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Luna França: Junto

Imensa satisfação de receber Luna França nesta terça-feira no Centro da Terra, quando apresenta seu espetáculo Junto, que norteia seu novo horizonte artístico, quando começa a pensar na realização de seu segundo álbum. Depois do disco de estreia, chamado de Um e feito de forma solitária, ela parte da colaboração com outros artistas como ponto de partida para este novo trabalho, que começa a colocar em prática a partir desta primeira apresentação no teatro, e além da banda que montou, formada por Arquétipo Rafa (bateria e synth bass), Lê Veras (teclado e guitarra) e Melifona (sopros e voz), ela também troca com as cantoras que convidou para esta noite: Malu Magri, Ana Passarinho e Heloá Holanda, transformando o palco em um espaço de encontro e troca. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Sem tempo a perder

Galo invocou o nosferatu tropicalista para tomar conta da primeira noite de sua temporada Um Bis no Abismo no Centro da Terra e fez todos mergulhar na poesia inquieta de Torquato Neto, mostrando como, mesmo com uma vida e obra encurtadas pela morte precoce, sua importância e influência segue tanto intacta quanto presente – e o vocalista da Trupe Chá de Boldo editou uma bela compilação dos melhores momentos do poeta e jornalista piauiense, puxando tanto parcerias quanto homenagens. Ladeado por dois guitarristas – o velho cúmplice de Trupe Gustavo Cabelo, maestro desta apresentação, e o novo camarada Vitor Wutzki -, Galo abriu com quatro hits do poeta e parcerias com sumidades do nosso cancioneiro: “Let’s Play That” com Jards Macalé, “Mamãe Coragem” e “Deus Vos Salve Esta Casa Santa” com Caetano Veloso e a cortante “Pra Dizer Adeus” com Edu Lobo. Depois chamou Soledad para o palco, enviesando a apresentação para Gal Costa, quando primeiro dividiram “Três da Madrugada” (parceria com Carlos Pinto), depois a cantora cearense leu o trecho da coluna Geleia Geral em que Torquato incensava o show Fatal, para fechar cantando “Viver é Fatal”, música que Galo compôs no dia em que soube da morte de Gal, o 9 de novembro que também é aniversário do piauiense. Depois visitou a música que Sergio Sampaio celebra Torquato (“Que Loucura”) e dois poemas musicados por Gilberto Gil (“Marginália II” e “Todo dia é dia D”), quando recebeu o segundo convidado da noite, o cantor Zé Ed, que recitou a coluna “Pessoal Intransferível” e depois chamou Soledad mais uma vez para dividir a parceria do poeta com Geraldo Azevedo, “O Nome do Mistério”. E depois de fazer o público cantar a homenagem póstuma que Caetano fez ao amigo (na imortal “Cajuína”), vestiu a capa de vampiro brasileiro (“pf”, cuspiria Bento Carneiro) de Torquato, para terminar a noite musicando o poema “Cogito”: Eu sou como eu sou, vidente/ E vivo tranqüilamente/ Todas as horas do fim”. Um começo de temporada sem firulas e sem bis, pois não temos tempo a perder.

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Galo: Um Bis no Abismo

Enorme satisfação ao receber Gustavo Galo para tomar conta da temporada de junho no Centro da Terra, quando junta três segundas e uma quarta-feira (porque é mês de Copa do Mundo) para fazer seu Um Bis no Abismo. A primeira noite acontece neste dia 8, quando celebra o poeta Torquato Neto com a apresentação Subterrânia, escrito com “i” mesmo, como Hélio Oiticica abrasileirou o termo em inglês “underground” para o Brasil nos anos 60, quando reúne Vitor Wutzki, seu companheiro de Trupe Chá de Boldo Gustavo Cabelo, Zé Ed e Soledad para celebrar o tropicalista do Piauí. Nas segunda seguinte, dia 15, ele traz sua nova banda Tudo a Ver (com Juliana Perdigão, Bruna Lucchesi e Vitor Wutzki) e convidados como Angélica Freitas, Fabricio Corsaletti, Dimitri Br e Marcelo Ariel. No dia 22 apresenta suas subversões com Peri Pane, quando verte para o português canções de Lou Reed, Patti Smith e Leonard Cohen e recebe André Mourão e Péricles Cavalcanti. E como a última segunda do mês cai num possível dia de jogo da Copa, o encerramento da temporada acontece no primeiro dia do mês que vem, numa quarta, quando ele mostra suas novas composições ao lado de Pedro Gongon, Otávio Carvalho, Lucas Gonçalves e Tomás Gleiser. As apresentações começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda pelo site do Centro da Terra.

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Todo o show: A volta do Rush, em Los Angeles (7.6.2026)

E o Rush conseguiu. O trio canadense voltou à ativa em sua turnê comemorativa Fifty Something neste domingo, a primeira vez em que Geddy Lee e Alex Lifeson voltaram a fazer um show completo com suas canções após a morte do baterista Neil Peart em 2020 e superaram todas as expectativas. Pra começar, o show de estreia em Los Angeles, nos EUA, já entra para a história da banda como a primeira vez em que a cantora Aimee Mann – a única outra pessoa a tocar com o grupo em toda sua discografia – subiu ao palco com o grupo para cantar um dos maiores hit radiofônicos da banda, “Time Stand Still”, que lhes garantiu uma baita sobrevida nos anos 80. Não bastasse esse momento histórico, as atenções voltaram-se logicamente para a baterista que entrou no lugar do virtuoso terceiro elemento da banda e Anika Nilles esmerilhou. Não apenas segurou passagens clássicas com o mesmo pulso e frieza do baterista original como era ovacionada pelos fãs em momentos-chave das canções épicas e extravagantes do grupo. E o Rush é um dos sectos de adoradores mais insuportáveis da história do rock, pois entrelaça dois ambientes perfeitos para a proliferação de fãs malas, o heavy metal e o rock progressivo. Anika não fez pouco e entrou não só para a história da banda como garantiu o resto de sua vida como uma referência em seu instrumento. E até o baixista Geddy Lee, cujo vocal derrapava em algumas performances recentes, segurou bem a onda, sem contar que, como o guitarrista Alex Lifeson, segue um ás em seu instrumento. No setlist, vários clássicos e músicas que eles não tocavam há eras, como “Freewill”, “Vital Signs” e “La Villa Strangiato” e a bizarra presença de “By-Tor & The Snow Dog”, que não tocavam ao vivo há mais de 20 anos. A produção do show é aquela coisa cafona e opulenta, como dá pra ver pelos vídeos, mas emoldura de forma definitiva a carreira da banda em grande estilo. Muito bom.

Veja alguns vídeos que pesquei online abaixo:  

O primeiro disco solo de um beastie boy!

Mike D vem mesmo aí! E acaba de anunciar Thank You, o primeiro álbum solo de um beastie boy, que não lançavam música desde a passagem do irmão Adam “MCA” Yauch, em 2012. D voltou a apresentar-se ao vivo este semestre, primeiro como convidado-surpresa do show da banda de seus filhos (chamada Very Nice Person) depois fazendo seus próprios shows, com a banda da prole rebatizada como 5D para acompanhá-lo. De lá pra cá ele faz mais alguns shows nos EUA, lançou dois singles (“Switch Up” e “What We Got”) e, durante a passagem que está fazendo pela Inglaterra, soltou a notícia – junto com a capa e o nome das músicas – de sua estreia, que acontece no mês de agosto. Junto com esta notícia ele lançou mais um single, “True Colors”, e prepara-se para tomar o planeta de assalto.

Veja o nome das músicas e ouça o novo single abaixo:  

Charli XCX na estrada

Charli XCX acaba de anunciar que a turnê de lançamento de seu Music Fashion Film começa em setembro e em outubro pelos Estados Unidos, quando terá os shows abertos pela sensação Underscores (que lançou um discaço esse ano, o ótimo U, e virá para o Brasil tocar no Primavera paulistano). Ela ainda não avisou quando passeia por outros países além da terra do Tio Sam, mas sempre ficamos na torcida de ela passar por aqui…

Todo o show: A volta do Bem Brasil, com Carlinhos Brown (7.6.2026)

Tão maravilhosa quanto a notícia da volta do Bem Brasil é que Roberta Martinelli agora faz dupla com Wandi Doratiotto na apresentação do programa. O vocalista do Premê segue apresentando o histórico programa e a apresentadora do Cultura Livre solta sua faceta repórter entrevistando o público. E por melhor que tenha sido o show (que é também transmitido pelo YouTube e depois fica online), o momento de volta do programa, com a Roberta entrevistando o Wandi, já é histórico (sem contar o “merda” que ela solta no final).

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ Robert Smith

É oficial: mais do que amigos, Robert Smith e Olivia Rodrigo agora são parceiros – e o chá de revelação aconteceu de surpresa, no palco, quando depois de anunciar que iria cantar uma música nova, batizada de “What’s Wrong With Me”, ela atravessou a primeira parte dela acompanhada apenas de sua banda, para chamar o convidado no palco, num grito de susto: “Senhoras e senhores, deem as boas vindas para Robert Smith”, gritou quase sem acreditar, para ver o senhor The Cure assumir os vocais e dividi-lo com ela num dueto fofo (odeio esse adjetivo, mas não tem outro nome pra isso). E ao mesmo tempo em que é delicioso perceber que, além de suas as duas vozes se encaixam quase como mágica, a composição reúne duas tradições cancioneiras – a música pop para rádio dos EUA (um legado literalmente secular) e as improváveis doces canções do pós-punk inglês (uma escola de quatro décadas crucial para o surgimento do que chamamos hoje de indie). E é essa confluência, que pode traduzir-se em novos fãs para os dois lados, que torna a canção tão singular – e reforça ainda mais a expectativa para o próximo disco de Olivia, que será lançado na sexta-feira.

Assista abaixo:  

O calor da Chama

Mais uma edição do Chama maravilhosa, quando pude, ao lado do compadre Arthur Amaral, da Porta Maldita, mostrar alguns dos melhores shows que temos na nova cena independente brasileira que cada vez mais tornar-se mais forte, intensa e plural – e sem delírios de grandeza. Reunir Felipe Vaqueiro, Jovita, Tubo de Ensaio, Besta Fera, Gastação Infinita, Boia e Thalin – e seus respectivos convidados, numa mesma noite fez o público viajar em sete universos musicais distintos e dispostos a expandir seus trabalhos, mas sem perder a vibração comunitária e a sensação de estar assistindo a uma transformação cultural que vai para além da música.

Leia mais abaixo: