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É longo e vale ver inteiro o depoimento emocionado da grande Fabiana Cozza sobre o encontro com sua mestra Alcione na abertura da exposição Com Amor, Alcione, idealizada pelo Centro Cultural Vale Maranhão e aberta nesta quarta-feira no Museu das Favelas de São Paulo. Ao cantar com uma de suas maiores inspirações, Cozza voltou a publicar um vídeo reforçando a importância daquele momento, em que pode ultrapassar diversas questões atuais para reforçar sua paixão pela música e pela identidade cultural brasileira. Depois do depoimento dá pra ver trechos do encontro, tanto das duas cantando juntas quanto de Fabiana declarando sua admiração à sua luz artística. Bonito demais. A exposição segue no Museu até o dia 6 de dezembro.

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Eis que Negro Leo reaparece em dose dupla. Primeiro quando o selo inglês Hive Mind anuncia uma coletânea – em um disco duplo! – de sua carreira chamada de White Elephant, que reúne vinte e sete (!) faixas de treze lançamentos diferentes feitos pelo bardo do absurdo (ou “cosmic joker”, como os gringos preferem chamar) entre 2012 e 2024, em parceria com o incansável selo carioca Quintavant. E depois ele acaba de anunciar o lançamento do filme que fez em parceria com outro ás, este das câmeras, Gregorio Gananian (que fez Inaudito, sobre o lendário guitarrista Lanny Gordin). Aquele Que Viu o Abismo, a distopia brasileira que ganhou o prêmio de Melhor Filme na Mostra Olhos Livres da 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, tem sua estreia marcada para o fim deste mês, dia 30 de julho, nos cinemas brasileiros. Veja o cartaz e um teaser do filme abaixo: Continue

Esquentando ainda mais o clima antes do lançamento de seu vigésimo quinto álbum de estúdio, Foreign Tongues, dois dos três Rolling Stones fizeram uma aparição surpresa nesta quarta-feira em Londres, na Inglaterra, quando Mick Jagger e Ronnie Wood tocaram para um público bem pequeno no St. Clement Hotel acompanhados do tecladista Matt Clifford, que toca em turnês com o grupo desde 1989. Foram apenas três canções, dois clássicos (“Dead Flowers” e “You Can’t Always Get What You Want”) e a inédita “Ringing Hollow” e depois da apresentação o grupo saudou a capital britânica com um show de drones no céu. Não foi dada nenhuma explicação sobre a ausência de Keith Richards no evento.

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“De onde vem a atitude essencial que define a banda? Qual a razão que torna possível essa visão tão aguçada e tão permanentemente alerta? Alguns apontam a cidade base do grupo como o cenário de influência: é o quartel-general, metrópole/província; esconderijo. Brasília. A capital tão desconhecida de tantos brasileiros e tão familiar aos quatro rudes plebeus: a elite soberana, o poder exposto, os disfarces aceitos, a miséria e a intuição.” Assim Renato Russo apresentava, há quarenta anos, o primeiro registro oficial de uma das principais bandas de sua geração e um dos marcos da produção fonográfica brasiliense, o disco O Concreto Já Rachou da Plebe Rude, que comemora este aniversário em grande estilo. A banda reuniu-se com o produtor do disco, o paralama Herbert Vianna, para recriar sua música mais memorável, o hit “Até Quando Esperar?”, cuja regravação também contou com a presença do músico Jaque Morelenbaum, que gravou o marcante violoncelo da versão original. A nova versão vem junto com uma reedição do disco em vinil que ainda traz um compacto com quatro de suas músicas em versão demo (“Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)”, “Proteção”, “Minha Renda” e “Sexo e Karatê”, provavelmente versões que já circulam no YouTube – veja abaixo), além de um faixa a faixa em vídeo com dois dos integrantes fundadores que seguem tocando a banda, o guitarrista Philippe Seabra e o baixista André “X” Mueller, que deve ser disponibilizado em breve. A banda, que ainda conta com Clemente Nascimento na atual formação (fundador de outra banda clássica do punk brasileiro, os Inocentes), além do baterista Marcelo Capucci, deve fazer shows comemorando o aniversário do disco, uma obra-prima do rock brasiliense.

Assista à nova versão de “Até Quando Esperar” abaixo, além de ver como ficou a nova versão do disco em vinil e alguns vídeos com as demo da Plebe Rude naquele período: Continue

Há eras sem lançar discos (depois do excelente Phantom Island, um dos melhores discos do ano passado), o grupo King Gizzard & the Lizard Wizard teve um ano agitado desde o último lançamento, entre shows com orquestras, tirar suas músicas do Spotify e começar a fazer apresentações eletrônicas pra dançar que mais pareciam raves que shows. E essa tendência parece que é a pauta do novo álbum, que acabam de anunciar. Alien Metal é o vigésimo oitavo disco do grupo australiano, que sairá ainda no meio deste ano e tem seus caminhos abertos pelo single “Level 5”, que além de confirmar a presença massiva de sintetizadores também vem com um clipe em que uma autópsia alienígena conduzida por uma espécie de seita conecta a entidade em equipamentos eletrônicos. O novo disco vem junto com o anúncio de seu evento anual Field of Vision, acampamento de três dias no Colorado, nos EUA, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto e conta com artistas como Die Spitz, Angine de Poitrine, Folk Bitch Trio, Jello Biafra, Space Moth, Acid Yoga e outros menos conhecidos, além de shows diários da banda anfitriã. E junto com esse evento, o grupo também anunciou uma passagem por Nova York em que farão três shows no Forest Hills Stadium entre os dias 20 e 22 do mesmo mês, sendo que o terceiro é um de seus infames shows-rave (ingressos à venda pelo site da banda). Vai ser quente!

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Charli XCX acaba de revelar a lista com o nome das músicas de seu novo álbum e entre títulos como “Card Declined”, “2007”, “Persona” e “Yeah”, destaca-se a faixa de encerramento do álbum, “No One Last Forever”, que conta com a participação de ninguém menos que DAVID CRONENBERG. Quem acompanha o trabalho da Charli sabe o quanto ela é fã do sujeito, mas convidá-lo para participar de uma música foi um golpe ainda mais genial do que colocar John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese numa mesma cozinha pra ilustrar um disco chamado Music Fashion Film. E ela ainda deixou escapulir um trecho de mais uma música nova, chamada de “Camera”, e avisou que nesta quarta tem mais uma novidade vindo aí… Provavelmente o lançamento de mais um single (justamente este que ela mostrou o trecho), que funcionaria como faixa dedicada ao pilar Filme, como “Rock Music” tinha sido sobre música e “SS26” sobre moda. Eu tinha dito…

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A norte-americana de ascendência etíope Kelela já tem show marcado no Brasil este ano (quando apresenta-se no dia 8 de novembro na edição 2026 do festival Afro Punk em Salvador) e virá com seu terceiro disco, New Avatar (que sai nesta segunda-feira), quentinho para o Brasil. E antes do lançamento ela mostrou mais uma música do disco, esta em parceria com sua comadre e grande fã, a sensacional Pinkpantheress, com quem já trabalhou junto no disco de estreia desta, Heaven Knows, em 2023, na faixa “Bury Me”. A nova parceria é a sinuosa “The Bridge”, que as duas já haviam mostrado ao vivo quando Kelela participou do show da Pink em Nova York, no último mês de maio. Coisa fina…

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O quarteto inglês Wolf Alice voltou para casa no fim de semana passado depois de passar meses em turnê (quando vieram inclusive para o Brasil), fazendo seu maior show até hoje no Finnsbury Park, na capital inglesa, quando encerraram seu próprio minifestival para celebrar seu retorno neste domingo. Depois de shows do Last Dinner Party, Lykke Li, Rachel Chinouriri, Keo e Florence Road, a banda liderada pela vocalista Ellie Rowsell fez uma apresentação histórica quando se consagrou como uma das principais novas bandas da ilha – e encerrou a noite tocando nada menos que “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana. Não é pra qualquer um…

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Líder do Beach Combers, o guitarrista Bernar Gomma reside há três anos na Alemanha e aos poucos vem preparando seu primeiro disco solo, cujo lançamento está previsto para o ano que vem. Mas ele acaba de encerrar uma trilogia de singles que marca sua mudança de país, quando deixou o Rio de Janeiro para morar em Berlim, e antecipa em primeira mão o clipe deste single, chamado “Cabeças Incríveis”, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “É uma música do Pedro Tambellini que revisitei sob um novo ponto de vista, com um aproach instrumental orgânico e melódico”, explica o músico, “enquanto o clipe amplificou a narrativa instrumental no contexto da maleta e da jornada, a busca por algo que não é palpável, explorando o imaginário, entre o que buscamos e os caminhos que percorremos versus aquilo que o destino nos trás’.

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Sem aviso, Beyoncé abriu o 4 de julho anunciando o lançamento de uma reedição de seu segundo álbum, B’Day, lançado em seu aniversário (dia 4 de setembro) há vinte anos. Mas a música escolhida – a deliciosa “Morning Dew (Donk)” (ouça abaixo), composta ao lado de Pharrell – é uma música que ficou de fora de seu disco homônimo de 2013, o que criou uma especulação automática em seus fãs de que, talvez, o dia 4 de setembro de 2026 não seja apenas o dia do lançamento de uma edição deluxe de um disco do passado. A capa do novo single segue o mesmo padrão, incluindo a mesma fonte, das capas dos primeiros singles de seus dois discos mais recentes – “Break My Body”, que abriu os trabalhos de Act I: Renaissance (2022), e “Texas Hold’Em” e “16 Carriages”, os singles simultâneos que deram o início a Act II: Cowboy Carter (2024) – compare a seguir. O que levou muitos a especular que o Act III está vindo aí – e que pode ser uma coletânea… Será? Continue