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Há três anos foi anunciado que o personagem Overman, super-herói à brasileira criado por Laerte em 1998 em tiras na Folha de São Paulo, teria seu próprio filme, estrelado por Caco Ciocler e dirigido por Tomás Portella. Mas o diretor envolveu-se na produção do filme Aumenta que é Rock’n’Roll, sobre a rádio carioca Fluminense FM, lançado em 2024, e desde então não temos mais notícias sobre a supercomédia. Até que nesta semana, o primeiro teaser de Overman – O Filme foi mostrado. Ele está vindo…

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Ela não para! Olivia Rodrigo acaba de lançar mais uma música nova, mesmo tendo lançado seu You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love há pouco mais de dois meses. E “Serena Joy”, single batizado com o nome da antagonista da série de livros (e de TV) O Conto de Aia, reforça o peso feminista que a jovem popstar vem imprimindo à nova fase de sua carreira. Criticando o ponto de vista das mulheres conservadoras, a faixa é um new wave dançante no limite da disco music, mas cantado com a agressividade cega da esposa do líder da versão totalitária dos Estados Unidos imaginados por Margaret Atwood, chamada Gilead, que usa a aversão ao feminismo para oprimir as mulheres da mesma forma brutal que a extrema-direita mundial vem pressionando nos últimos anos. Ao cantar a letra de forma literal, Olivia ironiza o papel deste novo conservadorismo de forma a torná-lo nu. E usou o single, que deveria ter entrado em seu disco mais recente, como uma forma de divulgar seu próprio festival Daisy Chain Fields, que acontecerá no próximo fim de semana – e o fez de forma deliciosamente analógica, reforçando a adoração ao digital offline que celebrou no primeiro clipe do novo disco (quando aparecia usando um laptop e fones de ouvido com fio no Palácio de Versailles, na França). “Serena Joy” foi lançado fisicamente em uma única loja de discos, a Analog Record Shop, estabelecimento independente mais próximo do local do festival, no formato… compact disc! Olivia Rodrigo mandou prensar apenas 500 cópias do novo single, que evaporaram em instantes, e que deve aparecer online nesta segunda-feira. Mas é claro que já dá pra ouvi-lo: Continue

Ao passar por Montevidéu na quarta passada, Rosalía saudou o compadre portorriquenho Bad Bunny ao puxar uma de suas músicas no meio de seu show. Antes de começar sua “Sauvignon Blanc”, quando serve-se uma taça de vinho branco antes de começar a balada no show no Uruguai, ela preferiu puxar uma garrafa de tequila e servir-se um shot da bebida mexicana enquanto cantarolava o refrão de “Safaera”, do disco YHLQMDLG, que o MC latino lançou em 2020. ¡Arriba, abajo, al centro y pa’ dentro!

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Slayyyter ♥ Hole

Slayyyter tirou onda bonito ao visitar a rádio australiana Triple J e escolher um dos grandes momentos do Hole para fazer sua versão no quadro Like a Version da emissora – vê-la puxando “Violet” a faz conversar tanto com o Music Fashion Film de Charli XCX quanto com o You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love da Olivia Rodrigo, além de colocá-la em um patamar bem diferente de que seu Wor$t Girl in America, disco que lançou este ano, a colocou.

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Na contagem regressiva para o lançamento de seu primeiro álbum solo, o violonista Luca Frazão mostra mais uma faixa de seu próximo lançamento nesta sexta, quando apresenta o choro “Despencando”, que também batiza o álbum – e antecipa a música em primeira mão para o Trabalho Sujo, acompanhada do videoclipe feito com o diretor Marcel Enderle, colega de faculdade de música do instrumentista que também trabalha com audiovisual. O clipe foi gravado numa casa antiga de quase cem anos no bairro paulistano de Perdizes, “uma casa abandonada e, ao mesmo tempo, com muitos detalhes preservados: os papéis de parede, as lindas esquadrias das janelas, os lustres, tudo se contrastando com as rachaduras nas paredes e com esse quase clima de filme de terror que esses cenários antigos exalam”, explica Luca. “Nesse filme específico, o Marcel ainda escolheu o preto e branco, que eu achei que funcionou demais, casando com a energia tensa da música, com a locação e tudo mais. No começo de tudo eu entendia aquilo como um vídeo pragmático, pra preencher essa necessidade quase indispensável de vídeo que todo projeto de música tem hoje em dia, mas, no fim, mesmo sendo uma proposta despretensiosa, achei que o resultado ficou muito especial. Muito além de um vídeo de performance violonística, um vídeo de arte mesmo.”

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Enquanto seu novo disco acústico – Ride Lonesome, que será lançado no próximo dia 18 – ainda não está entre nós, Beck puxa mais uma faixa nova, depois de mostrar a faixa-título (em duas versões) e a densa “In the Night”. Desta vez ele vem com a sossegada “Disappearing Act”, que mostra que a amplitude de clima do novo álbum segue a linha dos três álbuns anteriores que foram para esse lado – a saber, Mutations (1998), Sea Change (2002) e Morning Phase (2014).

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Chapas de décadas, Rodrigo Brandão e Guilherme Granado estão separados por um oceano há anos, mas a música sempre os une. E desta vez o fundador do Mamelo Sound System e o tecladista e vibrafonista do Hurtmold se juntaram para um disco em dupla, o EP Pequenas Pirâmides, que eles lançam nesta quinta-feira e que será apresentado ao vivo no próximo dia 5, na Sala B da Casa de Francisca. E pra começar os trabalhos, eles antecipam uma das faixas, a tensa “São Paulo, Estado de Espírito”, em primeira mão para o Trabalho Sujo.

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O rapper Busta Rhymes está preparando terreno para seu próximo disco, Dillagence 2, programado para sair ainda este mês, e como o título entrega, é um álbum composto apenas por bases feitas pelo saudoso J Dilla, velho compadre do rapper norte-americano que faleceu em 2006 e deixou o MC com mais 300 bases para ele fazer o que quiser. Um ano após sua morte, Busta reuniu camaradas de peso como Q-Tip, Talib Kweli, Raekwon, entre outros, para rimar sobre algumas dessas bases e agora ele repete a dose, com a continuação daquela primeira mixtape. E a surpresa pra gente é descobrir que a base do novo single, “Talk Ya Shit”, lançado na semana passada, é o inconfundível violão de Gilberto Gil na abertura da faixa-título da obra-prima Expresso 2222. É notória a paixão de Dilla pela música brasileira e o novo single ainda tem outro trunfo: ao convidar o mano Lil Wayne para participar da faixa, ele coloca o MC pela primeira vez na lista de quem rimou sobre bases de Dilla, o que não é pouca coisa.

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Ao participar do Cultura Livre da Roberta Martinelli, a banda catarinense Adorável Clichê chamou pra si a responsa de fazer uma versão para “Myth” do Beach House como faixa-bônus do Cultura Livre, que só dá pra assistir no YouTube do programa. Mandaram bem.

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O decano Neil Young anuncia mais um disco com sua atual banda Chrome Hearts e começa os trabalhos com a melancólica faixa-título de Second Song, um lamento de quase doze minutos que vem como um respiro que o velho canadense faz de sua campanha anti-Trump, da qual tornou-se adversário ferrenho. É o terceiro disco que lança à frente deste novo conjunto, depois do disco de estreia (Talking to the Trees, do ano passado) e de um disco ao vivo (As Time Explodes, lançado no início do ano) e deixa a eletricidade vivaz característica das composições mais recentes para abrir aquele seu clássico cômodo mental em que a introspecção, instrumentos acústicos e vocais sobrepostos tornam-se uma só sensação. Que beleza.

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