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Gueersh: Coletivas Mãos

Com imensa satisfação trazemos pela primeira vez para o palco do Centro da Terra a ousada banda carioca Gueersh, que toca pela primeira vez ao vivo seu ainda não lançado novo álbum, Macarrão de Guerrilha, previsto para sair ainda este mês. Formado por Livia Gomes, David Dinucci, Thomaz Alvez, Igor Arruda e Guilherme Paz, o quinteto convida o público para uma imersão coletiva chamada Coletivas Mãos, que é parente de seus processos criativos, quando dissolve as fronteiras entre rock, música experimental e canção e para esta apresentação conta com a presença do guitarrista Eduardo Manso, que produziu o próximo disco. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Godzilla Minus Zero está vindo… e pelo jeito não vem só!

Eis o trailer oficial de Godzilla Minus Zero, a continuação do melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês, Godzilla Minus One, de 2023. O trailer não só traz o gigante de volta à destruição apenas dois anos após os acontecimentos do filme anterior (que se passava em 1947) como reforça que ele não virá sozinho. Nos últimos segundos do trailer, um dos personagens diz que “não se preocupe, não estamos falando sobre o Godzilla”, logo depois de ouvimos ao fundo o rugido agudo de King Ghidorah, monstrengo alado de três cabeças que é parte crucial desta mitologia, e vermos o próprio Godzilla caindo do céu. O trailer também confirma que Godzilla Minus Zero é o primeiro filme japonês feito para telas Imax.

Assista abaixo:  

Outro Elvis Costello pré-histórico

No mês passado, Elvis Costello resolveu antecipar o cinquentenário de seu primeiro álbum e anunciou uma caixa com cinco discos (104 faixas, sendo que 52 inéditas) comemorando os 49 anos de sua estreia fonográfica, quando compartilhou duas versões ao vivo para o hit “Watching the Detectives”. Agora ele traz outra pérola, ao mostrar a primeiríssima versão de “I Turn Around”, faixa que levou alguns anos para ser oficialmente lançada, como faixa-bônus de seu disco de 1982, Imperial Bedroom. Gravada apenas com sua guitarra no estúdio Hope & Anchor, a música foi registrada pelo produtor Dave Robinson, que naquele mesmo 1976 fundaria sua Stiff Records, uma das primeiras gravadoras indie do início da era do punk.

Ouça abaixo:  

Preciso e direto

Finalmente consegui assistir ao Don L tocando ao vivo seu Caro Vapor II – Qual a Forma de Pagamento?, um dos melhores discos do ano passado, quando o rapper cearense encheu a casa no Sesc 14 Bis. Sempre acompanhado de seus comparsas de palco mais próximos, vínculo que estabeleceu nos discos anteriores, ele mais uma vez contou com o DJ Roger, o rapper Terra Preta e a cantora Alt.Niss para entregar um show preciso e direto. Com foco quase total nas músicas do disco mais recente (com faixas do primeiro Caro Vapor e do segundo volume de Roteiro pra Aïnouz), a apresentação ainda contou com um telão com imagens que variavam de telas de celulares, vídeos caseiros, ilustrações e galerias de fotos, que funcionou como introdução para a noite. Com o público na mão, ele não teve dificuldade em fazer todo mundo cantar junto, inclusive fazendo todos levantarem das cadeiras do teatro e assistirem a toda apresentação de pé.

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Todo o show: Cameron Winter no Carnegie Hall (11.12.2025)

Depois de anunciado o lançamento em disco do show que o vocalista do Geese, Cameron Winter, fez no ano passado no Carnegie Hall de Nova York, e o subsequente lançamento do filme feito por Paul Thomas Anderson na mesma apresentação, agora é a vez de termos datas para o lançamento no filme – tanto nos cinemas quanto no streaming. Antes das já anunciadas sessões itinerantes que o filme fará pelos EUA e pelo Canadá, Live At Carnegie Hall estreia na 64ª edição do Festival de Cinema de Nova York (que começa no dia 25 deste mês e vai até outubro) e na na 70ª edição do Festival de Cinema de Londres feito pelo British Film Institute (que acontece entre os dias 7 e 18 de outubro). Não custa lembrar que a 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece logo depois, entre os dias 15 e 29 de outubro – será que corre o risco de vir pra cá? E o serviço de streaming Mubi confirmou que terá o filme em seu acervo digital, mas só a partir de 2027. Enquanto ele não chega entre nós, segue abaixo a gravação do áudio desse show, bem parecido com o que ele fez em São Paulo quando passou pelo C6 Fest no primeiro semestre deste ano.

Ouça abaixo:  

Imagine os Yardbirds tocando Velvet Underground…

Agora pare de imaginar porque isso realmente aconteceu. As imagens do vídeo abaixo são de uma apresentação que o grupo fez na França em 1966, embora o som seja de um pirata de 1968 gravado em Los Angeles, que traz Keith Relf nos vocais e gaita, Jimmy Page no baixo, Chris Dreja na guitarra-base e Jim McCarty na bateria e vocais de apoio logo após a saída de Jeff Beck da banda. Page se orgulhava de ter sido um dos primeiros artistas – senão o primeiro – a regravar uma música de Lou Reed, de quem tornou-se amigo décadas mais tarde.

Ouça abaixo:  

Ava coletiva

Ava Patrya Yndia Yracema é um dos discos brasileiros mais importantes da década passada não apenas por revelar sua autora, Ava Rocha, como uma supernova de criatividade intensa, mas por reunir, ao seu redor, a cena que orbitava ao redor da primeira encarnação da casa de shows Audio Rebel e que, a partir deste disco, começou a explodir, por isso o show de aniversário que fez neste sábado frio e chuvoso na Casa Rockambole foi uma celebração coletiva. Ava estava à frente da mesma banda que tocou no disco – Marcelo Callado na bateria, Marcos Campello e Eduardo Manso nas guitarras (o último também tocando synth), Felipe Zenicola no baixo e participações do baixista Pedro Dantas e do percussionista e baterista Thomas Harres – e convidou um grandessíssimo elenco para a festa que anulou o tempo feio do lado de fora, transformando a noite numa extensa ebulição criativa (mais de duas horas de show!), tocando o disco com uma constelação absurda de astros: do produtor Jonas Sá ao eterno companheiro Negro Léo, passando por Iara Rennó, Assucena Assumpção, Brisa Flow e Ana Frango Elétrico, esta última caçula daquela geração que entrou para acompanhá-la numa versão “London Calling” para “Hermética” e emendaram a parceria que fizeram juntas anos depois daquele disco, “Mulher Homem Bicho”. Mas mais do que músicos e convidados, a força da noite era Ava, esse vulcão humano que domina o palco e transforma qualquer gesto em performance, dando vida a qualquer objeto (uma taça de vinho, um lenço ou sua clássica máscara de facas), transcendendo a racionalidade enquanto faz o público levitar apenas com sua voz (não por acaso terminou o show puxando o clássico suspiro de Zé Celso). Além do repertório do disco, ela também passou por “Canoa Canoa” de Milton Nascimento (que estava no repertório do show original, dez anos atrás) e encerrou a noite puxando todos os convidados – e alguns da plateia, como Juliana Perdigão, Dinho Almeida e Luiza Lian – para o bis, que começou com “Beijando Todos Vocês” (de seu último disco, Néctar), passou por uma das recém-lançadas parcerias com os Boogarins (“Memórias”) e encerrando com o hit “Você Não Vai Passar”, quando dividiu os vocais com Luiza Lian. Que noite!

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Steve Lacy ♥ Pinkpantheress

Steve Lacy acabou de lançar um dos melhores discos deste ano e agora tá aí tirando foto com a Pinkpantheress, autora de um dos melhores discos do ano passado… O que eles estarão aprontando juntos? E tá na hora de música nova dela, né?

George Michael nos cinemas

A importância de George Michael para a história da música pop ainda há de ser medida e talvez isso esteja começando a acontecer agora, especificamente com o lançamento do filme-show George Michael: The Faith Tour, será lançado no início de novembro nos cinemas (inclusive brasileiros, quando estreia dia 5). Com gravações inéditas feitas em 35mm do show que fez em 1988 no Palais Omnisports de Paris-Bercy na capital francesa, a apresentação marca o momento em que George Michael assume sua carreira solo depois de sair do duo pop juvenil Wham! após transformar sua monumental “Careless Whispers” num hit global. O próximo passo foi o lançamento de Faith, seu primeiro disco solo, que dá o recado apenas em seu lado A, ao enfileirar o blues bodiddleyano da faixa-título, a imensa “Father Figure”, a irresistível “I Want Your Sex” e o soul pesado de “One More Try”, material o suficiente para tornar o disco eterno (e ainda conta com “Hard Day”, “Monkey” e “Kissing a Fool”, no lado B). O filme-concerto é a materialização deste momento fonográfico no palco e ainda conta com o curta documentário Finding Faith, que Mary McCartney (filha do Paul e amiga e fã de George Michael) fez a partir de gravações feitas entre 1986 e 1988. O áudio do show também será lançado como um disco ao vivo.

Assista ao trailer abaixo:  

Mike D volta aos clássicos

O primeiro disco solo do Mike D é ótimo e ele tem muito a se aprofundar musicalmente nessa seara que que começou a burilar agora – especialmente na relação com os filhos, ponto de equilíbrio estético que ele não tinha desde que os Beastie Boys se desfizeram após a morte de MCA. Mas é tão bom vê-lo cantando seus próprios clássicos, como quando tocou no estacionamento do The Sound Garden, em Baltimore, nos EUA, na quarta passada. Olha essa vibe…

Assista abaixo: