
E a Chrissie Hynde cantando Doors? Aconteceu neste fim de semana, quando foi transmitida a participação da eterna pretender no programa sueco På Spåret, que contava com a banda Yttling Jazz como atração musical da semana. Seu líder, o pianista Björn Yttling, que já havia trabalhado com Hynde ao produzir seu primeiro disco solo, Stockholm, de 2014, a convidou para cantar uma versão para o clássico “People Are Strange” e eu já fiquei cogitando um disco inteiro com essa colaboração – seja cantando só Doors ou músicas de outros artistas (como Belinda Carlisle, cujo hit “Heaven Is A Place On Earth” é citado no solo que Yttling faz no meio desta versão).
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Ao contar com o público para não registrar os shows da turnê de seu novo disco Lost Weekend em áudio ou vídeo, Phoebe Bridgers criou alguns efeitos colaterais desta decisão, como o fato de estimular que os fãs desenhem o palco como uma forma de ter um registro da apresentação e que todo material em vídeo ou foto que ela publique torne-se um evento em si. É o caso de mais um material em vídeo que ela lança em parceria com o diretor Lance Oppenheim, com quem ela trabalhou no filme Primetime (para quem ela também compôs a música “On Video”) e no clipe do primeiro single do novo álbum, “Lost Boys”. Agora ela vem com uma sequência de três músicas em vídeo, lançadas em parceria com a distribuidora A24, responsável pelo filme que os dois fizeram juntos, que além de trazer um registro para “On Video”, também reúne Phoebe com suas comadres de Boygenius Julien Baker e Lucy Dacus em outras duas músicas, “Haunted” e “Lost Boys”.
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A transição de Rodrigo Carneiro para a literatura não o tirou da música. Por mais que o eterno vocalista dos Mickey Junkies esteja mais exercendo sua palavra – seja impressa ou falado – no mundo das letras, seu vínculo com a música é perene – e foi assim que o velho camarada Paulo Beto aproximou-se para verter um livro em disco, quando, juntos, transformaram o segundo livro de Carneiro, o pandêmico Afetos Sísmicos, em um disco com o mesmo nome, que será lançado no próximo dia 12 e surge no palco dois dias depois, quando os dois o apresentam gratuitamente no Sesc 24 de Maio a partir das 19h. E Carneiro antecipa um dos poemas musicados em forma de clipe – “Da Criação de Monstros (De Novo o Amor”) – em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Desde o lançamento, em 2022, o livro só me trouxe alegria e o deleite se renova agora com o desdobramento dele em um álbum”, conta o poeta-vocalista. “E, que beleza, na companhia do meu camarada de tempos imemoriais, Paulo Beto, um sujeito cuja obra e a persona sempre me impressionaram.” PB explica porque escolheram esta música para começar a apresentar o disco: “Ela tem um veneno, um perigo”. E Carneiro arremata: “Se deixasse por mim, algum tema mais lacrimoso seria o eleito”, resume, antes de rir de si mesmo, “gótico suave, né?”
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Há trinta anos, Nora Guthrie, filha do papa da folk music dos EUA, Woody Guthrie, descobriu várias letras que o pai havia deixado sem música e chamou o bardo folk inglês Billy Bragg para ver se elas poderiam transformar-se em canções e este, por sua vez, convocou o Wilco para acompanhá-lo nesta tarefa. O resultado, lançado em 1998, foi o soberbo disco Mermaid Avenue, que inclusive ajudou a consolidar uma nova cena folk dos anos 90 no cânone deste gênero musical, que ganhou um segundo volume no ano 2000 e um terceiro quando foi revisitada no formato caixa pela primeira vez, em 2012, no lançamento original de Mermaid Avenue: The Complete Sessions, que agora tem ela mesma uma nova versão expandida, com 17 novas faixas (basicamente versões alternativas e demos) e uma gravação caseira do próprio Woody tocando “Hesitating Beauty”, única das inéditas que o pai desta cena havia musicado. A nova caixa traz quatro discos, incluindo o quarto volume apenas com músicas inéditas (entre elas uma versão alternativa para “Aginst Th’ Law”, que foi liberada no anúncio do novo lançamento), será lançada no dia 11 de dezembro e já está em pré-venda. Estas gravações voltaram à baila porque o Wilco convidou Bragg para tocá-las pela primeira vez ao vivo em junho, na edição deste ano do próprio festival que a banda organiza, o Solid Sound. Resta saber se eles encaram pegar uma estrada com essas músicas… Imagina…
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Uma série de coletâneas sobre Joe Strummer, saudoso ícone do punk inglês ao fundar o Clash, chega ao terceiro volume depois de um primeiro dissecando toda sua carreira e outro dedicado à discografia de seus Mescaleros. Joe Strummer 003: The 101’ers Years (1974–1976), que chega ao público no dia 20 de novembro (aniversário do Trabalho Sujo!), reúne, em três discos, 48 canções do grupo que Strummer tinha antes de criar o Clash, o 101’ers, entre gravações oficiais, demos e registros ao vivo (com versões pra música dos Beatles – “Back in the U.S.S.R.” -, Stones – “Shake Your Hips” – e Chuck Berry – “Maybelene”, “Rock’n’Roll Music” e “Roll Over Beethoven”, além de uma versão inicial para “Junco Partner”, que o Clash gravaria no disco Sandinista!), além de um livro com 48 páginas sobre este período com prefácio escrito por Glen Matlock, baixista dos Sex Pistols e a história da banda contada por seu parceiro de grupo, Richard Nother Dudanski, e textos do próprio Strummer. A caixa já está em pré-venda e, para abrir o apetite, liberaram o primeiro single, “Keys to Your Heart”, roquinho básico e sem muita invenção, que ganha um brilho inevitável quando o clássico timbre rasgado de Joe canta as letras da canção de amor.
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Tim Bernardes foi o convidado da vez do programa Tiny Desk, feito pela NPR dos EUA, e ao contrário do que fez quando participou da versão brasileira do programa no ano passado (quando trouxe para o estúdio integrantes da miniorquestra com quem iria fazer uma apresentação ao vivo logo depois), preferiu cantar só com seu violão e puxou a “Praga” que fez pra Alaíde Costa, cantou pela primeira vez a “Poeira Cósmica” que gravou com o Badbadnotgood (com arranjos do Verocai), “Realmente Lindo” de seu disco mais recente e “Eu Vou”, do último disco d’O Terno. A apresentação de Tim no programa faz parte de uma rodada latina chamada de El Tiny, que ainda inclui nomes como a cantora chileno-mexicana Mon Laferte, os mexicanos Los Tigres Del Norte e Panteón Rococó, os peruanos Los Mirlos, os dominicanos Yendry e Alex Ferreira, a chilena Melissa Aldana e o cubano Gonzalo Rubalcaba e, claro, dois artistas latinos nascidos nos EUA, a banda Los Texmaniacs e o ex-Menudo Draco Rosa.
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Antes da internet, a gente se informava de música como dava, caçando nas brechas o que outros deixavam escapar pra gente… É o caso de um especial sobre o festival inglês de Reading de 1992, que por algum motivo foi passar na TV Bandeirantes e cativou uma geração inteira de brasileiros para uma cena inglesa que nem as publicações locais davam bola. E o show do Teenage Fanclub, que agora surge online na mesma gravação que passou na TV aberta brasileira há mais de trinta anos, foi um dos grandes momentos daquela transmissão. Eu já tinha publicado outra versão da íntegra deste show, só que filmada do público (que trazia o início do show, que esta atual não traz, com eles tocando “Mr. Tamborine Man”, aquela mesma).
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Shakira devolveu a gentileza à Dua Lipa que, quando passou pela Colômbia em novembro do ano passado, convidou a artista sul-americana para dividir uma canção dela em seu show. A colombiana, que está fazendo uma longa residência na capital espanhola, chamou a cantora inglesa no show de sábado para dividir a mesma música que cantaram em nosso continente, “Antología”, em que Dua Lipa pode mais uma vez mostrar seu espanhol impecável.
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Angèle fez de novo. Prestes a lançar seu novo álbum Instinct (que sai no próximo dia 16), a cantora belga soltar mais um single irresistível, “Love Triangle” – e justo com Caroline Polachek. Quem fecha o triângulo do título é o produtor SebastiAn, segundo nome da cena eletrônica francesa a adentrar em seu novo disco (que começou com “What You Want”, parceria com a dupla Justice). E se lembrarmos que o disco ainda conta uma colaboração com o Soulwax… É bom irmos nos preparando…
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Mais sinais dos Talking Heads. Aproveitando a reunião de seus ex-integrantes no início desta semana para a celebração de um canal dedicado à banda lançado pela rádio via satélite Sirius XM, a gravadora Rhino acaba de anunciar mais uma caixa dedicada a um período da carreira do grupo liderado por David Byrne, que desta vez disseca o primeiro passo ousado do grupo, seu terceiro álbum Fear of Music. A caixa Fear of Music (Super Deluxe Edition) traz em três CDs (ou 6 LPs) o disco de 1979 com uma nova masterização, raridades e versões alternativas do álbum e a íntegra de dois shows em que o grupo tocava músicas do recém-lançado disco, no Berklee Performance Center no dia 24 de agosto do ano do lançamento e no Capitol Theatre, em Nova Jérsei, no dia 17 de novembro seguinte, além de um livro de 60 páginas com fotos inéditas e um texto escrito pelo crítico Will Hermes. O disco (já em pré-venda) será lançado no dia 13 de novembro e, para temperar o anúncio, a gravadora desenterrou um trecho do grupo tocando “Life During Wartime” na apresentação que fizeram no programa Old Grey Whistle Test.
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