
Chapas de décadas, Rodrigo Brandão e Guilherme Granado estão separados por um oceano há anos, mas a música sempre os une. E desta vez o fundador do Mamelo Sound System e o tecladista e vibrafonista do Hurtmold se juntaram para um disco em dupla, o EP Pequenas Pirâmides, que eles lançam nesta quinta-feira e que será apresentado ao vivo no próximo dia 5, na Sala B da Casa de Francisca. E pra começar os trabalhos, eles antecipam uma das faixas, a tensa “São Paulo, Estado de Espírito”, em primeira mão para o Trabalho Sujo.
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O rapper Busta Rhymes está preparando terreno para seu próximo disco, Dillagence 2, programado para sair ainda este mês, e como o título entrega, é um álbum composto apenas por bases feitas pelo saudoso J Dilla, velho compadre do rapper norte-americano que faleceu em 2006 e deixou o MC com mais 300 bases para ele fazer o que quiser. Um ano após sua morte, Busta reuniu camaradas de peso como Q-Tip, Talib Kweli, Raekwon, entre outros, para rimar sobre algumas dessas bases e agora ele repete a dose, com a continuação daquela primeira mixtape. E a surpresa pra gente é descobrir que a base do novo single, “Talk Ya Shit”, lançado na semana passada, é o inconfundível violão de Gilberto Gil na abertura da faixa-título da obra-prima Expresso 2222. É notória a paixão de Dilla pela música brasileira e o novo single ainda tem outro trunfo: ao convidar o mano Lil Wayne para participar da faixa, ele coloca o MC pela primeira vez na lista de quem rimou sobre bases de Dilla, o que não é pouca coisa.
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Ao participar do Cultura Livre da Roberta Martinelli, a banda catarinense Adorável Clichê chamou pra si a responsa de fazer uma versão para “Myth” do Beach House como faixa-bônus do Cultura Livre, que só dá pra assistir no YouTube do programa. Mandaram bem.
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O decano Neil Young anuncia mais um disco com sua atual banda Chrome Hearts e começa os trabalhos com a melancólica faixa-título de Second Song, um lamento de quase doze minutos que vem como um respiro que o velho canadense faz de sua campanha anti-Trump, da qual tornou-se adversário ferrenho. É o terceiro disco que lança à frente deste novo conjunto, depois do disco de estreia (Talking to the Trees, do ano passado) e de um disco ao vivo (As Time Explodes, lançado no início do ano) e deixa a eletricidade vivaz característica das composições mais recentes para abrir aquele seu clássico cômodo mental em que a introspecção, instrumentos acústicos e vocais sobrepostos tornam-se uma só sensação. Que beleza.
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Um encontro entre duas das grandes forças da música contemporânea dos Estados Unidos foi registrado há dezoito meses mas só agora começa a vir a público, quando a cantora e compositora Erykah Badu e o produtor e rapper The Alchemist anunciam finalmente o lançamento da colaboração que gravaram há mais de ano entre as suas respectivas cidades, Dallas e Los Angeles. Ainda sem título, o disco (já em pré-venda) deve sair no fim deste mês e teve uma de suas faixas (sintomaticamente batizada de “Witch Doctor”) disponibilizada há pouco, dando um gostinho da fusão das magias destes dois monstros sagrados.
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Ainda digerindo o calhamaço emocional que é Lost Weekend da Phoebe Bridgers e não bastasse ela vir com 16 músicas para abalar o coração de 2026, ainda há uma décima sétima faixa escondida nas edições físicas do disco. “Best Dressed” é uma parceria com o ex-vocalista do Black Country New Road singer, Isaac Wood, que abrirá alguns shows da cantora norte-americana na turnê de lançamento do disco. Na edição em vinil, a faixa vem após a última canção do álbum, “ Lost Weekend (Reprise)”, mas no CD, se você segurar o botão para voltar a música logo no início da primeira canção, “The Outside”, o contador de tempo retrocede negativamente até revelar que há uma faixa antes da faixa de abertura. Muito bom ver que ela soube temperar um disco com muitas camadas com outras tantas pistas escondidas espalhadas por aí (como um texto em alto relevo na edição em vinil ou a forma que o encarte brilha quando posto sob uma luz negra). E não deve terminar por aí…
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Outro disco inacreditável que saiu nesta semana é o quarto álbum do rapper baiano Vandal. Ou primeiro, já que ele mesmo chama seus discos anteriores de mixtape e transforma seu novo Vanguardah em um monumento à fusão de música urbana que vem praticando na última década. Dirigido por Russo Passapusso e produzido por Tiago Simões, o novo disco funde suas habilidades como MC – o baiano é pioneiro do grime e do drill, variantes radicais e pesadas do rap – com grooves de rua baianos, como o samba-reggae e o pagodão baiano, além de envernizar o disco com a presença do maestro Ubiratan Marques e sua Orquestra Afrosinfônica, primeiro astro de um time estelar de colaboradores no álbum, que vai do próprio Russo a Josyara, passando por Livia Nery, Giovani Cidreira, Hiran e KL Jay, entre outros (além dessa capa absurda!). E já desponta como um dos grandes discos brasileiros de 2026. Ouça agora.
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Eis mais um single da compilação de gravações que David Bowie fez antes de assumir seu pseudônimo artístico definitivo e estabelecer-se como um dos grandes nomes da história da música contemporânea. The Shel Talmy Recordings (já em pré-venda) será lançada no mês seguinte e traz registros oficiais que Bowie fez com outros nomes artísticos (como Davie Jones & The Lower Third, The Manish Boys ou Davie Jones), além de músicas que só estão vendo a luz do dia graças a esse novo lançamento. É o caso da demo de “Today”, música que nunca passou desse estágio, que é o segundo single tirado da coletânea, cuja primeira amostra foi o single de “I Want Your Love”. As músicas foram gravadas pelo produtor que deu a origem fonográfica à cena mod inglesa, Shel Talmy gravou os primeiros singles do Who (“My Generation”) e dos Kinks (“You Really Got Me”) e há registros que incluem a participação de músicos ingleses conhecidos por trabalhar em gravações alheias, como o tecladista Nicky Hopkins e o futuro fundador do Led Zeppelin Jimmy Page. A música nova não empolga tanto quanto a anterior, mas é mais uma prova que, além de ser um dos grandes nomes da história do pop, Bowie trabalhou bastante para conseguir chegar a este panteão.
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O Elastica anunciou que teria novidades esses dias e estávamos esperando música nova, anúncio de show e elas vêm com uma edição deluxe de seu primeiro disco homônimo de 1995, meu disco favorito do britpop. A nova edição vem em vinil duplo e inclui faixas de sua participação do Radio One Sessions da BBC, a demo de “Blue” e os lados B “Cleopatra” e “Pussycat”, lançados antes do primeiro disco – além de incluir outros intens nas edições mais caprichadas, como camisetas, um pôster e um flexidisc. O disco será lançado no dia 2 de outubro e já está em pré-venda.
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Foi o próprio Ritchie Blackmore que pediu, como contou o vocalista Ian Gillan antes de chamar o lendário guitarrista do Deep Purple para o palco em que a banda que fundou apresentava-se nesta quarta-feira, no Jones Beach Theater, em Nova York, nos EUA: “Uns dias atrás recebi uma mensagem de um rapaz da região, dizendo que estava ‘aqui na esquina, vocês se importam se eu tocasse com vocês?’. É um prazer absoluto ter de volta ao palco o membro fundador e lenda, o imortal Ritchie Blackmore!!”. O próprio guitarrista já havia dado a dica num podcast no dia anterior, ele que não apareceu nem na entronização do lendário grupo inglês no Rock and Roll Hall of Fame, em 2016, dizendo que “eu não toco rock há vinte e cinco anos!”. Pois tome o próprio Ritchie voltando ao seu Deep Purple em pleno 2026! (E não custa lembrar que o grupo acabou de lançar um – bom! – disco novo, chamado Splat!).
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