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Mais uma do disco novo do Beck

Enquanto seu novo disco acústico – Ride Lonesome, que será lançado no próximo dia 18 – ainda não está entre nós, Beck puxa mais uma faixa nova, depois de mostrar a faixa-título (em duas versões) e a densa “In the Night”. Desta vez ele vem com a sossegada “Disappearing Act”, que mostra que a amplitude de clima do novo álbum segue a linha dos três álbuns anteriores que foram para esse lado – a saber, Mutations (1998), Sea Change (2002) e Morning Phase (2014).

Ouça abaixo:  

Rodrigo Brandão e Guilherme Granado juntos de novo

Chapas de décadas, Rodrigo Brandão e Guilherme Granado estão separados por um oceano há anos, mas a música sempre os une. E desta vez o fundador do Mamelo Sound System e o tecladista e vibrafonista do Hurtmold se juntaram para um disco em dupla, o EP Pequenas Pirâmides, que eles lançam nesta quinta-feira e que será apresentado ao vivo no próximo dia 5, na Sala B da Casa de Francisca. E pra começar os trabalhos, eles antecipam uma das faixas, a tensa “São Paulo, Estado de Espírito”, em primeira mão para o Trabalho Sujo.

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Busta Rhymes + J Dilla + Lil Wayne ♥ Gilberto Gil

O rapper Busta Rhymes está preparando terreno para seu próximo disco, Dillagence 2, programado para sair ainda este mês, e como o título entrega, é um álbum composto apenas por bases feitas pelo saudoso J Dilla, velho compadre do rapper norte-americano que faleceu em 2006 e deixou o MC com mais 300 bases para ele fazer o que quiser. Um ano após sua morte, Busta reuniu camaradas de peso como Q-Tip, Talib Kweli, Raekwon, entre outros, para rimar sobre algumas dessas bases e agora ele repete a dose, com a continuação daquela primeira mixtape. E a surpresa pra gente é descobrir que a base do novo single, “Talk Ya Shit”, lançado na semana passada, é o inconfundível violão de Gilberto Gil na abertura da faixa-título da obra-prima Expresso 2222. É notória a paixão de Dilla pela música brasileira e o novo single ainda tem outro trunfo: ao convidar o mano Lil Wayne para participar da faixa, ele coloca o MC pela primeira vez na lista de quem rimou sobre bases de Dilla, o que não é pouca coisa.

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O disco ao vivo de Cameron Winter

No final do ano passado, o geese Cameron Winter apresentou-se no Carnegie Hall, clássica casa de shows em Nova York, nos EUA, somente ao piano, num show que foi inclusive filmado por Paul Thomas Anderson. Eis que esta apresentação será lançada como disco ao vivo ainda este ano, no dia 9 de outubro. O disco Live At Carnegie Hall já está em pré-venda traz faixas do primeiro disco solo de Cameron (Heavy Metal) e três inéditas, “It All Fell in the River”, “Emperor XIII in Shades” e “If You Turn Back Now”. Veja a capa e a relação das músicas abaixo:  

Hipnose guiada

Encabeçado por dois mestres do improviso da noite paulistana, a dupla Qmar pousou mais uma vez no Centro da Terra mostrando como a química musical entre Paula Rebellato e Cacá Amaral é um lento fogo contínuo que busca novas fronteiras sem exceder na intensidade, diferente dos trabalhos anteriores que os dois fizeram. O nível de conexão sonora pode até levar a picos de tensão de ruído, mas sempre dentro de uma mesma amplitude musical, mais interessada em ampliar sua área de atuação do que chocar pelos gritos, modulações eletrônicas ou microfonias elétricas. E mesmo que estes elementos façam parte da paleta artística da apresentação, eles nunca transbordam, o que fez a presença das madeiras da convidada da noite Juliana Perdigão, que participou do início e do final do espetáculo com seus clarinete e clarone, encaixando-se magicamente com o enlace musical de Cacá (entre a bateria e a guitarra) e Paula (entre os synths, vocais, eletrônicos e baixo) e provocando quase uma sessão de hipnose guiada no público. A luz sem cores de Karin Santa Rosa deixou esse encontro ainda mais implacável.

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Qmar + Juliana Perdigão: Espírito Espião

Mais uma vez a dupla Qmar volta ao Centro da Terra, desta vez apresentando o espetáculo Espírito Espião, que fazem em parceria com a musicista e compositora Juliana Perdigão. Formada por Paula Rebellato (Rakta, Madrugada) e Cacá Amaral (Rumbo Reverso, ex-Firefriend), a dupla trabalha texturas eletrônicas e arquitetura rítmica, expandindo o universo da canção rumo ao improviso. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Às sombras, são…

Em mais uma noite de sua temporada no Centro da Terra, Sara Não Tem Nome reuniu três parceiros para, em momentos separados, celebrar conexões a partir da sombra, do fantasmagórico, do oculto. A apresentação começou com a presença de Lorena Hollander, que trouxe sua guitarra, seu koto e sua espada para ritualizar o início da noite. Depois foi a vez de chamar Marina Mole, que está prestes a lançar seu disco, para mostrar canções inéditas, encerrando a apresentação com Vladimir Safatle ao piano, fazendo uma versão para “Mad World”, dos Tears for Fears. E num bis improvisado, Sara voltou sozinha para encerrar seu ritual só com sua guitarra, puxando sua “Ponto Final” depois dos agradecimentos e antes de chamar os três convidados para a saudação do fim, único momento em que os três dividiram o palco.

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Adorável Clichê ♥ Beach House

Ao participar do Cultura Livre da Roberta Martinelli, a banda catarinense Adorável Clichê chamou pra si a responsa de fazer uma versão para “Myth” do Beach House como faixa-bônus do Cultura Livre, que só dá pra assistir no YouTube do programa. Mandaram bem.

Assista abaixo:  

Cabeça Dinossauro vivo!

Juliana Perdigão se propôs um senhor desafio – recriar o Cabeça Dinossauro dos Titãs em seu aniversário de 40 anos, materializado neste fim de semana no palco do Sesc 14 Bis. Reuniu um grupo de malucos pela música e pelo trabalho do ex-octeto paulistano que era um verdadeiro ataque aos sentidos. A banda formada por Alana Ananias (bateria), Mari Crestani (baixo), Moita Mattos e Vitor Wutzki (guitarras), Chicão (teclados) e Barulhista (eletrônicos) era encabeçada por Danislau (do Porcas Borboletas), Jonnata Doll, Sophia Chablau e a própria Juliana, que além dos vocais e de dirigir o show, batizado de Urro!, também desdobrava-se entre seus instrumentos de sopro. Tocada na ordem original do disco (como todo show em homenagem a um álbum deveria se prezar), a apresentação começou com a faixa-título abrindo a noite com um solo de bateria, que foi sendo incorporado lentamente pela banda até que os vocalistas entraram com os pedestais dos microfones erguidos como tacapes, repetindo o mantra agressivo da música de abertura que, sem pausas, foi emendada com a dadaísta “AA-UU”. Sem conversas com o público, o show seguiu emendando as músicas do disco, mantendo o clima austero e brutal e o recondicionando para 2026, com interferências de vanguarda que os Titãs não fizeram em 1986, mas que faziam parte de seu universo sonoro e artístico, como os solos de sola de sapato de Jonnata Doll antes de uma versão esticada para “A Face do Destruidor”, as interferências sonoras de Barulhista no início de “Polícia” ou “Família” deixar de ser um reggae. A movimentação do grupo no palco conversava diretamente com a performance da banda na época do disco (I was there…) e a luz forte de Olívia Munhoz – com o vermelho mais pesado que já vi num palco e o contraponto de cores intensas – inverteu o preto e branco da arte do disco para um universo visual gritante, que só aumentou a importância desta noite. E num Brasil em que ninguém lembra de “Bichos Escrotos” (não é bizarro isso?), esse show é urgente.

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Neil Young melancólico

O decano Neil Young anuncia mais um disco com sua atual banda Chrome Hearts e começa os trabalhos com a melancólica faixa-título de Second Song, um lamento de quase doze minutos que vem como um respiro que o velho canadense faz de sua campanha anti-Trump, da qual tornou-se adversário ferrenho. É o terceiro disco que lança à frente deste novo conjunto, depois do disco de estreia (Talking to the Trees, do ano passado) e de um disco ao vivo (As Time Explodes, lançado no início do ano) e deixa a eletricidade vivaz característica das composições mais recentes para abrir aquele seu clássico cômodo mental em que a introspecção, instrumentos acústicos e vocais sobrepostos tornam-se uma só sensação. Que beleza.

Ouça abaixo: