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Sandra X: Coexistência

Muita satisfação trazer mais uma vez para o palco do Centro da Terra, desta vez para começar o mês, a cantora, compositora e performer paulista Sandra X, que assume uma temporada no teatro, tomando conta das segundas de setembro com a série de shows chamada Coexistência. Ela começa a temporada apresentando dois trabalhos inéditos em dupla: o primeiro deles neste primeiro dia de setembro com a percussionista e violeira Priscila Brigante (num espetáculo chamado Elã, que ainda conta com as vozes de Matilde Russó e Barbarelli) e no dia 14 ela vem com o pianista Lincoln Antonio (na apresentação chamada Sol a Beça, que também terá a presença de Brigante). No terceiro dia da temporada, 21, ela chama seu companheiro Craca para mostrar o espetáculo Terra Tremesse, que ainda traz a percussão de Macaxeira Acioli e a participação especial de Luiza Lian. E na última noite da temporada ela vem com Nua e Crua, em que busca intersecções entre música, dança e poesia, com o auxílio luxuoso de Jovem Palerosi, que tocaa para performances vocais de Angela Quinto, Daniel Minchoni, Diogo Cardoso, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, além de performances de dança, bordado e poesia com Janette Santiago e Fredyson Cunha. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Do nada um disco ao vivo dos Yeah Yeah Yeahs

Em 2025, o trio nova-iorquino Yeah Yeah Yeahs comemorou seu primeiro quarto de século de vida com uma turnê por teatros em vários países e agora acabam de anunciar o registro oficial deste momento quando lançam, nesta terça mesmo, o disco Hidden In Pieces: Live At The Royal Albert Hall, que traz quase a íntegra da apresentação do grupo no célebre teatro londrino com registros em outros shows em San Diego, Chicago e Nova York. “O sarrafo estava alto e o Royal Albert Hall foi o terceiro lugar em que tocamos na turnê”, explicou a vocalista Karen O no anúncio do disco. “Foi nossa primeira vez tocando ali e a expectativa antes do show foi pesada, mas, senhoras e senhores, acreditamos nisso já que o fizemos.” Com direito a cordas, órgão, piano e baixo acústico, o grupo reinventou alguns de seus clássicos, além de visitar tanto Björk (numa versão de cair o queixo para “Hyperballad”) quanto David Lynch (ao abrir a apresentação com “In Heaven”, música-tema do primeiro filme do diretor de Twin Peaks, Eraserhead). “Obrigada a David Lynch por tudo que ele fez”, continuou a vocalista, “sua morte aconteceu um mês antes de começarmos essa jornada e a performance começa com uma ode ao seu legado.” Hidden in Places vem acompanhado de um filme em preto e branco de mesmo nome de 22 minutos que está sendo lançado no canal de streaming da Criterion. O filme foi gravado no Orpheum Theatre de Los Angeles pelo diretor Barnaby Clay e também será exibido nos cinemas em algumas salas pelo mundo (em Londres, Melbourne, Sydney, Nova York, Los Angeles, Cidade do México e Tóquio – nada no Brasil, ao menos por enquanto) e em algumas sessões será exibido em sessão dupla com Cidade dos Sonhos e Eraserhead (do próprio Lynch), O Mensageiro do Diabo (de Charles Laughton, o clássico de 1955 em que Robert Mitchum vive um padre psicopata) e Asas do Desejo (de Wim Wenders). O disco já está nas plataformas de streaming e é deslumbrante, separei uns vídeos que foram feitos no show original abaixo:  

A reedição em vinil do primeiro disco do Violeta de Outono

Avisei que no próximo dia 12 de setembro o Violeta de Outono toca seu primeiro disco homônimo na íntegra no Sesc Pompeia em homenagem ao relançamento do disco em uma edição caprichada em vinil e eis as informações sobre esta nova versão: lançada numa parceria entre a gravadora Melômano e Voice Music, o disco tem capa dupla, encarte com fotos inéditas e texto assinado pelo Barcinski e vem em vinil colorido. E já está à venda!

Kiko Dinucci 2027: “Nossa dor fantasiada…”

Depois de anunciar a data de lançamento de seu terceiro disco solo, Kiko Dinucci começa a mostrar seu Medusa bem à sua maneira: escolheu a música mais comportada de sua nova coleção de canções (a balada robertocarleana “Como Foi”) para inaugurar sua nova fase, que vem com um clipe retrô dirigido por ele e Mariana Metri que pode ser resumido na descrição cinematográfica que dá ao apenas enfileirar as tags ligadas a esse momento: “Delírio Low-Fi. Derretimento analógico. Rei na Lama. Declaração de amor deteriorada. Cordas radiofônicas. Rotação disforme. Infância punk. Viadutos. Grafias urbanas. Cartas rasgadas. Fotos rasgadas. Olhos sem face. Concreto e sol. Super exposição. Super 8. Ruído. Erupção. Asfalto. Calor e cansaço. Memória esfumaçada.” Uma forma de criar a atmosfera ideal para a chegada do novo trabalho, que desta vez é lançado pelo selo Risco.

Assista abaixo:  

On the run #182: Four Tet @ Alexandra Palace (22.11.2025)

O maiúsculo Kieran Hebden, que nós conhecemos melhor como Four Tet, acaba de colocar a íntegra de sua apresentação no Alexandra Palace londrino no ano passado no YouTube. É um set de quatro horas e meia em que, sozinho, enfileira nomes conhecidaços do público (His Name Is Alive, Ricardo Villalobos, CHVRCHES, Burial, Skrillex, Ellie Goulding, Eric Prydz, Floating Points e PinkPantheress) com outros tantos conhecidos apenas por quem é do ramo (Tony Romera, Jai Paul, KH, Chris Lake, Hatiras, Taraval, Chloe Robinson, DJ ADHD, Magugu, Mala, Stush, entre inúmeros outros) e várias faixas suas, autorais, remixes e do projeto impronunciável (⣎⡇ꉺლ༽இ•̛)ྀ◞ ༎ຶ ༽ৣৢ؞ৢ؞ؖ ꉺლ) que lançou este ano. Puro delírio.

Ouça abaixo:  

O “Ponto Final” da temporada

Lindo o encerramento da temporada Não Tem Nome que a mineira Sara Não Tem Nome fez durante as segundas de agosto no Centro da Terra. Para esta última apresentação, no último dia do ano, Sara reuniu um time de colaboradores, como ela mesma disse, “faixas-preta” e criou uma banda com Marcelo Callado na bateria, Luiza Brina no baixo e Beto Sporleder nos sopros, além da própria Sara na guitarra. A princípio passeando pelo repertório de Sara, a banda também tocou músicas de Brina (“Somos Só”, composta quando ela ainda fazia parte do grupo Graveola e o Lixo Polifônico , e a bela “Oração 18’, de seu disco solo Prece) e de Callado (“Entre as Estrelas” de seu recém-lançado Brado e a asiática “Minha Cama”) e encerrou a apresentação com sua “Ponto Final” que havia encerrado a segunda noite, só que dessa vez com banda, em vez de fazer somente à guitarra.

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Angèle anuncia disco com Justice, Soulwax, Caroline Polachek e mais…

A cantora sensação belga Angèle vem comendo pelas beiradas há um tempo e acaba de anunciar seu primeiro álbun. Batizado de Instinct, o disco (já em pré-venda) será lançado no dia 16 de outubro e traz colaborações da cantora com a dupla francesa Justice (o single “What You Want” já havia sido lançado no primeiro semestre), a dupla conterrânea Soulwax e a norte-americana Caroline Polachek, que participa de uma faixa ao lado do francês SebastiAn. A capa, revelada neste último dia de agosto, traz a cantora recriando o famoso autorretrato do holandês M. C. Escher com um espelho esférico, e o disco foi anunciado com o lançamento de mais um single, “Une Seule Vie”, que surgiu com clipe gravado durante o recente eclipse solar que escureceu os céus europeus.

Assista abaixo:  

Mais uma do Olivia Tremor Control…

Surge mais uma amostra do tão aguardado terceiro e último álbum da banda psicodélica Olivia Tremor Control, The Same Place, finalmente programado para ser lançado no dia 23 de outubro. Lançado após as mortes de seus dois principais integrantes – Bill Doss (em 2012) e William Cullen Hart (em 2024) -, o disco já teve dois singles lançados e agora surge a tensa e reverente “Advice from the Oceans”, a primeira canção que os dois retomaram o disco depois do hiato que fizeram até 2010. Nem dá pra acreditar que esse disco vai sair…

Ouça abaixo:  

Novas formações

Encerrando o mês de agosto com mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles, que contou com uma inesperada troca de formações nas duas bandas que tocaram na noite. Mostrando as músicas de seu recém-lançado Fagogo, disco que não está nas plataformas digitais e só pode ser ouvido ao vivo ou no próprio player inventado para este lançamento e que é vendido nos shows, Gibaa iria tocar apenas acompanhado de baixo (Matheus Arruda, da Celacanto) e teclado (o sagaz Leo Montagner, que também fazia os vocais de apoio), além de sua própria guitarra. Mas na metade do show, o intrépido Gabriel (que toca na Vinco e na Tubo de Ensaio) subiu ao palco e acompanhou o grupo com uma benvinda bateria, que ajudou na empolgação do público, que já estava na mão de Gibaa. Além das músicas do novo disco, também trouxe músicas de seu disco anterior e encerrou com um bis emprestado de outra banda sua, a Minikidd, com o refrão cantado com gosto pelos presentes.

E se Gibaa trouxe um baterista não esperado para sua apresentação no Inferninho Trabalho Sujo, a Morro Fuji contou justamente com o desfalque do baterista Natan Bertolino – que teve uma questão de saúde (felizmente já está melhor) – o que obrigou o quinteto do ABC a tornar-se um quarteto e ligar o modo “acústico”, tocando apenas com guitarras e vozes, mesmo sem precisar desplugar a eletricidade. E assim a pegada mais firme do grupo, que acaba de lançar seu primeiro álbum, Ainda Nem Doeu, ganhou ares mais relaxados, deixando os vocais de Angela Destro e do guitarrista Nícolas Farias entrelaçarem-se enquanto o outro guitarrista Leonardo Pacheco e o baixista Pietro Demarchi segurarem a parede de som para suprir a ausência da percussão, deixando a apresentação mais intimista e melódica do que normalmente fazem. E seguraram bem!

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Morro Fuji e Gibaa @ Picles (28.8)

A próxima edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles acontece na sexta-feira, dia 28, quando recebemos os shows da banda Morro Fuji, que acaba de lançar o ótimo disco Ainda Nem Doeu, e do Gibaa, que também lança seu disco Fagogo nesta mesma edição. E desta vez quem toca comigo é a Bamboloki, matando a saudade das nossas madrugadas caóticas na pistinha do Picles. Os ingressos já estão à venda, vamos?