
No dia 15 de outubro de 2017, o jornalista Anthony DeCurtis lançou a biografia que escreveu sobre Lou Reed (Lou Reed: A Life) em um evento em Nova York, nos EUA, em que ele reuniu três colaboradores e amigos do bardo nova-iorquino – a cantora Suzanne Vega, o músico Richard Barone e o músico Jeff Ross – para conversar, ler e celebrar a vida de um dos maiores nomes da poesia e da música daquele país. Encontrei a íntegra deste encontro no YouTube e deixo o link para assisti-lo a seguir: Continue

Eis “Camera”, música que equivale ao terceiro pilar do disco Music Fashion Film da Charli XCX, que estará entre nós nesta sexta-feira. Lançada depois que “Rock Music” falou de música e “SS26” falou de moda (com “Wink Wink” no meio como uma piada interna), a nova música é curtíssima e joga luz na crise existencial artística que ecoa em diferentes trabalhos da cantora (e trouxe alguns dos melhores momentos do disco Brat). Além de brincar com o duplo sentido do verbo “shoot” (que pode significar, em inglês, tanto “atire” quanto “filme”), ela ainda conecta-se com seu disco pandêmico (How I’m Feeling Now, em que ela aponta uma câmera para o ouvinte na capa do disco) ao repetir “how it makes me feel” no refrão, referindo-se ao momento em que a câmera é ligada. E traz essa reflexão para além dos holofotes e dos palcos literais, lembrando que todos nós sentimos essa crise pois vivemos cercados de câmeras, transformando qualquer ambiente num palco e holofotes figurativos. E o clipe com Vincent Cassell (mais um homem branco velho como personagem) tendo um surto no meio de uma filmagem (dirigida pela própria Charli) é mais uma tiração de onda…
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Neste sábado, o Pulp subiu ao palco do Royal Festival Hall, em Londres, para celebrar o aniversário de 50 anos da loja de discos, gravadora e ícone indie Rough Trade, quando tocaram a íntegra de seu disco mais recente (o ótimo More) à frente de uma orquestra. Além de More, que o vocalista Jarvis Cocker comentou faixa a faixa (começando a apresentação de zoeira trazendo um powerpoint para fazer suas observações), lembrou o falecido baixista da banda Steve Mackey ao apresentar o lado B “Open Strings” e puxou outras músicas de fases diferentes da banda, inclusive de depois do lançamento do disco em questão (ao tocar versão que fizeram para “The Day Before You Came” do Abba e a música que fizeram para a coletânea Help(2), “Begging for Change”), trazendo também uma velha esquecida do disco We Love Life (“Wickerman”), a imortal “Something Changed” e uma versão suntuosa para o clássico “This is Hardcore”, em que Jarvis lembrou que já estava tarde (“são 10 da noite”, brincou) e era hora de ir para o lado mais hardcore do show, antes de sentar-se para começar a canção. Jarvis Cocker me representa demais (apesar de não ter dado bola para o Brasil quando passou pela América do Sul em junho agora). Reuni a maioria dos vídeos que achei do show abaixo: Continue

E já que o Pavement tocou o Led Zeppelin no início da turnê de 2026 deles, que tal resgatar outra banda tocando o próprio Pavement? Pois tome o Wilco fazendo “Cut Your Hair” em seu próprio festival, o Solid Sound, na edição de 2013, novamente no Museu de Arte Moderna de Massachusetts.
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O Pavement voltou a fazer shows este ano ao apresentar-se nesta sexta no festival estadunidense Mosswood Meltdown, em Oakland, na Califórnia, mas pegou todo mundo de surpresa ao tocar uma versão – meio zoeira, meio séria – de “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin. E por mais que Stephen Malkmus nem lembre direito da letra – inventando boa parte dela na caruda -, fez um solo que mostra porque ele é um dos melhores guitarristas do indie dos EUA.
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Está acontecendo! Quase 30 anos depois, o lendário último disco de uma das bandas psicodélicas mais importantes de todos os tempos (embora ainda pouco conhecida), quando The Same Place finalmente será lançado no dia 23 de outubro (já em pré-venda) pelo coletivo que ajudou a erguer, o lendário The Elephant 6 Recording Co. O terceiro disco do Olivia Tremor Control – duplo! 27 músicas! – estava vinha sendo burilado por seus dois principais integrantes – o baixista Bill Doss e o guitarrista Will Hart – desde o lançamento de seu disco mais recente, o soturno Black Foliage: Animation Music Vol. 1, de 1999. O terceiro disco concluiria uma trilogia iniciada com o soberbo e solar Music from the Unrealized Script: Dusk at Cubist Castle, lançado em 1996 (se você nunca ouviu falar desse disco pare tudo que está fazendo e vá ouvi-lo AGORA), mas a morte de Doss em 2012 alvejou o projeto, que já se arrastava por mais de uma década, quase que fatalmente. E a morte de Will Hart doze anos depois parecia encerrar as esperanças de ouvirmos mais um disco do grupo. Mas a notícia da morte de Will foi anunciada com o lançamento de dois singles (“The Same Place” e “Garden Of Light”) e o anúncio de um dos melhores amigos da banda, o cientista do som Robert Schneider (fundador de outra banda crucial do coletivo, o Apples in Stereo), que o tão esperado disco iria sair mesmo com a morte de seus dois principais integrantes. E a partir de anotações de Doss e Hart, Schneider ficou incumbido de fechar o disco, que ainda conta com a presença de outros membros do grupo, Eric Harris, John Fernandes, Peter Erchick, Derek Almstead e AJ Griffin, este último o único novato que só participou da banda quando ela voltou a fazer shows no início da década passada. “Sendo há quase 20 anos, o disco é a conclusão agridoce para uma banda extraordinária e sua obra engenhosa”, disseram ao anunciar o disco. Ouça os dois singles já lançados e veja a ordem das músicas abaixo: Continue

Eis mais um degrau no primeiro disco solo de um beastie boy, quando nosso chapa Mike D lança o quarto single de sua nova fase, iniciada quase no susto há poucos meses. E com “Crypto”, ele mantém a linha que havia criado em “Switch Up”, “True Colors” e “What We Got”, mantendo a linha do rap desbocado de sua antiga banda, mas com temas mais sérios e bases mais eletrônicas, estas a cargo de seus dois filhos Skyler e David Diamonds, que também atuam como a banda Very Nice Person e, com o pai, tornam-se o grupo Mike D 5D. O primeiro disco chama-se Thank You e sai no final de agosto – e ao que tudo indica, é uma boa estreia que está vindo aí…
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O programa Tiny Desk da NPR norte-ameriicana se superou mais uma vez, desta vez convocando o Napalm Death, uma das principais bandas de grindcore da história, para fazer uma apresentação em seu pequeno escritório. O resultado foi uma série de oito pedradas absurdas, inclusive o tiro fatal de “You Suffer”, que já entrou para o livro dos recordes como “a menor música do mundo” (pois tem menos de dois segundos) e, por conseguinte, é a menor música da história do próprio Tiny Desk. Mas será que o Tiny Desk brasileiro teria a manha de dar um salto desse? Imagina se chamassem o Test com o Deaf Kids juntos, por exemplo… Sonhar não custa nada.
Assista à integra da apresentação abaixo: Continue

Ainda na divulgação do bom Sexistential que lançou no começo do ano, Robyn passou pela Inglaterra e deu aquele pulinho estratégico na rádio BBC 2 e, além de cantar músicas do novo disco (“Dopamine”, “Sucker For Love” e “Talk To Me”), ainda puxou uma versão para a balada “Always” que o Erasure lançou em 1994.
Assista a todas as músicas abaixo: Continue

Uma coletânea recém-anunciada trará a mais completa coleção de faixas do tempo em que David Bowie ainda assinava como Davy (às vezes Davie) Jones, incluindo dez músicas nunca ouvidas antes. David Bowie: The Shel Talmy Recordings será lançada no dia 18 de setembro e traz as gravações que Bowie fez quando ainda era um jovem mod londrino, em 1965, gravando com o ícone da produção do gênero que estampa seu nome no título do novo disco: Shel Talmy produziu apenas “My Generation” do Who e “You Really Got Me” dos Kinks. As novas gravações ainda trazem colaborações de Bowie com outras suas encarnações artísticas, como quando tocava à frente da banda The Lower Third ou quando integrava o grupo Manish Boys, e ainda contam com conhecidos músicos ingleses de estúdio dos anos 60, como um Jimmy Page que ainda não havia entrado nos Yardbirds (que dizer de inventar o Led Zeppelin) e Nicky Hopkins que tocou piano com os Rolling Stones, os Beatles, Who e Jeff Beck. Entre as faixas inéditas há títulos como “You’ve Got a Habit of Leaving”, “Baby Loves That Way”. “Cupid”, “Leave Her to Me”, “You Gotta Tell Her”, “Certain Woman”, “Today”, “I Live in Dreams” “Do Believe I Love You” e “I Want Your Love” – esta última revelada nesta quarta, num single.
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