
Agora é a vez do ex-Succession Jeremy Strong encarnar Mark Zuckerberg na continuação do filme A Rede Social (2010). Idealizado pelo roteirista Aaron Sorkin, um dos principais roteiristas de Hollywood nos últimos anos, The Social Reckoning (que no Brasil se chamará O Outro Lado das Redes) teria a direção de David Fincher, que fez o primeiro filme, mas terminou nas mãos do próprio Sorkin, que decidiu contar ele mesmo a continuação da história do Facebook depois que eternizou a criação do site há mais de quinze anos com Jesse Eisenberg como seu criador. Desta vez, o filme foca no vazamento de informações sobre a empresa de Zuckerberg em 2021 no caso que ficou conhecido como Facebook Files, a partir da denúncia levantada pelo Wall Street Journal, e além de Strong (que parece estar ótimo como um Zuck bem psicopata), ainda conta com Mikey Madison (de Anika), Jeremy Allen White (da série The Bear) e o comediante Bill Burr no elenco. O filme está programado para estrear em outubro.
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Se no primeiro show de sua nova turnê, que aconteceu no festival catalão Primavera Sound, o Cure pinçou músicas que não tocava ao vivo há anos, no segundo, que foi no festival português North, na cidade de Maia, seguiu nessa toada e tocou “Treasure”, outra música do Wild Mood Swings, de 1996 (sexta tocaram a faixa de trabalho “Mint Car”), e “In Your House”, do segundo disco Seventeen Seconds, de 1980, que não tocavam há mais de dez anos. Este disco inclusive foi a base do segundo bis da banda, que ainda contou “M”, “Play for Today” e “A Forest”, do mesmo álbum. A última vez que tocaram “In Your House” ao vivo foi em 2011, quando tocaram a íntegra de seus três primeiros discos no Beacon Theatre, em Nova York (eu estava lá e vi os três shows que eles fizeram no fim de semana). E como se não bastassem as novidades no palco, o dono da banda Robert Smith adiantou para a rádio BBC que eles estão com um disco pronto para sair – talvez mais de um: “Gravamos o equivalente a três discos de músicas”, disse na entrevista, em que disse que os dois primeiros a sair são mais pesados e densos, como o fabuloso Songs of a Lost World, lançado há dois anos, e um terceiro, como ele mesmo diz, “mais pra cima”. “As pessoas vão pensar: ‘ah, o disco é assim porque eles está gravando com a Olivia (Rodrigo, com quem acabou de lançar uma música)’, porque este terceiro disco é realmente mais pra cima. É bem pop, mas não dá pra comparar com as coisas que a Olivia faz, mas é a minha ideia de pop pelo Cure. Provavelmente vai ser 20 batidas por minuto mais lento do que qualquer coisa que ela faça, mas comparado com o que estamos fazendo nos últimos anos, é bem mais rock.”
Assista abaixo a versão que o grupo fez para “Treasure” e “In Your House” em Portugal: Continue

E o Rush conseguiu. O trio canadense voltou à ativa em sua turnê comemorativa Fifty Something neste domingo, a primeira vez em que Geddy Lee e Alex Lifeson voltaram a fazer um show completo com suas canções após a morte do baterista Neil Peart em 2020 e superaram todas as expectativas. Pra começar, o show de estreia em Los Angeles, nos EUA, já entra para a história da banda como a primeira vez em que a cantora Aimee Mann – a única outra pessoa a tocar com o grupo em toda sua discografia – subiu ao palco com o grupo para cantar um dos maiores hit radiofônicos da banda, “Time Stand Still”, que lhes garantiu uma baita sobrevida nos anos 80. Não bastasse esse momento histórico, as atenções voltaram-se logicamente para a baterista que entrou no lugar do virtuoso terceiro elemento da banda e Anika Nilles esmerilhou. Não apenas segurou passagens clássicas com o mesmo pulso e frieza do baterista original como era ovacionada pelos fãs em momentos-chave das canções épicas e extravagantes do grupo. E o Rush é um dos sectos de adoradores mais insuportáveis da história do rock, pois entrelaça dois ambientes perfeitos para a proliferação de fãs malas, o heavy metal e o rock progressivo. Anika não fez pouco e entrou não só para a história da banda como garantiu o resto de sua vida como uma referência em seu instrumento. E até o baixista Geddy Lee, cujo vocal derrapava em algumas performances recentes, segurou bem a onda, sem contar que, como o guitarrista Alex Lifeson, segue um ás em seu instrumento. No setlist, vários clássicos e músicas que eles não tocavam há eras, como “Freewill”, “Vital Signs” e “La Villa Strangiato” e a bizarra presença de “By-Tor & The Snow Dog”, que não tocavam ao vivo há mais de 20 anos. A produção do show é aquela coisa cafona e opulenta, como dá pra ver pelos vídeos, mas emoldura de forma definitiva a carreira da banda em grande estilo. Muito bom.
Veja alguns vídeos que pesquei online abaixo: Continue

Lá vai o Dylan de novo desenterrando mais uma faixa das Basement Tapes ao vivo – e justo a excelente “You Ain’t Goin’ Nowhere”, que tocou no show que fez em Woodinville, nos EUA, no sábado. Tá certo que não foi quando como desenterrou pela primeira ao vivo “Baby, Won’t You Be My Baby”, que gravou em 1967 e estreou no palco na quinta passada. A última vez que tocou essa foi 2012. Só 14 anos…
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Tão maravilhosa quanto a notícia da volta do Bem Brasil é que Roberta Martinelli agora faz dupla com Wandi Doratiotto na apresentação do programa. O vocalista do Premê segue apresentando o histórico programa e a apresentadora do Cultura Livre solta sua faceta repórter entrevistando o público. E por melhor que tenha sido o show (que é também transmitido pelo YouTube e depois fica online), o momento de volta do programa, com a Roberta entrevistando o Wandi, já é histórico (sem contar o “merda” que ela solta no final).
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É oficial: mais do que amigos, Robert Smith e Olivia Rodrigo agora são parceiros – e o chá de revelação aconteceu de surpresa, no palco, quando depois de anunciar que iria cantar uma música nova, batizada de “What’s Wrong With Me”, ela atravessou a primeira parte dela acompanhada apenas de sua banda, para chamar o convidado no palco, num grito de susto: “Senhoras e senhores, deem as boas vindas para Robert Smith”, gritou quase sem acreditar, para ver o senhor The Cure assumir os vocais e dividi-lo com ela num dueto fofo (odeio esse adjetivo, mas não tem outro nome pra isso). E ao mesmo tempo em que é delicioso perceber que, além de suas as duas vozes se encaixam quase como mágica, a composição reúne duas tradições cancioneiras – a música pop para rádio dos EUA (um legado literalmente secular) e as improváveis doces canções do pós-punk inglês (uma escola de quatro décadas crucial para o surgimento do que chamamos hoje de indie). E é essa confluência, que pode traduzir-se em novos fãs para os dois lados, que torna a canção tão singular – e reforça ainda mais a expectativa para o próximo disco de Olivia, que será lançado na sexta-feira.
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Depois do aguaceiro que abateu-se sobre o Primavera de Barcelona na quinta (com cancelamentos de vários shows do evento), a sexta-feira deu uma trégua e trouxe de volta a boa vibe para o festival catalão, para a sorte do Cure – e de seus fãs. Retornando aos palcos depois de uma pausa de um ano e meio, o grupo de Robert Smith não só fez mais um felizmente gigantesco show (com as duas horas e meia de praxe) com aproveitou para trazer de volta aos palcos pérolas menores de seu repertório que não tocavam há eras, como “Mint Car” (música de trabalho do disco Wild Mood Swings, de 1995, que não era tocada há dez anos) e três músicas que não tocavam desde 2019: “Alt.End” (do disco de 2004, batizado só com o nome da banda), “2 Late” (lado B do single “Love Song’, de 1989) e “Wrong Number” (single que acompanhou o lançamento da coletânea Galore, de 1997). Nenhuma música inédita, mas aquela chuva de clássicos, como dá pra ver no vídeo com a íntegra do show.
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Dylan não para! O mestre reiniciou sua eterna turnê nesta quinta-feira com um show na cidade de Troutdale, Oregon, em seu próprio país e entre versões de músicas alheias, “I Can Tell” (de Bo Diddley), “Axe and the Wind” (de George “Wild Child” Butler) e “I’ll Make It All Up to You” (de Jerry Lee Lewis) e clássicos próprios de diferentes épocas (desde hits como “Rainy Day Women #12 & 35”, “When I Paint My Masterpiece” e “All Along the Watchtower” a canções memoráveis como “Man in the Long Black Coat”, “Crossing the Rubicon” e “I Contain Multitudes”), ele ainda teve a manha de estrear uma música que nunca havia tocado ao vivo: “Baby, Won’t You Be My Baby”, gravada em 1967, quando sofreu um acidente de moto e retirou-se da vida pública, pra se enfurnar numa série de gravações ao lado da The Band, que só chegariam ao público oito anos depois, no disco que batizou aquelas sessões, The Basement Tapes. Mas “Baby, Won’t You Be My Baby” não saiu no disco de 1975 e só viu a luz do dia em 2014, quando, no décimo-primeiro volume de sua série em que oficializa suas gravações piratas, The Bootleg Series, liberou a íntegra daquela temporada ao lado da banda que ajudou a revelar. Você sabe de algum artista que levou quase 60 anos pra tocar uma música ao vivo? Lenda-viva não é só um título de efeito: Dylan é o cara, Como ele proíbe a entrada de câmeras e celulares em seus shows, não temos o registro em vídeo, mas algum devoto entrou com um gravador e fez uma foto pra eternizar esse momento.
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Começou o festival Primavera de Barcelona e bem no meio do show do Geese caiu um temporal da pesada que acabou por cancelar vários shows no primeiro dia do evento, entre eles os de Alex G, Mac DeMarco, Massive Attack, Doja Cat, entre outros, causando pela primeira vez, a sensação de que foi uma boa não ter ido ao festival este ano… A organização já anunciou que irá reembolsar os ingressos de quem quiser reembolso e avisa que nesta sexta-feira o evento segue normalmente. Assista abaixo a íntegra do show da banda de Nova York: Continue

A primeira compilação póstuma de faixas inéditas de Prince acaba de ser anunciada durante a realização da Prince Celebration Week, que está acontecendo nesta semana em Mineápolis, cidade-natal do gênio da música norte-americana. Timeless, que já está em pré-venda, será lançada no dia 28 de agosto e inclui dez faixas que foram gravadas entre 1977 e 2016, ano em que o mestre nos deixou. Além de “With This Tear”, lançada no dia do aniversário de 10 anos de sua morte este ano, a coletânea ainda traz outras nove faixas, incluindo “Stone”, gravada em 1995, e revelada junto ao anúncio do novo disco.
Ouça abaixo “Stone” e veja a relação com todas as músicas da nova coletânea: Continue