
O quinteto francês Cabaret Contemporain especializou-se em fazer versões acústicas de clássicos da música eletrônica, mas nessa versão de “Polynomial C” do Aphex Twin eles se superaram…
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Não bastasse pegar todo mundo de surpresa de uma vez só ao anunciar que levará seu clássico Songs in the Key of Life para mais uma rodada de shows pelo hemisfério norte ainda este ano, Stevie Wonder guardou outra maravilha para a semana de aniversário deste que é um dos maiores discos já feitos e uma das grandes obras-primas do século 20 – e não estou só falando de música. “Vivemos com as canções de Songs in the Key of Life por 50 anos, mas ainda há muito a ser ouvido”, disse o próprio gênio ao anunciar um EP com quatro faixas inéditas gravadas durante a ebulição criativa deste disco no estúdio. “Não incluímos estas músicas no disco, mas elas fazem parte do que eu estava sentindo e descobrindo enquanto as fazia. Elas me trazem de volta para aquele período da minha vida e agora elas farão parte da de vocês.” O disco abre com a funky “It’s Easier”, passa pela apaixonada “My Life Story of Love”, segue com a belíssima balada “I Can See the Sun in Late December” e fecha com a groovezeira de “I’m Into Livin’”, talvez a melhor do pacote. É o segundo EP acrescido ao disco original – o primeiro, batizado de A Something’s Extra, veio junto com a edição do disco duplo original, com as faixas “Saturn”, “Ebony Eyes”, “All Day Sucker” e “Easy Goin’ Evening (My Mama’s Call)” que todos hoje entendem como as quatro últimas faixas do disco (que, na verdade, encerra-se com “Another Star”). E pelo jeito que ele falou, não duvide nada se Stevie vier com outras surpresas pelo percurso (eu só queria esse show no Brasil…).
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O grupo Ween começou a abrir seus arquivos e acaba de anunciar a caixa Boognish Provides, que reúne 14 shows que a clássica dupla indie fez entre outubro de 1994 e junho de 1995, quando fizeram uma longa turnê pelos EUA tocando as músicas de seu então recém-lançado álbum, o colossal Chocolate and Cheese. A caixa conta com 14 CDs com material deste período, que também ressurge numa versão com os melhores momentos num vinil duplo. Anunciada pela ótima gravadora Rhino para o próximo dia 16, a caixa traz shows em que, além dos fundadores Aaron “Gene Ween” Freeman and Michael “Dean Ween” Melchiondo, a banda ainda contava com o baixista Andrew Weiss e o baterista Claude Coleman. E para mostrar a seriedade do material, a primeira música da caixa a aparecer é uma versão de 24 minutos de “Vallejo”, gravada no 40 Watt Club, em Athens, na Geórgia estadunidense. Ouça abaixo: Continue

O Mogwai já começou seu 2027 ao anunciar o lançamento da coletânea Happy Tears no dia 8 do primeiro mês do ano que vem, que chega tanto no formato simples (em CD, duplo em vinil) quanto duplo (em CD, quádruplo em vinil) e traz uma música inédita que o grupo escocês lançou para anunciar o novo disco, quando convocou o mestre Iggy Pop para os vocais do single inédito “Underground”. “Eu sou um robô e estou infeliz”, o velho stooge deixa seu timbre grave dar o tom da nova música, “eu fui desenhado pra fazer dinheiro, mas eu quero fazer amor”. “Ouvir a primeira banda de Iggy, os Stooges, foi um momento transformador para mim”, escreveu o líder da banda Stuart Braithwaite em sua autobiografia Spaceships Over Glasgow: Mogwai, Mayhem and Misspent Youth. “O álbum homônimo deles era praticamente a minha bíblia. Era uma música chapada, tosca e completamente visceral. Eu nunca tinha ouvido nada parecido e, embora a banda praticamente tivesse acabado antes mesmo de eu nascer, passei a amar os três álbuns dos Stooges mais do que qualquer outra música que eu já tivesse ouvido. Foram meus professores de guitarra, Harry, quem me apresentou o som deles, me tocou Raw Power e fiquei atordoado: ‘A força bruta tem uma mão que cura / a força bruta pode destruir um homem!’ Eu não fazia a menor ideia do que era essa força bruta do título (e ainda não faço), mas amava a sonoridade daquilo e sabia que precisava ter o máximo possível dessa energia em minha vida. Iggy era a personificação viva daquela atitude de total desprezo por tudo e por todos. As guitarras estridentes e os ritmos primitivos faziam todo o sentido para mim. Eu estava fascinado por tamanha intensidade e ferocidade. Era perfeito.” A paixão da banda escocesa por Iggy vem desde sempre e sua obra-prima Come On Die Young, de 1999, abre com a música “Punk Rock”, em que o grupo musica um trecho de uma entrevista clássica do stooge nos anos 70. A coletânea já está em pré-venda.
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Na atual turnê do Geese, Cameron Winter já definiu que a banda não toca mais música dos outros no intervalo de “2122” – ou tocam fragmentos de músicas mais conhecidas ou ele simplesmente tira o celular do bolso e coloca uma música escolhida pra ser ouvida pelo captador de sua guitarra. Foi o que ele fez no show desta segunda em Nashville, quando apertou o play em “Girl from the North Country” de Bob Dylan na clássica cidade da música country de seu país.
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Eis “Timewaster”, a quarta música do terceiro disco do Olivia Tremor Control, que está quase entre nós. O disco duplo The Same Place chega no próximo dia 23 (já em pré-venda), encerrando uma espera de 27 anos pelo último – agora em definitivo, pois seus fundadores Bill Doss e Will Cullen Hart morreram em 2012 e 2024, respectivamente – álbum de uma das principais bandas psicodélicas da história. Depois da faixa-título, de “Garden Of Light” (estas duas reveladas no dia da morte de Hart, há dois anos) e “Advice From The Oceans”, a nova faixa segue o clima onírico característico dos melhores momentos do grupo, com bateria a cargo de Jeff Mangum, do Neutral Milk Hotel, a outra banda icônica da cena que girava ao redor do coletivo Elephant 6, em Athens, nos EUA, nos anos 90. “Nós nos dissolvemos em uma luta sem fim, a beleza se esvai na simetria perfeita”, canta a dupla, acompanhada por sopros e guitarras pesadas, naquele equilíbrio clássico entre devaneio e delírio que só eles conseguem. Ouça abaixo: Continue

Prestes a lançar seu disco de estreia (In Endless Awe And Agony, marcado pra sair em novembro), a estrela australiana do hyperpop em ascensão Daine foi convidada pela rádio conterrânea Triple J para participar do quadro Like a Version – e ela pinçou um clássico dance music da década passada, quando Martin Solveig e Dragonette se juntaram na irresistível “Hello”, que Daine faz bonito ao manter o vigor e o carisma original da faixa.
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Na apresentação que fez nesta quinta-feira no Barclay’s Center no Brooklyn, em Nova York, Phoebe Bridgers não apenas trouxe as duas outras Boygenius (Lucy Dacus e Julien Baker) para dividir duas canções acústicas (“Not Strong Enough” e “Cool About It”), como tocou pela primeira vez a música que acaba de lançar nesta sexta-feira. “On Video”, que toca nos créditos finais do novo filme de Robert Pattinson, Primetime, dirigido por Lance Oppenheim, e que marca a estreia de Phoebe como atriz. A música começa tranquila até explodir em um volume de guitarras como não se via numa música dessas desde os anos 90, enquanto Phoebe canta sobre fazer “anjos na neve”, brincadeira que também cita “Still Standing”, de seu disco mais recente, e batiza a música de Elliott Smith que a cantora mais reverencia, “Angel in the Snow”. Funciona inclusive como um posfácio – ou uma música dos créditos finais mesmo – de seu próprio novo disco, Lost Weekend.
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5 de julho de 2025 foi um dia monumental para a história do rock, do heavy metal e, claro, de Ozzy Osbourne. Quando o patrono do rock pesado subiu ao palco no Villa Park em Birmingham, na Inglaterra, para fazer aquele que seria seu último show, tanto a carga emocional quanto a expectativa eram gigantescas, pois quase todos os artistas de primeiro escalão que foram influenciados pelo Black Sabbath estiveram presente no espetáculo, que culminou com a última apresentação solo do vocalista e a última performance do Sabbath com sua formação clássica, com Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria. Não bastasse esse ápice do heavy metal que nunca terá evento da mesma magnitude, o concerto Back to the Beginning ainda teve o trágico final posterior que culminou com a própria morte de Ozzy, menos de duas semanas depois da apresentação. E agora ele chega aos cinemas, inclusive no Brasil, quando, além de seu trailer, foi anunciado todo o setlist do filme, que incluirá a íntegra da apresentação de Ozzy e do Black Sabbath e mais de vinte canções deles tocadas por ícones do gênero que vão do Guns’N Roses ao Metallica, passando pelo Tool, Anthrax, Gojira, Pantera, Slayer, Alice in Chains e Mastodon e outras faixas com a banda arregimentada por Tom Morello, do Rage Against the Machine, que foi o diretor musical do evento e chamou Billy Corgan, Vernon Reid, Steven Tyler, Mike D, Yungblud, Ronnie Wood, entre muitos outros. O filme tem duas horas e meia e já tem ingressos à venda para os dias 28 e 29 deste mês.
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O Novíssimo Edgar mal lançou disco esse ano (a pedrada de reggae Rewind) e nesta sexta-feira chega com um outro disco, produzido ao lado da dupla Os Fita, produtores cariocas mais conhecidos por servirem de base eletrônica para o lendário Tantão. Faz Frio Mas é Verão começou como um trabalho de TCC dos próprios Fita, que se desenvolveu num disco com a participação do rapper de Guarulhos, que aproveitou para convidar alguns parceiros. Eles antecipam a faixa-título, que tem participações de Kiko Dinucci e Ana Frango Elétrico, para o Trabalho Sujo – e os dois se juntam a outras colaborações presentes no disco apocalíptico como Jup do Bairro e do Crizin da Z.O. “O disco é uma entrega de laboratório, trabalho de cientistas da música, pesquisa de timbragem, frequência, ritmos e cortes secos, texturas, paisagens sonoras que são distribuídas nas faixas do disco”, explica Edgar, que conta que começou a colaborar com a dupla carioca quando estava na Sérvia e a aproximação se estreitou quando o MC convidou os produtores para participar de seu disco de 2024. “Aí a gente já tinha pegado cola e eles são dos produtores que mais dialogam com a linguagem que eu tava pesquisando antes de fazer o Ultrassom (de 2018)”, continua Edgar, que explica que as colaborações vieram naturalmente, de artistas que já orbitavam ao redor. “Só Ana Frango Elétrico que é novidade, mas eu conheço ela há mais de cinco anos, a gente tava jogando pingue-pongue na casa do Antonio Pinto, quando ele tav arecebendo a galera do Jurassic 5 e só não tinha feito música juntos”, lembra. “O Kiko já queriaa trabalhar com os Fitas, a Jup é parceirona minha de várias paradas e não tinha outra pessoa pra completar essa faixa que não fosse ela e o Crizim da Z.O. é um astro, melhor canetada do RJ ultimamente.”
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