclusive antecipa uma das faixas, “Uns Poucos Dias Bons”, em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo.

Foto: Isabel Praxedes (Divulgação)
“Minha relação com instrumentos sinfônicos de orquestra começou cedo, aos 11 eu estudava percussão erudita e integrava a orquestra infanto-juvenil da EMIA”, lembra Yma, que está lançando o último single do primeiro capítulo de sua carreira, o disco Par de Olhos. “Aquilo Que Habito”, que você assiste em primeira mão no Trabalho Sujo, realiza seu sonho de gravar com instrumentos de cordas e foi justamente isso que perguntei pra ela por email. “Essa vivência com orquestra foi até meus 18 anos e me marcou profundamente. Lembrei agora da primeira vez que me emocionei no palco, com as Bachianas de Villa-Lobos. As cordas me estremeciam. Tem um tempo que venho maturando a ideia de trazer essa parte de mim para o que tenho feito agora. A canção surgiu na minha cabeça com o som das cordas e pronto. Foi a oportunidade perfeita, executada da melhor forma; por músicos excepcionais e com arranjo do super Luca Raele, clarinetista e arranjador que acompanho há tempos e que tem toda minha admiração”. Assista ao clipe abaixo: Continue

Multiinstrumentista e produtor, Zé Nigro aproveitou a quarentena para finalmente lançar-se como cantor e compositor e reuniu uma turma da pesada para seu primeiro disco solo, Apocalip Se, e já conversei com ele sobre este lançamento lá no meu canal no YouTube. Como parte do lançamento do disco, ele fez três apresentações ao vivo em seu próprio canal e uma delas virou clipe, que você assiste em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Assista aqui.

Às vésperas de uma época de possíveis apagões, eu e Dodô Azevedo falamos sobre a queda de energia vitalícia do país e o fato de estarmos vivendo em uma nova idade média, mostrando como tudo está às claras mesmo neste momento trevoso que estamos atravessando, citando Duro de Matar 4 e o Berlim de Jason Lutes, entre outras divagações.
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Disseram que o fim não vinha, mas ele chegou batido. Os rolos, antes restritos ao bolso, agora atingem o presidente do cóccix até acima do pescoço. Insone, enfezado e prestes a surtar, em um último ato de desespero o pobre diabo se agarra na prova incontestável de seus poderes: a medalhinha. E assim, eu, Vlad e Tomate embrenhamos em mais um Aparelho – Jornalismo Fumaça. Vem com a gente!
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Em mais uma edição do meu programa sobre música brasileira, converso com a querida Mariá Portugal, que além de já ter tocado com nomes tão diferentes quanto Arrigo Barnabé, Pato Fu e Metá Metá também tem sua carreira com o ótimo grupo de jazz brasileiro Quartabê. Na Alemanha desde antes do início da pandemia, ela aproveitou o período de resguardo para finalizar seu primeiro disco solo, Erosão, gravado desde 2019, que finalmente verá a luz neste 2021.
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Mais um programa falando sobre jornalismo e música e desta vez converso com o dono de um dos blogs mais populares do Brasil hoje, o já clássico Tenho Mais Discos Que Amigos e Tony Aiex conta como largou um emprego chato para dedicar-se à cobertura musical e mesmo fora do eixo Rio-São Paulo conseguiu crescer sua reputação, estudando sempre os caminhos possíveis da música na internet.
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Mais uma vez converso com a Polly Sjobon sobre comida , que também é cultura – e o assunto agora são doces. Falamos sobre a paciência de fazer doce de fruta, sobre doces idosos, sobre como fruta não é sobremesa, gelatina, as Madelaines do Proust, doces industrializados, frutas cristalizadas, rapadura, Cora Coralina, misturar doce com salgado e como o leite condensado matou a confeitaria clássica brasileira.
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