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Um livro sobre o primeiro disco dos Beastie Boys

Em comemoração aos 40 anos do primeiro disco dos Beastie Boys, Licensed to Ill, o jornalista norte-americano Ben Merlis, lança o livro Beastie Boys: Licensed to Ill – 40 Years em que detalha a história do surgimento deste álbum, um marco na história da música pop. É um livro de capa dura e páginas coloridas com quase 200 páginas, que reúnem mais de 200 fotos do trio durante este período, além de entrevistas com os próprios Beastie Boys e integrantes de sua turma naquela época, análise detalhada de cada faixa do disco e prefácio escrito por Prince Paul. O livro será lançado em novembro e já está em pré-venda.

Veja algumas páginas abaixo:  

Pautados pelo som

“Por mim nem lançava single nenhum, só botava o disco inteiro no ar”, desabafa o guitarrista Guilherme Paz, antecipando o primeiro single do próximo disco da banda Gueersh, “Guerreires do Jóquei”, que sai nesta quinta-feira e que liberam em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Porque apesar dessas músicas terem mais letras que antes, o conjunto da coisa não é pautado pela canção, mas pelo som de tudo, por isso o sentido de lançar um single parece mais vago.” Mas, incentivados pelos amigos, a banda resolveu dar um aperitivo do disco Macarrão de Guerrilha, que deverá sair na semana que vem, e escolheram esta música por ser “mais a síntese da parada”. Ele também comenta como foi trabalhar com o guitarrista Eduardo Manso, que produziu o novo álbum. “Nossa onda bateu desde a primeira vez que nos conhecemos, curtimos muita coisa em comum de som, humor, ideias… E anos antes da gente se conhecer já tínhamos elencado ele como uma das pessoas do sonho com quem queríamos trabalhar produzindo algo”, continua, enfatizando que têm outros produtores dos sonhos em vista para trabalhos futuros. “Trabalhar com pessoas talentosas, que gostam de ouvir e trocar… Aí tudo se soma, é lindo demais. O show que fizemos no Centro da Terra, Coletivas Mãos (título tirado de um trecho deste primeiro single), parte desse lugar. Estamos acostumados a fazer shows elaborados em espaços apropriados, como teatros e tal… e nesse a gente mandou o disco pras pessoas e deixou elas sentirem e a partir daí foi se construindo naturalmente”, conclui.

Ouça abaixo:  

Prazer e gozo

E corre pra Casa de Francisca pra pegar o aniversário de 69 anos da maga Alzira E, comemorados numa festa inacreditável em que seu repertório foi revisto por algumas de suas pessoas mais queridas, com a própria Alzira assistindo tudo na frente do palco. A festa começou com “Nosso Presente” cantada por Gustavo Galo, que já deixou a banda que acompanharia os outros intérpretes (Chicão Montorfona e a cozinha da banda Corte da própria Alzira, com o bixiga 70 Marcelo Dworecki no baixo e Fernando Thomaz na bateria), em ponto de bala. Depois a filha de Alzira Luz Marina subiu com Lucinha Turnbull para tocar “Já Sei” com o próprio Galo, Curumin hipnotizou o público esticando as vogais de “Beijos Longos”, Tulipa e Gustavo Ruiz continuaram apimentados com “Ladainha”, Negro Leo seguiu com “Itamar É”. O clima familiar ficou ainda mais intenso à entrada irmã Tetê Espíndola, que veio arrasando com “Rio Vermelho”, a filha Iara Rennó, que subiu com Ava Rocha para cantar “Mulher O Suficiente” e a noite ainda teve participações do filho Joy Espíndola, Peri Pane e chegou ao ápice quando o saxofonista Cuca Oliveira e o trompetista Daniel Gralha subiram ao palco com a própria Alzira e seu baixo elétrico, fechando a formação de sua banda Corte, para tocar uma música inédita, a composição mais recente feita pela aniversariante, que estava esfuziante com a noite. Dali pra frente, o Corte seguiu incendiando tudo com direito a todo mundo subindo no palco numa grande catarse ao final, sublinhada pela fala da própria Alzira ao final: “Pra mim é só prazer e gozo”. Evoé!

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À sombra do Velvet Underground

O Gueersh mostrou que é uma das principais novas bandas brasileiras nesta terça-feira no Centro da Terra, quando, no espetáculo Coletivas Mãos, apresentou na íntegra seu próximo álbum, Macarrão de Guerrilha, que deve ser lançado ainda neste mês. Tocando entre tecidos presos no teto do palco em que imagens misturadas em retroprojetores cobriam a banda fluminense, a banda começou a noite com seus cinco integrantes ao piano, cada um tocando um acorde por vez, criando uma linha melódica que foi aos poucos sendo distorcida pelo produtor do disco, o guitarrista Eduardo Manso, convidado desta apresentação, que, num synth, levava aquela melodia repetitiva para outras galáxias, funcionando como uma boa amostra do que veríamos a seguir. E assim, Lívia Gomes (voz e sintetizadores), David Dinucci (guitarra), Guilherme Paz (guitarra, voz, percussão, violão, sintetizador), Thomaz Alves (baixo) e Igor Arruda (bateria) passearam pelas seis faixas do novo disco, esticando-as em improvisos sônicos entre a microfonia, o groove motorik, a canção, riffs desconstruídos de guitarras e distorções eletrônicas, sempre com a sombra do Velvet Underground pairando sobre o palco. De tirar o fôlego!

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Gueersh: Coletivas Mãos

Com imensa satisfação trazemos pela primeira vez para o palco do Centro da Terra a ousada banda carioca Gueersh, que toca pela primeira vez ao vivo seu ainda não lançado novo álbum, Macarrão de Guerrilha, previsto para sair ainda este mês. Formado por Livia Gomes, David Dinucci, Thomaz Alvez, Igor Arruda e Guilherme Paz, o quinteto convida o público para uma imersão coletiva chamada Coletivas Mãos, que é parente de seus processos criativos, quando dissolve as fronteiras entre rock, música experimental e canção e para esta apresentação conta com a presença do guitarrista Eduardo Manso, que produziu o próximo disco. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Godzilla Minus Zero está vindo… e pelo jeito não vem só!

Eis o trailer oficial de Godzilla Minus Zero, a continuação do melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês, Godzilla Minus One, de 2023. O trailer não só traz o gigante de volta à destruição apenas dois anos após os acontecimentos do filme anterior (que se passava em 1947) como reforça que ele não virá sozinho. Nos últimos segundos do trailer, um dos personagens diz que “não se preocupe, não estamos falando sobre o Godzilla”, logo depois de ouvimos ao fundo o rugido agudo de King Ghidorah, monstrengo alado de três cabeças que é parte crucial desta mitologia, e vermos o próprio Godzilla caindo do céu. O trailer também confirma que Godzilla Minus Zero é o primeiro filme japonês feito para telas Imax.

Assista abaixo:  

Outro Elvis Costello pré-histórico

No mês passado, Elvis Costello resolveu antecipar o cinquentenário de seu primeiro álbum e anunciou uma caixa com cinco discos (104 faixas, sendo que 52 inéditas) comemorando os 49 anos de sua estreia fonográfica, quando compartilhou duas versões ao vivo para o hit “Watching the Detectives”. Agora ele traz outra pérola, ao mostrar a primeiríssima versão de “I Turn Around”, faixa que levou alguns anos para ser oficialmente lançada, como faixa-bônus de seu disco de 1982, Imperial Bedroom. Gravada apenas com sua guitarra no estúdio Hope & Anchor, a música foi registrada pelo produtor Dave Robinson, que naquele mesmo 1976 fundaria sua Stiff Records, uma das primeiras gravadoras indie do início da era do punk.

Ouça abaixo:  

Preciso e direto

Finalmente consegui assistir ao Don L tocando ao vivo seu Caro Vapor II – Qual a Forma de Pagamento?, um dos melhores discos do ano passado, quando o rapper cearense encheu a casa no Sesc 14 Bis. Sempre acompanhado de seus comparsas de palco mais próximos, vínculo que estabeleceu nos discos anteriores, ele mais uma vez contou com o DJ Roger, o rapper Terra Preta e a cantora Alt.Niss para entregar um show preciso e direto. Com foco quase total nas músicas do disco mais recente (com faixas do primeiro Caro Vapor e do segundo volume de Roteiro pra Aïnouz), a apresentação ainda contou com um telão com imagens que variavam de telas de celulares, vídeos caseiros, ilustrações e galerias de fotos, que funcionou como introdução para a noite. Com o público na mão, ele não teve dificuldade em fazer todo mundo cantar junto, inclusive fazendo todos levantarem das cadeiras do teatro e assistirem a toda apresentação de pé.

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Todo o show: Cameron Winter no Carnegie Hall (11.12.2025)

Depois de anunciado o lançamento em disco do show que o vocalista do Geese, Cameron Winter, fez no ano passado no Carnegie Hall de Nova York, e o subsequente lançamento do filme feito por Paul Thomas Anderson na mesma apresentação, agora é a vez de termos datas para o lançamento no filme – tanto nos cinemas quanto no streaming. Antes das já anunciadas sessões itinerantes que o filme fará pelos EUA e pelo Canadá, Live At Carnegie Hall estreia na 64ª edição do Festival de Cinema de Nova York (que começa no dia 25 deste mês e vai até outubro) e na na 70ª edição do Festival de Cinema de Londres feito pelo British Film Institute (que acontece entre os dias 7 e 18 de outubro). Não custa lembrar que a 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece logo depois, entre os dias 15 e 29 de outubro – será que corre o risco de vir pra cá? E o serviço de streaming Mubi confirmou que terá o filme em seu acervo digital, mas só a partir de 2027. Enquanto ele não chega entre nós, segue abaixo a gravação do áudio desse show, bem parecido com o que ele fez em São Paulo quando passou pelo C6 Fest no primeiro semestre deste ano.

Ouça abaixo:  

Imagine os Yardbirds tocando Velvet Underground…

Agora pare de imaginar porque isso realmente aconteceu. As imagens do vídeo abaixo são de uma apresentação que o grupo fez na França em 1966, embora o som seja de um pirata de 1968 gravado em Los Angeles, que traz Keith Relf nos vocais e gaita, Jimmy Page no baixo, Chris Dreja na guitarra-base e Jim McCarty na bateria e vocais de apoio logo após a saída de Jeff Beck da banda. Page se orgulhava de ter sido um dos primeiros artistas – senão o primeiro – a regravar uma música de Lou Reed, de quem tornou-se amigo décadas mais tarde.

Ouça abaixo: