Jornalismo

É muito sintomático que a foto da capa do primeiro disco solo de Fernando Catatau, que será lançado na próxima sexta-feira, tenha sido tirada no mesmo prédio que seria a capa do último disco do Cidadão Instigado, Fortaleza. O antigo Hotel São Pedro, antes símbolo luxuoso da capital cearense em seus dias de bonança, hoje está abandonado e, após ter sido tombado, passou a ser frequentado pela juventude atual apenas por diversão. Foi ali, em meio à decadência nítida do local, que a artista Jamille Queiroz tirou a foto de Fernando, vestindo uma camisa feita por ela, imagem que aparece em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. A foto mistura tanto a queda de uma Fortaleza de outrora como o intenso mergulho para dentro que caracteriza o primeiro disco do guitarrista, disco doce e melancólico que contrasta com a obra com sua banda anterior sem perder as características de sua composição. Batizado apenas com seu nome, o disco gravado em 2019 e só agora vê a luz do dia, trazendo Dustan Gallas e Samuel Fraga como banda base e as participações de Juliana R., Yma, Giovani Cidreira, Clayton Martin e Manoel Cordeiro. Ele também antecipa o nome das músicas e a ordem das faixas a seguir. Continue


Foto: Dandara Azevedo

Depois de lançar seu primeiro disco solo, Apocalip Se, no meio do ano passado, o produtor, compositor e músico Zé Nigro segue mostrando composições e parcerias que derivaram daquele processo. A primeira delas, que será lançada nesta quinta, ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo: em “Cais”, ele convida a comadre Alessandra Leão para saudar Iemanjá. “Eu compus essa musica em parceria com Dandara Azevedo em 2019, e durante a pandemia, no processo de composição do álbum, comecei a finalizar ideias que estavam começadas mas não acabadas”, ele me explica por email. “‘Cais’ estava nesse processo e logo percebi que seria Alessandra Leão a voz que daria voz a composição. Assim, fizemos remotamente, ela gravando da casa dela, mas acabei não incluindo no álbum pois não cabia na história que estava querendo contar. Agora, ‘Cais’ e ‘Vozes’ são faixas adicionais que complementam o processo do meu primeiro álbum”, conclui, se referindo à faixa que lançará no próximo mês, uma colaboração com o rapper Hiran e a cantora baiana Livia Nery. Ouça a música abaixo. Continue


Foto: José de Holanda

“‘Laca Espanada’ é um início mas, na verdade, vem de um processo de muitos anos de depuração, tanto criativa quanto emocional”, me explica a cantora e compositora Mari Tavares, que lança seu primeiro single nesta quinta-feira e o antecipa em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo. Produzido por Rodrigo Campos, “Laca Espanada” tem a participação de Romulo Fróes, Laura Lavieri e Ana Passarinho nos vocais de apoio e pode ser ouvido abaixo. Continue


Foto: Lou Alves

Projeto do cantor e compositor paulistano Lou Alves, o grupo Walfredo em Busca de Simbiose começa a mostrar Self, o disco sucessor de seu álbum de estreia, Maiúsculas Cósmicas, com o single “Manhã”, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, bem como seu clipe. “Foram dois anos desde a composição e a produção do Self, e ‘Manhã’ foi uma das músicas que mais mexeu comigo durante todo o processo”, me explica Lou por email. “Ela simplesmente fluiu, e eu a escrevi em algumas horas. Lembro que não via a hora de lançar e mostrar essa track para as pessoas.“ Seguindo a linha psicodélica suave do primeiro disco, ela conversa com a abertura de horizontes deste período final (esperamos!) desta pandemia interminável.

Assista abaixo. Continue

E depois de Get Back, como continuar acompanhando os Beatles? Uma opção é o documentário The Beatles and India, que estreou no HBO Max essa semana e conta a história da relação do grupo com o país milenar, desde a chegada da beatlemania ao país à caracterização grotesca feita no filme Help!, o encanto de George Harrison pela cítara, as viagens do grupo para o país e a influência do guru Maharishi Mahesh Yogi sobre John, Paul, George e Ringo. Escrevi sobre o documentário para o site da CNN Brasil. Continue

É oficial: a íntegra do último show dos Beatles, principal joia do seriado Get Back de Peter Jackson, chega ao cinema de dez cidades diferentes no Brasil no meio de fevereiro. Escrevi sobre isso em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil. Continue

Obrigado, Elza

Nesta quinta-feira, o país perdeu uma de suas maiores artistas – e Elza Soares cantou até o fim. Conversei com seus compadres Romulo Fróes, Guilherme Kastrup e Kiko Dinucci, que ajudaram a erguer seu nome no último e feliz capítulo de sua vida, sobre a importância desta deusa para nossa cultura em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil. Continue

O dia 19 de janeiro une duas das maiores sumidades da música brasileira e o deste ano marca os 80 anos de Nara Leão e os 40 anos da morte de Elis Regina. Duas das personalidades mais fortes da história do Brasil, elas mexeram com nossa cultura para além da música, mas também forjaram o que chamamos hoje em dia de MPB, seja misturando gêneros musicais distintos ou descobrindo autores considerados hoje clássicos. Falei sobre o documentário sobre a Nara Leão de Renato Terra e os projetos relacionados à efeméride de Elis (incluindo o tão aguardado filme sobre a gravação do Elis & Tom, o nosso Get Back) em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil – e também conversei com o próprio Renato, com os biógrafos das duas (Tom Cardoso e Júlio Maria), com Patrícia Palumbo e com João Marcello Bôscoli sobre a importância das duas, que chegaram a ser rivais (ah quando a polarização que tínhamos era essa…), para nosso país. Continue

Encerrando a série de discos clássicos brasileiros que tornam-se cinquentenários em 2022 que estou fazendo no site da CNN Brasil, desta vez dedico atenção aos discaços de artistas tão diferentes quanto Tom Zé, Toni Tornado, Rita Lee (escondendo um disco dos Mutantes), Quinteto Violado, Paulinho da Viola, Tim Maia e um compacto histórico de Tom Jobim com João Bosco. Continue


Foto: Isadora Stefani

“Nenhum lugar é mais incerto do que o que está aqui dentro”, divaga Fernando Catatau ao final do single que materializa seu primeiro álbum solo, prometido desde antes da pandemia e que finalmente vê a luz do dia no início do mês que vem. “Nada Acontece” dá o primeiro gostinho desse disco, meio retrofuturista, mas sem deixar de lado sua paixão pela canção popular. “Acho que ela sintetiza o lugar em que quero apontar com o meu trabalho”, me explicou depois que perguntei porque ter escolhido esta canção para apresentar o álbum. “Fiz ela em parceria com a Juliana R e com o Giovani Cidreira e cada um deu sua visão sobre o que é estar vivendo nesse Brasil futurista cheio de caos e busca por uma identidade.” Ouça abaixo a música que conta com a participação dos dois coautores também nos vocais: Continue