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Madonna estreou seu ótimo Confessions II num set ao vivo na virada da quinta pra sexta na boate Magazine, em Londres, num evento chamado de Club Confessions. A festa foi uma discotecagem comandada pelo produtor do disco – Stuart Price, o mesmo que fez o primeiro Confessions, de 2005 – em que Madonna cantou várias músicas novas ao lado da filha Lourdes, que canta desde 2022, primeiro com o nome artístico de Lolahol, para depois apresentar-se como Lola Leon, nome que usa inclusive em sua participação no novo disco da mãe, na faixa “The Test”, que também foi coescrita por ela.

Assista a trechos do set abaixo: Continue

“A pior parte de ter 80 anos é que você acha que, finalmente, você chega ao entendimento de algo que poderia ter sido alterado tudo no passado, mas isso vem numa época em que algo ainda pode ser alterado”, escreveu Bob Dylan no mês passado no New York Times, sobre passar dos 80 anos, “quando você é jovem você acha que o tempo move-se para frente, mas aos 80 você sabe que não, que ele fica parado e somos nós quem nos movemos”. Colocando em prática o que ele diz, ele segue mudando os rumos de sua atual turnê como se pudesse mexer em algo sem saber direito em quê. Na semana passada, ele despediu-se do guitarrista Doug Lancio, com quem vinha tocando desde o início da turnê de seu disco mais recente (Rough and Rowdy Ways, que batizava a turnê até dois meses atrás, quando resolveu chamá-la de Long Hot Summer Tour), e em seu lugar chamou o jazzista Julian Lage. Os fãs logo notaram que Lage não iria prosseguir no cargo pois tinha sua própria turnê marcada para começar em breve, mas antes que ele pudesse deixar o palco, Dylan tirou o outro guitarrista, Bob Britt, de cena, no início desta semana. Este, que vinha tocando com o mestre desde 2019, postou em suas redes sociais um lacônico “Sayonara Bobby” e respondeu que havia caído fora quando um fã perguntou em um comentário (publicação que Britt já deletou). E no lugar dos dois guitarristas que já não estavam mais entrou o guitarrista de Chicago Joel Paterson, que tocou com Dylan nos seus dois últimos shows desta semana. E, como em todas estas súbitas mudanças, ainda não temos informações sobre quem será a banda que o acompanhará nas datas restantes – e se outra troca de músicos poderia acontecer. Como sempre quando o assunto é Dylan, nada é claro…

Ouça abaixo gravações com trechos dos shows em que Paterson estreou na banda: Continue

Ainda sem anunciar o nome do novo disco, Maurício Pereira lança mais um single do décimo álbum de sua carreira, que deve ser lançado após a Copa do Mundo, e a ode ao Rio de Janeiro “O Leme é um Lugar Genial” conta com a participação da Charanga do França, abrindo ainda mais o horizonte do disco, que começou com uma colaboração com Rômulo Fróes.

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Mais Wolf Alice

O grupo inglês Wolf Alice – donos do meu disco favorito do ano passado e autores de um dos melhores shows estrangeiros do ano por aqui até agora – acaba de anunciar que irá expandir seu The Clearing em uma edição de luxo que incluirá três faixas-extras que não entraram na versão final do álbum e que serão lançadas numa edição em vinil à parte. São três faixas que serão lançadas oficialmente no dia 21 de agosto, uma delas já disponibilizada online nesta semana: a balada folk “Gospel Oak” abre o caminho das músicas novas, que ainda incluem a inédita “Hit the Sky” e uma versão para “Hammond Song”, do grupo Roches, que conta com as participações das vocalistas Julia Cumming (do grupo Sunflower Bean) e Bria Salmena (que era do Frigs).

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No dia 26 de setembro do ano passado, Courtney Barnett estava começando a dar pistas que viria com disco novo em breve, mas ao apresentar-se nos estúdios de Levon Helm, em Woodstock, fez uma apresentação em tocou várias músicas, incluindo a íntegra de todo o disco que ainda não havia nem anunciado. Meses depois do lançamento do ótimo Creature of Habit, um dos grandes discos deste ano e talvez seu melhor álbum, ela torna pública a apresentação do ano passado, deixando apenas as músicas então inéditas do novo disco no repertório que acaba de estrear em seu canal no YouTube. Bom demais.

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Enquanto isso, conseguiram flagrar Harris Dickinson, Paul Mescal, Joseph Quinn e Barry Keoghan filmando a cena em que os Beatles tocam no Shea Stadium para os quatro filmes que serão lançados no ano que vem sobre o grupo. Ainda são cenas não oficiais, capturadas por fãs que estiveram presentes no local da gravação, mas já dão uma ideia do clima dos filmes…

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Eis a D’Leesa

Olha essa sonzeira chamada “Healer” que a novíssima D’Leesa acabou de soltar…

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Muito honrado de ter sido convidado para o júri desta edição do festival de documentários In Edit, quando participei da comissão julgadora ao lado do cineasta Joel Zito Araújo e da produtora executiva da Casa de Cinema de Porto Alegre Nora Goulart, e muito feliz de termos escolhido o espetacular Universo Circular, que o diretor Dácio Pinheiro fez sobre a maga Jocy de Oliveira, uma das pessoas mais importantes da música brasileira do século passado (e além, pois ela segue viva e em ação), que não é tão conhecida ou reconhecida por ser pioneira da música eletrônica e provocadora da música erudita contemporânea. Além de termos escolhido este filme como o melhor do festival, ainda demos menção honrosa para o fantástico Vivo 76, em que Lírio Ferreira conta como Alceu Valença encontrou seu rumo artístico ao conhecer o cerne da psicodelia pernambucana na gravação de um disco ao vivo, e demos destaque para o urgente Entre o Sucesso e a Lama, de Cristiano Burlan, que funciona como alerta para o fascismo institucional que ainda paira sobre a cultura do Brasil desta década. Muito filme bom! Abaixo, o texto que fizemos para os filmes selecionados desta edição e o trailer do filme vencedor, que foi reexibido neste domingo em sessão lotada na Cinemateca: Continue

Outra do Solid Sound, o festival que o Wilco realizou neste fim de semana, quando o tecladista da banda, Mikael Jorgensen, no meio de sua apresentação solo chamou um ilustre convidado para dividir o palco: ninguém menos que seu ídolo Bob James, lendário tecladista de jazz, fundador da banda Fourplay, um dos nomes mais sampleados da história do hip hop e mais conhecido como o autor de “Angela”, tema da série Taxi – música que foi a base para o improviso dos dois quando Jorgensen o recebeu em sua apresentação.

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Este fim de semana também viu a realização do Tentacle Fest!, festival anual da clássica gravadora de hardcore experimental californiana Alternative Tentacles e a boa notícia foi que, seu mentor e idealizador, o eterno dead kennedy Jello Biafra, subiu ao palco do Great American Music Hall em São Francisco, nos EUA, neste sábado, para acompanhar a banda Wheelchair Sports Camp na música “Make It Make It Sense”, marcando a primeira vez que o mestre da cena faça-você-mesmo dos EUA reaparece em público após o derrame que ele havia sofrido em março. Bom saber que Jello está bem – e na ativa!

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