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Phoebe Bridgers ♥ Lucy Dacus + Julien Baker

Na apresentação que fez nesta quinta-feira no Barclay’s Center no Brooklyn, em Nova York, Phoebe Bridgers não apenas trouxe as duas outras Boygenius (Lucy Dacus e Julien Baker) para dividir duas canções acústicas (“Not Strong Enough” e “Cool About It”), como tocou pela primeira vez a música que acaba de lançar nesta sexta-feira. “On Video”, que toca nos créditos finais do novo filme de Robert Pattinson, Primetime, dirigido por Lance Oppenheim, e que marca a estreia de Phoebe como atriz. A música começa tranquila até explodir em um volume de guitarras como não se via numa música dessas desde os anos 90, enquanto Phoebe canta sobre fazer “anjos na neve”, brincadeira que também cita “Still Standing”, de seu disco mais recente, e batiza a música de Elliott Smith que a cantora mais reverencia, “Angel in the Snow”. Funciona inclusive como um posfácio – ou uma música dos créditos finais mesmo – de seu próprio novo disco, Lost Weekend.

Ouça abaixo:  

Prontos para o próximo passo

É muito ver uma banda crescer e é nítido perceber como cancha de palco e a convivência mútua contínua fizeram a Boia tornar-se um dos melhores segredos da nova cena paulistana. Com os dois pés fincados na MPB, o sexteto se conheceu na Unicamp e há pouco mais de um ano assumiu o primeiro show autoral, quando ainda traziam na manga versões para músicas de Moacir Santos e Hermeto Pascoal. De lá pra cá, não só azeitaram melhor o próprio repertório como lançaram um primeiro EP e consolidaram sua reputação em shows contagiantes. Mas ao tocar nesta quinta-feira numa das salas do Cine Belas Artes dentro de mais uma sessão Trabalho Sujo Apresenta que realizo no local, eles deixaram o clima de festa em segundo plano para abraçar a atmosfera da sala de cinema, temperada pelos visuais assinados por Rosa Albergaria, preferindo quase não conversar com o público, que lotou a sessão. E assim, sem conversa entre as músicas e exercitando os silêncios que os shows que normalmente fazem não permitem existir, o flautista e saxofonista Renato Quirino, o guitarrista Murilo Costa Rosa, o baixista Murilo Kushi, do baterista João Decco e os principais compositores e vocalistas Leo Bergamini – que também toca violão – e Luli Mello usaram aquela apresentação como uma espécie de marco final de uma primeira fase do grupo, entre a indecisão sobre como assumir uma assinatura musical própria à consolidação desta mesma, materializada com música ao vivo. Já andando com as próprias pernas, a Boia parece pronta para um próximo salto: o primeiro álbum. Está tudo ali.

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Trabalho Sujo Apresenta: Boia @ Belas Artes (24.9)

Vamos à mais uma sessão de música no cinema, quando faço mais uma edição da noite Trabalho Sujo Apresenta no Cine Belas Artes, desta vez trazendo a banda Boia, que preparou o espetáculo audiovisual Viajante Marginal, que fará no dia 24 de setembro. Formada em Campinas, a banda conta com Luli Mello (vocal), Murilo Kushi (baixo), Leo Bergamini (violão), Murilo Costa Rosa (guitarra), Tato Quirino (sopros) e João Decco (bateria) e acaba de lançar seu primeiro EP, que ganha uma camada audiovisual graças às intervenções da artista Rosa Albergaria. Os ingressos já estão à venda.

A despedida de Ozzy Osbourne chega aos cinemas

5 de julho de 2025 foi um dia monumental para a história do rock, do heavy metal e, claro, de Ozzy Osbourne. Quando o patrono do rock pesado subiu ao palco no Villa Park em Birmingham, na Inglaterra, para fazer aquele que seria seu último show, tanto a carga emocional quanto a expectativa eram gigantescas, pois quase todos os artistas de primeiro escalão que foram influenciados pelo Black Sabbath estiveram presente no espetáculo, que culminou com a última apresentação solo do vocalista e a última performance do Sabbath com sua formação clássica, com Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria. Não bastasse esse ápice do heavy metal que nunca terá evento da mesma magnitude, o concerto Back to the Beginning ainda teve o trágico final posterior que culminou com a própria morte de Ozzy, menos de duas semanas depois da apresentação. E agora ele chega aos cinemas, inclusive no Brasil, quando, além de seu trailer, foi anunciado todo o setlist do filme, que incluirá a íntegra da apresentação de Ozzy e do Black Sabbath e mais de vinte canções deles tocadas por ícones do gênero que vão do Guns’N Roses ao Metallica, passando pelo Tool, Anthrax, Gojira, Pantera, Slayer, Alice in Chains e Mastodon e outras faixas com a banda arregimentada por Tom Morello, do Rage Against the Machine, que foi o diretor musical do evento e chamou Billy Corgan, Vernon Reid, Steven Tyler, Mike D, Yungblud, Ronnie Wood, entre muitos outros. O filme tem duas horas e meia e já tem ingressos à venda para os dias 28 e 29 deste mês.

Veja o trailer e a relação das músicas abaixo:  

Edgar + Os Fita ♥ Ana Frango Elétrico + Kiko Dinucci

O Novíssimo Edgar mal lançou disco esse ano (a pedrada de reggae Rewind) e nesta sexta-feira chega com um outro disco, produzido ao lado da dupla Os Fita, produtores cariocas mais conhecidos por servirem de base eletrônica para o lendário Tantão. Faz Frio Mas é Verão começou como um trabalho de TCC dos próprios Fita, que se desenvolveu num disco com a participação do rapper de Guarulhos, que aproveitou para convidar alguns parceiros. Eles antecipam a faixa-título, que tem participações de Kiko Dinucci e Ana Frango Elétrico, para o Trabalho Sujo – e os dois se juntam a outras colaborações presentes no disco apocalíptico como Jup do Bairro e do Crizin da Z.O. “O disco é uma entrega de laboratório, trabalho de cientistas da música, pesquisa de timbragem, frequência, ritmos e cortes secos, texturas, paisagens sonoras que são distribuídas nas faixas do disco”, explica Edgar, que conta que começou a colaborar com a dupla carioca quando estava na Sérvia e a aproximação se estreitou quando o MC convidou os produtores para participar de seu disco de 2024. “Aí a gente já tinha pegado cola e eles são dos produtores que mais dialogam com a linguagem que eu tava pesquisando antes de fazer o Ultrassom (de 2018)”, continua Edgar, que explica que as colaborações vieram naturalmente, de artistas que já orbitavam ao redor. “Só Ana Frango Elétrico que é novidade, mas eu conheço ela há mais de cinco anos, a gente tava jogando pingue-pongue na casa do Antonio Pinto, quando ele tav arecebendo a galera do Jurassic 5 e só não tinha feito música juntos”, lembra. “O Kiko já queriaa trabalhar com os Fitas, a Jup é parceirona minha de várias paradas e não tinha outra pessoa pra completar essa faixa que não fosse ela e o Crizim da Z.O. é um astro, melhor canetada do RJ ultimamente.”

Ouça abaixo:  

Morphine de volta do mundo dos mortos

No dia em que seu fundador Mark Sandman completaria 74 anos, o Morphine – clássico trio de jazz blues que fez fama na cena indie dos anos 90 – anuncia o primeiro disco desde o início do século, quando mostrou The Night, lançado após a morte de Mark em 1999. Cocoon, que será lançado no dia 4 de dezembro, foi composto em cima de sobras de gravações que o vocalista e baixista da banda norte-americana que ficaram com sua companheira, Sabine Hrechdakian. Ela retomou estas gravações ao lado do produtor dos discos do Morphine Paul Q. Kolderie, que chamou o saxofonista original – e outro fundador do trio – Dana Colley para acrescentar novas partes àquelas músicas. A primeira música a vir à tona é justamente a faixa que batiza o disco, que já havia aparecido em versão demo na coletânea póstuma Sandbox: The Music Of Mark Sandman, de 2004. E “Cocoon” chega com um clipe cheio de cenas do Morphine em ação nos anos 90.

Assista abaixo:  

Gravações inéditas de John Coltrane surgem em seu centenário

Se estivesse vivo, um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos completaria cem anos nesta quarta-feira, data escolhida para revelar uma série de gravações de John Coltrane feitas num gravador caseiro entre 1960 e 1965 pelo colega saxofonista Frank Tiberi, que aproveitou o centenário para tornar pública esta coleção privada de registros históricos. The Complete Tiberi Tapes está sendo vendido em três formatos: uma caixa com 4 LPs, outra caixa com 3 CDs e um pendrive que vem numa edição de luxo de apenas 750 itens que reúne mais de 100 gravações e 26 horas de Coltrane ao vivo, quase sempre acompanhado por McCoy Tyner (ao piano), Eric Dolphy (no sax alto), Reggie Workman, Steve Davis ou Jimmy Garrison (no baixo) e Pete La Roca ou Elvin Jones (na bateria) em faixas que em alguns casos ultrapassam os vinte minutos de improviso. As fitas chegam ao público no dia 6 de novembro (e já estão em pré-venda) e o primeiro tira gosto deste acervo é uma versão de mais de treze minutos de “Giant Steps” gravada no meio de 1960 no Showboat, na Filadélfia, ou no Jazz Gallery, de Nova York, com Tyner, Davis e La Roca.

Ouça abaixo:  

Todo o show: Neil Young ao vivo em Bridgeport (22.9.2026)

Neil Young teve de cancelar a turnê que faria este ano no verão europeu mas com a proximidade do festival Farm Aid – que acontece no próximo dia 26 e que contará com sua participação ao lado de sua nova banda de apoio, os Chrome Hearts -, ele resolveu fazer dois shows de esquenta ao lado do ídolo Willie Nelson, que também estará no mesmo festival. Aos 93 anos, Nelson abriu a noite do primeiro dos dois shows nos EUA (que aconteceu na cidade de Bridgeport) e dividiu com Young ao vivo os vocais da música “Are There Any More Real Cowboys?”, que gravaram em 1985 e raramente tocam ao vivo. Já Young optou por um set mais bucólico e acústico (clima de seu recém-lançado quinquagésimo álbum, o recém-lançado Second Song), mas no bis apertou o pedal da eletricidade e misturou o hino “Rockin’ in the Free World” com gritos de “Take America back!”, além de arrebentar as cordas da guitarra no final da música. O velho segue quente. Assista à integra do show (e o dueto com Nelson) abaixo:  

Valendo, Danislau!

Valendo! Danislau começou a colocar sua carreira solo em público nesta terça-feira, quando mostrou, pela primeira vez para além de seu círculo de amigos, as músicas que formarão seu disco de estreia para além de sua banda original, Porcas Borboletas. Ele bolou um repertório composto por letras faladas e refrães cantados em coro e o executou com uma bandaça para acompanhá-lo, formada pelo produtor do disco Arthur Kunz na bateria, o baixista Gabriel “Bubu” Mayall, o guitarrista aMoita Mattos e o tecladista Wagner Bernardes. Ao seu lado, por quase todo o show, Bruna Lucchesi fazia as vezes dos vocais de apoio, cantados depois que Danislau encarnava um Fausto Fawcett otimista, mesmo quando estava cantando sobre os perrengues da vida. O show ainda contou com uma participação impagável de Juliana Perdigão – com quem o protagonista dividiu um diálogo carnavalesco -, outra romântica de seu companheiro de Porcas Enzo Banzo e um momento introspectivo com o cineasta Filipe Franco na guitarra, materializando o sonho conversado com o qual Danislau tem trabalhado desde o fim do ano passado. Agora é esperar pelo lançamento do disco, que será no ano que vem!

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Danislau: Não Me Leve a Mal

Imensa satisfação receber mais uma vez Danislau no palco do Centro da Terra, desta vez apresentando o início de sua carreira solo – mesmo que continue no lendário Porcas Borboletas. Nesta terça-feira, ele começa a mostrar o que será seu primeiro disco solo Não Me Leve a Mal, previsto para ser lançado no próximo ano e que ele está gravando à frente de uma banda formada por Arthur Kunz (bateria), Gabriel Mayall (baixo e guitarra), Moita Mattos (guitarra e voz), Wagner Bernardes (teclado), além de ter participações de seu compadre de banda Enzo Banzo, do formidável Rafael Castro, da mestra Juliana Perdigão e da excelente Bruna Lucchesi. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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