
Dono de um dos melhores discos nacionais deste ano, o grupo baiano Tangolo Mangos abre ainda mais seu universo musical ao lançar o primeiro clipe de seu Pedagios y Caronas nesta quarta-feira, que antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. A música escolhida foi o hit “Dominó”, escritapelo percussionista Bruno Fechine, que abre ainda mais o espectro musical da banda para além da fusão A Cor do Som com King Gizzard que caracterizam os shows elétricos da banda. “Escolhemos ‘Dominó pois é a música que causa a melhor primeira impressão do que é o álbum e que fisga o ouvido”, explica o baixista João Denovaro. “Depois de recebermos a proposta de roteiro de Giovanna Castellari e do Henan Marques, pensamos que o videoclipe de ‘Dominó’ poderia ganhar outra dimensão visual e estética para além da canção”. A música também foi lançada em primeira mão no site e da mesma forma você pode ver o clipe primeiro, que será lançado oficialmente durante o show que o grupo faz nesta quarta no Mamãe (a partir das 21h), aqui.
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Três meses depois de seu lançamento físico, o poema “The Fly” de Tom Waits que foi parar no lado B de sua intensa colaboração com o Massive Attack (“Boots to the Ground”, primeira música inédita de Waits desde 2011), chega às plataformas de streaming. Poema declamado com a inconfundível voz de Waits, versa sobre a onipresença da mosca em nossas vidas a ponto de fazer nos comparar ambas, a música está disponível inclusive no Spotify, onde o Massive Attack não publicou a parceria com Waits como forma de protesto contra a plataforma. E junto com o lançamento digital da música, veio também um clipe meio lyric-video feito por Casey X. Waits, filho de Tom.
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Mais um gostinho do próximo disco do King Gizzard & the Lizard Wizard, em que o grupo psicodélico mergulha de cabeça na eletrônica de pista de dança. Depois de mostrar a sinistra “Level 5”, agora é a vez de mostrar a faixa-título do próximo disco – e “Alien Metal” soa tão alienígena e pesada – embora não pros lados do gênero heavy metal e sim dos metais pesados da química – quanto seu título faz parecer.
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Além da Charli XCX, os Smashing Pumpkins eram o outro grande nome desta sexta-feira no Lollapalooza de Chicago, nos EUA, que aproveitaram a oportunidade para trazer novos convidados para o palco. Entre veteranos como a ex-baixista da banda Melissa Auf Der Maur (que encerrou a apresentação da banda, tocando “The Everlasting Gaze”) e novatos como o jovem inglês Yungblud (que dividiu os vocais de “Luna”, do primeiro disco da banda), a grande surpresa da apresentação ficou por conta da sensação Olivia Rodrigo, que o líder dos Pumpkins Billy Corgan chamou para o palco para dividir uma versão acústica de “Thirty-Three”. E assim os Pumpkins entram para o panteão pessoal de ícones do rock alternativo com quem a jovem já dividiu o palco, ao lado de Robert Smith, David Byrne e do Weezer. Nada mal, senhorita Olivia…
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“Esquecimento é liberdade”: assim Charli XCX começou o primeiro grande show de seu disco Music Fashion Film, repetindo a única frase do monólogo de David Cronenberg que encerra o disco antes de atacar o público com uma versão ainda mais crua e pesada de “Rock Music” ao encerrar a noite de sexta-feira do Lollapalooza em Chicago, nos EUA. Depois de três shows de pequeno porte e curta duração e uma aparição-surpresa do show de Lorde no mesmo festival no dia anterior, Charli mostrou que tem fôlego para dominar um segundo verão no hemisfério norte em uma escala ainda maior – e sem renegar seu passado. Enquanto nos shows anteriores, ela deixou apenas “Apple” do disco-fenômeno Brat, no novo show ela dedica toda uma sessão a seu disco de 2024 (e com escolhas acertadas e improváveis, como “Sympathy is a Knife” e “Club Classics”), além de puxar músicas de vários discos anteriores (com “Party 4 U” e “Pink Diamond” do How I’m Feeling Now, “Track 10” do Pop 2 e duas da trilha sonora da versão deste ano do Morro dos Ventos Uivantes, que ela fez a trilha). Mas o disco novo dá não só a tônica da noite toda (com dez faixas, inclusive os lados B “Playboy Bunny” e a fantástica “If You Take Away the Music Then What Has She Got?”) como pautam inclusive a estética monocromática e com exageros típicos de um show de rock (com fogos e dançarinas). Charli está cada vez mais confiante no palco (cancha que ela dominou na turnê de Brat e agora leva a outro patamar) e tudo indica que vai crescer ainda mais para consolidar-se no primeiro escalão do pop mundial. Muito foda.
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Em sua apresentação na cidade inglesa de Brighton nesta sexta-feira, Nick Cave convidou Kylie Minogue para o palco com seus Bad Seeds para revisitar seu imortal dueto “Where The Wild Roses Grow”, lançado originalmente em 1995 que os dois não tocavam juntos desde 2018 em um show da banda em Londres. Emocionante.
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Era isso aí, a tão aguardada caixa do Rubber Soul dos Beatles surge em nosso horizonte quase como uma miragem e cheia de extras, entre versões anteriores de várias músicas, duas demos (uma do Paul e a outra do John, esta última chamada “Little Girl” que pode ou não ser uma versão inicial de “Run for Your Life”), o disco em nova versão stereo e em versão mono, além da versão do disco lançada nos EUA, com música do Help! e do single que lançaram separadamente no Reino Unido (o duplo lado A “Day Tripper” com “We Can Work It Out”) e, na versão mais completa da caixa, um livro de 88 páginas com prefácio escrito por John Lennon e introdução escrita por Paul McCartney, fotos inéditas, informações aprofundadas sobre a gravação do disco, anotações sobre as faixas, dois pôsteres e duas reproduções de fotos exclusivas. A caixa chega para nós no dia 2 de outubro e como aperitivo eles mostraram o primeiro take de gravação de “Michelle”, que é simplesmente impecável. Mas ninguém falou nada sobre o Help!… ainda.
Veja o trailer e a cara do novo box, ouça a nova versão de “Michelle” e confira a relação com todas as músicas da caixa abaixo: Continue

“Tivemos um novo bebê!”, escreveu o trio nova-iorquino Blonde Redhead ao anunciar o lançamento de um novo single. “Seu nome é ‘Blood Spilled’, ela é só e selvagem, mas se você se afeiçoar a ela, ela pode criar raízes, se firmar no chão e ser a trilha sonora de uma vida extraordinária”, continuaram falando na apresentação da nova música, que, como disseram, não está ligada a nenhum disco vindouro (suponho) e cuja descrição se adapta ao doce noise das mais de três décadas de ação do grupo.
A vocalista da banda, Kazu Makino, falou mais sobre o single na newsletter do grupo:
“Os últimos anos foram, para o mundo e para mim, um período implacável de perdas. Devastada por essa fase, aprendi que a morte é o fim do corpo, não da alma.Sigo conectada àqueles que já não fazem parte deste mundo e a espíritos que jamais fizeram parte dele. Falo com eles e os ouço. Eles me mostram sinais para que eu saiba que somos muito mais do que nossos corpos e, acima de tudo, sinto o amor deles. Há pessoas que têm tanto medo da morte e da decadência que agem contra seus próprios interesses e contra a lei da natureza. Embora eu saiba que a morte não é o fim, também cheguei a reconhecer plenamente o poder e a magia do corpo que abriga a alma. Esta canção celebra a nossa incrível vantagem sobre aqueles que já não possuem corpos. Enquanto estamos aqui nesta Terra, este é o nosso momento, nossa dor e nossa alegria. Eles nos pertencem. Eu canto e grito apenas para me ouvir fazendo isso, até que minha alma abandone e deixe o plano físico. Esta canção trata do livre-arbítrio da nossa alma e do nosso corpo, até a última de nossas células.”
Sonzeira, como sempre. Que provavelmente iremos ouvir ao vivo aqui no próximo festival da Balaclava, que traz a banda para o Brasil.
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Um convite para participar de um livro tornou-se canção. Assim surgiu “Angela Ro Ro”, música que Malu Maria lança nesta quinta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. O convite veio de Marina Ruivo, da editora Garoupa, que organizou o recém-lançado volume Leia Esta Canção: Angela Ro Ro – Contos, Canções, Relatos & Afins para celebrar o legado da autora que nos deixou no ano passado e que traz textos de Bárbara Eugênia, Santiago Nazarian, Jair Naves, Pedro Alexandre Sanches, Lígia Codo, entre outros “Esse convite me pegou em cheio e me fez refletir profundamente sobre a minha relação com a Angela”, lembra Malu. “A escuto desde pequena e sempre foi uma inspiração gigantesca para mim por ser essa mulher corajosa, entregue, passional, transbordante e extremamente poética.”
“No primeiro momento, escrevi um poema para o livro, mas depois de pronto, percebi que aquele texto já tinha um ritmo próprio, trazia melodias escondidas e a canção surgiu quase que naturalmente”, continua a cantora. “Quando ficou pronta, decidi mostrar para o meu amigo Dustan Gallas, que é um músico maravilhoso e com quem já tinha trabalhado no meu último disco, o Nave Pássaro. Ele captou a essência na hora e colocou um piano lindo, que dialoga intimamente com tudo o que a Angela sempre fez ao piano. Essa parceria deixou o resultado muito especial.”
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Logo depois de soltarem um teaser que foi entendido pelos fãs como o anúncio da tão aguardada caixa do Rubber Soul, os Beatles publicaram um vídeo sobre o filme Help! sem dar muita explicação (deixando apenas “alguém os socorra, por favor”), mas juntando lé com cré, os mesmos fãs começaram a especular que há mais coisas vindo aí. De palpites prováveis como o relançamento do filme nos cinemas (ou no Disney+ – ou em ambos!) a uma segunda caixa, desta vez deschavando o outro disco que lançaram em 1965 até a possibilidade de uma grande série de anúncios intitulada Beatles ‘65, que incluiria as caixas de Help! e Rubber Soul, o relançamento do filme e do show que eles fizeram no Shea Stadium, em Nova York, naquele mesmo ano (cruzando mais uma barreira pela primeira vez, a dos shows em estádios esportivos) e sabe-se lá que mais eles podem ter deste ano guardado (programas de TV? As gravações na BBC? Entrevistas?). E se você lembra que ano que vem é quando saem os quatro filmes que Sam Mendes está dirigindo sobre a carreira da banda do ponto de vista de cada um deles, temos aí um grande evento beatle sendo materializado em câmera lenta na nossa frente exatamente agora…
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