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Noites Trabalho Sujo

O fim de semana está vindo e vamos extravasar essa tensão toda no sábado em mais uma edição da Desaniversário, quando nos reunimos mais uma vez no Bubu para dançar as músicas que a gente gosta! O Bubu fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/nº) e a festa começa cedo (19h) e acaba cedo (meia-noite) pra gente estar inteiro no domingo pra livrar o Brasil do bolsonarismo! Vem dançar com a gente!

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Na próxima quinta, dia 5 de novembro, vamos ao primeiro Inferninho Trabalho Sujo do mês de aniversário do Trabalho Sujo, que acontece na Porta Maldita e recebe o trio pernambucano Mayara Iara Dimitria e a dupla paulistana Qmar para uma noite de som e delírio! A casa abre às 20h, os shows começam às 21h e os ingressos já estão à venda! Vamo aê?

Marque na agenda: a próxima Agoritmo acontece no dia 16 de outubro no Porta, mais uma vez com entrada gratuita e vamos dançar… 2026!

A tensão de uma semana pesada pairou no início do Inferninho Trabalho Sujo desta sexta-feira no Picles, como bem diagnosticou João Pedro Haddad do Eliminadorzinho, logo no início do show que abriu a noite – e o próprio baixista logo reforçou que a noite era pra desanuviar aquele clima pesado com o que o trio sabe melhor fazer: muito barulho. Mostrando músicas de diferentes discos – com ênfase no mais recente, Eternamente, do ano passado -, os três meteram o dedo na tomada desde o primeiro minuto, mostrando porque são uma banda de guitar rock da estirpe do indie rock dos EUA antes do Nirvana, ecoando Hüsker Dü, Dinosaur Jr., Sebadoh e, claro, Sonic Youth. É impressionante como o som da banda cresce ainda mais ao vivo, principalmente a partir do entrosamento redondinho entre o baixo de João Pedro, a guitarra de Gabri Elliott e a batera de Thiago Schützer, todos revezando-se nos vocais de cada música. Além de terem contado com a participação Nickolas Marchioretto no início do show, a apresentação ainda contou com um momento emocionante em que a guitarrista falou do peso da paranoia de um futuro governo fascista cai sobre todos nós, mas mais especificamente em seu caso, como mulher trans. Showzaço que lavou a alma de todos os presentes.

Depois do Eliminadorzinho, a Nevoara seguiu a noite com suas canções dramáticas que equilibram-se entre o math rock, cortesia do entrosamento entre a guitar heroine Duda Freitas e o baixista Felipe Mollo, e o emo, escancarado nas melodias cantadas pela vocalista Laura Mendes, todos firmes pelo pulso ditado pelo baterista Vitor Gonçalves. Com um entrosamento igualmente elétrico, o quarteto passeia por músicas que podem soar tão melódicas quanto pesadas, bebendo também no rock alternativo dos anos 90, do grunge em diante. O público cantava as músicas junto com eles, mesmo as que ainda não foram lançadas e devem compor seu disco de estreia, mostrando que a banda está no caminho certo.

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Em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles, trago duas bandas pela primeira vez no palco da festa: o barulhento Eliminadorzinho e a eletrizante Nevoara. Os shows começam a partir das 22h e se você pegar o ingresso antes e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar. Depois dos shows sigo discotecando na festa… Vamos? Pega os ingressos aqui.

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É verdade este bilhete! Tem DESANIVERSÁRIO neste sábado e mais uma vez nos reunimos ali no Bubu pra se acabar de dançar com um sorriso no rosto – mas terminando cedo pra aproveitarmos o domingo. Clarice, Matias, Claudinho e Camila transformam o restaurante na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Muller, s/nº) na nossa querida pista de dança – e começamos, como sempre, a partir das 19h e vamos até a meia-noite. Vem dançar com a gente!

O Inferninho Trabalho Sujo desta sexta-feira começou com um pé no pós-punk e outro na eletrônica, quando Leo Stroka trouxe seu Real No Ficción pela primeira vez para o palco da festa, que aconteceu no Picles. O clima gótico apocalíptico tiinha timbres sintéticos oitentista e um excelente jogo de guitarras, quando João Manoel e Rapha Carapia traziam referências de rock progressivo nos anos 80, noise, punk-funk e rock lisérgico, uma mistura aparentemente contraditória que funcionava de forma impressionante, deixando aquele clima dark wave perfeito para as canções ao mesmo tempo lúgubres e dançantes de Leo, que disparava bases eletrônicas enquanto cantava com seu vocal grave e distorcido, tudo sobre a bateria precisa de João Pedro Dentello.

Depois foi a vez de GG di Martino fazer seu show de despedida do Brasil, trazendo suas referências sessentistas e setentistas com um rock enxuto e de forte influência nova-iorquina, que passeava pela Factory de Andy Warhol, o Max’s Kansas City e ao CBGB’s, ecoando glam rock, protopunk e punk clássico, com o vocalista deixando sua verve classuda à flor da pele, enquanto era acompanhado por dois integrantes da apresentação anterior, com o Raphael Carapia deixando sua guitarra sessentista abraçar as referências de Detroit (como Stooges, MC5 e Alice Cooper – os dois primeiros citados literalmente durante a apresentação), enquanto João Manoel, guitarrista do Real No Ficcion, assumia a bateria com a pressão rock exigida por aquele tipo de apresentação, que ainda contava com a presença sutil mas decisiva da baixista Fernanda Minillo. “Ouçam Velvet Underground!”, disse GG ao final da apresentação, como um último conselho antes de sair do Brasil.

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Começando setembro com mais um Inferninho Trabalho Sujo à vista, desta vez no Picles, quando reúno, na próxima sexta, dia 11 de setembro, a nova banda do GG Martino – sua No Wall Noise Band – e o projeto Real No Ficción, ambos trabalhando rock pesado, pós-punk e dance music na mesma medida, enquanto eu e a Bamboloki mais uma vez nos reencontramos praquele set desmedido que há tempo não fazíamos. Quem pegar o ingresso online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar. Vamos nessa!

Assumimos o algoritmo do agora e pautamos não apenas o que está acontecendo, mas como gostaríamos que acontecesse, por isso nessa nova fase da festa bolada por Alexandre Matias e Rafaela Fernán, voltamos no tempo para lembrar de uma época em que as redes sociais eram o Twitter e o Tumblr e as plataformas de streaming eram o MySpace e o YouTube, sites que entrávamos para descobrir e discutir novidades e outros pontos de vista, não apenas para confirmar o que já sabemos e nos interessamos. Por isso, a festa Agoritmo, capítulo I Was There, invade o Porta para voltarmos para o final da primeira década do século. Você estava lá nessa época? Voltaremos para quando blogs de MP3 e pistas de dança buscavam novidades na Nova York da DFA Records, na Paris do French Touch e do maximalismo, na São Paulo do Cansei de Ser Sexy, na nova cena eletrônica da Austrália, na cena indie inglesa que começou a flertar com a música eletrônica, na parada de hits do Hype Machine e nos remixes do Soulwax. Vem dançar com a gente a partir das 20h desta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, na Porta (Rua Horácio Lane, 95. Pinheiros), e de graça! É só chegar – traje colorido, por favor. Continue

Novas formações

Encerrando o mês de agosto com mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles, que contou com uma inesperada troca de formações nas duas bandas que tocaram na noite. Mostrando as músicas de seu recém-lançado Fagogo, disco que não está nas plataformas digitais e só pode ser ouvido ao vivo ou no próprio player inventado para este lançamento e que é vendido nos shows, Gibaa iria tocar apenas acompanhado de baixo (Matheus Arruda, da Celacanto) e teclado (o sagaz Leo Montagner, que também fazia os vocais de apoio), além de sua própria guitarra. Mas na metade do show, o intrépido Gabriel Ribeiro (que toca na Vinco e na Tubo de Ensaio) subiu ao palco e acompanhou o grupo com uma benvinda bateria, que ajudou na empolgação do público, que já estava na mão de Gibaa. Além das músicas do novo disco, também trouxe músicas de seu disco anterior e encerrou com um bis emprestado de outra banda sua, a Minikidd, com o refrão cantado com gosto pelos presentes.

E se Gibaa trouxe um baterista não esperado para sua apresentação no Inferninho Trabalho Sujo, a Morro Fuji contou justamente com o desfalque do baterista Natan Bertolino – que teve uma questão de saúde (felizmente já está melhor) – o que obrigou o quinteto do ABC a tornar-se um quarteto e ligar o modo “acústico”, tocando apenas com guitarras e vozes, mesmo sem precisar desplugar a eletricidade. E assim a pegada mais firme do grupo, que acaba de lançar seu primeiro álbum, Ainda Nem Doeu, ganhou ares mais relaxados, deixando os vocais de Angela Destro e do guitarrista Nícolas Farias entrelaçarem-se enquanto o outro guitarrista Leonardo Pacheco e o baixista Pietro Demarchi segurarem a parede de som para suprir a ausência da percussão, deixando a apresentação mais intimista e melódica do que normalmente fazem. E seguraram bem!

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