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Luca Frazão: Sol Fora

Imenso prazer receber nesta terça-feira a oportunidade de ouvir o disco de estreia de Luca Frazão. Conhecido pelos trabalhos com o grupo Os Amanticidas e com o grupo de choro Choro na Quintanda, Luca mostra as canções de seu disco de estreia, todo feito ao redor de seu instrumento, o violão de sete cordas, em que junta as duas tradições de seus conjuntos com a música de câmara, buscando os próprios rumos para o seu violão no espetáculo chamado Sol-Fora. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Eis a escalação por dia do Primavera Sound São Paulo… que vai trazer Arca!

O festival Primavera Sound São Paulo acaba de anunciar a divisão em dias de seu elenco e, apesar da torcida por novas atrações parecer ter esmorecido, eis que eles incluem Arca entre os principais nomes da segunda noite, entre os Gorillaz e o Yung Lean. Não é exatamente o Underworld ou o Hot Chip que pareciam surgir no horizonte (nem os sonhados Geese e MBV), mas é uma artista de peso e que acaba de anunciar disco novo (falo mais sobre isso em breve) e cuja importância musical sempre em ascensão dá um peso experimental e moderno para a edição maior do que qualquer banda principal da edição de 2023, por exemplo (que teve Killers, Pet Shop Boys, Cure, Beck, Bad Religion, Hives e Marisa Monte), conectando-se com a histórica primeira vinda do festival pra cá em 2022 (que juntou Arctic Monkeys, Björk, Lorde, Charli XCX, Beach House, Interpol, Phoebe Bridgers, Caroline Polachek, Travis Scott, Mitski, Gal Costa e a própria Arca). Um tempero importante para essa edição, que ainda traz os brasileiros Carlos do Complexo e Larinhx como outras atrações que não haviam sido anunciadas anteriormente. E não há nenhuma informação sobre se irão fazer algum show à parte no Primavera da Cidade que é característico do festival, mas como vão começar a vender os ingressos essa semana, é pouco provável que façam algo, infelizmente.

Um tom melancólico

Outra noite linda ao lado de Patrícia Bastos, que trouxe mais uma vez um punhado das suas canções do norte para encantar o público que compareceu à mais uma data em sua temporada Planeta Arrepiado, que está fazendo nas segundas-feiras de julho no Centro da Terra. Mais uma vez acompanhada de Dante Ozzetti ao violão, ela veio com outros dois novos músicos convidados ao chamar o guitarrista Guilherme Held, que cedeu sua guitarra tropicalista – menos psicodélica e mais bluesy que de costume, como pediam as canções de Patrícia – e a vocalista e flautista Tarita de Souza, que, como Ná Ozzetti na semana anterior, preferia ficar em segundo plano para deixar a luz da vocalista da noite brilhar ainda mais forte. Ela repetiu canções da semana anterior nesta nova roupagem e trouxe outras tantas, aproveitando a presença de Held para pressionar mais na linha melancólica e noturna que na segunda passada, em mais uma noite reluzente.

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Clairo contra o aquecimento global

Enquanto esperamos notícias de seu quarto álbum, Clairo transforma nossa expectativa em uma forma de melhorar o mundo, ao mostrar, neste sábado, a demo de uma música de 2022 que nunca lançou, chamada “Losing You”. A música só pode ser ouvida no Bandcamp, onde também é possível comprá-la online – e ela está doando todo o dinheiro arrecadado nesta música para a plataforma Zero Hour, que trabalha a favor da justiça e inclusividade climática. A múisica soa como se pudesse sair em seu último álbum (o ótimo Charm) e ao mesmo tempo funciona como uma forma de aplacar a expectativa dos fãs (inclusive por músicas que soem como o disco de 2024, já que o novo deve seguir um rumo bem diferente…).

Ouça abaixo:  

Todo o show: Pulp no Royal Festival Hall (18.7.2026)

Neste sábado, o Pulp subiu ao palco do Royal Festival Hall, em Londres, para celebrar o aniversário de 50 anos da loja de discos, gravadora e ícone indie Rough Trade, quando tocaram a íntegra de seu disco mais recente (o ótimo More) à frente de uma orquestra. Além de More, que o vocalista Jarvis Cocker comentou faixa a faixa (começando a apresentação de zoeira trazendo um powerpoint para fazer suas observações), lembrou o falecido baixista da banda Steve Mackey ao apresentar o lado B “Open Strings” e puxou outras músicas de fases diferentes da banda, inclusive de depois do lançamento do disco em questão (ao tocar versão que fizeram para “The Day Before You Came” do Abba e a música que fizeram para a coletânea Help(2), “Begging for Change”), trazendo também uma velha esquecida do disco We Love Life (“Wickerman”), a imortal “Something Changed” e uma versão suntuosa para o clássico “This is Hardcore”, em que Jarvis lembrou que já estava tarde (“são 10 da noite”, brincou) e era hora de ir para o lado mais hardcore do show, antes de sentar-se para começar a canção. Jarvis Cocker me representa demais (apesar de não ter dado bola para o Brasil quando passou pela América do Sul em junho agora). Reuni a maioria dos vídeos que achei do show abaixo:  

Wilco ♥ Pavement

E já que o Pavement tocou o Led Zeppelin no início da turnê de 2026 deles, que tal resgatar outra banda tocando o próprio Pavement? Pois tome o Wilco fazendo “Cut Your Hair” em seu próprio festival, o Solid Sound, na edição de 2013, novamente no Museu de Arte Moderna de Massachusetts.

Assista abaixo:  

Stove, de Lana Del Rey, vem aí – mas não sozinho!

“Muita coisa aconteceu nos últimos quatro anos”, Lana Del Rey começa um post como se estivesse descrevendo a vida de cada um de nós. “Passei muito tempo esperando as coisas finalmente chegarem a algum lugar e muito tempo me perguntando se estava tudo bem vê-las caindo aos pedaços. A paciência foi a chave e entre uma música e outra, surgiram novos pensamentos sobre velhos amigos e novos sonhos. E, da dúvida sobre se a árvore que eu vinha plantando um dia cresceria, nasceram novos brotos e assim uma nova roseira floresceu sob o salgueiro… Um grande álbum de companhia, construído com a ajuda de tantas pessoas quanto consegui reunir, para me ajudar a organizar meus pensamentos diante de tantas mudanças. Stove ficou tão amável e intacto quanto eu imaginava que poderia ficar, um álbum clássico, se me permitem dizer, com muito dele sendo tocado na estrada, vocês já o ouviram, mas não tudo. Obrigada a todos que fizeram parte disso.E, conforme os anos foram passando, nasceu um lindo segundo álbum Uma espécie de comentário sobre tudo o que vinha acontecendo e a paciência exigida neste processo – e a confiança que tive para entender que nem tudo o que não estava dando certo era simplesmente culpa minha.”

Com a oficialização de Stove e um disco-extra, ela finalmente coloca um ponto final em um processo que se arrasta há anos, quando, em 2024, anunciou que lançaria um disco de country music chamado Lasso, que aos poucos se metamorfoseou neste futuro Stove, que foge desta temática musical, mas não conceitual. Mas, como de praxe, ela não só não disse quando os discos serão lançados ou se haverá algum single antes do lançamento dos discos. Só antecipou as capas das versões em vinil dos discos e algumas fotos no carrossel do mesmo post em que colocava um ponto final nesta etapa de seu trabalho. Será?

Leia o resto do post que ela escreveu sobre este processo e a capa dos discos em vinil abaixo:  

Desaniversário | 18.7.2026

Neste sábado temos mais uma edição da nossa festa Desaniversário lá no Bubu – e essa é especial! Além de termos o time completo na pista, vamos comemorar nosso terceiro aniversário! Três anos fazendo todo mundo dançar clássicos da pista e hits novinhos em folha pra voltar cedo pra casa e curtir o domingo à vontade. A festa acontece neste sábado, dia 18, a partir das 19h até a meia-noite e lógico que vamos tocar músicas do disco novo da Madonna. Vem dançar com a gente!

Lou Reed: Uma Vida

No dia 15 de outubro de 2017, o jornalista Anthony DeCurtis lançou a biografia que escreveu sobre Lou Reed (Lou Reed: A Life) em um evento em Nova York, nos EUA, em que ele reuniu três colaboradores e amigos do bardo nova-iorquino – a cantora Suzanne Vega, o músico Richard Barone e o ator e comediante Jeff Ross – para conversar, ler e celebrar a vida de um dos maiores nomes da poesia e da música daquele país. Encontrei a íntegra deste encontro no YouTube e deixo o link para assisti-lo a seguir:  

Pavement ♥ Led Zeppelin


O Pavement voltou a fazer shows este ano ao apresentar-se nesta sexta no festival estadunidense Mosswood Meltdown, em Oakland, na Califórnia, mas pegou todo mundo de surpresa ao tocar uma versão – meio zoeira, meio séria – de “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin. E por mais que Stephen Malkmus nem lembre direito da letra – inventando boa parte dela na caruda -, fez um solo que mostra porque ele é um dos melhores guitarristas do indie dos EUA.

Assista abaixo: