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Eis a D’Leesa

Olha essa sonzeira chamada “Healer” que a novíssima D’Leesa acabou de soltar…

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Muito honrado de ter sido convidado para o júri desta edição do festival de documentários In Edit, quando participei da comissão julgadora ao lado do cineasta Joel Zito Araújo e da produtora executiva da Casa de Cinema de Porto Alegre Nora Goulart, e muito feliz de termos escolhido o espetacular Universo Circular, que o diretor Dácio Pinheiro fez sobre a maga Jocy de Oliveira, uma das pessoas mais importantes da música brasileira do século passado (e além, pois ela segue viva e em ação), que não é tão conhecida ou reconhecida por ser pioneira da música eletrônica e provocadora da música erudita contemporânea. Além de termos escolhido este filme como o melhor do festival, ainda demos menção honrosa para o fantástico Vivo 76, em que Lírio Ferreira conta como Alceu Valença encontrou seu rumo artístico ao conhecer o cerne da psicodelia pernambucana na gravação de um disco ao vivo, e demos destaque para o urgente Entre o Sucesso e a Lama, de Cristiano Burlan, que funciona como alerta para o fascismo institucional que ainda paira sobre a cultura do Brasil desta década. Muito filme bom! Abaixo, o texto que fizemos para os filmes selecionados desta edição e o trailer do filme vencedor, que foi reexibido neste domingo em sessão lotada na Cinemateca: Continue

Ainda no Solid Sound, o capitão do Wilco não poderia deixar escapar a oportunidade de tocar com seus ídolos do Gang of Four e num dado momento da nova versão da banda – que agora conta com os fundadores Jon King e Hugo Burnham e os novatos Gail Greenwood (sim, aquela que tocou no L7 e no Belly) e Ted Leo -, Jeff Tweedy subiu no palco para rugir sua guitarra em “Anthrax”, num belo tributo ao saudoso Andy Gill…

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Depois de receber um mar de convidados no show dos Gorillaz no fim de semana passado, foi a vez do homem gorillaz Damon Albarn ser convidado para o show que o portorriquenho Bad Bunny fez neste sábado no mesmo estádio Tottenham Hotspur em Londres que a banda de desenho animado do líder do Blur lotou na semana passada. E além de cantarem juntos a faixa “Tormenta” que teve a participação de Benito no disco Cracker Island que os Gorillaz lançaram em 2023, os dois se juntaram para cantar o que o MC chamou de “minha música favorita de todos os tempos”, o reggae “Clint Eastwood”.

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O Wilco começou seu próprio festival (o já clássico Solid Sound, realizado no Museu de Arte Contemporânea de Massachusetts, nos EUA) nesta sexta-feira e abriu com um show histórico, quando tocou pela primeira vez ao vivo as canções que compuseram ao lado do bardo inglês Billy Bragg sobre letras de canções que o papa da canção de protesto daquele país, Woody Guthrie, havia deixado incompletas. O projeto Mermaid Avenue foi iniciado com um álbum de mesmo nome em 1998 e depois com um segundo volume dois anos depois, mas nunca havia sido tocado no palco – até essa sexta-feira, quando a banda não apenas recebeu seu parceiro – que não parava de sorrir o show inteiro -, como também teve outros convidados, como os cantores Liam Kazar, Macie Stewart, Sally Timms e John Langford, mas a participação mais especial da cantora Natalie Merchant, que participou do disco original e cantou “Way Over Yonder in the Minor Key”, “Birds and Ships” e “Hoodoo Voodoo”. Não bastasse tudo isso, o grupo ainda puxou um bis com a bela “California Stars” antes de puxar um hino do próprio Guthrie, “This Land is Your Land”, que contou com a participação de outras bandas que também tocaram no festival, como Gang of Four, os Mekons e alguns integrantes da família de Woody, como sua filha Nora (responsável pela realização dos discos Mermaid Avenue) e sua neta Sarah Lee. E sabendo que isso aconteceu no meio da derrocada do governo Trump tem um sabor ainda melhor. Não consegui encontrar os vídeos de todo o show, mas tem mais de 90% do que foi tocado na sexta abaixo: Continue

Vem aí um tratado sobre o grupo Joy Division ao vivo para comemorar o cinquentenário do lendário grupo pós-punk inglês. O lançamento da caixa de discos Eternal está previsto para o dia 25 de setembro e o pacote inclui material de 16 shows da banda liderada por Ian Curtis reunidos em 14 CDs e dois DVDs com duas horas e meia de imagens do grupo ao vivo, além de uma nova edição do clássico documentário Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, lançado em 1979, e um encarte com texto escrito pelo poeta e dramaturgo inglês Simon Armitage e fotos de Anton Corbijn e Kevin Cummins, entre outros. Além de oficializar vários registros piratas conhecidos dos fãs (como o último show da banda no High Hall em Birmingham, em 1980, na única vez que o grupo tocou “Ceremony”), a caixa ainda traz dois shows inéditos em Londres, no Hope & Anchor (no dia 1ª de março de 1979, gravado por um fã) e no Acklam Hall (no dia 17 de maio do mesmo ano, também gravado do público), além de gravações novas e melhores feitas dos shows na Factory em Manchester (dia 13 de julho de 1979), no Lyceum em Londres (dia 29 de fevereiro de 1980) e no Moonlight Club também em Londres (dia 2 de abril de 1980). Para atiçar a expectativa dos fãs sobre a caixa (já em pré-venda), foi lançado um primeiro single, a versão ao vivo para “Transmission” gravada ao vivo no Les Bains Douches, em Paris, no dia 18 de dezembro de 1979. Ouça o single, veja a ordem das músicas e a cara da caixa abaixo: Continue

Bob Dylan segue se movimentando. Ele acabou de completar 85 anos e aos poucos está mudando sua atual turnê enquanto a percorre, como se trocasse o pneu com o carro em movimento. Primeiro trocou pela primeira vez o nome da excursão, antes chamada Rough and Rowdy Ways Tour por conta de seu disco mais recente, lançado em 2020, e que era a base do show, e que agora foi rebatizada para Long Hot Summer Tour, cuja inspiração pode ter vindo do filme de 1958 de Martin Ritt (inspirado em um romance de William Faulkner, com Paul Newman, Joanne Woodward e Orson Welles no elenco e batizado no Brasil de O Mercador de Almas) ou do próprio aquecimento global que derrete o hemisfério norte neste 2026. A mudança no título mexeu com o setlist das apresentações, quando Dylan diminuiu o número de músicas de Rough and Rowdy Ways para desenterrar pérolas das Basement Tapes que gravou com a The Band no final dos anos 60. A principal mudança, no entanto, aconteceu há pouco, quando substituiu, sem anúncios nem comentários, o guitarrista Doug Lancio, com quem vinha tocando desde 2021, pelo jovem prodígio do jazz Julian Lage, que, embora não tenha sido oficialmente efetivado na banda, proporcionou outra mudança no repertório, quando Dylan trouxe alguns de seus clássicos, como “All Along the Watchtower”,“When I Paint My Masterpiece” e a recente inclusão de “I Shall Be Released”, como se estivesse testando o novato antes de jogá-lo em suas músicas mais densas. E isso quer dizer que ele está aprontando alguma…

Assista-o tocando All Along the Watchtower na apresentação que fez no Rady Shell, em San Diego, no último dia 21, já com Lage (à esquerda do palco) na guitarra: Continue

O designer Brent David Freaney explicou que por trás do minimalismo na cara do design do disco Brat, que criou ao lado de Charli XCX há dois anos, há uma filosofia em que acredita que não existe um estágio final na criação. Fundador da agência Special Offer, ele falou sobre a criação do conceito visual do disco de 2024 na conferência que deu na Config, convenção organizada pela plataforma de imagens digitais Figma neste fim de semana em São Francisco, nos EUA, e reforçou o quanto a força criativa de um produto reside muito mais no momento de ter de criá-lo do que no resultado final.

Assista à toda conferência abaixo: Continue

Melancolia solar

Olha o Beck aí de novo, mais uma vez acenando para a terceira parte de sua escalada folk melancólica iniciada há vinte e quatro anos com o disco Sea Change e continuada doze anos depois com o disco Morning Phase. Só que em vez de dar continuidade a uma sequência de singles iniciada com a bela “Ride Lonesome”, ele volta à mesma canção acompanhado de uma parceira, a novata Sierra Ferrell que ele conta ter conhecido há cinco anos numa pista de dança em Nashville, onde, palavras dele, “ensinou um garoto de Los Angeles a dançar o two-step”, antes que um local lhe sussurrasse em seu ouvido “espere ouvi-la cantar, ela é tudo isso”, o que Beck concordou em seguida, inclusive chamando-a para dividir a nova faixa, dando uma nova camada, mais solar, para a música original, bem outonal. “Eu acho que ficou melhor que a original”, confessou o próprio Beck.

Assista ao clipe abaixo: Continue

Charli XCX fecha o ciclo de três singles que mostraria antes do lançamento de seu próximo álbum ao trazer “Wink Wink” à tona, mas… será? Um clipe mais colorido, lúdico, nada sutil e engraçadinho que os dois anteriores (“Rock Music” e “SS26”) e que menos faz referência ao título do novo álbum que será lançado no mês que vem. Hmmm… Batizado de Music Fashion Film e trazendo três ícones destas respectivas áreas para a capa do disco (John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese), o disco apresentou seus primeiros singles fazendo uma correspondência direta entre seus títulos e as três disciplinas cobertas pelo título: “Rock Music” é sobre música e “SS26” sobre moda, mas “Wink Wink” pouco parece ter a ver com cinema, ao menos na superfície, e parece falar mais sobre… sexo. Ao repetir no refrão que “eis a verdade, tenho que ser honesta, eu não sou mais uma garota má, prometo”, ela se esparrama com gosto pelo clipe da canção, um roquinho bem grudento, que parece negar, conceitualmente, o que ela está dizendo ao ser batizado de “Wink Wink” (como se estivesse enfatizando grosseiramente que está dando uma piscadela para o público). É bem provável que ela solte mais uma música antes de lançar o disco, pois ao mesmo tempo em que lançou os dois singles anteriores, ela soltava uma faixa a mais (menor, um lado B) no Instagram que criou para comentar a nova fase (o já conhecido @b.sides). Desta vez ela não soltou música nenhuma, só um vídeo brincando com o diretor Aidan Zamiri tentando fazer um celular tocar à base do pensamento, e colocou na legenda: “Música, moda, wink wink, filme… Filme, você terá sua vez”. Ou seja: “Wink Wink” é realmente só uma piscadela – devemos ter mais um single antes do disco novo.

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