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Acabaram de encontrar esse vídeo com o King Crimson (formação com Robert Fripp na guitarra, Ian McDonald no sax, Greg Lake no baixo e vocal e Michael Giles na batera) em 1969 exibido em um programa de TV alemão (que provavelmente superpôs a gravação original do grupo com a versão gravada de “21st Century Schizoid Man’) num raro registro de um dos primeiros momentos da banda.

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Uma das atrações de abertura da turnê que as Sleater-Kinney estão fazendo com a Liz Phair pelos Estados Unidos, Lindsey Jordan, que todos conhecemos melhor pelo nome artístico Snail Mail, realizou um sonho ao dividir o palco com uma de suas maiores inspirações – ela que já teve uma banda cover de Liz Phair (chamada Lizard Phair) quando começou a tocar. Na segunda-feira, quando a musa indie dos anos 90 tocou no Fillmore Auditiorium em Denver, ela chamou a fã indie dos anos 20 para dividir vocais em “Go West”, do ótimo Whip-Smart, que Phair gravou em 1994. Ela até tirou uma foto com a ídola!

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A Glue Trip já está na Europa e começa mais uma turnê pelo velho continente no mesmo dia em que lançam o primeiro single de seu quarto álbum, previsto pra novembro. A pesada, bucólica e cheia de diferentes ambiências “Psychedelic Friend” abre alas para o lançamento de Anemoia e chega às plataformas de áudio nesta quarta-feira, mas a banda antecipou em primeira mão o single para o Trabalho Sujo. “Em julho do ano passado passamos duas semanas imersos no estúdio Buena Família em São Paulo para criar e gravar esse disco, que tem nome estranho, meio difícil de falar, mas que é sua síntese”, explica o líder da banda, o guitarrista, vocalista e principal compositor Lucas Moura. “Venho enxergando esse disco como uma quebra na discografia da Glue Trip e começar a conversa por ‘Psychedelic Friend’ é como começar com o pé na porta”, conclui, antes de iniciar a turnê que começa nesta quarta em Madri e vê a banda fazer outros treze shows até o dia 6 de outubro, com passagens por Portugal, França, Holanda, Alemanha, Suíça e República Tcheca, além de outras cidades da Espanha.

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Imagine que um de seus artistas favoritos lance toda uma célebre turnê numa extensa caixa – é isso que Bob Dylan traz em The Rolling Thunder Revue: The 1976 Live Recordings, uma caixa com 39 CDs registrando todos os 27 shows da mitológica excursão que fez pelos EUA no meio dos anos 70 com uma banda composta pelo baixista Rob Stoner, a violinista Scarlet Rivera, o baterista Howie Wyeth e os guitarristas Mick Ronson (que tocou no Spiders from Mars de David Bowie), Steven Soles, David Mansfield e T Bone Burnett, além de contar com Joan Baez em vários momentos. A caixa (já em pré-venda) não entrou na antológica coleção das Bootleg Series porque nunca havia sido nem pirateada com essa minúcia e além dos quase 40 discos e ainda traz um dos principais shows desta turnê, do dia 16 de maio daquele ano no Tarrant County Convention Center Arena da cidade de Fort Worth, lançado como disco triplo em vinil. Famosa por colocar Dylan de volta na estrada num período tenso em seu país, a Rolling Thunder Revue funcionou como um descarrego furioso elétrico, antecipando a agressividade que o fim daquela década traria com o punk rock. Para antecipar a caixa, foi lançada a pesada versão para “Going Going Gone” deste show em destaque. Ouça abaixo: Continue

Não sabemos muito sobre o próximo disco de Weyes Blood, fora o fato de que ele já está pronto e que encerra uma trilogia inaugurada com o deslumbrante Titanic Rising (de 2019) e que seguiu com o calor emocional de And in the Darkness, Hearts Aglow (de 2022). Não sabemos de título, se há participações, data de lançamento, se sairá este ano ou no próximo, mas a própria Natalie Mering adiantou duas pistas gigantes ao apresentar-se no festival de música erudita inglês BBC Proms ao lado da orquestra de Jules Buckley no célebre Royal Albert Hall e mostrou duas músicas novíssimas: a balada folk “Good Lovers” e “Modern Dreams”, que apesar de começar triunfante, torna-se melancólica do meio para o fim, Ambas são da mesma natureza romântica das canções dos dois discos anteriores de Mering, embora cada uma carregue seu próprio universo musical – e estas versões, que podem ser ouvidas abaixo, foram gravadas com a orquestra com quem ela tocou na semana passada e não necessariamente vão soar assim no disco.

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Em mais um aperitivo da caixa do Rubber Soul que está vindo aí, os Beatles acabam de compartilhar mais um rascunho de um clássico, quando gravaram, pela segunda vez, “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, uma das primeiras composições de John Lennon a falar de amor sem precisar ser romântica. Mas o foco desta versão vai para a cítara tocada por George Harrison, que entrou para a história da música pop na versão definitiva da música e que nesta versão recém-lançada o mostra ainda pegando o jeito do instrumento indiano que conheceu nas gravações do filme Help! naquele mesmo 1965. Mais uma joia.

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Pautados pelo som

“Por mim nem lançava single nenhum, só botava o disco inteiro no ar”, desabafa o guitarrista Guilherme Paz, antecipando o primeiro single do próximo disco da banda Gueersh, “Guerreires do Jóquei”, que sai nesta quinta-feira e que liberam em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Porque apesar dessas músicas terem mais letras que antes, o conjunto da coisa não é pautado pela canção, mas pelo som de tudo, por isso o sentido de lançar um single parece mais vago.” Mas, incentivados pelos amigos, a banda resolveu dar um aperitivo do disco Macarrão de Guerrilha, que deverá sair na semana que vem, e escolheram esta música por ser “mais a síntese da parada”. Ele também comenta como foi trabalhar com o guitarrista Eduardo Manso, que produziu o novo álbum. “Nossa onda bateu desde a primeira vez que nos conhecemos, curtimos muita coisa em comum de som, humor, ideias… E anos antes da gente se conhecer já tínhamos elencado ele como uma das pessoas do sonho com quem queríamos trabalhar produzindo algo”, continua, enfatizando que têm outros produtores dos sonhos em vista para trabalhos futuros. “Trabalhar com pessoas talentosas, que gostam de ouvir e trocar… Aí tudo se soma, é lindo demais. O show que fizemos no Centro da Terra, Coletivas Mãos (título tirado de um trecho deste primeiro single), parte desse lugar. Estamos acostumados a fazer shows elaborados em espaços apropriados, como teatros e tal… e nesse a gente mandou o disco pras pessoas e deixou elas sentirem e a partir daí foi se construindo naturalmente”, conclui.

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Eis o trailer oficial de Godzilla Minus Zero, a continuação do melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês, Godzilla Minus One, de 2023. O trailer não só traz o gigante de volta à destruição apenas dois anos após os acontecimentos do filme anterior (que se passava em 1947) como reforça que ele não virá sozinho. Nos últimos segundos do trailer, um dos personagens diz que “não se preocupe, não estamos falando sobre o Godzilla”, logo depois de ouvimos ao fundo o rugido agudo de King Ghidorah, monstrengo alado de três cabeças que é parte crucial desta mitologia, e vermos o próprio Godzilla caindo do céu. O trailer também confirma que Godzilla Minus Zero é o primeiro filme japonês feito para telas Imax.

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No mês passado, Elvis Costello resolveu antecipar o cinquentenário de seu primeiro álbum e anunciou uma caixa com cinco discos (104 faixas, sendo que 52 inéditas) comemorando os 49 anos de sua estreia fonográfica, quando compartilhou duas versões ao vivo para o hit “Watching the Detectives”. Agora ele traz outra pérola, ao mostrar a primeiríssima versão de “I Turn Around”, faixa que levou alguns anos para ser oficialmente lançada, como faixa-bônus de seu disco de 1982, Imperial Bedroom. Gravada apenas com sua guitarra no estúdio Hope & Anchor, a música foi registrada pelo produtor Dave Robinson, que naquele mesmo 1976 fundaria sua Stiff Records, uma das primeiras gravadoras indie do início da era do punk.

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Depois de anunciado o lançamento em disco do show que o vocalista do Geese, Cameron Winter, fez no ano passado no Carnegie Hall de Nova York, e o subsequente lançamento do filme feito por Paul Thomas Anderson na mesma apresentação, agora é a vez de termos datas para o lançamento no filme – tanto nos cinemas quanto no streaming. Antes das já anunciadas sessões itinerantes que o filme fará pelos EUA e pelo Canadá, Live At Carnegie Hall estreia na 64ª edição do Festival de Cinema de Nova York (que começa no dia 25 deste mês e vai até outubro) e na na 70ª edição do Festival de Cinema de Londres feito pelo British Film Institute (que acontece entre os dias 7 e 18 de outubro). Não custa lembrar que a 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece logo depois, entre os dias 15 e 29 de outubro – será que corre o risco de vir pra cá? E o serviço de streaming Mubi confirmou que terá o filme em seu acervo digital, mas só a partir de 2027. Enquanto ele não chega entre nós, segue abaixo a gravação do áudio desse show, bem parecido com o que ele fez em São Paulo quando passou pelo C6 Fest no primeiro semestre deste ano.

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