Trabalho Sujo - Home

Violet Grohl ♥ Cure

A filha do ex-baterista do Nirvana, a senhorita Violet Grohl, escolheu a dedo a versão alheia que tocou na sessão Like a Version da rádio australiana Triple J, pinçando um clássico do Cure nos anos 90, uma escolha inusitada, mas precisa, com um acompanhamento na medida para exibir sua voz.

Assista abaixo:  

A cara da Medusa

Essa é a capa do novo disco de Kiko Dinucci, Medusa, uma tela da artista plástica paulistana Tatiana Blass inspirada em uma das músicas do álbum, “Faca da Palavra”. A tela faz parte da mostra de Tatiana que está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake chamada Contrarregra, que receberá, no dia 3 de outubro, a presença do próprio Kiko, que fará uma apresentação somente com sua guitarra durante a exposição.

Eis o trailer do documentário sobre Neil Peart

Aproveitando a turnê de retorno do Rush, o canal canadense CBC Television produziu um documentário sobre o terceiro integrante da banda que não está mais entre nós. Neil Peart: No One’s Disciple conta a história do baterista, a relação dele com seus comparsas de banda – o baixista Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson -, além de sessões em que os dois convidam bateristas inspirados por Peart – Danny Carey do Tool, Chad Smith dos Red Hot Chili Peppers, Stewart Copeland do Police e Gavin Harrison do Porcupine Tree – para reverenciar o mestre. O filme será lançado no dia 23 de setembro e eis seu trailer:  

Dentro da Medusa

Kiko Dinucci cumpriu mais uma etapa na preparação de terreno de seu Medusa que chega entre nós na semana que vem ao participar de uma atividade chamada “processo aberto” realizada nesta quarta-feira no pequeno Espaço Cênico do Sesc Pompeia, onde lançará seu disco ao vivo no final do mês. Composto no decorrer de 2025 e finalizado no início deste ano, seu terceiro disco é uma viagem introspectiva e barulhenta a um universo musical próprio habitado por fantasmas, samba-canção e microfonia e a apresentação realizada nesta quarta funcionou como um misto de aula com show em que contou a história do disco e como ele foi surgindo, desde sua volta à guitarra elétrica depois do Rastilho (seu segundo disco, ancorado no violão percussivo, que lançou há seis anos, um mês antes da pandemia) a um aceno (logo desfeito) a Noel Rosa, uma breve obsessão sobre a universalidade de Roberto Carlos, caminhadas, a reintrodução ao shoegaze e ao dreampop e a forma como surrupiou uma ideia de Lou Barlow ainda no Dinosaur Jr. Diferente da apresentação que fez no Centro da Terra no primeiro semestre (quando falou sobre este processo ao mesmo tempo em que tocou todas as canções do disco que havia acabado de ser gravado), desta vez ele pode falar do disco finalizado, mixado e masterizado, mostrando as diferenças entre as demos e as versões intermediárias, e tocou menos músicas, focando mais na faixa de abertura (“Cão Perdido”), na segunda faixa (“Água Viva”), na mutação de “Faca da Palavra” (uma das primeiras músicas do novo disco, primeiro gravada por Paola Ribeiro em seu Circus), na folhetinesca “Claudia, Frota e Eu” e na única música que mostrou até agora (e nem como single, apenas como clipe), a romântica “Como Foi”, em que deixa seu flerte rápido com Roberto Carlos tornar-se intenso, que usou para encerrar a noite. Medusa será lançado na semana que vem – e é tudo isso que parece…

#kikodinucci #sescpompeia #trabalhosujo2026shows 205

Todo o show: Geese ao vivo em Londres (1º.9.2026)

O Geese passou por Londres no primeiro dia deste mês e quando foi saudar a cidade em “2122” – faixa em que normalmente usam o breque para tocar alguma música alheia -, o vocalista Cameron Winter repetiu o truque que fez na Escócia dias antes, quando, em vez de tocar uma música, sacou o celular do bolso e deixou a voz da saudosa Dolly Parton ecoar “Here You Come Again” pelos captadores de sua guitarra. E desta vez, para agradar gregos e troianos, preferiu apertar o play em seu telefone da versão que o Oasis fez para “Help!” dos Beatles. O show inteiro segue abaixo e a música que contém essa citação começa aos seis minutos.

Assista abaixo:  

Avalanches e grande elenco!

Os Avalanches já haviam anunciado título e capa de seu novo disco, No Bad Memories, que será lançado no dia 16 de outubro, além dos três primeiros singles, que contavam com convidados de peso como Jamie xx, Karen O, Portraits of Tracy, Nikki Nair, Jessy Lanza e Prentiss. Agora o grupo australiano acaba de revelar o nome dos convidados do novo álbum, num vídeo que é uma ode à mídia física e que conta com um destes novos participantes, o ator Haley Joel Osment, como protagonista. Veja o vídeo abaixo, além do nome das músicas.  

O início da jornada

Sandra X começou bem sua temporada Coexistência no Centro da Terra, quando aproveitou a oportunidade não apenas para estrear uma parceria que vinha desenvolvendo com a percussionista Priscila Brigante, chamada Elã, em que ela divide-se entre voz e piano enquanto Brigante começou cantando e tocando viola caipira para depois assumir a sua percuteria. A noite começou com um coro de vozes puxado por Sandra ao lado das cantoras Matilde Russó e Barbarelli (esta aniversariante do dia), que voltaram ao final da apresentação para dividir o palco com a dona da noite e sua convidada principal, encerrando a primeira noite deixando a expectativa para as próximas lá em cima. Vamos, Sandra!

#sandraxnocentrodaterra #sandrax #centrodaterra2026 #centrodaterra #trabalhosujo2026shows 204

Sandra X: Coexistência

Muita satisfação trazer mais uma vez para o palco do Centro da Terra, desta vez para começar o mês, a cantora, compositora e performer paulista Sandra X, que assume uma temporada no teatro, tomando conta das segundas de setembro com a série de shows chamada Coexistência. Ela começa a temporada apresentando dois trabalhos inéditos em dupla: o primeiro deles neste primeiro dia de setembro com a percussionista e violeira Priscila Brigante (num espetáculo chamado Elã, que ainda conta com as vozes de Matilde Russó e Barbarelli) e no dia 14 ela vem com o pianista Lincoln Antonio (na apresentação chamada Sol a Beça, que também terá a presença de Brigante). No terceiro dia da temporada, 21, ela chama seu companheiro Craca para mostrar o espetáculo Terra Tremesse, que ainda traz a percussão de Macaxeira Acioli e a participação especial de Luiza Lian. E na última noite da temporada ela vem com Nua e Crua, em que busca intersecções entre música, dança e poesia, com o auxílio luxuoso de Jovem Palerosi, que tocaa para performances vocais de Angela Quinto, Daniel Minchoni, Diogo Cardoso, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, além de performances de dança, bordado e poesia com Janette Santiago e Fredyson Cunha. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

#sandraxnocentrodaterra #sandrax #centrodaterra2026 #centrodaterra

Do nada um disco ao vivo dos Yeah Yeah Yeahs

Em 2025, o trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs comemorou seu primeiro quarto de século de vida com uma turnê por teatros em vários países e agora acabam de anunciar o registro oficial deste momento quando lançam, nesta terça mesmo, o disco Hidden In Pieces: Live At The Royal Albert Hall, que traz quase a íntegra da apresentação do grupo no célebre teatro londrino com registros em outros shows em San Diego, Chicago e Nova York. “O sarrafo estava alto e o Royal Albert Hall foi o terceiro lugar em que tocamos na turnê”, explicou a vocalista Karen O no anúncio do disco, cuja versão física já está à venda. “Foi nossa primeira vez tocando ali e a expectativa antes do show foi pesada, mas, senhoras e senhores, acreditamos nisso já que o fizemos.” Com direito a cordas, órgão, piano e baixo acústico, o grupo reinventou alguns de seus clássicos, além de visitar tanto Björk (numa versão de cair o queixo para “Hyperballad”) quanto David Lynch (ao abrir a apresentação com “In Heaven”, música-tema do primeiro filme do diretor de Twin Peaks, Eraserhead). “Obrigada a David Lynch por tudo que ele fez”, continuou a vocalista, “sua morte aconteceu um mês antes de começarmos essa jornada e a performance começa com uma ode ao seu legado.” Hidden in Places vem acompanhado de um filme em preto e branco de mesmo nome de 22 minutos que está sendo lançado no canal de streaming da Criterion. O filme foi gravado no Orpheum Theatre de Los Angeles pelo diretor Barnaby Clay e também será exibido nos cinemas em algumas salas pelo mundo (em Londres, Melbourne, Sydney, Nova York, Los Angeles, Cidade do México e Tóquio – nada no Brasil, ao menos por enquanto) e em algumas sessões será exibido em sessão dupla com Cidade dos Sonhos e Eraserhead (do próprio Lynch), O Mensageiro do Diabo (de Charles Laughton, o clássico de 1955 em que Robert Mitchum vive um padre psicopata) e Asas do Desejo (de Wim Wenders). O disco já está nas plataformas de streaming e é deslumbrante, separei uns vídeos que foram feitos no show original abaixo:  

A reedição em vinil do primeiro disco do Violeta de Outono

Avisei que no próximo dia 12 de setembro o Violeta de Outono toca seu primeiro disco homônimo na íntegra no Sesc Pompeia em homenagem ao relançamento do disco em uma edição caprichada em vinil e eis as informações sobre esta nova versão: lançada numa parceria entre a gravadora Melômano e Voice Music, o disco tem capa dupla, encarte com fotos inéditas e texto assinado pelo Barcinski e vem em vinil colorido. E já está à venda!