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Ecos do futuro

É muito bom ver como um estilo musical criado a partir da negação de uma revolução estética conseguiu criar referências sonoras profundas que atravessaram décadas erigindo a fundação de um novo gênero musical. O pós-punk, que surgiu a partir da reinvenção do punk do final dos anos 70 por artistas ingleses tão diferentes quanto Joy Division, Fall, Cure e Public Image Ltd., entre outros, segue firme e intacto em artistas como a banda paulistana Inês é Morta, que apresentou seu próximo disco, Sala de Espelhos, em primeira mão no Centro da Terra nesta terça-feira, trazendo ecos de um futuro próximo. Todos os preceitos musicais básicos do gênero encarnam-se perfeitamente na atmosfera musical conduzida pelo pulso firme do baterista Danilo Grilo, o baixo cavalgado constante de Lucas Jimenez, a guitarra ruidosa, rítmica e melancólica de Daniel Lima e a voz grave e soturna, além da presença de palco cativante de Camila Kohn, que ecoam não apenas o clima apocalíptico oitentista das bandas originais do gênero como de seus pares contemporâneos paulistas, como Mercenárias, Voluntários da Pátria, Fellini, Akira S & As Garotas Que Erraram e Smack, com letras que combinam com esses dias pesados que atravessamos em 2026. A banda encerrou a noite de músicas inéditas com “Dias de um Futuro Esquecido”, primeiro single do novo trabalho, que estreia na próxima sexta-feira e abre uma sequência de novas canções que, até o fim do ano, pavimentam o caminho para o novo disco da banda, que deve ser lançado ainda no mês de janeiro. A pedidos, voltaram prum bis não combinado com o hit “Noite Vazia”, uma das faixas de seu EP Abismo, de 2019.

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Inês é Morta: Sala de Espelhos

Na primeira terça-feira de outubro, a banda pós-punk paulistana Inês é Morta estreia no palco do Centro da Terra mostrando músicas do trabalho que vêm finalizando. Batizando a apresentação com o mesmo nome deste futuro disco, Sala de Espelhos traz o grupo refletindo sobre a sensação de presente contínuo que atravessa nossos dias, ao mesmo tempo em que cantam sobre a desconexão entre pessoas, natureza e contexto social. Para esta apresentação, o grupo formado por Camila Kohn (voz), Daniel Lima (guitarra), Lucas Jimenez (baixo) e Danilo Grilo (bateria) conta com a participação de Fidelis Costa (teclados e guitarra base). O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Palco/pista

O público que chegou no Centro da Terra nesta segunda-feira para assistir ao início da temporada Em Caráter Experimental que Juliana Perdigão, agora assinando como Juper, estranhou não ser direcionado para as poltronas do teatro e sim para o palco. Lá chegando, aos poucos foram entendendo que o show já havia começado e que, à medida em que a audiência entrava e via Juper e Dudu Tsuda (assinando como DJ Shima) soltando loops e beats em cima de synths, teclados e computadores (com o clarinete da dona da temporada temperando a eletrônica) sob um globo de espelhos, que transformava o palco do teatro numa pista de dança. Mas passado o estranhamento inicial, que fez o público ficar paralizado como se estivesse entrando numa instalação artística (com as luzes sempre fantásticas do Paulinho Fluxuz), logo as pessoas começaram a dançar e entraram no clima da recém-lançada dupla Kombini, que deve fazer mais pistas em breve. E isso foi só o início da temporada…

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Juper: Em Caráter Experimental

Maior satisfação trazer Juliana Perdigão – ou Juper, como assina desta vez – para tomar conta das segundas-feiras de outubro no teatro com sua temporada Em Caráter Experimental, em reúne-se a cada apresentação com alguém diferente para testar processos no palco a dois. A primeira delas, neste dia 5, chama-se Kombini, em que apresenta-se ao lado de Dudu Tsuda (que apresenta-se como DJ Shima), transformando o palco do teatro em uma pista de dança pra exorcizar as energias ruim em movimento. Nas semanas seguintes, ela traz primeiro o projeto Versom, ao lado dos visuais de Ciça Lucchesi (dia 13, porque dia 12 cai num feriado), depois a noite Sung Songs, ao lado de Gustavo Infante e finalmente no Passeio Macio, no final da temporada, quando toca ao lado do conterrâneo mineiro Davi Fonseca. Os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra e os espetáculos começam pontualmente às 20h.

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Dez anos no palco

O Oruã começou as comemorações de seu aniversário de dez anos em grande estilo nesta terça-feira, quando seu integrantes Lê Almeida, Bigú Medine, João Casaes e Ana Zumpano repassaram músicas de diferentes álbuns, sempre mantendo a linha entre o krautrock, o indie rock, a psicodelia e o noise em canções entoadas pela voz marcante de Lê, que, nesta apresentação, contou com as participações de outras vocalistas, como Grisa (que desta vez só tocou theremin), Laura Lavieri e da poeta Marcela Mara, que encerrou a noite que ainda teve os monitores de Danilo Sansão e balões sobre as cabeças da banda expandindo ainda mais a consciência desta primeira década do grupo do Rio de Janeiro. Muito bom.

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Oruã: 10 Anos!

Encerrando a programação de música em setembro no Centro da Terra, o heróico quarteto indie do Rio de Janeiro Oruã celebra sua primeira década de carreira com uma série de atividades que começam com o espetáculo desta terça-feira chamado didaticamente de 10 Anos! Formado por Lê Almeida, Bigú Medine, João Casaes e Ana Zumpano, o grupo ainda recebe as participações especiais de Laura Lavieri, Ämarcel e Grisa, com direito a projeções de Danilo Sansão. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Palavra em movimento

O último capítulo da temporada Coexistência, que Sandra X fez às segundas de setembro no Centro da Terra, veio com a transcendência da música para a palavra, quando ela assumiu a ambiência sonora da noite ao lado de Jovem Palerosi para receber Heloísa Abdalla, Eveline Sin, Daniel Minchoni, Angela Quinto e Diogo Cardoso, que entraram no palco primeiro cada um por vez para depois virem todos juntos ao final da primeira parte desta apresentação, chamada de Nua e Crua. Na segunda parte, Fredyson Cunha – que passou a primeira parte inteira bordando no canto do palco e expunha obras à entrada do teatro – veio para o centro ao lado da dançarina Janette Santiago, misturando diferentes disciplinas – incluindo o bordado – numa mesma performance.

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Valendo, Danislau!

Valendo! Danislau começou a colocar sua carreira solo em público nesta terça-feira, quando mostrou, pela primeira vez para além de seu círculo de amigos, as músicas que formarão seu disco de estreia para além de sua banda original, Porcas Borboletas. Ele bolou um repertório composto por letras faladas e refrães cantados em coro e o executou com uma bandaça para acompanhá-lo, formada pelo produtor do disco Arthur Kunz na bateria, o baixista Gabriel “Bubu” Mayall, o guitarrista aMoita Mattos e o tecladista Wagner Bernardes. Ao seu lado, por quase todo o show, Bruna Lucchesi fazia as vezes dos vocais de apoio, cantados depois que Danislau encarnava um Fausto Fawcett otimista, mesmo quando estava cantando sobre os perrengues da vida. O show ainda contou com uma participação impagável de Juliana Perdigão – com quem o protagonista dividiu um diálogo carnavalesco -, outra romântica de seu companheiro de Porcas Enzo Banzo e um momento introspectivo com o cineasta Filipe Franco na guitarra, materializando o sonho conversado com o qual Danislau tem trabalhado desde o fim do ano passado. Agora é esperar pelo lançamento do disco, que será no ano que vem!

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Danislau: Não Me Leve a Mal

Imensa satisfação receber mais uma vez Danislau no palco do Centro da Terra, desta vez apresentando o início de sua carreira solo – mesmo que continue no lendário Porcas Borboletas. Nesta terça-feira, ele começa a mostrar o que será seu primeiro disco solo Não Me Leve a Mal, previsto para ser lançado no próximo ano e que ele está gravando à frente de uma banda formada por Arthur Kunz (bateria), Gabriel Mayall (baixo e guitarra), Moita Mattos (guitarra e voz), Wagner Bernardes (teclado), além de ter participações de seu compadre de banda Enzo Banzo, do formidável Rafael Castro, da mestra Juliana Perdigão e da excelente Bruna Lucchesi. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Beats latinos

Em mais uma apresentação dentro de sua temporada Coexistência, que está fazendo nas segundas de setembro no Centro da Terra, Sandra X convida o companheiro e parceiro musical Craca Beat para recriar no palco do teatro o espetáculo Terra Tremesse, em que entre beats e loops disparados pelo produtor – que também toca guitarra e controla a projeção mapeada -, mergulha num universo dançante da América Latina em que forró, guitarrada, reggae, carimbó, lambada, funk e cumbia se encontram entre timbres eletrônicos. Acompanhados dos vocais e percussões de Rafa Ella Voa e das flautas de Gil Duarte, os dois ainda receberam a cantora Luiza Lian ao final da apresentação, que cantou sua “Pomba Gira do Luar” antes de encerrar a noite agradecendo à dupla que inspirou seu trabalho ao lado do produtor Charles Tixier e cantando “Oxossi”, do trabalho apresentado nesta segunda.

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