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Parece que a edição especial do Rubber Soul finalmente vai sair…

Os Beatles mandaram um email para quem assina sua lista de email nesta terça-feira começando uma contagem regressiva de menos de 24 horas para… alguma coisa. Mas pelas pistas (a paisagem pastoril do vídeo no Instagram e o título do email enviado – “It’s been a long time, now I’m coming back home…” – uma letra da música “Wait”), tudo indica que finalmente vamos ouvir a versão cheia de extras do álbum Rubber Soul, que todo mundo achou que fosse sair no ano passado (por conta de seu aniversário de 60 anos). Se isso rolar, talvez finalmente vamos entrar na era das faixas-bônus dos cinco discos iniciais do grupo, já que todos depois de Rubber Soul (do Revolver ao Let It Be) já têm suas próprias edições completas.

Vamos aguardar…

Aquele baile do norte

Patrícia Bastos encerrou sua temporada Planeta Arrepiado nesta segunda-feira no Centro da Terra transformando o teatro num grande baile nortista. Como sempre acompanhada pelo violão de Dante Ozzetti, que desta vez contrapôs às guitarradas do filho de Patrícia Skipp e à percussão de sua própria filha, Thata Ozzetti , a cantora do Amapá veio acompanhada dos belíssimos vocais dos cantores congoleses Leo Matumona e Hidras Tuala, que superpuseram seu africanto por cima das referências caribenhas e amazônicas da dona da noite, que ainda trouxe um convidado surpresa, quando contou com a presença do multiinstrumentista Zé Pitoco, que desta vez assumiu a zabumba. A presença do grave instrumento de percussão foi a deixa para Patrícia deixar sua apresentação ainda mais dançante, fazendo até o público se levantar para dançar em pleno teatro. Noite linda!

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O Dia da Girafa está chegando!

Eis a capa de O Dia da Girafa, nono disco da carreira solo de Maurício Pereira, antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo. O disco é o primeiro com canções inéditas desde o ótimo Outono no Sudeste, de 2018. “Interessantes as associações dentro da cabeça da gente”, me explica Maurício sobre a capa. “O nome do disco tem a ver com a girafa, que tem aquela pelagem maluca, e dali pra chegar nos caquinhos foi um pulo: muito paulistano, quando era pequeno morei numa casa que tinha o chão de caquinhos. Joguei bola em cima deles anos a fio. Afeto, São Paulo, forma. Tá tudo ali.” A foto da capa foi tirada pelo produtor Gui Jesus Toledo e o disco, que já teve duas de suas músicas (“Casamata de Amoreiras”, em parceria com Rômulo Fróes, e “O Leme é um Lugar Genial”, com a Espetacular Charanga do França) mostradas anteriormente, chega para nós na próxima quarta, dia 29.

O 2027 do Faith no More já começou!

O Faith No More acaba de confirmar os primeiros shows de sua volta marcada para o ano que vem e eles não vêm só – chamaram o grupo System of a Down para dividir quatro noites do outro lado do planeta, quando tocam na Oceania em janeiro e fevereiro de 2027. O primeiro show acontecerá no dia 22 de janeiro em Sydney, seguido de outro show em Melbourne no dia 27 e outro no primeiro dia de fevereiro em Brisbane, todos na Austrália, para visitar a capital da Nova Zelândia Wellington no dia 7 deste mesmo mês. É só o começo de uma invasão do grupo liderado por Mike Patton durante todo o ano e não custa lembrar que tanto o FNM quanto o SOAD têm seus shows geridos pela produtora brasileira 30e, que mandou benzaço nesta escalação.

O centenário de Moacir Santos pela Orkestra Rumpilezz

Um privilégio poder assistir à celebração que a Orkestra Rumpilezz do saudoso Letieres Leite fez ao gênio Moacir Santos no exato dia de seu centenário, neste domingo, no Sesc 14 Bis. A apresentação de gala encerrou a temporada de três datas que o grupo baiano fez neste fim de semana aproveitando o centenário do mestre pernambucano – um mago da música brasileira que infelizmente não tem a popularidade à altura de sua majestade musical – para trazer a releitura idealizada pelo próprio Letieres há mais de dez anos, que só se materializou no álbum Moacir de Todos os Santos após sua morte, em 2021. Dividida entre sopros e percussão, a Orkestra começou a noite trazendo os ritmistas ao palco trajando figurino de gala branco para receber saxes, tuba, trombones, trompetes e flautas num segundo momento, quando os músicos entraram saindo de trás do público. Posicionados ao redor do pulso percussivo tocado por sete músicos – entre eles os maestros Gabi Guedes e Luizinho do Jêje -, os sopros alternavam os arranjos entrelaçados sobre a obra clássica de Moacir, o revolucionário álbum Coisas, de 1965, e solos que tocavam fundo a grande festa de ritmo e melodia em homenagem ao pernambucano, que o grupo fazia questão de comparar com o fundador Letieres, outro gênio da composição, arranjos e da educação através da música. Mas ao centro de tudo, carregando toda a apresentação e fazendo todo o público levitar mesmo que sentado, o naipe de percussão transforma o que poderia ser entendido como uma big band de samba jazz em um ritual mágico e solene à altura dos dois grandes gurus ali representados. De lavar a alma.

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Todo o show: Pavement ♥ Pink Floyd no meio de um show em Cleveland (23.7.2026)

Depois de incluir “Stairway to Heaven” em seu repertório (eles tocaram mais duas vezes depois do primeiro show desta turnê pelos EUA, numa delas emendaram com “Down by the River” do Neil Young), o Pavement segue passeando pelos clássicos e no show que fizeram em Cleveland, na quinta passada, além de tocar “Greenlander” ao vivo pela primeira vez desde 1992, também fizeram uma jam no final de “Half a Canyon” que desembocou em “Lucifer Sam”, do primeiro disco do Pink Floyd, quando a banda ainda era abençoada por seu fundador Syd Barrett. Pelo visto é uma fase “Pavement toca os clássicos” – que continue assim!

Assista à íntegra do show abaixo:  

Todo o show: Bon Iver toca Bob Dylan no festival Eaux Claires (24.7.2026)

Justin Vernon, cujos fãs conhecem melhor por Bon Iver, já fez algumas apresentações cantando o repertório de Bob Dylan – e fazendo trocadilhos com seu nome artístico e o do velho Zimmerman. A nova aparição aconteceu nessa sexta-feira no volta do festival Eaux Claires, na cidade de Eau Claire, em Wiscosin, nos EUA, criado por Aaron Dessner do The National e que ressuscitou depois de um hiato de oito anos. Vernon já ia tocar seu próprio show no festival, mas devido à vaga deixada por Kevin Morby (que suspendeu seu show no festival pois acabou de ser pai e voltou para ver sua criança com Katie Crutchfield, mais conhecida como Waxahatchee), ele acabou encarnando o mestre da música norte-americana puxando um repertório de clássicos e canções menos conhecidas dos anos 60 e 70, usando o infame nome de Bon Dylan (ele também já usou Bob Iver) para cantar “Don’t Think Twice, It’s All Right”, “The Man In Me”, “Tangled Up In Blue”, “Lay Lady Lay”, “All Along The Watchtower” e “Knockin’ On Heaven’s Door”, que encerrou a apresentação. Felizmente um intrépido fã filmou toda apresentação ,que você pode conferir abaixo (bem como a íntegra do setlist da noite).

Assista abaixo:  

Vai ter um segundo show do Godspeed You! Black Emperor

Depois de esgotar os ingressos de sua passagem por São Paulo no dia 23 de novembro, o lendário Godspeed You! Black Emperor, papas canadenses do pós-rock, abre uma segunda data no Brasil no dia seguinte, na mesma Áudio em que fará o show no dia anterior – e os ingressos já estão à venda. E por falar em show internacional produzido pela Balaclava, os ingressos para o show do New Order no dia 25 de novembro, este no Espaço Unimed, também se esgotaram. E a produtora soltou um teaser neste domingo indicando que vai trazer alguém de Manchester, na Inglaterra, para o Brasil – o anúncio acontece nesta segunda e com o teaser tocando a introdução fantasmagórica de “How Soon Is Now?” dos Smiths, entrega que vai ser o Johnny Marr, que já está vindo pra América do Sul por conta do festival chileno Primavera Fauna deste ano. Boa fase essa, hein…

Música nova da Sophia Chablau e do Felipe Vaqueiro!

A dupla Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro teve sua participação no programa Cultura Livre exibida neste sábado e Roberta Martinelli pode mostrar para todos em seu programa uma música inédita da dupla, a ótima “Quase 30”. E quase contemporâneo da apresentadora (51 aqui), faço dela minhas palavras sobre a letra da música nova. E alguém aí falou em Handycam 2?

Assista abaixo a íntegra do programa e a tal faixa-bônus: