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Invocação em dupla

Linda demais a homenagem que Caio Colasante e Carol Maia fizeram ao ídolo e mestre Jards Macalé nesta terça-feira no Centro da Terra, dando início a um trabalho em dupla que reúne o guitarrista paulista e a cantora carioca num espetáculo que joga luz na própria obra dos dois. Revezando-se entre guitarras e violões, a dupla passeou por hits inevitáveis do velho Macau (abrindo com “Mal Secreto” seguida de “Anjo Exterminado”, passando por “Soluços”, “Hotel das Estrelas” e encerrando a noite com “Pano Pra Manga”), os dois também buscaram músicas menos óbvias de Jards, como a versão que ele fez para “Imagens” (de Valzinho e Orestes Barbosa) e “Dente no Dente”. Mas o que mais marcou a noite foi a conexão das músicas de Macalé com composições de cada um deles e assim Caio mostrou “Fantasma Supersônico”, “Atropelado” e “Vida Nova”, enquanto Carol trouxe “Vermelha Rosa” e “A Boca do Cão”, esta composta quando ela soube da morte de Jards. O show contou com a dupla o tempo todo no palco dividindo instrumentos e vocais mesmo nas composições próprias, reforçando que aquela invocação era a dois (Caio até brincou com as interferências no som como sendo uma materialização do próprio Jards). E um dos grandes momentos da noite foi quando cantaram outra de Carol, “Sinal Fechado”, que acabou por ser um belo resumo da noite, tanto com a guitarra precisa de Caio e o vocal completamente solto de Carol. Uma beleza.

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Caio Colasante + Carol Maia: Estrela Vulgar a Vagar

Imenso prazer em receber o espetáculo Estrela Vulgar a Vagar nesta terça-feira no Centro da Terra, quando seus idealizadores – o paulistano Caio Colasante e a carioca Carol Maia – se reúnem para celebrar a obra de Jards Macalé, criando um diálogo entre o repertório de Macau e sua influência em suas próprias composições. Ambos começando suas carreiras solo, saltam neste universo pela primeira vez só com suas vozes e violões. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Poetas ao piano

Na segunda noite da temporada Coexistência que Sandra X está fazendo no Centro da Terra, ela pôs em prática uma obra em parceria com o velho camarada pianista Lincoln Antonio quando, na apresentação batizada de Sol à Beça, visitou obras de Mário de Andrade, Pagu, João Cabral de Mello Neto, dos irmãos Campos e Oswald de Andrade sempre em dupla com o amigo, dividindo vocais enquanto ele conduzia a musicalidade de cada novo poema às teclas. A noite ainda contou com a participação de Priscila Brigante, com quem Sandra havia dividido a noite anterior, que assumiu sua percuteria para acompanhar a dupla em dois momentos diferentes da noite.

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Centro da Terra: Outubro de 2026

Outubro começa esta semana e eis a programação da curadoria de música deste mês no Centro da Terra. Quem toma conta das segundas-feiras de outubro é a maga Juliana Perdigão, que decidiu assinar a temporada Em Caráter Experimental como Juper, reunindo duplas diferentes a cada semana. Na primeira, dia 5, ela apresenta a noite Kombini com Dudu Tsuda e transforma o teatro numa pista de dança. Na semana seguinte (quando apresenta-se na terça, 13, pois dia 12 é feriado), ela vem com Versom, ao lado de Ciça Lucchesi, buscando a relação entre som e imagem criados ao vivo. Na outra segunda, dia 19, ela vem ao lado de Gustavo Infante na noite Sung Songs, em que os dois misturam loops de fita cassete e poemas em guardanapos, criando canções em tempo real. Depois ela junta-se ao conterrâneo mineiro Davi Fonseca para explorar seus respectivos cânones pessoais. Na primeira terça do mês, dia 6, quem estreia no Centro da Terra é a banda paulistana Inês é Morta envereda pela história do pós-punk brasileiro amadurecendo seu próprio som num disco que será lançado em breve e que será testado ao vivo pela primeira vez no espetáculo Sala de Espelhos. Na terça-feira dia 20 é a vez da ex-Crime Caqui May Manão explorar seu trabalho solo em que atende apenas por seu sobrenome e expande sua sonoridade para além do rock, adicionando elementos eletrônicos e visuais a uma noite chamada de Drama House. O último espetáculo do mês é da dupla carioca Kartas, que resume sua apresentação ao casal central do projeto – a poeta Marcela Mara e o músico Zozio – no espetáculo (Dois Triângulos) dedicado ao próprio processo de criação dos dois. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra. Você pode apoiar o Centro da Terra e ganhar descontos na hora da compra do ingresso – saiba mais em https://centrodaterra.org.br/apoio

À sombra do Velvet Underground

O Gueersh mostrou que é uma das principais novas bandas brasileiras nesta terça-feira no Centro da Terra, quando, no espetáculo Coletivas Mãos, apresentou na íntegra seu próximo álbum, Macarrão de Guerrilha, que deve ser lançado ainda neste mês. Tocando entre tecidos presos no teto do palco em que imagens misturadas em retroprojetores cobriam a banda fluminense, a banda começou a noite com seus cinco integrantes ao piano, cada um tocando um acorde por vez, criando uma linha melódica que foi aos poucos sendo distorcida pelo produtor do disco, o guitarrista Eduardo Manso, convidado desta apresentação, que, num synth, levava aquela melodia repetitiva para outras galáxias, funcionando como uma boa amostra do que veríamos a seguir. E assim, Lívia Gomes (voz e sintetizadores), David Dinucci (guitarra), Guilherme Paz (guitarra, voz, percussão, violão, sintetizador), Thomaz Alves (baixo) e Igor Arruda (bateria) passearam pelas seis faixas do novo disco, esticando-as em improvisos sônicos entre a microfonia, o groove motorik, a canção, riffs desconstruídos de guitarras e distorções eletrônicas, sempre com a sombra do Velvet Underground pairando sobre o palco. De tirar o fôlego!

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Gueersh: Coletivas Mãos

Com imensa satisfação trazemos pela primeira vez para o palco do Centro da Terra a ousada banda carioca Gueersh, que toca pela primeira vez ao vivo seu ainda não lançado novo álbum, Macarrão de Guerrilha, previsto para sair ainda este mês. Formado por Livia Gomes, David Dinucci, Thomaz Alvez, Igor Arruda e Guilherme Paz, o quinteto convida o público para uma imersão coletiva chamada Coletivas Mãos, que é parente de seus processos criativos, quando dissolve as fronteiras entre rock, música experimental e canção e para esta apresentação conta com a presença do guitarrista Eduardo Manso, que produziu o próximo disco. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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O início da jornada

Sandra X começou bem sua temporada Coexistência no Centro da Terra, quando aproveitou a oportunidade não apenas para estrear uma parceria que vinha desenvolvendo com a percussionista Priscila Brigante, chamada Elã, em que ela divide-se entre voz e piano enquanto Brigante começou cantando e tocando viola caipira para depois assumir a sua percuteria. A noite começou com um coro de vozes puxado por Sandra ao lado das cantoras Matilde Russó e Barbarelli (esta aniversariante do dia), que voltaram ao final da apresentação para dividir o palco com a dona da noite e sua convidada principal, encerrando a primeira noite deixando a expectativa para as próximas lá em cima. Vamos, Sandra!

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Sandra X: Coexistência

Muita satisfação trazer mais uma vez para o palco do Centro da Terra, desta vez para começar o mês, a cantora, compositora e performer paulista Sandra X, que assume uma temporada no teatro, tomando conta das segundas de setembro com a série de shows chamada Coexistência. Ela começa a temporada apresentando dois trabalhos inéditos em dupla: o primeiro deles neste primeiro dia de setembro com a percussionista e violeira Priscila Brigante (num espetáculo chamado Elã, que ainda conta com as vozes de Matilde Russó e Barbarelli) e no dia 14 ela vem com o pianista Lincoln Antonio (na apresentação chamada Sol a Beça, que também terá a presença de Brigante). No terceiro dia da temporada, 21, ela chama seu companheiro Craca para mostrar o espetáculo Terra Tremesse, que ainda traz a percussão de Macaxeira Acioli e a participação especial de Luiza Lian. E na última noite da temporada ela vem com Nua e Crua, em que busca intersecções entre música, dança e poesia, com o auxílio luxuoso de Jovem Palerosi, que tocaa para performances vocais de Angela Quinto, Daniel Minchoni, Diogo Cardoso, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, além de performances de dança, bordado e poesia com Janette Santiago e Fredyson Cunha. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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O “Ponto Final” da temporada

Lindo o encerramento da temporada Não Tem Nome que a mineira Sara Não Tem Nome fez durante as segundas de agosto no Centro da Terra. Para esta última apresentação, no último dia do ano, Sara reuniu um time de colaboradores, como ela mesma disse, “faixas-preta” e criou uma banda com Marcelo Callado na bateria, Luiza Brina no baixo e Beto Sporleder nos sopros, além da própria Sara na guitarra. A princípio passeando pelo repertório de Sara, a banda também tocou músicas de Brina (“Somos Só”, composta quando ela ainda fazia parte do grupo Graveola e o Lixo Polifônico , e a bela “Oração 18’, de seu disco solo Prece) e de Callado (“Entre as Estrelas” de seu recém-lançado Brado e a asiática “Minha Cama”) e encerrou a apresentação com sua “Ponto Final” que havia encerrado a segunda noite, só que dessa vez com banda, em vez de fazer somente à guitarra.

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Centro da Terra: Setembro de 2026

Semana que vem já é setembro (quatro meses pra 2027!) e assim anunciamos a programação de música das segundas e terças no Centro da Terra. As segundas-feiras do mês ficam com a cantora, compositora e performer paulistana Sandra X, que reúne diferentes facetas de seu trabalho na temporada Coexistência, quando reúne artistas tão diferentes quanto Luiza Lian, Priscila Brigante, Jovem Palerosi, Barbarelli, Lincoln Antonio, Craca, Angela Quinto, Daniel Minchoni, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, entre outros. Como uma das segundas do mês cai num feriado (o sete de setembro), a temporada começa no primeiro dia do mês, uma terça, e depois segue às segundas nos dias 14, 21 e 28. A segunda terça do mês, dia 8, fica com a banda carioca Gueersh, que apresenta o espetáculo Coletivas Mãos, em que tocam, na íntegra, seu próximo álbum, Macarrão de Guerrilha, que será lançado no fim deste mês, com a participação do produtor Eduardo Manso. Na terça seguinte, dia 15, é a vez da dupla Caio Colasante e Carol Maia (ele paulista e ela carioca) começar a colocar em prática seu tributo a Jards Macalé, batizado de Estrela Vulgar a Vagar. Depois, no dia 22, Danislau, da banda Porcas Borboletas, antecipa seu próximo disco no espetáculo Não Me Leve a Mal, em que apresenta as novas canções com uma banda formada por Arthur Kunz, Gabriel Mayall, Moita Mattos, Wagner Bernardes e participações de Enzo Banzo e Rafael Castro. A última terça do mês fica com outra banda do Rio de Janeiro, o Oruã, que celebra sua primeira década de atividade no espetáculo 10 Anos!, que ainda conta com as participações das cantoras Laura Lavieri, Ämarcel e Grisa. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.