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Vem Rubber Soul!

Era isso aí, a tão aguardada caixa do Rubber Soul dos Beatles surge em nosso horizonte quase como uma miragem e cheia de extras, entre versões anteriores de várias músicas, duas demos (uma do Paul e a outra do John, esta última chamada “Little Girl” que pode ou não ser uma versão inicial de “Run for Your Life”), o disco em nova versão stereo e em versão mono, além da versão do disco lançada nos EUA, com música do Help! e do single que lançaram separadamente no Reino Unido (o duplo lado A “Day Tripper” com “We Can Work It Out”) e, na versão mais completa da caixa, um livro de 88 páginas com prefácio escrito por John Lennon e introdução escrita por Paul McCartney, fotos inéditas, informações aprofundadas sobre a gravação do disco, anotações sobre as faixas, dois pôsteres e duas reproduções de fotos exclusivas. A caixa chega para nós no dia 2 de outubro e como aperitivo eles mostraram o primeiro take de gravação de “Michelle”, que é simplesmente impecável. Mas ninguém falou nada sobre o Help!… ainda.

Veja o trailer e a cara do novo box, ouça a nova versão de “Michelle” e confira a relação com todas as músicas da caixa abaixo:  

Música nova do Blonde Redhead!

“Tivemos um novo bebê!”, escreveu o trio nova-iorquino Blonde Redhead ao anunciar o lançamento de um novo single. “Seu nome é ‘Blood Spilled’, ela é só e selvagem, mas se você se afeiçoar a ela, ela pode criar raízes, se firmar no chão e ser a trilha sonora de uma vida extraordinária”, continuaram falando na apresentação da nova música, que, como disseram, não está ligada a nenhum disco vindouro (suponho) e cuja descrição se adapta ao doce noise das mais de três décadas de ação do grupo.

A vocalista da banda, Kazu Makino, falou mais sobre o single na newsletter do grupo:

“Os últimos anos foram, para o mundo e para mim, um período implacável de perdas. Devastada por essa fase, aprendi que a morte é o fim do corpo, não da alma.Sigo conectada àqueles que já não fazem parte deste mundo e a espíritos que jamais fizeram parte dele. Falo com eles e os ouço. Eles me mostram sinais para que eu saiba que somos muito mais do que nossos corpos e, acima de tudo, sinto o amor deles. Há pessoas que têm tanto medo da morte e da decadência que agem contra seus próprios interesses e contra a lei da natureza. Embora eu saiba que a morte não é o fim, também cheguei a reconhecer plenamente o poder e a magia do corpo que abriga a alma. Esta canção celebra a nossa incrível vantagem sobre aqueles que já não possuem corpos. Enquanto estamos aqui nesta Terra, este é o nosso momento, nossa dor e nossa alegria. Eles nos pertencem. Eu canto e grito apenas para me ouvir fazendo isso, até que minha alma abandone e deixe o plano físico. Esta canção trata do livre-arbítrio da nossa alma e do nosso corpo, até a última de nossas células.”

Sonzeira, como sempre. Que provavelmente iremos ouvir ao vivo aqui no próximo festival da Balaclava, que traz a banda para o Brasil.

Ouça abaixo:  

Malu Maria ♥ Angela Ro Ro

Um convite para participar de um livro tornou-se canção. Assim surgiu “Angela Ro Ro”, música que Malu Maria lança nesta quinta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. O convite veio de Marina Ruivo, da editora Garoupa, que organizou o recém-lançado volume Leia Esta Canção: Angela Ro Ro – Contos, Canções, Relatos & Afins para celebrar o legado da autora que nos deixou no ano passado e que traz textos de Bárbara Eugênia, Santiago Nazarian, Jair Naves, Pedro Alexandre Sanches, Lígia Codo, entre outros “Esse convite me pegou em cheio e me fez refletir profundamente sobre a minha relação com a Angela”, lembra Malu. “A escuto desde pequena e sempre foi uma inspiração gigantesca para mim por ser essa mulher corajosa, entregue, passional, transbordante e extremamente poética.”

“No primeiro momento, escrevi um poema para o livro, mas depois de pronto, percebi que aquele texto já tinha um ritmo próprio, trazia melodias escondidas e a canção surgiu quase que naturalmente”, continua a cantora. “Quando ficou pronta, decidi mostrar para o meu amigo Dustan Gallas, que é um músico maravilhoso e com quem já tinha trabalhado no meu último disco, o Nave Pássaro. Ele captou a essência na hora e colocou um piano lindo, que dialoga intimamente com tudo o que a Angela sempre fez ao piano. Essa parceria deixou o resultado muito especial.”

Ouça abaixo:  

É mesmo a caixa do Rubber Soul!

Os Beatles criaram mistério, mas as lojas online acabaram estragando a surpresa que eles preparam para esta quarta, quando fãs descobriram que o anúncio que eles haviam feito era mesmo a caixa do Rubber Soul. Faltam detalhes, mas já dá pra saber que são quatro discos (dois deles com o disco de 1965 na íntegra, provavelmente com variações de mixagem, e dois deles com 26 faixas, várias repetidas, certamente versões rascunho feitas no estúdio, pelo menos uma inédita – se “Little Girl” não for uma variação de outra, como “Run for Your Life” – e músicas que nem são do Rubber Soul) acompanhados de um livro com fotos e textos sobre o disco. Certamente virão muito mais detalhes sobre o aguardado lançamento (não sabemos nem a data de lançamento), mas a confirmação já saciou a expectativa…

Veja a lista com todas as faixas da caixa abaixo:  

Egrégora folk caipira

É a segunda vez que isso acontece este ano no Centro da Terra e, como da outra vez, foi impressionante ver como um disco pode crescer em dez anos. Como o Irmão Victor (que desta vez estava na plateia) fez no mês passado, a dupla Antiprisma também celebrou o aniversário de dez anos de seu disco de estreia, coincidentemente lançados em 2016. Apresentações que foram me apresentadas em conversas paralelas e que calharam de acontecer no mesmo palco com semanas de diferença. E como aconteceu no show do músico gaúcho, a dupla Victor José e Elisa Moos optaram por enriquecer ainda mais seu disco de estreia, preenchendo arranjos com os dez anos de estrada que construíram desde o lançamento do disco. Com isso, optaram por convidar músicos que fizeram parte de sua biografia para transformar a aconchegante choupana folk que construíram no mato com as próprias mãos há dez anos, em uma confortável e ampla casa, sem perder a simplicidade do trato, mas com atenção redobrada ao detalhe. Começaram o show em sua essência, só os dois no palco entrelaçando vocais e violões lindamente, e aos poucos foram chamando os amigos. Primeiro subiram o pai do prognejo Clóvis Cosmo (desta vez na bateria, mas revezando-se entre outros instrumentos como washboard, boingo e flauta) e o baixista Zé Mazzei (tocando um contrabaixo acústico na maior parte do tempo com arco de violoncelo), que acompanharam a dupla por quase toda a apresentação. Aos poucos começaram a chamar outros convidados, como a dupla gaúcha Doce Creolina, a maga Carol Encanto do grupo folk nórdico Yön, a pianista e vocalista Alambradas e o guitarrista Zé Antonio Algodoal, cada um deles entrando em cada número, exatamente na mesma ordem do disco até atingir o ápice em “Das Coisas”, quando reuniram todos os convidados ao redor da mesma música, erigindo uma pequena egrégora de folk caipira que funcionava como uma assinatura musical da atmosfera dos dois. Encerraram o show e o disco sozinhos os dois, primeiro com a última do disco homenageado, para depois completar a noite com uma música de cada um de seus lançamentos, desde o primeiro EP de 2014 (“o do burrinho”) até o disco mais recente (Coisas de Verdade, de dois anos atrás). E o que poderia parecer saudosismo, soou mais como a consciência da experiência de todos estes anos.

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Antiprisma: 10 Anos de Planos para Esta Encarnação

Muita satisfação em receber no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, a comemoração que Elisa Moos e Victor José fazem de uma década do primeiro disco de seu Antiprisma. Planos para Esta Encarnação é recriado no palco do teatro ao ser tocado na íntegra, reforçando a natureza acústica do duo, que recebe convidados para esta apresentação inédita, além de fazer novos arranjos para as clássicas canções. Prometem uma versão madura, que reforça letras e as harmonias vocais em um clima, e contarão com as presenças de Clóvis Cosmo, Zé Mazzei, a dupla Doce Creolina, Carol Encanto, Alambradas e Zé Antonio Algodoal, numa noite que promete ser especial. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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A abertura do Festival de Filmes Incrível vai ser uma festa no Belas Artes!

O Belas Artes começa a terceira edição de seu excelente Festival de Filmes Incríveis nesta quarta-feira e me chamou pra tocar na festa de abertura, que acontece logo após a exibição do primeiro filme do evento, o filme afegão No Good Men, que será exibido a partir das 19h30 – e os ingressos já estão à venda. A festa começa logo depois do filme, vamos lá?

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E parece que não é só um novo Rubber Soul que tá vindo aí…

Logo depois de soltarem um teaser que foi entendido pelos fãs como o anúncio da tão aguardada caixa do Rubber Soul, os Beatles publicaram um vídeo sobre o filme Help! sem dar muita explicação (deixando apenas “alguém os socorra, por favor”), mas juntando lé com cré, os mesmos fãs começaram a especular que há mais coisas vindo aí. De palpites prováveis como o relançamento do filme nos cinemas (ou no Disney+ – ou em ambos!) a uma segunda caixa, desta vez deschavando o outro disco que lançaram em 1965 até a possibilidade de uma grande série de anúncios intitulada Beatles ‘65, que incluiria as caixas de Help! e Rubber Soul, o relançamento do filme e do show que eles fizeram no Shea Stadium, em Nova York, naquele mesmo ano (cruzando mais uma barreira pela primeira vez, a dos shows em estádios esportivos) e sabe-se lá que mais eles podem ter deste ano guardado (programas de TV? As gravações na BBC? Entrevistas?). E se você lembra que ano que vem é quando saem os quatro filmes que Sam Mendes está dirigindo sobre a carreira da banda do ponto de vista de cada um deles, temos aí um grande evento beatle sendo materializado em câmera lenta na nossa frente exatamente agora…

Assista abaixo:  

Eis os títulos das faixas do novo disco de Phoebe Bridgers

“Já que vazou, tá aí!”, disse Phoebe Bridgers em sua conta no Instagram, revelando o título das 16 músicas de seu Lost Weekend com títulos assertivos como “Panorama”, “Kill Me”, “Never Going Back!”, “Other Plans”, “The Governor’s Waltz”, “Bobby”, “I Can’t Wait”, “Haunted”, “Lost Weekend” e “Lost Weekend (Reprise)”, lembrando que faltam 16 dias pro lançamento de seu disco.

Coisas do Moacir Santos em vinil

Aproveitando o centenário do mestre da música brasileira Moacir Santos comemorado no último dia 26, a fábrica de discos Polysom atualiza seu estoque com mais cópias do clássico Coisas (1965), disco fundamental na história da música gravada – e não apenas brasileira. Infelizmente fora das plataformas de streamings (suas canções podem ser encontradas espalhadas nessas joças musicais, mas não na íntegra), o disco só pode ser ouvido por vias extraoficiais ou em sua versão física.