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Clairo contra o aquecimento global

Enquanto esperamos notícias de seu quarto álbum, Clairo transforma nossa expectativa em uma forma de melhorar o mundo, ao mostrar, neste sábado, a demo de uma música de 2022 que nunca lançou, chamada “Losing You”. A música só pode ser ouvida no Bandcamp, onde também é possível comprá-la online – e ela está doando todo o dinheiro arrecadado nesta música para a plataforma Zero Hour, que trabalha a favor da justiça e inclusividade climática. A múisica soa como se pudesse sair em seu último álbum (o ótimo Charm) e ao mesmo tempo funciona como uma forma de aplacar a expectativa dos fãs (inclusive por músicas que soem como o disco de 2024, já que o novo deve seguir um rumo bem diferente…).

Ouça abaixo:  

Todo o show: Pulp no Royal Festival Hall (18.7.2026)

Neste sábado, o Pulp subiu ao palco do Royal Festival Hall, em Londres, para celebrar o aniversário de 50 anos da loja de discos, gravadora e ícone indie Rough Trade, quando tocaram a íntegra de seu disco mais recente (o ótimo More) à frente de uma orquestra. Além de More, que o vocalista Jarvis Cocker comentou faixa a faixa (começando a apresentação de zoeira trazendo um powerpoint para fazer suas observações), lembrou o falecido baixista da banda Steve Mackey ao apresentar o lado B “Open Strings” e puxou outras músicas de fases diferentes da banda, inclusive de depois do lançamento do disco em questão (ao tocar versão que fizeram para “The Day Before You Came” do Abba e a música que fizeram para a coletânea Help(2), “Begging for Change”), trazendo também uma velha esquecida do disco We Love Life (“Wickerman”), a imortal “Something Changed” e uma versão suntuosa para o clássico “This is Hardcore”, em que Jarvis lembrou que já estava tarde (“são 10 da noite”, brincou) e era hora de ir para o lado mais hardcore do show, antes de sentar-se para começar a canção. Jarvis Cocker me representa demais (apesar de não ter dado bola para o Brasil quando passou pela América do Sul em junho agora). Reuni a maioria dos vídeos que achei do show abaixo:  

Wilco ♥ Pavement

E já que o Pavement tocou o Led Zeppelin no início da turnê de 2026 deles, que tal resgatar outra banda tocando o próprio Pavement? Pois tome o Wilco fazendo “Cut Your Hair” em seu próprio festival, o Solid Sound, na edição de 2013, novamente no Museu de Arte Moderna de Massachusetts.

Assista abaixo:  

Stove, de Lana Del Rey, vem aí – mas não sozinho!

“Muita coisa aconteceu nos últimos quatro anos”, Lana Del Rey começa um post como se estivesse descrevendo a vida de cada um de nós. “Passei muito tempo esperando as coisas finalmente chegarem a algum lugar e muito tempo me perguntando se estava tudo bem vê-las caindo aos pedaços. A paciência foi a chave e entre uma música e outra, surgiram novos pensamentos sobre velhos amigos e novos sonhos. E, da dúvida sobre se a árvore que eu vinha plantando um dia cresceria, nasceram novos brotos e assim uma nova roseira floresceu sob o salgueiro… Um grande álbum de companhia, construído com a ajuda de tantas pessoas quanto consegui reunir, para me ajudar a organizar meus pensamentos diante de tantas mudanças. Stove ficou tão amável e intacto quanto eu imaginava que poderia ficar, um álbum clássico, se me permitem dizer, com muito dele sendo tocado na estrada, vocês já o ouviram, mas não tudo. Obrigada a todos que fizeram parte disso.E, conforme os anos foram passando, nasceu um lindo segundo álbum Uma espécie de comentário sobre tudo o que vinha acontecendo e a paciência exigida neste processo – e a confiança que tive para entender que nem tudo o que não estava dando certo era simplesmente culpa minha.”

Com a oficialização de Stove e um disco-extra, ela finalmente coloca um ponto final em um processo que se arrasta há anos, quando, em 2024, anunciou que lançaria um disco de country music chamado Lasso, que aos poucos se metamorfoseou neste futuro Stove, que foge desta temática musical, mas não conceitual. Mas, como de praxe, ela não só não disse quando os discos serão lançados ou se haverá algum single antes do lançamento dos discos. Só antecipou as capas das versões em vinil dos discos e algumas fotos no carrossel do mesmo post em que colocava um ponto final nesta etapa de seu trabalho. Será?

Leia o resto do post que ela escreveu sobre este processo e a capa dos discos em vinil abaixo:  

Desaniversário | 18.7.2026

Neste sábado temos mais uma edição da nossa festa Desaniversário lá no Bubu – e essa é especial! Além de termos o time completo na pista, vamos comemorar nosso terceiro aniversário! Três anos fazendo todo mundo dançar clássicos da pista e hits novinhos em folha pra voltar cedo pra casa e curtir o domingo à vontade. A festa acontece neste sábado, dia 18, a partir das 19h até a meia-noite e lógico que vamos tocar músicas do disco novo da Madonna. Vem dançar com a gente!

Lou Reed: Uma Vida

No dia 15 de outubro de 2017, o jornalista Anthony DeCurtis lançou a biografia que escreveu sobre Lou Reed (Lou Reed: A Life) em um evento em Nova York, nos EUA, em que ele reuniu três colaboradores e amigos do bardo nova-iorquino – a cantora Suzanne Vega, o músico Richard Barone e o ator e comediante Jeff Ross – para conversar, ler e celebrar a vida de um dos maiores nomes da poesia e da música daquele país. Encontrei a íntegra deste encontro no YouTube e deixo o link para assisti-lo a seguir:  

Pavement ♥ Led Zeppelin


O Pavement voltou a fazer shows este ano ao apresentar-se nesta sexta no festival estadunidense Mosswood Meltdown, em Oakland, na Califórnia, mas pegou todo mundo de surpresa ao tocar uma versão – meio zoeira, meio séria – de “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin. E por mais que Stephen Malkmus nem lembre direito da letra – inventando boa parte dela na caruda -, fez um solo que mostra porque ele é um dos melhores guitarristas do indie dos EUA.

Assista abaixo:  

Mais uma noite pesada!

Um Inferninho caprichado nesta sexta-feira no Redoma, quando a noite começou com a apresentação da banda Boia, voltando ao palco de seu primeiro show (que aconteceu em junho do ano passado) e depois de ter seu primeiro EP lançado. É nítida a evolução do grupo formado por Luli Mello (voz), Murilo Kushi (baixo), Leo Bergamini (violão), Murilo Costa Rosa (guitarra), Tato Quirino (sopros) e João Decco (bateria), que começou há um ano ainda terminando as músicas que estavam rascunhando e colocando-as ao lado de versões de mestres Moacir Santos e Hermeto Pascoal. Mas o crescimento diz menos em relação às composições, mas à presença de palco, química de conjunto e à própria postura em relação ao público. Mirando aquele conjunto de canções para a realização de seu primeiro álbum (que é um dos planos para esse semestre), o grupo só fugiu do próprio repertório ao tocar “Dominó”, do grupo baiano Tangolo Mangos, que marcou a estreia do guitarrista Murilo como vocalista. Coisa fina.

Depois foi a vez do Caruma subir ao palco do Redoma, quando levou sua mistura de jazz mineiro com rock progressivo pela segunda vez num Inferninho Trabalho Sujo, mas pela primeira vez tocando apenas músicas próprias, à exceção de “Come Together” dos Beatles, que tocaram logo de cara, criando uma nova tradição (pois tocaram “Don’t Let Me Down” no outro show que fizeram na festa). Também começando a trabalhar o repertório para seu primeiro disco, o grupo formado por Tom dos Reis (vocais e baixo), Pedro Caldeira (vocais e guitarra), Ma Vettore (flauta), Daniel Gerecht (sax e flauta) e Tommy Coelho (bateria) está cada vez mais afiado e versátil, como quando por exemplo Ma Vettore deixou a flauta para assumir a guitarra e cantar uma música em espanhol. O Caruma está só começando…

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Boia e Caruma @ Redoma (17.7)

Semana que vem tem Inferninho Trabalho Sujo no Redoma, quando reúno duas bandas reincidentes na festa que são da pesada: a banda Boia, que estreou no mesmo palco do Redoma no ano passado e já está começando a pensar em seu primeiro álbum, depois de lançar um ótimo EP homônimo, e o grupo Caruma, que mistura rock progressivo com jazz mineiro com uma sensibilidade e firmeza que só dá pra acreditar vendo. Antes, entre e depois dos shows eu discoteco pra manter o clima da noite e os ingressos já estão à venda.

O terceiro disco do Olivia Tremor Control está vindo!

Está acontecendo! Quase 30 anos depois, o lendário último disco de uma das bandas psicodélicas mais importantes de todos os tempos (embora ainda pouco conhecida), quando The Same Place finalmente será lançado no dia 23 de outubro (já em pré-venda) pelo coletivo que ajudou a erguer, o lendário The Elephant 6 Recording Co. O terceiro disco do Olivia Tremor Control – duplo! 27 músicas! – estava vinha sendo burilado por seus dois principais integrantes – o baixista Bill Doss e o guitarrista Will Hart – desde o lançamento de seu disco mais recente, o soturno Black Foliage: Animation Music Vol. 1, de 1999. O terceiro disco concluiria uma trilogia iniciada com o soberbo e solar Music from the Unrealized Script: Dusk at Cubist Castle, lançado em 1996 (se você nunca ouviu falar desse disco pare tudo que está fazendo e vá ouvi-lo AGORA), mas a morte de Doss em 2012 alvejou o projeto, que já se arrastava por mais de uma década, quase que fatalmente. E a morte de Will Hart doze anos depois parecia encerrar as esperanças de ouvirmos mais um disco do grupo. Mas a notícia da morte de Will foi anunciada com o lançamento de dois singles (“The Same Place” e “Garden Of Light”) e o anúncio de um dos melhores amigos da banda, o cientista do som Robert Schneider (fundador de outra banda crucial do coletivo, o Apples in Stereo), que o tão esperado disco iria sair mesmo com a morte de seus dois principais integrantes. E a partir de anotações de Doss e Hart, Schneider ficou incumbido de fechar o disco, que ainda conta com a presença de outros membros do grupo, Eric Harris, John Fernandes, Peter Erchick, Derek Almstead e AJ Griffin, este último o único novato que só participou da banda quando ela voltou a fazer shows no início da década passada. “Sendo há quase 20 anos, o disco é a conclusão agridoce para uma banda extraordinária e sua obra engenhosa”, disseram ao anunciar o disco. Ouça os dois singles já lançados e veja a ordem das músicas abaixo: