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Música nova da Sophia Chablau e do Felipe Vaqueiro!

A dupla Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro teve sua participação no programa Cultura Livre exibida neste sábado e Roberta Martinelli pode mostrar para todos em seu programa uma música inédita da dupla, a ótima “Quase 30”. E quase contemporâneo da apresentadora (51 aqui), faço dela minhas palavras sobre a letra da música nova. E alguém aí falou em Handycam 2?

Assista abaixo a íntegra do programa e a tal faixa-bônus:  

Inferninho épico!

Noite épica reuniu Vinco e Papangu no Inferninho Trabalho Sujo da Porta Maldita neste sábado. Depois que fechei a banda paraibana como atração surpresa na festa, perguntei quais nomes eles sugeririam para dividir a noite e quando o nome da Vinco foi mencionado, nem pensei duas vezes pois já estava há tempos de olho no quinteto. O grupo começou a noite mostrando que já é um dos grandes nomes em ascensão da cena paulistana, mesmo indo de encontro à confluência entre rock clássico, MPB e indie rock que predomina a paisagem dos principais novos grupos – ou talvez justamente por isso, indicando uma nova fase desta mesma cena. Instrumental, o grupo passeia por sonoridades distintas – chame de fusion, jazz rock, math rock ou rock progressivo -, mas ecoa uma tradição paulistana que funde a banda-mãe do math rock Patife Band, a psicodelia pós-punk do Violeta de Outono e o pós-rock do Hurtmold – esta última talvez a banda com a sonoridade mais próxima da Vinco, dá pra imaginar tranquilamente um show das duas bandas tocando juntas. A dinâmica entre os guitarristas Matheus Ayres e Henrique Porto, que trocam riffs, solos e loops como se jogassem squash, um rebatendo o outro, dá a tônica da banda, acompanhada de perto da cozinha absurda formada pelo baixista Hugo Ramalho e o jovem monstro baterista Gabriel Ribeiro, que também toca na Tubo de Ensaio, banda que trouxe dois de seus integrantes – a dupla Lorenzo Zelada e Lorena Wolthers, que também atende como Pão de Ló – para tomar conta dos eletrônicos e a noite ainda contou com o sax de Rômulo França. Bandaça, a Vinco tem que ser vista ao vivo.

Depois da Vinco, foi a vez da Papangu subir pela primeira vez no palco do Inferninho Trabalho Sujo na Porta Maldita e se o grupo de rock progressivo paraibano é conhecido por suas músicas de quase dez minutos, no sábado resolveram ir ainda mais fundo num show que durou quase duas horas, em que repassaram várias músicas de diferentes épocas da banda, com direito a visitar inúmeras músicas alheias, mostrando a raiz de sua versatilidade musical: teve Beatles, Creedence Clearwater Revival, Steely Dan, Earth Wind & Fire, entre outros. No percurso, a banda pode mostrar toda seu preciosismo instrumental misturado com um carisma improvável a uma banda de prog, com as brincadeiras do tecladista virtuoso Rodolfo Salgueiro, seu irmão, os vocais do baixista (e multiinstrumentista, até foi pra bateria em certa feita, além de tocar pífano, percussão e instrumentos de brinquedo) Pedro Francisco, os solos do guitarrista Hector Ruslan e o o groove do baterista George Alexandria. A apresentação ainda contou com as participações do conterrâneo pandeirista Ronaldo Neto, do guitarrista Leo Mayer (da banda Hurricanes) e do baterista Pietro Benedan (do Naimaculada) e a banda manteve a casa lotada até o fim do show. Absurdo!

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Vinco e Papangu @ Porta Maldita (25.7)

Inferninho Trabalho Sujo indo para o quarto ano e faço uma experiência: e se rolasse uma festa com show com uma banda surpresa? Uma banda nova, que está crescendo, já fez seu nome, lançou discos e faz turnês com frequência. Pois é isso que vai acontecer neste sábado dia 25 de julho na Porta Maldita. Quem começa os trabalhos é outra banda que já estava de olho faz tempo, o grande Vinco, e se você conhece, dá pra ter uma ideia quem pode ser a atração surpresa deste sábado. Porque não é um sextou e sim um senhor sabadou! Essa noite promete! E os ingressos já estão à venda.

Um Colinho ainda maior

Casa cheia para assistir ao Colinho de Maria Beraldo ao vivo pela primeira vez no teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, quase dois anos após o lançamento do segundo disco da cantora e compositora catarinense, que, para fazer jus às dimensões do teatro, chamou dois velhos compadres para agigantar a noite, ao convocar Tulipa Ruiz e Negro Leo para momentos específicos de sua apresentação. Esta continua intacta, tal como fez desde o show de lançamento, no palco do teatro do Sesc Pompeia em janeiro de 2024, à exceção da troca de um dos dois músicos que a acompanham – o baterista Sergio Machado segue junto, mas o baixista e tecladista Fábio Sá saiu para a entrada de Danilo Penteado, sem que isso tirasse a precisão da execução do show, mantendo o mesmo clima chiaroscuro estabelecido pelas luzes então espartanas e monocromáticas de Olivia Munhoz, seguido da comunicação mínima de Maria com o público. Como de praxe, o show começou às escuras, com a forte versão a capella que encerra o disco, com Maria cantando “Minha Missão’ de Clara Nunes, antes de cair no Colinho a partir do início, quase seguindo a ordem das músicas, que só mudou após o primeiro terço do show, quando ela recebeu Negro Leo para dividir uma música de seu primeiro álbum, Cavala, “Amor Verdade”. Depois foi a vez de Tulipa Ruiz entrar dançando ao som de uma versão de sua ‘Físico” e também puxou uma do Cavala (“Tenso”) para dividir os vocais com Maria. Mas quando os convidados não estavam no palco, a tensão e precisão do trio abria espaço para Maria tocar vários instrumentos (do seu clarone ao violão, passando pelo piano de cauda), enquanto Danilo alternava entre o piano, o baixo elétrico e o acústico e Sérgio segurava todos com sua percussão milimétrica. Leo voltou mais perto do fim para cantar a “Quem Sou Eu” que compôs junto com Beraldo e seguiu com sua “Jovem Tirano Príncipe Besta”, das primeiras composições que projetaram Leo para além do Rio de Janeiro. A noite ainda trouxe a versão para “Nobreza” de Djavan, antes que Maria chamasse os dois convidados para voltar ao palco e dividir sua “Truco”. Encerrou a noite, também como de praxe, invocando “Ivy” do Frank Ocean debaixo de um único ponto de luz e, pela primeira vez desde que lançou o disco ao vivo, abriu exceção para um bis, quando, novamente ao lado de Leo e Tulipa, fez todos entrarem no clima de sua “Da Maior Importância”. Fino demais.

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Raquel Dimantas está vindo…

A carioca Raquel Dimantas abriu os trabalhos para seu segundo álbum (Cosmo Dorme, que será lançado no fim deste mês) com a fofa “Meu Bebê”, que fez ao lado dos compadres Guilherme Lirio, Marcelo Callado e Jonas Sá. Mas essa versão que ela publicou em seu Instagram transformando a vibe jovem guarda da canção numa balada ao violão ao redor de uma fogueira ao lado de sua irmã Tontom (saudades, Tontom!) ficou linda!

Confere aí:  

Green Day ♥ Bruce Dickinson

Imagine você estar num show de uma banda paralela do vocalista do Green Day e ele chama o vocalista do Iron Maiden para cantar uma música de David Bowie… Foi isso que aconteceu nesta quinta-feira, quando a banda que Billie Joe Armstrong inventou em 2018 para tocar suas músicas favoritas (os Coverups) passou pelo Hard Rock Hotel em San Diego, na Califórnia, e, entre versões para músicas dos Ramones, Clash, Soul Asylum, Pretenders, Buzzcocks, Go-Go’s, Strokes, Nirvana e Bryan Adams, convocou o improvável convidado Bruce Dickinson para cantar uma versão para o hino glam “All the Young Dudes”. E ficou bem bom, diz ai…

Assista abaixo:  

Music Fashion Film – o filme

Antes de lançar seu Music Fashion Film nesta sexta-feira, Charli XCX realizou duas rodadas de sessões de audição para seu novo álbum que fugiram da fórmula convencional do formato, ao transformar o filme em um vídeo-álbum que, ao mesmo tempo dava a possibilidade de seus fãs ouvirem o disco antes do lançamento com imagens registradas por amigos da cantora inglesa e posteriormente montado e dirigido por ela, também trazia uma introdução para o vídeo de cada nova canção, dando um mínimo de contexto para cada uma das 11 faixas. E no mesmo dia em que ela lança o álbum, ela coloca esse mesmo filme que foi exibido apenas em sessões com público contado na íntegra no YouTube. Assista abaixo:  

Tom Zé vem aí!

Outro dia Marcelo Segreto publicou uma foto em seu Instagram em que atravessava a rua ao lado de Tom Zé, da cantora Loretta e da fotógrafa Sofia Colucci (numa foto tirada pela Laura Pina) e neste sábado a intenção da foto foi revelada, quando a coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, trouxe a notícia que o quase nonagenário cientista musical baiano irá lançar um single chamado “Futuro Fruto” (daí as frutas da foto) ao lado de Segreto e Loretta no próximo dia 20 de agosto. Mas será só um single ou tem disco vindo aí?

Um papo com a Fernanda Abreu

Quando Fernanda Abreu mostrou seu documentário sobre o seu disco Da Lata, que comemorou 30 anos no ano passado, na edição 2026 do festival In Edit, aproveitei a oportunidade pra bater um papo com ela em mais uma colaboração com o Toca UOL sobre o filme que acabou indo para outros lugares, quando falamos sobre a situação do Brasil nos últimos 30 anos, como ela gere a própria carreira, seu próprio legado fonográfico e uma curiosidade em relação a como usar inteligência artificial ao produzir música nova. A captação da entrevista foi feita pela Rafa Fernán, em mais uma parceria comigo. íntegra do papo segue abaixo:  

Jack White ♥ Black Crowes

Jack White está em plena turnê de lançamento de seu recém-lançado Frozen Charlotte e ao passar por Chicago, nos EUA, na mesma época em que os Black Crowes tocavam na região, convidou o vocalista do grupo Chris Robinson para participar de seu show, quando dividiram, classicamente, a ótima “I’m a Mover”, que o grupo inglês Free gravou em seu disco Tons of Sobs, lançado em 1968. E é impressionante como os dois, mesmo com dez anos de diferença e pertencentes a gerações distintas do rock de seu país, parecem ter saído da cena inglesa da virada dos anos 60 para os 70. E se você lembrar que em sua turnê atual os Black Crowes vêm temperando seu setlist com clássicos deste período – como “Oh! Sweet Nuthin'” (do Velvet Underground), Everybody Knows This Is Nowhere” (do Neil Young), “Three Button Hand Me Down” (dos Faces), “She” (do Gram Parsons), “Feelin’ Alright?” (do Traffic), “Hard to Handle” (do Otis Redding), “Torn and Frayed”, “Bitch”, “Dancing With Mr. D” e “You Got the Silver” (todas estas dos Stones), entre outras – dá até vontade de imaginar uma turnê do grupo com Jack White como guitarrista convidado para tocar clássicos do rock, na mesma medida – só que apontando para outra geração – que os próprios Crowes fizeram com Jimmy Page em outubro de 1999. Só imagina…

Assista abaixo: