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Como quem não quer nada, Jimmy Page soltou em seu canal no YouTube a demo que havia gravado da soberba “Ten Years Gone”, um dos grandes momentos (e não são poucos!) do espetacular Physical Graffiti, disco duplo que encerra a fase de ouro da banda em 1975. O mago da guitarra compôs a música sozinho em casa e a levou para os integrantes da banda, que apenas a completaram com partes à altura da ideia original de Page, que permaneceu quase intacta quando seu grupo a gravou. O disco completou 50 anos no ano passado e essa é a segunda vez que seus integrantes o reverenciam, mas sem entrar em profundidade. Com 15 faixas em sua totalidade, só abriram faixas extras daquele período quando acrescentaram um disco a mais na edição deluxe em CD lançada no aniversário de 40 anos do álbum, com apenas sete faixas a mais. No ano passado, lançaram um magro Live EP com apenas quatro versões ao vivo de músicas do disco, sendo duas delas gravadas em 1979. Pode ser que essa demo de “Ten Years Gone” antecipe alguma novidade – ou não, uma vez que Page fez exatamente isso há três anos, quando pinçou uma versão crua (e praticamente pronta) da imortal “The Rain Song”, que na época, ainda sem letra, chama-se “The Seasons” e seria a faixa de abertura do quarto disco da banda, o excelente Houses of the Holy, de 1973.

Confira abaixo, bem como a versão original da “The Rain Song”: Continue

O Rush pegou todo mundo de surpresa ao apresentar-se pela primeira vez após o anúncio de sua turnê de retorno e ao mostrar a baterista que entra no lugar do lendário Neil Peart – Anika Nilles, que tocava com Jeff Beck – durante a cerimônia de premiação da indústria fonográfica canadense, os prêmios Juno, que aconteceu na cidade de Hamilton, no Canadá, na noite deste domingo. Única atração surpresa da noite, o Rush havia dado pistas sobre novidades na semana em sua newsletter, mas a apresentação ao vivo – em que tocaram “Findiing My Way”, do primeiro disco do trio – pegou até os fãs mais roxos do grupo de surpresa. O guitarrista Alex Lifeson e o baixista Geddy Lee tocaram juntos algumas vezes após a morte do baterista original em 2020, mas só ano passado voltaram a anunciar que iriam retomar a banda original, pegando todos de surpresa – inclusive com a escolha da então desconhecida baterista alemã. Essa turnê promete…

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Quem voltou aos palcos neste fim de semana foi a vocalista do Paramore, Hayley Williams, que deu início à turnê de divulgação de seu ótimo disco solo lançado no ano passado tocando todo seu Ego Death At A Bachelorette Party na íntegra nos dois shows que fez no Tabernacle, casa de shows em Atlanta, nos Estados Unidos. O primeiro show, que aconteceu na sexta-feira, ainda contou com uma versão para o clássico imortalizado por Nina Simone “Don’t Let Me Be Misunderstood”, que não repetiu no segundo, no sábado, mas este foi gravado na íntegra por um fã. Confira abaixo: Continue

Garbage ♥ Cure

O Garbage encerrou a programação do fim de semana no Royal Albert Hall na capital inglesa, quando Robert Smith apresentou sua curadoria de música para a edição deste ano dos shows beneficentes para a fundação Teenage Cancer Trust. É a primeira vez que o líder do Cure assume o cargo que, até o ano passado, era do fundador da ONG, o vocalista do Who Roger Daltrey. Na edição 2026, Smith chamou bandas como Mogwai, Manic Street Preachers, Chvrches e My Bloody Valentine e as apresentações terminaram neste sábado, quando a banda Placebo abriu para o show do Garbage, que, com Shirley Manson à frente, fez uma bela versão para a clássica “Lovesong” do Cure. Olha que beleza…

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Robert Smith e Kevin Shields num mesmo ambiente. Só a foto dessas duas sumidades já valeu a curadoria que o líder do Cure está fazendo do evento de caridade pra ONG inglesa Teenage Cancer Trust durante essa semana no Royal Albert Hall. O show dessa sexta-feira começou com a abertura de um reformulado Chvrches, que logo depois espaço para a banda do mago da transcendência noise. E o My Bloody Valentine em 2026 – formação classicissima: Shields, Bilinda Butcher, Debbie Googe e Colm Ó Cíosóig – fez jus à reputação de ícone de uma nova geração que está lotando todas as casas de show que a banda aparece, como podemos ver e ouvir nesse show, que felizmente, alguém gravou na íntegra. Quando é que eles vêm pra cá?

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A ONG inglesa Teenage Cancer Trust, que há 24 anos realiza shows para arrecadar fundos para lidar com o tratamento de jovens que atravessam sua adolescência com a doença, trocou de curador para a edição deste ano, quando, no ano passado, seu fundador e curador até então, o vocalista do grupo The Who Roger Daltrey, deixou o cargo para convidar o líder do Cure Robert Smith para assumir a nova função. Smith, que já assumiu cargo do tipo quando assumiu a programação da edição de 2018 do festival inglês Meltdown (reunindo Mogwai, Nine Inch Nails, Psychedelic Furs e The Church no mesmo evento), escolheu os artistas para a primeira edição dos shows deste ano, que acontecem no Royal Albert Hall em Londres durante esta semana, e a primeira noite aconteceu nesta quinta-feira, com shows dos grupos Joy Formidable e do Manic Street Preachers, este último saudando o curador da noite ao tocar “Close to Me” do Cure, além de versões para músicas do The The (o hit “This is the Day”) e do Echo & The Bunnymen (“Bring On the Dancing Horses”).

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Não brinque com nossos sentimentos, 2026! O guitarrista do Fleetwood Mac Lindsey Buckingham publicou em suas redes sociais quais são as novidades para o novo ano. No ano passado, ele voltou a falar com sua ex-companheira e ex-parceira de banda Stevie Nicks, quando finalmente relançaram o disco que carregava seus sobrenomes em 1973, que foi responsável pela admissão do casal no clássico grupo de blues inglês, que muda completamente de rumo artístico a partir da entrada dos novos integrantes. A treta entre o casal, marca de alguns dos discos mais importantes do grupo e inevitável motor para seu colapso, no começo dos anos 80, foi tão grande que o tal primeiro disco que lançaram como casal antes da banda nunca nem havia sido lançado em CD. E entre contar sobre um novo solo e sobre o documentário que Frank Marshall está dirigindo para o streaming da Apple sobre a história do grupo, Lindsey ainda soltou essa: “Acho que, no geral, a energia de Buckingham Nicks criou uma espécie de ressurgimento da conexão entre Stevie e eu, e em em uma escala maior, parece que algo está no ar. E no que isso se traduzirá especificamente. Não queria de especular ainda, mas acredito de todo o coração que se traduzirá em algo bom, maravilhoso, necessário e extremamente apropriado.” Os fãs mais exaltados já estão cogitando a volta do grupo – algo que Nicks descarta firmemente após a morte de sua parceira de banda Christine McVie há quatro anos -, mas é mais provável que o antigo casal reate a carreira profissional para lembrar seu auge nos palcos do planeta. E isso inevitavelmente traria canções do velho Mac para o repertório. Imagina…

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Quem está convidando é o próprio Fred Again, que já tinha soltado um stories outro dia dizendo que tinha gravado o set inteiro em vídeo e nesta quinta-feira avisou que irá transmitir o histórico set que encerrou sua residência no Alexandra Palace londrino no final de fevereiro neste sábado, a partir das duas da tarde (horário de Brasília), em seu canal no YouTube. Já se inscreve abaixo: Continue

Não deu outra: depois de homenagear o Primal Scream em Glasgow e os Stone Roses em Manchester, o grupo-sensação nova-iorquino Geese celebrou suas influências inglesas quando chegou à capital do Reino Unido, nesta quarta-feira. Como fez nas apresentações anteriores, o grupo liderado por Cameron Winter aproveitou a pausa estratégica em seu épico “2122” para cutucar o nerdismo musical do público que lotou o Apollo londrino ao pinçar “Come Down Easy”, penúltima faixa do segundo disco dos psicodélicos Spacemen 3. Eles não dão ponto sem nó.

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Lá vem o Paul McCartney de novo, mas dessa vez ele não parece querer convencer ninguém de nada, só fazer o que quer. Ele acaba de anunciar seu décimo nono disco solo – sem contar os discos dos Beatles, dos Wings, as peças eruditas, as trilhas sonoras e os discos como The Fireman -, que parece ser uma sessão de terapia de volta aos tempos em que ele estava começando na música, ainda em Liverpool. A introspectiva “Days We Left Behind”, lançada nesta quinta-feira, é o primeiro single de The Boys of Dungeon Lane, que será lançado no final de maio, e traz Paul lembrando de lugares em sua cidade-natal, além de fazer referência a “bares esfumaçados e guitarras baratas” e às primeiras composições escritas neste período, fugindo completamente de clichês que ele já cansou de explorar, soando melancólico e pensativo como raras vezes soou em sua carreira. Ele toca quase todos os instrumentos, como faz em seus discos desta natureza (como os McCartney de 1970, o II de 1980 e o III de 2020, além do Chaos and Creation in the Backyard, de 2005), e gravou o disco em parceria com Andrew Watt, que já esteve com os Stones, Lady Gaga, Elton John, Pearl Jam, Iggy Pop, Ozzy Osbourne e Dua Lipa, entre outros. Veja o clipe do single, a capa do disco (que já está em pré-venda) e o nome das músicas abaixo: Continue