
Outra musa indie também acaba de anunciar seu novo álbum, mostrando a íntegra de uma música que começou a espalhar na semana passada em iPods enviados para fãs. “Sun Has Set” é o primeiro single do novo disco de Beabadoobee, que avisa que seu quarto disco chega ao público no dia 18 de setembro. E Pylon, seu novo disco vem cheio de participações especiais, que acabam refletindo a junção de guitarras distorcidas e melodias grudentas que resumem este novo single, indo de Hayley Williams ao vocalista do Turnstile Brendan Yates, passando por Chino Moreno dos Deftones e Matty Healy e George Daniel do grupo 1975, entre outros. O anúncio de seu disco novo vem junto com o da nova turnê, em que passa por locais de show que nunca visitou, entre casas de shows enormes e estádios, entre a Europa e os Estados Unidos.
Veja o primeiro clipe do novo disco e as datas desta turnê abaixo: Continue

Quem também começou a mostrar música nova foi o Spoon, que parece ter retomado o fio da meada que deixou em aberto ao lançar as faixas “Chateau Blues” e “Guess I’m Falling in Love” há quase um ano, e, de repente, surge com a ótima “Lose Control”, que vem tocando em seus shows desde o fim de semana passado. E se a gente lembra que o último disco da banda (o ótimo Lucifer on the Sofa) já foi lançado há quatro anos, mais do que está na hora de ouvirmos alguma novidade deles…
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Sempre um prazer receber Daniel Murray e seus violões no palco do Centro da Terra e nem o frio e chuva implacáveis desta terça-feira tiraram o público do recital que fez em homenagem a um de seus mestres, Egberto Gismonti. No espetáculo Universo Musical de Egberto Gismonti, o renomado violonista passeou pela obra do mestre mexendo com suas referências eruditas e brasileiras, em interpretações incitadas pela convivência com um dos maiores eruditos das cordas no Brasil, que lhe mostrou conexões com grandes nomes de nossa música, em especial com uma de suas maiores inspirações, o imortal Baden Powell. Entre interpretações de números como “Água e Vinho”, “Baião Malandro”, “Forrobodó”, “Maracatu”, “Choro” e “Carmen”, Daniel trocou de violões por duas vezes, a última delas assumindo um assombroso instrumento de onze cordas onde pode mostrar inclusive uma obra própria, endossada por Gismonti, chamada “Ciranda Imaginária”, que encerrou a apresentação.
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Em mais uma apresentação no Centro da Terra, o violonista e compositor Daniel Murray desta vez apresenta sua faceta de intérprete ao mergulhar no universo musical do mestre Egberto Gismonti, seja nas diferentes afinações do tradicional violão de seis cordas ou no ímpar violão de 11 cordas, parceiros musicais com o qual o instrumentista desbrava a complexidade harmônica, melódica e polirrítmica do mestre, com quem já vem trabalhando desde 2015, inclusive nos palcos. A apresentação também é uma oportunidade de entrar na raiz deste universo musical, quando Murray conversa com os brasileiros Heitor Villa-Lobos, Antônio Carlos Jobim, Radamés Gnattali e Baden Powell e os estrangeiros Leo Brouwer, Igor Stravinsky, Carlo Gesualdo e Claude Debussy, todos influentes na obra de Egberto. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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Depois de lançar seu décimo primeiro álbum no início do mês (I Built You A Tower, o primeiro pela gravadora Anti-), o grupo norte-americano Death Cab For Cutie segue divulgando o disco e, ao passar pela rádio SiriusXM resolveu fazer um tributo a uma de suas principais influências, quando o líder da banda, Ben Gibbard, acompanhado do guitarrista Dave Depper e do tecladista Zac Rae, resolveu dar um salve ao célebre Hüsker Dü revisitando “Green Eyes” do disco Flip Your Wig enfatizando a melodia em detrimento do peso da versão original. Ficou bonito.
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Olivia Rodrigo não para e ao mesmo tempo que, com seu recém-lançado You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, se tornou a primeira artista a estrear no topo da parada de vendas da Billboard com seus três primeiros álbuns, acaba de anunciar um festival formado inteiramente por artistas mulheres – e não é pouca coisa! O festival Daisy Chain Fields acontece em apenas um dia (dia 29 de agosto) no Great Park da cidade de Irvine, na Califórnia, e reúne artistas de peso como Bikini Kill, Mitski, Breeders, Garbage, Katseye, Santigold, Doechii, Not For Radio, Chappell Roan e artistas menores como Die Spitz, Rachel Chinouriri, Quiet Light e Eli, além de trazer três ícones como “convidadas especiais”: ninguém menos que Stevie Nicks, Sarah McLachlan e Karen O dos Yeah Yeah Yeahs. Como se não bastasse tudo isso, ela ainda se compromete a repassar toda a renda do festival para entidades que ajudam mulheres e meninas. As vendas começam nesta quarta-feira no site oficial do evento e já deu pra ver que Olivia não está pra brincadeira…

Gustavo Galo puxou outra noite tocante em sua temporada Um Bis no Abismo ao convocar velhos compadres para fazer suas próprias versões de canções alheias numa apresentação dedicada a músicas estrangeiras vertidas para o português e já pegou na veia ao puxar “Traduzir”, de seu mestre camarada Luiz Chagas (ele mesmo um tradutor) para dar a tônica no palco. Ao seu lado, Peri Pane (entre o cello e o violão) e Lucas Gonçalves (com sua guitarra meio Velvet meio Beatles), o ladearam abrindo vozes, criando climas e recebendo os convidados que trouxeram para o palco, seja em forma de canção ou em pessoa. Entre os convidados traduzidos, os três puxaram versões em português para “Perfect Day” de Lou Reed, “Bless the Telephone” de Labi Siffre e “Because the Night” de Patti Smith, antes de convidar o primeiro convidado da noite e André Mourão já entrou subindo o sarrafo, primeiro ao reescrever a temática de “My Love” de Paul McCartney sem mudar seu sentido e depois numa ousada versão para “A Hard Rain’s A‐Gonna Fall” de Bob Dylan. Depois foi a vez de receber Péricles Cavalcanti, que Galo não mediu elogios ao defini-lo como um farol para suas subversões líricas – e Péricles não deixou barato, primeiro ao trazer um clássico nesta área (a dylanesca “It’s All Over Now, Baby Blue”, que tornou-se a imortal versão “Negro Amor”) e sua versão para “Back to Black” de Amy Winehouse (que tornou-se “Eu no Breu”). Galo chamou a última convidada, Camila Mota, que cantou uma belíssima versão para “O Amor” do poeta russo Maiakóvski, traduzido por Haroldo de Campos e musicada por Caetano Veloso e Ney Costa Santos, antes de encerrar a noite com Leonard Cohen (traduzindo “Dance Me to the End of Love”), com o chines Li Bai (701-762) e com uma versão brasileira para o hino antifascista “Bella Ciao”. Tudo isso ornado pela bela luz de Gabriela Luíza, que deu uma outra dimensão à noite.
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O tratamento que a dupla Juçara Marçal e Thais Nicodemo dá ao repertório escolhido para sua apresentação conjunta já colocava as canções – compostas basicamente por novos nomes da moderna música brasileira – em um outro patamar. O piano preparado de Thais e os efeitos sonoros que Juçara dispara enquanto solta sua voz implacável abriam uma nova camada de ousadia e risco natural das músicas de Maria Beraldo, Kiko Dinucci, Rômulo Fróes, Rodrigo Campos, Negro Léo, Kauê Batista, Eduardo Climachauska, Guilherme Held e Thiago França quando elas ainda faziam seus primeiros encontros no palco e depois quando o levaram para o disco, com o primoroso Dessemelhantes, lançado no mês passado. Mas ao levar o disco para um palco tão emblemático quanto o do teatro do Sesc Pompeia, elas ampliaram ainda mais o nível do encontro, deixando tudo suntuoso e clássico ao mesmo tempo em que arrojado e arriscado, sem perder o minimalismo inato do abraço dado entre voz e piano. E assim as duas puderam se jogar mais intensamente no público – Thais usando o “microfone da Madonna” para cantar enquanto toca em algumas canções pontuais, Juçara fisicamente, ao deixar microfone e palco em segundo plano e caminhar para a plateia por dois momentos da noite. Mas o centro da apresentação estava no detalhismo sutil que as duas propunham a si mesmas ao fazer o público entrar num refúgio emocional delicado que fazia-nos esquecer todo o mundo lá fora, como por exemplo quando nos puxaram para tão dentro de “Maria” de Maria Beraldo a ponto de suspender o fôlego coletivo – e tão bom ouvir depois Juçara explicar que, ao gravar os vocalises fantasmagóricos que disparava enquanto cantava a canção original, cantarolou músicas com outras Marias conhecidas, citando Ary Barroso, Tom Jobim, Chico Buarque, Biu Róque e a recente “Maria Esmeralda”. Alto nível.
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“Não é uma banda sobre lucro, mas uma banda sobre socialismo!”, assim Damon Albarn, reforçando o aspecto coletivo da banda virtual Gorillaz, encerrou a gigantesca primeira aparição do grupo num estádio para um show único, quando reuniu um elenco estelar para uma festa gigantesca à altura da quantidade de ícones da música no palco – do ex-Clash Paul Simonon ao ex-Smiths Johnny Marr, passando pelo De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Sparks e tantos outros no estádio de Tottenham, na capital britânica neste sábado. Além da magnitude do elenco, do espaço e do repertório -, pois visitaram todos os álbuns da já decana banda virtual -, a apresentação elevou ainda mais o tamanho dos personagens criados por Damon Albarn e Jamie Hewlett, protagonistas fictícios mais reais do que nunca. Resta saber se encaram uma turnê global nesta escala. Veja os vídeos abaixo:
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O 80º aniversário de Syd Barrett, papa da psicodelia britânica e fundador do Pink Floyd, aconteceu em janeiro deste ano, mas só agora, em setembro, que começarão as comemorações para marcar as oito décadas de delírio artístico de um gênio que segue tão influente como quando começou. A principal celebração acontece em sua cidade-natal, Cambridge, na Inglaterra, quando a casa de shows Cambridge Corn Exchange, onde Syd fez sua última apresentação ao vivo, em fevereiro de 1972, torna–se sede para um A Celebration to Syd Barrett, que reúne shows das bandas Kula Shaker, Soft Machine, Men on the Border, Diana Silveira & The Psychedelic Circus, Radhika e Pünk Floyd – além de surpresas que vão ser anunciadas em breve – no dia 10 de outubro (e os ingressos já estão à venda). No dia anterior será lançada a coletânea Clowns And Jugglers: The Songs Of Syd Barrett, que reúne gravações de artistas diferentes em épocas diferentes, como músicas gravadas pelo David Gilmour com David Bowie no vocais, Love, Robyn Hitchcock com John Paul Jones, Mystery Jets, todas bandas que irão tocar no show tributo e o grupo brasileiro Violeta de Outono. E ainda está sendo programada uma exposição sobre o artista no Cambridge Openspace, em que mais uma vez suas pinturas e desenhos serão exibidos para o público. Veja o pôster da celebração, a capa da coletânea e o nome das músicas abaixo:: Continue