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Valendo, Danislau!

Valendo! Danislau começou a colocar sua carreira solo em público nesta terça-feira, quando mostrou, pela primeira vez para além de seu círculo de amigos, as músicas que formarão seu disco de estreia para além de sua banda original, Porcas Borboletas. Ele bolou um repertório composto por letras faladas e refrães cantados em coro e o executou com uma bandaça para acompanhá-lo, formada pelo produtor do disco Arthur Kunz na bateria, o baixista Gabriel “Bubu” Mayall, o guitarrista aMoita Mattos e o tecladista Wagner Bernardes. Ao seu lado, por quase todo o show, Bruna Lucchesi fazia as vezes dos vocais de apoio, cantados depois que Danislau encarnava um Fausto Fawcett otimista, mesmo quando estava cantando sobre os perrengues da vida. O show ainda contou com uma participação impagável de Juliana Perdigão – com quem o protagonista dividiu um diálogo carnavalesco -, outra romântica de seu companheiro de Porcas Enzo Banzo e um momento introspectivo com o cineasta Filipe Franco na guitarra, materializando o sonho conversado com o qual Danislau tem trabalhado desde o fim do ano passado. Agora é esperar pelo lançamento do disco, que será no ano que vem!

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Danislau: Não Me Leve a Mal

Imensa satisfação receber mais uma vez Danislau no palco do Centro da Terra, desta vez apresentando o início de sua carreira solo – mesmo que continue no lendário Porcas Borboletas. Nesta terça-feira, ele começa a mostrar o que será seu primeiro disco solo Não Me Leve a Mal, previsto para ser lançado no próximo ano e que ele está gravando à frente de uma banda formada por Arthur Kunz (bateria), Gabriel Mayall (baixo e guitarra), Moita Mattos (guitarra e voz), Wagner Bernardes (teclado), além de ter participações de seu compadre de banda Enzo Banzo, do formidável Rafael Castro, da mestra Juliana Perdigão e da excelente Bruna Lucchesi. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Los Otros de novo!

“A gente escolheu essa música pra ser nosso segundo single porque de alguma forma ela representa o que a gente está fazendo”, explica o argentino Tom Motta,a vocalista e guitarrista da banda Los Otros, que antecipa o “Rockzinho Básico”, sucesso nos shows do grupo e que será lançado nesta quarta-feira, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “É um desabafo sobre fazer música de uma forma descontraída, que foi como a gente a escreveu, sem pensar tanto e falando o que queremos falar do jeito que queremos falar”, completa a rondonense Isabella Menin. “É uma brincadeira com o nosso próprio olhar – e o olhar alheio – sobre fazer música na cena independente atual, as expectativas em torno disso e as relações com as pessoas”, conclui o guitarrista do trio transestadual formado em São Paulo, que ainda conta com o baterista paraense Vinicius Czaplinski, que aos poucos se estabelece na cena independente da cidade. O próprio Bernardo conta que uma nova fase da banda logo após um show que farão em outubro: “Vamos começar a planejar as gravações do álbum, que queremos lançar no primeiro semestre de 2027”, antecipa.

Ouça abaixo:  

Liz Phair e Sleater-Kinney ♥ Elastica

Ninguém tinha dúvida que a turnê conjunta das Sleater-Kinney com a Liz Phair seria uma festa dos anos 90, mas ninguém poderia prever que elas tocariam “Connection” do Elastica em um dos shows – ainda mais juntas! -, como fizeram nesta segunda-feira, no MGM Fenway, em Boston, nos EUA. E isso só aumenta a expectativa sobre alguma novidade do Elastica além de reedições e produtos pra vender…

Assista abaixo:  

Beats latinos

Em mais uma apresentação dentro de sua temporada Coexistência, que está fazendo nas segundas de setembro no Centro da Terra, Sandra X convida o companheiro e parceiro musical Craca Beat para recriar no palco do teatro o espetáculo Terra Tremesse, em que entre beats e loops disparados pelo produtor – que também toca guitarra e controla a projeção mapeada -, mergulha num universo dançante da América Latina em que forró, guitarrada, reggae, carimbó, lambada, funk e cumbia se encontram entre timbres eletrônicos. Acompanhados dos vocais e percussões de Rafa Ella Voa e das flautas de Gil Duarte, os dois ainda receberam a cantora Luiza Lian ao final da apresentação, que cantou sua “Pomba Gira do Luar” antes de encerrar a noite agradecendo à dupla que inspirou seu trabalho ao lado do produtor Charles Tixier e cantando “Oxossi”, do trabalho apresentado nesta segunda.

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Quase como ver os Beastie Boys ao vivo em 2026!

Enquanto excursiona com seu recém-lançado disco (o ótimo Thank You, vale ouvir), o beastie boy Mike D tem pinçado algumas faixas de sua eterna banda no repertório, sempre encerrando as noites com o hit “So What’cha Want”. Mas acompanhado da banda 5D, que conta com dois filhos seus na formação, D puxa pelo menos quatro músicas dos Beastie Boys, por show, abrindo com “Hello Brooklyn”, passando por “Looking Down the Barrel of a Gun” e “3‐Minute Rule”, além de “Body Movin’” e “Remote Control” (uma média ousada, três do Paul’s Boutique, duas do Hello Nasty e uma do Check Your Head, mas eu adorei), além de sempre abrir o bis com uma versão para a excelente (e esquecida) banda pós-punk inglesa Delta 5, cantando o hit “Mind Your Own Business” (deixei uma destas versões abaixo). Mas neste domingo, no Observatory, em Santa Ana, na Califórnia, ele encerrou o show com a mesma música de sempre – “So What’cha Want” – com dois convidados de peso, o tecladista Money Mark e o DJ Mix Master Mike, ambos partes de uma das formações clássicas do grupo a partir dos anos 90. Pesadíssimo – e abre possibilidades que é melhor nem pensar. Assista abaixo:  

Patrimônio paulistano

Maurício Pereira fechou o fim de semana lançando seu nono álbum como artista solo com toda a devida mesura que requer tal programa essencialmente paulistano, quando lotou o teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros acompanhados de velhos e novos compadres. Com uma banda formada pelos produtores do disco Biel Basile (na bateria) e o filho Chico Bernardes (nos violões), o velho comparsa Tonho Penhasco (na guitarra), o sagaz Fábio Sá (nos baixos) e a novata Julia Toledo (piano e teclados), ele afinou a ordem das músicas em relação à de seu O Dia da Girafa (dando uma dinâmica mais direto ao ponto, diferente da registrada, que demora para bater no álbum), misturando–a com outras canções de seu repertório – e fez isso sem cerimônia, ao incluir “Balangandans” do primeiro álbum Na Tradição e puxar logo em seguida os hits “Pra Marte” (esta acompanhada apenas de Chico ao violão) e ‘Um Dia Útil” (esta só com a guitarra de Tonho). Trouxe sua ode “Trovoa” um pouco antes de chamar toda a Espetacular Charanga do França para o palco e dividir a marchinha “O Leme é Um Lugar Genial”, do novo álbum, e o próprio França agradeceu Maurício por ter chamado sua banda após ter tocado a música que sua outra banda (o Metá Metá) regravou em seu primeiro disco (além de lembrar, às gargalhadas, da dificuldade que era lotar a primeira encarnação da Casa de Francisca, com pouco mais de 40 lugares). A Charanga seguiu no palco para uma versão para “Purquá Mercê” d’Os Mulheres Negras e depois Maurício misturou “Florida” e “Pan y Leche” numa mesma canção, antes de entrar numa longa e inspirada ficha técnica cantada, esticando o espetáculo para quase duas horas. Encerrou o show com a faixa que abre o novo disco (“Uma Vida Standard”), mas voltou mais uma vez com a Charanga para outra música de seu primeiro disco, “Tudo Por Ti”. E assim reforça cada vez mais seu status de patrimônio paulistano, não importa qual disco lance.

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De volta a 1996

Tom Zé é o próximo homenageado da série Relicário do Selo Sesc, que traz à luz apresentações célebres que foram gravadas em unidades da rede. E para comemorar seu aniversário de 90 anos, a série resgatou um show que o mestre baiano fez em 1996 que reúne standards de seu repertório (como “Nave Maria”, “Dois Mil e Um”, “Hein?” e “Augusta Angélica e Consolação”) com dois clássicos da música brasileira (“Taí” de Joubert de Carvalho e “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa) e outras de seu então recém-lançado disco, The Hips of Tradition, quando teve sua carreira ressuscitada por David Byrne através de sua gravadora Luaka Bop, que lançou este disco. É justo deste que sai o primeiro single deste Relicário (que será lançado no dia 9 de outubro): ouça abaixo “Ogodô, Ano 2000”.  

O equilíbrio do Varanda

A banda mineira Varanda deu um salto considerável em seu último disco, fugindo de músicas fáceis e grudentas para convidar seus ouvintes para ambiências sonoras e dramáticas que reforçam algo que estava apenas nas entrelinhas do primeiro álbum. E se o disco de estreia Beirada tinha algo de cronista e indie pop, no disco de título interminável (que eles mesmos sugeriram a redução para apenas Às Vezes Um Sonho), eles deixam o pop em segundo plano para mergulhar nos devaneios vocais e cênicos da vocalista Amélia do Carmo e na psicodelia indie cada vez mais pesada do trio instrumental formado por Augusto Vargas (baixo), Mario Lorenzi (guitarra) e Bernardo Merhy (bateria). Ao apresentar o disco ao vivo dentro da sessão Estéreo MIS, que o Museu da Imagem e do Som abre para novos artistas nesta sexta-feira, o quarteto reforçou essa mudança de tom ao tocar o disco na íntegra – embora fora da ordem – e escolher poucas canções do primeiro álbum para o novo repertório (entre elas “Vida Pacata” e “Cê Mexe Comigo”, esta cantada em uníssono pelo público que encheu o auditório do museu). O conjunto musical apresentado é mais envolvente e descritivo do que as faixas do disco anterior e o clima do novo álbum exala mineirice ao mesmo tempo que soa mais assertivo, sem a insegurança confessa de sua primeira fase. Some isso à segurança de palco (mesmo com inevitáveis perrengues, como uma corda arrebentada e a mão machucada do baterista, que impediu um bis), à química entre seus integrantes e ao desafio proposto de expandir-se esteticamente para soar ainda mais autoral e temos um momento que é tão importante para a banda quanto para seu meio. Não por acaso encerram o show com “Relâmpagos”, do primeiro disco, canção que parecia apontar o rumo do futuro próximo da banda, mas não consigo me desprender de “Labirinto”, em que eles equilibram sua força indie (o início entre o Gang of Four e o Franz Ferdinand) e sua sensibilidade MPB que acabam sendo a chave para que eles sejam uma das principais bandas da cena indie brasileira atualmente.

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Um livro sobre o primeiro disco dos Beastie Boys

Em comemoração aos 40 anos do primeiro disco dos Beastie Boys, Licensed to Ill, o jornalista norte-americano Ben Merlis, lança o livro Beastie Boys: Licensed to Ill – 40 Years em que detalha a história do surgimento deste álbum, um marco na história da música pop. É um livro de capa dura e páginas coloridas com quase 200 páginas, que reúnem mais de 200 fotos do trio durante este período, além de entrevistas com os próprios Beastie Boys e integrantes de sua turma naquela época, análise detalhada de cada faixa do disco e prefácio escrito por Prince Paul. O livro será lançado em novembro e já está em pré-venda.

Veja algumas páginas abaixo: