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Tame Impala ♥ Seal

O australiano Kevin Parker gosta de provocar os fãs e, em mais uma participação no programa Like a Version na rádio conterrânea Triple J, ele pôs seu Tame Impala para tocar uma versão fidedigna da baladaça “Kiss From a Rose”, que consolidou a carreira de Seal para além do hit “Crazy” graças à inclusão da canção aos 45 minutos do segundo tempo na trilha sonora do filme Batman Eternamente, de 1994. O grupo participou do programa em outras oportunidades, fazendo versões igualmente improváveis – e ótimas! – como “Prototype” do Outkast em 2013, “Confide in Me” da Kylie Minogue em 2015 e “A Girl Like You” do Edwyn Collins em 2020.

Confira todas as versões abaixo:  

A lua no horizonte

Juliana Perdigão deixou de lado a invenção e o experimentalismo que pautou as três primeiras noites de sua temporada Em Caráter Experimental, que terminou nesta quarta-feira no Centro da Terra (por motivos de “vamos pular a segunda pós eleição pois qualquer ressaca será intensa”) para abraçar a tradição da canção brasileira ao lado de seu camarada e conterrâneo mineiro Davi Fonseca. O encerramento emocionante contou com canções autorais dos dois, entre elas a inédita “River”, que Ju fez em homenagem à passagem do amigo Maurício Ribeiro, que, como disse, poeticamente, “virou som”. Uma apresentação emotiva e emocionada, e, mesmo que sentimentalmente noturna, surgiu como uma lua que se abre no horizonte como luz no fim do túnel, indicando que o caminho a seguir é em frente. Sempre. Obrigado, Ju!

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10 anos de Ascensão

O artefato mágico Ascensão, disco idealizado por Serena Assumpção e lançado no ano de sua passagem, completa 10 anos em grande estilo com uma apresentação conduzida por sua irmã, Anelis, no teatro Cultura Artística. Experiência afrobrasileira única em nossa discografia, o álbum original reúne um elenco invejável que o transformaram em um dos grandes discos deste século e volta aos palcos em uma versão chamada Ascensão Odún 10 no dia 19 de novembro, que ainda contará com as participações de Juçara Marçal e Tulipa Ruiz. No entanto, os ingressos já evaporaram, o que faz urgir uma nova data.

Só os três

Mais um disco gestado no Centro da Terra chega aos ouvidos públicos nesta quinta-feira, quando Thiago França, Rômulo Fróes e Rodrigo Campos mostram seu primeiro álbum em trio, 03 na Ribanceira. Como o recém-lançado disco homônimo do Cidadão Instigado e o Big Buraco de Jadsa, o disco composto mutuamente pelos velhos compadres nasceu da tela em branco que se propuseram nas quatro segundas-feiras de abril de 2024, quando trouxeram rascunhos de canções para transformá-los em uma coleção própria em noites que tiveram participações de outros músicos, como Anna Vis, Marcelo Cabral, Victória dos Santos, Fernanda Sangirardi, Bia Falleiros e Juçara Marçal, em apresentações com títulos como Samba de Tablado, Sem Paralelo e Coisas Nossas. Da temporada ao disco foram decantadas nove canções tocadas e cantadas quase sempre pelos três, a não ser em duas canções, “Mora na Memória”, que traz Clima e Juliana Perdigão, e a faixa que encerra o disco, “Um Rio Sem Rio”, com Verônica Ferriani. “O grande lance ainda é o processo, estar junto, tudo que a gente fala nos almoços e cafés, nenhuma música sai ilesa sem se transformar e nenhuma idéia passa batido”, me explica Thiago, que antecipa a primeira música do disco, “Um, Dois, Três, Você” em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Acho que no começo, há quase vinte anos quando começamos as nossas colaborações, a gente até tentava chegar no estúdio com os arranjos mais prontos trazidos de casa, mas rápido a gente entendeu que o grande lance era soltar uma faísca e ver como os outros iam contribuir e isso fez a gente criar um som nosso, uma estética própria.” E esse é o grande feito do disco: forjar essa estética, entre o samba-canção, o pagode e a música contemporânea paulistana tão característica das tantas formações que os três já trabalharam desde o início deste século:

Ouça abaixo:  

Arte maiúscula

Um salto ornamental no escuro – assim foi a apresentação ▶◀ (Dois Triângulos), que o casal carioca Marcela e Zozio, mostrou nesta terça-feira no Centro da Terra, quando optou por uma versão minimalista de seu grupo Kartas. Conhecido por invadir o espaço entre a palavra e a música – a cargo respectivo de cada uma de suas metades, Marcela com o texto e Zozio com o som -, o grupo sempre contou com participações extras para expandir seu próprio território artístico, transformando suas apresentações em performances de criação coletiva. Mas nesta apresentação de terça, reduziram-se apenas à própria dupla inicial, num espetáculo em que um incursionou pelo território do outro, com Marcela entre flautas e um piano de brinquedo enquanto desfilava pelo texto falado, enquanto Zozio, para além de seu instrumento-base (a bateria) e os violões, que deram um toque blues à performance, que também declamou e bradou versos, ambos transcorrendo o percurso do processo criativo frente ao público. Este, calado por toda apresentação, só se manifestou quando os dois vieram à frente e Marcela suspirou um sorriso final, indicando que a apresentação havia terminado. As palmas no encerramento tornaram-se um grande “parabéns a você” à filha do casal, que estava presenta acompanhando os dois na coxia, que estendeu-se ao recém-reeleito presidente Lula, outro aniversariante desta terça, como os dois também lembraram ao final. Arte com “a” maiúsculo – mesma dimensão do alívio que atravessou a apresentação, por todos – artistas e audiência – estarem cientes do pesadelo que conseguimos empurrar de volta para o esgoto no domingo passado.

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Kartas: ▶◀

Muita satisfação receber mais uma vez a dupla carioca Kartas mais uma vez no palco do Centro da Terra, que desta vez vem em sua essência, quando a performer e poeta Marcela Mara e o multinstrumentista Zozio, mostram o espetáculo ▶◀ (Dois Triângulos), em que abrem seu processo criativo a dois. Assim, voz, instrumentos, silêncios, ruídos e sons ambientes estão abertos para os dois, que transformam o palco em laboratório nesta configuração minimalista. São duas pesquisas criativas que se encontram para construir uma terceira. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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De volta para Liverpool

Preparando território para o lançamento dos quatro filmes sobre os quatro Beatles que serão lançados em abril de 2028, o grupo acaba de anunciar uma nova versão do Beatles Story Museum, em Liverpool, que deixará a Albert Dock para ocupar uma área muito maior no St. John’s Shopping Centre, região onde, na época em que o grupo surgiu, ficava o St. John’s Market. Não há muitas novidades sobre a nova versão do museu, mas ele amplia as possibilidades – e a escala – de um museu sobre a banda, com itens originais dos integrantes do grupo e a recriação imersiva de vários momentos importantes na história da banda. A abertura do novo museu está programada para 2028.

Tava com saudades do Warpaint?

Nossas queridas Warpaint, sem lançar nada novo desde o ótimo Radiate Like This, de 2022, acabam de anunciar o lançamento de seu primeiro disco ao vivo. Chamado Artifact, o disco, que será lançado no dia 11 de dezembro e já está em pré-venda, reúne gravações do quarteto estadunidense feitas entre 2022 e 2024, trazendo não apenas shows de seu disco mais recente, quanto do aniversário de 15 anos de seu primeiro EP (Exquisite Corpse, de 2009) e dos vinte anos da banda, ambos comemorados em 2004. São 16 faixas gravadas em shows em Nova York, Houston, Londres, Dallas, Phoenix, Los Angeles, Bruxelas, Amsterdã e Porto. Para anunciar o novo lançamento, elas soltaram duas faixas do disco, uma versão para “New Song” gravada em Dallas e outra de “Billie Holiday” gravada em Phoenix.

Veja mais detalhes do disco, as duas músicas e a ordem das músicas abaixo:  

Desaniversário | 24.10.2026

O fim de semana está vindo e vamos extravasar essa tensão toda no sábado em mais uma edição da Desaniversário, quando nos reunimos mais uma vez no Bubu para dançar as músicas que a gente gosta! O Bubu fica na marquise do estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/nº) e a festa começa cedo (19h) e acaba cedo (meia-noite) pra gente estar inteiro no domingo pra livrar o Brasil do bolsonarismo! Vem dançar com a gente!

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