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Flea ♥ Frank Ocean

Prestes a lançar seu primeiro disco solo (batizado Honora e com previsão de lançamento para o dia 27 de março), o baixista dos Red Hot Chili Peppers, Flea, mostrou uma das versões que fará no disco, quando apresentou sua releitura para “Thinkin’ Bout You”, do clássico disco do Frank Ocean, Channel Orange. Instrumental e com seu trompete em primeiro plano, a versão feita pelo baixista tem tom fúnebre e clima orquestral e figura ao lado de “Maggot Brain” do Funkadelic e “Wichita Lineman”, do Glen Campbell, como versões que apresenta neste disco de estreia. Para chamar atenção do novo single, que saiu nesta quarta-feira, ele também gravou uma versão crua da mesma música tocando trompete em sua cozinha para seu filho caçula, Darius.

Veja os dois vídeos abaixo:  

Ainda no rio de lágrimas

Quando Paola Lappicy disse estar envolvendo suas canções com música eletrônica ao fazer seu próximo álbum com o produtor Vortex Beat, imaginei que ela pudesse levar suas baladas quase sempre compostas ao piano para um universo menos melódico e mais rítmico, mas qual surpresa ao ver que não só seu produtor também toca teclado – e em algumas canções nesta terça-feira dividiu o piano com ela -, como ela puxou os timbres sintéticos para seu rio de lágrimas, levando suas baladas para o território do trip hop e, em alguns momentos, até para o piseiro eletrônico, mas sem perder a melancolia que caracteriza suas composições. No espetáculo Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, que também batiza o disco que ela lança no mês que vem, ela dividiu-se entre o piano e os sintetizadores, quase sempre acompanhada por Vortex, que ia dos synths para os beats e efeitos até um acordeão (!), e por Nyron Higor, que além de percussões também tocou baixo. Na metade da noite, no entanto, ficou sozinha ao piano e além de puxar a clássica “Espumas ao Vento” (pedindo para o público cantar o refrão), passeou por músicas de seu primeiro álbum, Choro Fácil. Sem ter preparado nada específico para o bis, voltou à única música do novo disco já lançada, “Me Leve para Outro Lugar”, que contou com a presença da outra de suas autoras, Mirella Façanha, além do trompete de Felipe Aires – e improvisou sua homenagem ao badalado Bad Bunny ao puxar sua “DtMF” num clima introspectivo. Bem bonito.

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Paola Lappicy: Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar

A cantora e compositora Paola Lappicy volta ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira para antecipar mais um álbum, com atmosfera radicalmente diferente do anterior, Choro Fácil, de 2023. Em Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, ela abraça a eletrônica para falar sobre diferentes fins – o fim de mundo e o fim de um relacionamento -, acompanhada do coprodutor Vortex Beat, que atravessou essa fronteira entre a canção e a música eletrônica entre pianos, sintetizadores e programações. A apresentação ainda conta com luz da Olívia Munhoz. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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São Paulo Sociedade Anônima de volta aos cinemas

Clássico do Cinema Novo paulista que completou 60 anos no ano passado, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, volta às telas de cinema em versão 4K a partir do dia 26 de fevereiro. Com Walmor Chagas, Darlene Glória, Ana Esmeralda e Eva Wilma no elenco, é um dos melhores filmes sobre a maior cidade do Brasil.

Assista abaixo:  

Charli XCX no armário da Criterion

Um clássico da nouvelle vague, um Cronenberg, um Antonioni e um Bergman: eis as escolhas de Charli XCX no armário da Criterion. Mas ela escolheu filmes bem fora da curva e deu uma das melhores definições sobre o cinema de David Cronenberg, quando explica que saiu do filme escolhido “confusa, por não saber o que eu achava sobre o filme” e que acha que descobriu “um novo sentimento depois de assisti-lo” – e isso vale pra praticamente todos os filmes do mestre canadense.

Assista abaixo:  

Geese no Tiny Desk

Eis o Geese no Tiny Desk, pinçando as músicas mais sossegadas de seu Get Killed e chamando um tecladista convidado para acompanhá-los no programa da NPR. Mais um degrau na escalada do grupo indie sensação do ano passado.

Assista abaixo:  

Minimalismo rock

A semana começou bem com Juliano Gauche mostrando pela primeira vez no palco do Centro da Terra as canções que se tornarão seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz. Descendente direto da estética incisiva e direta de sua última incursão puramente elétrica (no disco Afastamento, de 2018), o novo trabalho busca um minimalismo rock que conversa tanto com a introspecção de seus discos anteriores, mas de forma expansiva. Pilotando a guitarra à frente dos velhos comparsas Klaus Sena, o baixista que também é coprodutor do próximo álbum e tocou xilofone quando apresentaram a faixa-título, e o baterista Victor Bluhm, Gauche também antecipou algumas participações que estarão no disco, como Fernando Catatau e Julia Valiengo, e encerrou o show com versões de velhas canções, como as impositivas “Alegre-se” e “Cuspa, Maltrate, Ofenda”, além de repetir a faixa de trabalho do próximo disco, “a única com refrão”, como mencionou, “Jesus Cristo Açoitando Belzebu”. Que venha o disco!

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Juliano Gauche: A Balada do Bicho de Luz

Nesta segunda-feira Juliano Gauche volta ao palco do Centro da Terra para novamente apresentar um disco antes de seu lançamento. A Balada do Bicho de Luz, que deve ser lançado ainda neste semestre, reconecta o cantor e compositor mineiro tornado capixaba com suas influências roqueiras, depois do período introspectivo marcado pelo EP Bombyx Mori e pelo álbum Tenho Acordado Dentro dos Sonhos. Ele vem acompanhado de Klaus Sena, que produziu o disco junto com ele, e Victor Bluhm, que o ajudam a erguer as canções do disco inédito pela primeira vez no palco do teatro. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Chama mais!

Mais uma edição do Chama que funcionou lindamente, mas noutra escala. Além de ter mais público que a primeira (em setembro de 2025), as bandas desse ano entenderam a chance de trazer participações como convites para shows espetaculares – e todos fizeram apresentações quentíssimas a partir de desafios que se propuseram. Desde a peça de teatro que intercalou as músicas do primeiro show do Copo e Água – que deixou o convidado Rafaekx o tempo todo no palco – à invasão do Nigéria Futebol Clube, que transformou sua apresentação num misto de happening e fluxo, subvertendo expectativas com inúmeros de convidados a mais, além dos anunciados J.Cruz e Tuzin. O trio Los Otros seguiu confiante de seu rockinho básico e a presença da guitarra endiabrada do Fepa deixou-os ainda mais à vontade para conquistar o público, seguido do Celacanto que fez seu show hipnótico e preciso de sempre com direito ao Giba no theremin (e soltando a voz em “Desamarrado”), Yma entregue ao grupo por três canções (incluindo a linda versão para “Queremos Saber” do Gil) e a aparição surpresa da clarinetista Laura Santos. A Nevoara fez um show absurdo, em especial pela presença e magnetismo da guitarrista Duda Freitas, uma guitar heroine de outro planeta. Com a presença de outro ás da guitarra, Samuel Xavier, do Naimaculada, e o coro formado por Rita Martinez, Naty Oliveira e Lara Zanon, o grupo fez um dos shows mais fodas da noite, também graças ao carisma da vocalista Laura Mendes. Depois foi a vez do prog purinho baixar com toda a intensidade do Baile do Peixe, que ainda convidou Sol para várias canções, inclusive trechos do musical Jesus Christ Superstar. Na finaleira, a Cianoceronte fez seu melhor show, com a mesma Duda do Nevoara fazendo a guitarra da banda, e a participação incendiária do poeta Igor Celestino, enquanto o Naimaculada encerrou a noite em seu espetáculo mais ousado, cheio de participações especiais (Dinho dos Boogarins, Cyro do Menores Atos, Francisca Barreto, Nabru e a Sol em sua segunda apresentação na noite) e completamente entregues ao público, tirando onda em tocar “Saídas e Bandeiras” do Milton Nascimento ao lado de Dinho e Chica. Uma noite que terminou em êxtase e exaustão, todos felizes de terem visto e participado das oito apresentações que reunimos neste sábado. Vamos ao próximo! Quando seria bom?

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Quando Aurora se junta a um Chemical Brother

O flerte artístico entre a diva ímpar Aurora e o chemical brother Tom Rowland vinha de algum tempo: tanto ele a chamou para cantar em três faixas do disco mais recente do grupo (No Geography, de 2019), quanto ela o chamou para participar da produção de seu disco de 2024, What Happened To The Heart?. Os dois firmaram a parceria quando lançaram o single “Ring the Alarm” no final do ano passado, quando oficializaram-se como dupla ao aglutinar seus prenomes no neologismo Tomora, que além de deixar claro o laço autoral, também soa como “amanhã” em inglês. Os dois acabam de lançar mais uma música – a fantasmagórica “Come Closer” -, que usaram como pretexto para anunciar o lançamento do primeiro álbum, batizado com o nome da nova música, que chega ao público no dia 17 de abril e já está em pré-venda. Veja o clipe com a nova música, a capa e o nome das músicas do disco de estreia da dupla abaixo: