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Paola Lappicy: Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar

A cantora e compositora Paola Lappicy volta ao palco do Centro da Terra nesta terça-feira para antecipar mais um álbum, com atmosfera radicalmente diferente do anterior, Choro Fácil, de 2023. Em Coisas que Eu Quis Te Dizer Antes de Tudo Acabar, ela abraça a eletrônica para falar sobre diferentes fins – o fim de mundo e o fim de um relacionamento -, acompanhada do coprodutor Vortex Beat, que atravessou essa fronteira entre a canção e a música eletrônica entre pianos, sintetizadores e programações. A apresentação ainda conta com luz da Olívia Munhoz. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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São Paulo Sociedade Anônima de volta aos cinemas

Clássico do Cinema Novo paulista que completou 60 anos no ano passado, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, volta às telas de cinema em versão 4K a partir do dia 26 de fevereiro. Com Walmor Chagas, Darlene Glória, Ana Esmeralda e Eva Wilma no elenco, é um dos melhores filmes sobre a maior cidade do Brasil.

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Charli XCX no armário da Criterion

Um clássico da nouvelle vague, um Cronenberg, um Antonioni e um Bergman: eis as escolhas de Charli XCX no armário da Criterion. Mas ela escolheu filmes bem fora da curva e deu uma das melhores definições sobre o cinema de David Cronenberg, quando explica que saiu do filme escolhido “confusa, por não saber o que eu achava sobre o filme” e que acha que descobriu “um novo sentimento depois de assisti-lo” – e isso vale pra praticamente todos os filmes do mestre canadense.

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Geese no Tiny Desk

Eis o Geese no Tiny Desk, pinçando as músicas mais sossegadas de seu Get Killed e chamando um tecladista convidado para acompanhá-los no programa da NPR. Mais um degrau na escalada do grupo indie sensação do ano passado.

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Minimalismo rock

A semana começou bem com Juliano Gauche mostrando pela primeira vez no palco do Centro da Terra as canções que se tornarão seu próximo álbum, A Balada do Bicho de Luz. Descendente direto da estética incisiva e direta de sua última incursão puramente elétrica (no disco Afastamento, de 2018), o novo trabalho busca um minimalismo rock que conversa tanto com a introspecção de seus discos anteriores, mas de forma expansiva. Pilotando a guitarra à frente dos velhos comparsas Klaus Sena, o baixista que também é coprodutor do próximo álbum e tocou xilofone quando apresentaram a faixa-título, e o baterista Victor Bluhm, Gauche também antecipou algumas participações que estarão no disco, como Fernando Catatau e Julia Valiengo, e encerrou o show com versões de velhas canções, como as impositivas “Alegre-se” e “Cuspa, Maltrate, Ofenda”, além de repetir a faixa de trabalho do próximo disco, “a única com refrão”, como mencionou, “Jesus Cristo Açoitando Belzebu”. Que venha o disco!

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Juliano Gauche: A Balada do Bicho de Luz

Nesta segunda-feira Juliano Gauche volta ao palco do Centro da Terra para novamente apresentar um disco antes de seu lançamento. A Balada do Bicho de Luz, que deve ser lançado ainda neste semestre, reconecta o cantor e compositor mineiro tornado capixaba com suas influências roqueiras, depois do período introspectivo marcado pelo EP Bombyx Mori e pelo álbum Tenho Acordado Dentro dos Sonhos. Ele vem acompanhado de Klaus Sena, que produziu o disco junto com ele, e Victor Bluhm, que o ajudam a erguer as canções do disco inédito pela primeira vez no palco do teatro. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Chama mais!

Mais uma edição do Chama que funcionou lindamente, mas noutra escala. Além de ter mais público que a primeira (em setembro de 2025), as bandas desse ano entenderam a chance de trazer participações como convites para shows espetaculares – e todos fizeram apresentações quentíssimas a partir de desafios que se propuseram. Desde a peça de teatro que intercalou as músicas do primeiro show do Copo e Água – que deixou o convidado Rafaekx o tempo todo no palco – à invasão do Nigéria Futebol Clube, que transformou sua apresentação num misto de happening e fluxo, subvertendo expectativas com inúmeros de convidados a mais, além dos anunciados J.Cruz e Tuzin. O trio Los Otros seguiu confiante de seu rockinho básico e a presença da guitarra endiabrada do Fepa deixou-os ainda mais à vontade para conquistar o público, seguido do Celacanto que fez seu show hipnótico e preciso de sempre com direito ao Giba no theremin (e soltando a voz em “Desamarrado”), Yma entregue ao grupo por três canções (incluindo a linda versão para “Queremos Saber” do Gil) e a aparição surpresa da clarinetista Laura Santos. A Nevoara fez um show absurdo, em especial pela presença e magnetismo da guitarrista Duda Freitas, uma guitar heroine de outro planeta. Com a presença de outro ás da guitarra, Samuel Xavier, do Naimaculada, e o coro formado por Rita Martinez, Naty Oliveira e Lara Zanon, o grupo fez um dos shows mais fodas da noite, também graças ao carisma da vocalista Laura Mendes. Depois foi a vez do prog purinho baixar com toda a intensidade do Baile do Peixe, que ainda convidou Sol para várias canções, inclusive trechos do musical Jesus Christ Superstar. Na finaleira, a Cianoceronte fez seu melhor show, com a mesma Duda do Nevoara fazendo a guitarra da banda, e a participação incendiária do poeta Igor Celestino, enquanto o Naimaculada encerrou a noite em seu espetáculo mais ousado, cheio de participações especiais (Dinho dos Boogarins, Cyro do Menores Atos, Francisca Barreto, Nabru e a Sol em sua segunda apresentação na noite) e completamente entregues ao público, tirando onda em tocar “Saídas e Bandeiras” do Milton Nascimento ao lado de Dinho e Chica. Uma noite que terminou em êxtase e exaustão, todos felizes de terem visto e participado das oito apresentações que reunimos neste sábado. Vamos ao próximo! Quando seria bom?

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Quando Aurora se junta a um Chemical Brother

O flerte artístico entre a diva ímpar Aurora e o chemical brother Tom Rowland vinha de algum tempo: tanto ele a chamou para cantar em três faixas do disco mais recente do grupo (No Geography, de 2019), quanto ela o chamou para participar da produção de seu disco de 2024, What Happened To The Heart?. Os dois firmaram a parceria quando lançaram o single “Ring the Alarm” no final do ano passado, quando oficializaram-se como dupla ao aglutinar seus prenomes no neologismo Tomora, que além de deixar claro o laço autoral, também soa como “amanhã” em inglês. Os dois acabam de lançar mais uma música – a fantasmagórica “Come Closer” -, que usaram como pretexto para anunciar o lançamento do primeiro álbum, batizado com o nome da nova música, que chega ao público no dia 17 de abril e já está em pré-venda. Veja o clipe com a nova música, a capa e o nome das músicas do disco de estreia da dupla abaixo:  

Dentro do Branco

Noite linda no Bona nesta sexta-feira, quando Douglas Germano descortinou ao vivo um dos melhores discos do ano passado. Acompanhado apenas de seu violão e do violoncelo de Thiago Faria, o sambista paulistano mostrou a íntegra de seu Branco de forma crua e direta, sem os instrumentos, percussão e vozes que o tornam tão rico, mas desvendando a natureza do disco em seu instrumento de criação. A apresentação começou com Douglas passeando por clássicos de outras épocas, começando por “Padê Onã” dos tempos em que era do Bando Afromacarrônico de Kiko Dinucci, passando por “Espólio” de seu primeiro álbum Ori, e “Pela Madrugada” de seu Golpe de Vista (única obra de arte brasileira a mencionar a palavra “golpe” no título no ano de 2016). Depois caiu pra dentro do álbum Branco, disco marcado pelas colaborações que se propôs ao fazê-lo, tocando-o na íntegra quase na mesma ordem original, sempre comentando as parcerias (três com Fábio Peron, três com Luiz Antonio Simas, outras com Roberto Didio – com quem compôs a precisa “Zelite” -, Alfredo Del Penho e Márcia Fernandes) e contando as histórias de cada canção – a de “19 de Março” – uma das poucas (com “Na Ronda”, que abre o disco) que compôs sozinho – é de chorar de tão bonita. Antes de encerrar o show com a faixa-título que encerra o disco, passou por mais uma do Golpe (“Lama”) e por uma de suas composições mais bonitas, “Tempo Velho”, do descomunal Escumalha de 2019 (outro retrato instantâneo do Brasil como tão poucos fizeram no auge dessa fase de trevas que o país viveu). Não fez cerimônias para puxar seu bis, cantando uma de suas maiores canções, a imortal “Vias de Fato”, talvez o maior samba paulistano desse século. Deixou de fora sua “Maria da Vila Matilde”, recentemente adotada pelo governo federal como campanha contra o feminicídio, pois não teve tempo de incluí-la no repertório, mas quem sabe ela ressurge nas duas apresentações que fará no Sesc Vila Mariana após o carnaval – quando trará a banda completa, inclusive as participações especiais do álbum. Ave Douglas!

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Nine Inch Nails ♥ Depeche Mode

Trent Reznor retomou a turnê de seu Nine Inch Nails nessa quinta-feira, em Nova Orleans, nos EUA, e brindou os fãs com uma bela versão de “Stripped”, balada do Depeche Mode de seu quinto álbum, Black Celebration, tocada apenas ao piano. Será que ninguém vai trazer o NIN pro Brasil?

Assista abaixo: