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A volta do Elastica!?

“Tão com saudade?”, perguntou ninguém menos que o Elastica, donas do meu disco favorito do britpop, num post inesperado nesta sexta-feira, anunciando sua volta 25 anos depois de terem pendurado as chuteiras. “Estávamos ocupadas trabalhando nos bastidores, mas estamos de volta. Mantenham os olhos abertos, temos coisas empolgantes sendo trabalhadas.” Só vem!

Olivia Rodrigo ♥ Smashing Pumpkins

Além da Charli XCX, os Smashing Pumpkins eram o outro grande nome desta sexta-feira no Lollapalooza de Chicago, nos EUA, que aproveitaram a oportunidade para trazer novos convidados para o palco. Entre veteranos como a ex-baixista da banda Melissa Auf Der Maur (que encerrou a apresentação da banda, tocando “The Everlasting Gaze”) e novatos como o jovem inglês Yungblud (que dividiu os vocais de “Luna”, do primeiro disco da banda), a grande surpresa da apresentação ficou por conta da sensação Olivia Rodrigo, que o líder dos Pumpkins Billy Corgan chamou para o palco para dividir uma versão acústica de “Thirty-Three”. E assim os Pumpkins entram para o panteão pessoal de ícones do rock alternativo com quem a jovem já dividiu o palco, ao lado de Robert Smith, David Byrne e do Weezer. Nada mal, senhorita Olivia…

Assista abaixo:  

Todo o show: Charli XCX no Lollapalooza, em Chicago (31.7.2026)

“Esquecimento é liberdade”: assim Charli XCX começou o primeiro grande show de seu disco Music Fashion Film, repetindo a única frase do monólogo de David Cronenberg que encerra o disco antes de atacar o público com uma versão ainda mais crua e pesada de “Rock Music” ao encerrar a noite de sexta-feira do Lollapalooza em Chicago, nos EUA. Depois de três shows de pequeno porte e curta duração e uma aparição-surpresa do show de Lorde no mesmo festival no dia anterior, Charli mostrou que tem fôlego para dominar um segundo verão no hemisfério norte em uma escala ainda maior – e sem renegar seu passado. Enquanto nos shows anteriores, ela deixou apenas “Apple” do disco-fenômeno Brat, no novo show ela dedica toda uma sessão a seu disco de 2024 (e com escolhas acertadas e improváveis, como “Sympathy is a Knife” e “Club Classics”), além de puxar músicas de vários discos anteriores (com “Party 4 U” e “Pink Diamond” do How I’m Feeling Now, “Track 10” do Pop 2 e duas da trilha sonora da versão deste ano do Morro dos Ventos Uivantes, que ela fez a trilha). Mas o disco novo dá não só a tônica da noite toda (com dez faixas, inclusive os lados B “Playboy Bunny” e a fantástica “If You Take Away the Music Then What Has She Got?”) como pautam inclusive a estética monocromática e com exageros típicos de um show de rock (com fogos e dançarinas). Charli está cada vez mais confiante no palco (cancha que ela dominou na turnê de Brat e agora leva a outro patamar) e tudo indica que vai crescer ainda mais para consolidar-se no primeiro escalão do pop mundial. Muito foda.

Assista abaixo:  

Nick Cave ♥ Kylie Minogue

Em sua apresentação na cidade inglesa de Brighton nesta sexta-feira, Nick Cave convidou Kylie Minogue para o palco com seus Bad Seeds para revisitar seu imortal dueto “Where The Wild Roses Grow”, lançado originalmente em 1995 que os dois não tocavam juntos desde 2018 em um show da banda em Londres. Emocionante.

Assista abaixo:  

𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚: 𝐌𝐮𝐬𝐢𝐜 𝐅𝐚𝐬𝐡𝐢𝐨𝐧 𝐅𝐢𝐥𝐦 @ Mamãe Bar (31.7)

O que está acontecendo agora? Alexandre Matias e Rafaela Fernán juntam suas perspectivas para criar uma festa que traz as atualidades para a pista de dança do Mamãe, sempre explorando o tema da edição para além de seus desdobramentos inevitáveis. A festa chama-se Agora Agora e o tema da primeira, que acontece nesta sexta-feira 31 de julho, é o novo disco de Charli XCX: Music, Fashion, Film.

Mas além de mergulhar no novo lançamento, seus lados Bs e influências, vamos também falar sobre música, moda e cinema, o contexto em que Charlotte Emma Aitchison surgiu, sua evolução musical, sua fases Brat e cinematográfica para cair no 2026 deste disco que abalou as estruturas do pop deste ano.

Traje sugerido: p&b.

𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚: 𝐌𝐮𝐬𝐢𝐜 𝐅𝐚𝐬𝐡𝐢𝐨𝐧 𝐅𝐢𝐥𝐦
sexta-feira, 31 de julho de 2026, a partir das 21h

🕯️@mamaebar rua lopes chaves 391 / barra funda

ᴇɴᴛʀᴀᴅᴀ ꜰʀᴇᴇ ᴀᴛé 𝟤𝟤ʜ ༻*ੈ✩‧₊˚
retire seu ingresso online via sympla (neste link)

✩ foto e cartaz @faelafernan

Essa música desconhecida chamada “Little Girl”

Começam a aparecer as primeiras informações sobre a música inédita de John Lennon que aparecerá na caixa de Rubber Soul. Solta entre as demos e takes alternativos das músicas do álbum de 1965, “Little Girl” foi listada apenas como “demo de John”, sem maiores informações sobre seu registro nem de sua natureza, o que fez muitos cogitar ser uma versão anterior de “Run for Your Life” – que cita o nome desta outra canção mais de uma vez no refrão – ou uma variação de “Hello Little Girl”, primeira canção que Lennon lançou como assinada pela dupla Lennon/McCartney, que esteve na infame audição do grupo na gravadora Decca e que depois foi regravada pelos conterrâneos Fourmost e Gerry & The Pacemakers. Mas em entrevista a Rob Sheffield da revista Rolling Stone, o produtor Giles Martin (filho do produtor dos Beatles, Sir George, e atual responsável pela produção fonográfica ligada ao grupo) disse que a música surgiu dos arquivos de John Lennon, trazida por seu filho Sean, e que ninguém tem certeza de quando foi gravada. O jornalista pode ouvir a música e a descreve como uma canção de Buddy Holly que ecoa a sonoridade de “I’m Only Sleeping” e confirma que é uma canção inédita de fato, tão surpreendente quanto a demo de “Yellow Submarine” que surgiu na edição especial do Revolver e os quatro beatles cantando “Good Night” na caixa do Álbum Branco.

Uma trilha sonora composta por Lee Ranaldo

Nosso velho compadre Lirra acaba de lançar mais um disco solo, desta vez a trilha sonora para o filme The System, dirigido pelo holandês Joris Postema. E embora venha rotulado como um disco experimental não chega perto da avalanche de noise que Lee Ranaldo fazia no Sonic Youth e conversa mais com sua carreira solo depois do fim da banda clássica, quando usa temas instrumentais plácidos e esparsos como motivo para tocar com músicos que conhece na estrada. E assim é este novo disco, que tem músicas com a violoncelista franco-americana Leila Bordreuil, com o guitarrista israelense Yonatan Gat (outro velho conhecido do Brasil), o produtor espanhol Raül Refree (com quem inclusive dividiu um disco, Names of North End Women, de 2019), o baterista húngaro Balazs Pandi e o cineasta americano Jim Jarmusch (tocando guitarra, pedais e sintetizador de midi), entre outros. O disco já pode ser ouvido nas plataformas digitais, mas seu lançamento acontece oficialmente no dia 2 de outubro, quando a versão física (já em pré-venda) chega para o público.

Ouça abaixo:  

Vem Rubber Soul!

Era isso aí, a tão aguardada caixa do Rubber Soul dos Beatles surge em nosso horizonte quase como uma miragem e cheia de extras, entre versões anteriores de várias músicas, duas demos (uma do Paul e a outra do John, esta última chamada “Little Girl” que pode ou não ser uma versão inicial de “Run for Your Life”), o disco em nova versão stereo e em versão mono, além da versão do disco lançada nos EUA, com música do Help! e do single que lançaram separadamente no Reino Unido (o duplo lado A “Day Tripper” com “We Can Work It Out”) e, na versão mais completa da caixa, um livro de 88 páginas com prefácio escrito por John Lennon e introdução escrita por Paul McCartney, fotos inéditas, informações aprofundadas sobre a gravação do disco, anotações sobre as faixas, dois pôsteres e duas reproduções de fotos exclusivas. A caixa chega para nós no dia 2 de outubro e como aperitivo eles mostraram o primeiro take de gravação de “Michelle”, que é simplesmente impecável. Mas ninguém falou nada sobre o Help!… ainda.

Veja o trailer e a cara do novo box, ouça a nova versão de “Michelle” e confira a relação com todas as músicas da caixa abaixo:  

Música nova do Blonde Redhead!

“Tivemos um novo bebê!”, escreveu o trio nova-iorquino Blonde Redhead ao anunciar o lançamento de um novo single. “Seu nome é ‘Blood Spilled’, ela é só e selvagem, mas se você se afeiçoar a ela, ela pode criar raízes, se firmar no chão e ser a trilha sonora de uma vida extraordinária”, continuaram falando na apresentação da nova música, que, como disseram, não está ligada a nenhum disco vindouro (suponho) e cuja descrição se adapta ao doce noise das mais de três décadas de ação do grupo.

A vocalista da banda, Kazu Makino, falou mais sobre o single na newsletter do grupo:

“Os últimos anos foram, para o mundo e para mim, um período implacável de perdas. Devastada por essa fase, aprendi que a morte é o fim do corpo, não da alma.Sigo conectada àqueles que já não fazem parte deste mundo e a espíritos que jamais fizeram parte dele. Falo com eles e os ouço. Eles me mostram sinais para que eu saiba que somos muito mais do que nossos corpos e, acima de tudo, sinto o amor deles. Há pessoas que têm tanto medo da morte e da decadência que agem contra seus próprios interesses e contra a lei da natureza. Embora eu saiba que a morte não é o fim, também cheguei a reconhecer plenamente o poder e a magia do corpo que abriga a alma. Esta canção celebra a nossa incrível vantagem sobre aqueles que já não possuem corpos. Enquanto estamos aqui nesta Terra, este é o nosso momento, nossa dor e nossa alegria. Eles nos pertencem. Eu canto e grito apenas para me ouvir fazendo isso, até que minha alma abandone e deixe o plano físico. Esta canção trata do livre-arbítrio da nossa alma e do nosso corpo, até a última de nossas células.”

Sonzeira, como sempre. Que provavelmente iremos ouvir ao vivo aqui no próximo festival da Balaclava, que traz a banda para o Brasil.

Ouça abaixo:  

Malu Maria ♥ Angela Ro Ro

Um convite para participar de um livro tornou-se canção. Assim surgiu “Angela Ro Ro”, música que Malu Maria lança nesta quinta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. O convite veio de Marina Ruivo, da editora Garoupa, que organizou o recém-lançado volume Leia Esta Canção: Angela Ro Ro – Contos, Canções, Relatos & Afins para celebrar o legado da autora que nos deixou no ano passado e que traz textos de Bárbara Eugênia, Santiago Nazarian, Jair Naves, Pedro Alexandre Sanches, Lígia Codo, entre outros “Esse convite me pegou em cheio e me fez refletir profundamente sobre a minha relação com a Angela”, lembra Malu. “A escuto desde pequena e sempre foi uma inspiração gigantesca para mim por ser essa mulher corajosa, entregue, passional, transbordante e extremamente poética.”

“No primeiro momento, escrevi um poema para o livro, mas depois de pronto, percebi que aquele texto já tinha um ritmo próprio, trazia melodias escondidas e a canção surgiu quase que naturalmente”, continua a cantora. “Quando ficou pronta, decidi mostrar para o meu amigo Dustan Gallas, que é um músico maravilhoso e com quem já tinha trabalhado no meu último disco, o Nave Pássaro. Ele captou a essência na hora e colocou um piano lindo, que dialoga intimamente com tudo o que a Angela sempre fez ao piano. Essa parceria deixou o resultado muito especial.”

Ouça abaixo: