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Mais Mike D!

Eis mais um degrau no primeiro disco solo de um beastie boy, quando nosso chapa Mike D lança o quarto single de sua nova fase, iniciada quase no susto há poucos meses. E com “Crypto”, ele mantém a linha que havia criado em “Switch Up”, “True Colors” e “What We Got”, mantendo a linha do rap desbocado de sua antiga banda, mas com temas mais sérios e bases mais eletrônicas, estas a cargo de seus dois filhos Skyler e David Diamonds, que também atuam como a banda Very Nice Person e, com o pai, tornam-se o grupo Mike D 5D. O primeiro disco chama-se Thank You e sai no final de agosto – e ao que tudo indica, é uma boa estreia que está vindo aí…

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O programa Tiny Desk da NPR norte-ameriicana se superou mais uma vez, desta vez convocando o Napalm Death, uma das principais bandas de grindcore da história, para fazer uma apresentação em seu pequeno escritório. O resultado foi uma série de oito pedradas absurdas, inclusive o tiro fatal de “You Suffer”, que já entrou para o livro dos recordes como “a menor música do mundo” (pois tem menos de dois segundos) e, por conseguinte, é a menor música da história do próprio Tiny Desk. Mas será que o Tiny Desk brasileiro teria a manha de dar um salto desse? Imagina se chamassem o Test com o Deaf Kids juntos, por exemplo… Sonhar não custa nada.

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Robyn ♥ Erasure

Ainda na divulgação do bom Sexistential que lançou no começo do ano, Robyn passou pela Inglaterra e deu aquele pulinho estratégico na rádio BBC 2 e, além de cantar músicas do novo disco (“Dopamine”, “Sucker For Love” e “Talk To Me”), ainda puxou uma versão para a balada “Always” que o Erasure lançou em 1994.

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Uma coletânea recém-anunciada trará a mais completa coleção de faixas do tempo em que David Bowie ainda assinava como Davy (às vezes Davie) Jones, incluindo dez músicas nunca ouvidas antes. David Bowie: The Shel Talmy Recordings será lançada no dia 18 de setembro e traz as gravações que Bowie fez quando ainda era um jovem mod londrino, em 1965, gravando com o ícone da produção do gênero que estampa seu nome no título do novo disco: Shel Talmy produziu apenas “My Generation” do Who e “You Really Got Me” dos Kinks. As novas gravações ainda trazem colaborações de Bowie com outras suas encarnações artísticas, como quando tocava à frente da banda The Lower Third ou quando integrava o grupo Manish Boys, e ainda contam com conhecidos músicos ingleses de estúdio dos anos 60, como um Jimmy Page que ainda não havia entrado nos Yardbirds (que dizer de inventar o Led Zeppelin) e Nicky Hopkins que tocou piano com os Rolling Stones, os Beatles, Who e Jeff Beck. Entre as faixas inéditas há títulos como “You’ve Got a Habit of Leaving”, “Baby Loves That Way”. “Cupid”, “Leave Her to Me”, “You Gotta Tell Her”, “Certain Woman”, “Today”, “I Live in Dreams” “Do Believe I Love You” e “I Want Your Love” – esta última revelada nesta quarta, num single.

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Como prevíamos, lá vem mais um disco introspectivo de Beck, desta vez anunciado com título e data de lançamento, depois das duas versões que lançou do single “Ride Lonesome”, faixa que batiza o novo álbum, previsto para o dia 18 de setembro (e já em pré-venda). A novidade é que Beck inclui o disco que gravou em 1998 (Mutations) como parte desta série que muitos começaram a contar a partir de Sea Change, de 2002. “Os músicos da minha primeira banda, com quem eu gravei Sea Change, Morning Phase e Mutations – Smokey Hormel, Joey Waronker, Justin Meldal-Johnsen, Roger Joseph Manning Jr. e Jason Falkner – se reuniram mais uma vez comigo no meu estúdio favorito, a Sala B do United Studios em Hollywood”, escreveu o compositor ao apresentar o novo álbum, “e também contei com o Nigel Godrich, que trabalhou em Sea Change e Mutations, fazendo a mixagem das músicas”. Ele também comentou que, mais de dez anos depois da gravação do disco mais recente desta leva, Morning Phase, a forma de tocar e a química entre os músicos evoluiu e se aprofundou, como “um som que veio depois de décadas tocando juntos”. Para encorpar o anúncio, ele também lançou mais um single, a igualmente introspectiva – embora mais densa e pesada – “In the Night”.

Assista ao clipe e veja o nome das músicas do novo disco abaixo: Continue

Fiona Apple desabafou há poucos dias que está tendo dificuldades para compor devido à época bizarra que atravessamos, mas ela não para! Embora não dê nenhuma notícia sobre disco novo (e da última vez, em 2020, ela não avisou a ninguém e simplesmente jogou Fetch the Bolt Cutters no colo de todo mundo no meio da pandemia), ela segue gravando faixas para diferentes projetos, para manter-se ativa, e acaba de mostrar a música-tema que compôs para uma nova série da Apple, Lucky, com Anya Taylor-Joy e Annette Bening, que acaba de estrear com dois episódios ao mesmo tempo, “Horns of a Bull”, a nova música da Fiona, é a música de abertura do seriado, em que ela deixa sua marca musical bem distinta, mostrando que ela segue firme.

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Em 2022, o guitarrista norte-americano T Bone Burnett revelou um experimento em áudio que vinha fazendo desde o ano anterior, quando criou uma plataforma de áudio que captasse o som de forma mais fiel possível ao mesmo tempo em que resumisse sua gravação a uma cópia única daquele registro, tirando a música gravada do mercado de massas e colocando-a no mesmo patamar das artes plásticas, em que a reprodução não tem o mesmo valor da obra original: “Não é o equivalente a uma pintura, é uma pintura: a resina laca é pintada em espiral num disco de alumínio”, explicava o texto de apresentação da nova mídia, que ele chamou de Ionic Original. Para começar estes trabalhos, chamou o velho camarada Bob Dylan para regravar alguns de seus clássicos, que foram depois leiloados logicamente custando muito caro. As músicas escolhidas para a regravação foram “Masters Of War”, “Gotta Serve Somebody”, “Simple Twist Of Fate”, “The Times They Are A-Changin'” e “Blowin’ In The Wind”, que ele gravou com o próprio Burnett na guitarra, Greg Leisz no bandolim, Stuart Duncan no violino, Dennis Crouch e Don Was nos baixos. Destas gravações, apenas “Blowin’ In The Wind” havia surgido online e a lenda dizia que alguém que foi ao leilão conseguiu gravar escondido na cabine de audição que havia disponível para quem quisesse fazer seus lances. Acontece que há cerca de um mês outras faixas – e talvez outras ainda possam surgir – começaram a aparecer online e há quem diga que estão sendo disponibilizadas pelo próprio comprador. E é bom demais, como tudo que Dylan tem feito desde que completou 80 anos, do maravilhoso Rough and Rowdy Ways (lançado em 2020) ao show online Shadow Kingdom (2021), passando pelos registros obscuros dos shows recentes, em que ele proíbe celulares, mas os fãs sempre dão um jeito de gravá-lo, mesmo que se esconda de capuz atrás do piano. O cara é foda.

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Um dos aspectos mais importantes dos filmes de Wes Anderson – tão protagonista quanto sua direção de arte e sua escolha de elenco – são as músicas que ele escolhe para compor a trilha sonora, criando verdadeiras cápsulas de sentimento inclusive em cima de canções já conhecidas do grande público, o que é um feito e tanto. Este lado de sua filmografia foi celebrado neste fim de semana no lendário Hollywood Bowl, em Los Angeles, nos EUA, quando o diretor reuniu a orquestra filarmônica da cidade (apelidada de L.A. Phil) com uma banda liderada por Beck com convidados de peso como Karen O dos Yeah Yeah Yeahs, Jackson Browne, Jenny Lewis, Karen Elson, Rufus Wainwright, Jean‐Yves Thibaudet, o grupo Devo e os atores Jason Schwartzman, Jeff Goldblum e Bill Murray, este último como mestre de cerimônias, entre outros. No repertório, o Devo tocou “Gut Feeling” que tensiona A Vida Marinha com Steve Zissou, Beck atravessou a dolorida “Needle in the Hay” de Elliot Smith, usada em Os Royal Tenenbaums, filme que também tem a versão clássica que Nico fez para a música que Jackson Browne compôs quando tinha apenas 17 anos, “These Days”, cantada por seu autor. Karen O trouxe dois momentos britânicos, primeiro cantando “Play With Fire” dos Stones (no filme Viagem a Darjeeling) e depois visitando “Making Time”, do grupo Creation, do filme Rushmore. Beck e Browne se reuniram para cantar a linda “Alone Again Or” do Love (do primeiro filme de Wes, Bottle Rocket) e depois “Le Temps De L’Amour” eternizada por Françoise Hardy (e presente em Moonrise Kingdom) veio na voz de Karen Elson. Um dos momentos mais bonitos aconteceu quando, em uma das noites, Schwartzman lembrou que Wes Anderson lhe convenceu a fazer o primeiro filme dos dois (Bottle Rocket, de 1996) depois de dar uma volta de carro ouvindo as músicas que fariam parte da trilha sonora na ordem – e mostrou a fita que havia encontrado meses antes daquele show, arremessando-a para a plateia. Que momento!

Assista a trechos do show abaixo: Continue

Cure em família

Um dos integrantes mais constantes em toda a história do Cure, o baixista Simon Gallup teve um problema de saúde neste fim de semana e não pode tocar com a banda em duas das três apresentações que o grupo fez no anfiteatro ao ar livre Parkbühne Wuhlheide, em Berlim, na Alemanha, mas Robert Smith conseguiu um substituto à altura para o histórico baixista quando o próprio filho de Simon, Eden Gallup, de 36 anos, assumiu o cargo do pai nas duas apresentações finais da banda na cidade, sexta e sábado. Não há notícias sobre o que teria acontecido com o baixista original nem se ele poderá retornar às funções no grupo em breve – o próprio Smith, com seu clássico estilo de escrever em caixa alta nas redes sociais da banda, disse que Simon foi “LEVADO DOENTE” e que ele não está “BEM O SUFICIENTE PARA TOCAR”. Tomara que fique bem e volte logo para o seu lugar.

Assista a uma das músicas que Eden tocou com o Cure abaixo: Continue

Segue a dança das cadeiras nas guitarras da atual turnê de Bob Dylan. Depois que o jazzista Julian Lage entrou no lugar de Doug Lancio no mês passado, outro jovem, Joel Patterson, entrou na banda após a saída do segundo veterano do instrumento, Bob Britt. Lage tinha outros shows solo marcados neste período, o que deixou Dylan apenas com Patterson no instrumento, mas nesta sexta-feira, no show que fez no PNC Pavillion, em Cincinatti, outro novo músico juntou-se ao grupo, quando Dylan apresentou o 36º guitarrista a tocar com ele em shows, Jad Tariq, de apenas 29 anos. Ainda não sabemos se ele continua na banda ou só substitui a saída temporária de Lage, mas, pelo andar da carruagem, nem o próprio Bob Dylan sabe…

Ouça músicas desta apresentação abaixo: Continue