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Já ouvimos esta música, mas assistir Phoebe Bridgers cantando “Lithium” do Nirvana dá uma profundidade a mais à magnífica versão – além de reforçar a importância de Kurt Cobain como um compositor muito além daquilo que chamamos de rock. Inacreditável. Além da música do Nirvana, ela também cantou uma das melhores canções de seu novo disco Lost Weekend, “Bobby”. Assista abaixo: Continue

Os Beatles acabam de compartilhar mais uma joia daquelas que estarão na caixa do Rubber Soul que sairá no início de outubro e desta vez podemos ouvir John Lennon e Paul McCartney lentamente compondo um dos grandes hits de 1965 antes de terem criado a assinatura musical da canção. Assim é “Day Tripper (Songwriting Work Tape)”, compilação de trechos diferentes dos dois maiores nomes da música inglesa rascunhando, entre risadas e violões, uma das músicas mais conhecidas de seu grupo antes que o inconfundível riff tivesse sido composto.

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Já com a mão na massa em seu próximo trabalho, Jonnata Doll aproveitou a descoberta de um velho VHS com cenas de 1998 para encerrar o ciclo do disco Alienígena, quarto álbum lançado com sua banda Os Garotos Solventes, em 2019. “Música de Caps”, que será lançado nesta terça-feira e ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, reúne cenas deste VHS com outras de um show no Cine Teatro São Luiz de Fortaleza, no ano de lançamento daquele disco, filmadas por André Moura, velho compadre de Jonnata, que assina a direção do clipe. “Protagonizei alguns filmes do André, sempre interpretando Ramon, um amálgama de nós dois”, explica o vocalista cearense, que entende o clipe como o personagem olhando para sua própria trajetória, como reforça ao explicar o que foi encontrado na fita analógica: “O aniversário do Peter, amigo com quem fundei a minha primeira banda, a Kohbaia, e também registro de algumas tardes com os amigos vendo MTV ou vagando pela periferia alencariana”, continua Jonnata. “Alguns dos jovens que aparecem ali, ao lado de um ‘eu’ de 17 anos, viraram personagens de músicas dos Garotos Solventes, como a ‘Namorada Fantasma’, o ‘Cheira-Cola’, os ‘Cigarros pelo Muro’, a ‘Rua de Trás’ e outras. Naquele momento, a gente estava descobrindo muitos caminhos e formas de existir e alguns deles nos levaram ao mais profundo wild side: a amores intensos, clínicas psiquiátricas (de forma compulsória ou voluntária) e ao suicídio dos mais sensíveis, mas também nos levaram ao palco, para brilharmos livres na noite da América… do Sul!”, reforçando que a letra fala sobre “encontros com personagens que não souberam lidar com suas forças criativas neste mundo tecnofeudal, capitalista e georgeromeriano”, conclui o Jonnata. “O que outrora poderia ser uma potência xamânica, um oráculo, um líder carismático ou um grande artista, neste contexto, pode se tornar alguém em crise, alguém sob os cuidados de psiquiatras.”

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Ao apresentar-se neste sábado no festival inglês All Points East, em Londres, a sueca Zara Larsson convidou uma velha camarada para estrear no palco uma parceria lançada há quase um ano, quando a inglesa PinkPantheress chamou a amiga para fazer parte da segunda versão para a maravilhosa mixtape que consolidou seu nome no ano passado, a irrepreensível Fancy That. As duas já haviam tocado juntas em outras oportunidades, mas esta foi a primeira vez que mostraram ao vivo o remix que fizeram para a irresistível “Stateside”, que Zara fez questão de abrir seu show para já deixar o nível lá em cima. Que beleza!

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Há três anos foi anunciado que o personagem Overman, super-herói à brasileira criado por Laerte em 1998 em tiras na Folha de São Paulo, teria seu próprio filme, estrelado por Caco Ciocler e dirigido por Tomás Portella. Mas o diretor envolveu-se na produção do filme Aumenta que é Rock’n’Roll, sobre a rádio carioca Fluminense FM, lançado em 2024, e desde então não temos mais notícias sobre a supercomédia. Até que nesta semana, o primeiro teaser de Overman – O Filme foi mostrado. Ele está vindo…

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Ela não para! Olivia Rodrigo acaba de lançar mais uma música nova, mesmo tendo lançado seu You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love há pouco mais de dois meses. E “Serena Joy”, single batizado com o nome da antagonista da série de livros (e de TV) O Conto de Aia, reforça o peso feminista que a jovem popstar vem imprimindo à nova fase de sua carreira. Criticando o ponto de vista das mulheres conservadoras, a faixa é um new wave dançante no limite da disco music, mas cantado com a agressividade cega da esposa do líder da versão totalitária dos Estados Unidos imaginados por Margaret Atwood, chamada Gilead, que usa a aversão ao feminismo para oprimir as mulheres da mesma forma brutal que a extrema-direita mundial vem pressionando nos últimos anos. Ao cantar a letra de forma literal, Olivia ironiza o papel deste novo conservadorismo de forma a torná-lo nu. E usou o single, que deveria ter entrado em seu disco mais recente, como uma forma de divulgar seu próprio festival Daisy Chain Fields, que acontecerá no próximo fim de semana – e o fez de forma deliciosamente analógica, reforçando a adoração ao digital offline que celebrou no primeiro clipe do novo disco (quando aparecia usando um laptop e fones de ouvido com fio no Palácio de Versailles, na França). “Serena Joy” foi lançado fisicamente em uma única loja de discos, a Analog Record Shop, estabelecimento independente mais próximo do local do festival, no formato… compact disc! Olivia Rodrigo mandou prensar apenas 500 cópias do novo single, que evaporaram em instantes, e que deve aparecer online nesta segunda-feira. Mas é claro que já dá pra ouvi-lo: Continue

Ao passar por Montevidéu na quarta passada, Rosalía saudou o compadre portorriquenho Bad Bunny ao puxar uma de suas músicas no meio de seu show. Antes de começar sua “Sauvignon Blanc”, quando serve-se uma taça de vinho branco antes de começar a balada no show no Uruguai, ela preferiu puxar uma garrafa de tequila e servir-se um shot da bebida mexicana enquanto cantarolava o refrão de “Safaera”, do disco YHLQMDLG, que o MC latino lançou em 2020. ¡Arriba, abajo, al centro y pa’ dentro!

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Slayyyter ♥ Hole

Slayyyter tirou onda bonito ao visitar a rádio australiana Triple J e escolher um dos grandes momentos do Hole para fazer sua versão no quadro Like a Version da emissora – vê-la puxando “Violet” a faz conversar tanto com o Music Fashion Film de Charli XCX quanto com o You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love da Olivia Rodrigo, além de colocá-la em um patamar bem diferente de que seu Wor$t Girl in America, disco que lançou este ano, a colocou.

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Na contagem regressiva para o lançamento de seu primeiro álbum solo, o violonista Luca Frazão mostra mais uma faixa de seu próximo lançamento nesta sexta, quando apresenta o choro “Despencando”, que também batiza o álbum – e antecipa a música em primeira mão para o Trabalho Sujo, acompanhada do videoclipe feito com o diretor Marcel Enderle, colega de faculdade de música do instrumentista que também trabalha com audiovisual. O clipe foi gravado numa casa antiga de quase cem anos no bairro paulistano de Perdizes, “uma casa abandonada e, ao mesmo tempo, com muitos detalhes preservados: os papéis de parede, as lindas esquadrias das janelas, os lustres, tudo se contrastando com as rachaduras nas paredes e com esse quase clima de filme de terror que esses cenários antigos exalam”, explica Luca. “Nesse filme específico, o Marcel ainda escolheu o preto e branco, que eu achei que funcionou demais, casando com a energia tensa da música, com a locação e tudo mais. No começo de tudo eu entendia aquilo como um vídeo pragmático, pra preencher essa necessidade quase indispensável de vídeo que todo projeto de música tem hoje em dia, mas, no fim, mesmo sendo uma proposta despretensiosa, achei que o resultado ficou muito especial. Muito além de um vídeo de performance violonística, um vídeo de arte mesmo.”

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Enquanto seu novo disco acústico – Ride Lonesome, que será lançado no próximo dia 18 – ainda não está entre nós, Beck puxa mais uma faixa nova, depois de mostrar a faixa-título (em duas versões) e a densa “In the Night”. Desta vez ele vem com a sossegada “Disappearing Act”, que mostra que a amplitude de clima do novo álbum segue a linha dos três álbuns anteriores que foram para esse lado – a saber, Mutations (1998), Sea Change (2002) e Morning Phase (2014).

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