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Paranoia

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Em outra reedição caprichada da Rhino, o disco que consolidou a importância do Sepultura na cena mundial, Beneath the Remains, ganha uma nova versão em vinil com direito ao disco de 1989 remasterizado a partir das fitas originais, além de um segundo disco com faixas gravadas no Rio de Janeiro, algumas em versão instrumental, antes do grupo registrar as versões definitivas na Flórida, e músicas tiradas do show que o grupo mineiro fez no clube Zeppelinhalle, na cidade alemã de Kaufbeuren, no dia 22 de setembro do ano de lançamento do disco, com direito a versões para “Symptom Of the Universe” do Black Sabbath e “Holiday In Cambodia” dos Dead Kennedys:

São apenas 1500 cópias do disco, que já está à venda.

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Um dos marcos iniciais do cinema, o cinema de terror sempre esteve renegado à segunda divisão da sétima arte, mesmo com clássicos imbatíveis, sucessos de crítica e de público. Eu e André Graciotti, no Cine Ensaio desta semana, debruçamo-nos sobre a história desta tradição para honrar seus principais marcos e criticar os desvios criados para não se celebrar este estilo como o que ele realmente é: um dos principais gêneros da história do cinema.

2001-2020

A artista norte-americana Lydia Cambron recriou a última cena do clássico 2001 – Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick alinhada à quarentena que estamos atravessando neste ano.

Ficou massa.

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O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?

Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.

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Escolhemos a morte como o assunto da vez – e cogitamos o que pode acontecer quando uma geração de ídolos nascidos na década da Segunda Guerra Mundial. Isso é gancho para falarmos sobre deseducação, capitalismo estrutural, a nova velhice e o legado da cineasta belga.

O fim do futuro

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A partir dos anos 1980, a ficção científica determinou que o futuro havia chegado. A partir deste período, as histórias do gênero passaram a abordar questões como compulsão tecnocientífica, cataclismo ecológico, realidade virtual, ultracapitalismo e rebeldia política, para vislumbrar um futuro distópico que parecia ser o estágio final da humanidade. Filmes como Blade Runner, Akira, 12 macacos, Matrix, Wall-E, A.I., Exterminador do futuro e Gattaca, entre outros, estabeleceram que o futuro seria necessariamente opressor e pessimista. As características comuns a essas produções, entre outras, serão analisadas no curso, a fim de mostrar como elas contribuíram para uma ideia cínica e pessimista de futuro. Este é mais um curso que eu e o André Graciotti ministramos, a partir do próximo dia 3, na Casa Guilherme de Almeida. Ele acontece online durante todas as segundas de agosto e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas no site da Casa Guilherme.

Eis o Cthulhu!

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Lovecraft Country, a nova série de Jordan Peele e J.J. Abrams inspirada na mitologia do escritor de horror H.P. Lovecraft, libera seu último trailer e começa a mostrar seus monstros – especificamente de Cthulhu, o deus supremo deste universo maligno, que finalmente vemos seus tentáculos na tela.

Lovecraft Country estreia dia 16 de agosto, na HBO.

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Era inevitável que o concerto que Nick Cave deu sozinho no mítico Alexandra Palace, em Londres, aparecia online logo depois de ser transmitido em regime fechado – só não achei que fosse aparecer tão logo e justo no YouTube. A apresentação reforça o sentimento de solidão global que nos atravessa nesses dias de isolamento social. Armado apenas de sua voz e um piano de cauda, Cave equilibra-se entre a solenidade e o desolamento e se seus shows tradicionais o fazem ir da raiva à prece, aqui estes sentimentos se transformam em desespero e desalento, e atravessando diferentes momentos de sua carreira (que versões absurdas para “Mercy Seat” e “Jubilee Street”, ele tocou poucas canções de seus discos mais recentes, ambos carregados da tristeza e do luto da perda de seu filho adolescente, puxou duas canções de seu grupo tosco Grinderman (que, sem guitarras e rosnados, parecem rascunhos de canções menores de Bob Dylan) e uma inédita, “Euthanasia”, e a primeira versão ao vivo para Idiot Prayer”, que batiza a apresentação. Assista antes que tirem do ar.

“Spinning Song” (em versão falada)
“Idiot Prayer”
“Sad Waters”
“Brompton Oratory”
“Palaces of Montezuma”
“Girl in Amber”
“Man in the Moon”
“Nobody’s Baby Now”
“(Are You) The One That I’ve Been Waiting For?”
“Waiting for You”
“The Mercy Seat”
“Euthanasia”
“Jubilee Street”
“Far From Me”
“He Wants You”
“Higgs Boson Blues”
“Stranger Than Kindness”
“Into My Arms”
“The Ship Song”
“Papa Won’t Leave You, Henry”
“Black Hair”
“Galleon Ship”

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O mestre bizarro não para de lançar coisas em seu canal no YouTube, agora é a vez de ele mostrar um videoclipe que fez para a faixa-bônus de seu disco de 2011, Crazy Clown Time, “I Have Radio”. E como estamos falando de David Lynch, o clipe é tudo menos convencional: duas figuras balançam os braços enquanto um fundo abstrato em preto e branco pulsa seguindo o beat da música, em que o próprio Lynch sussurra seu título com legendas em japonês – e aí os porcos começam a grunhir…

O canal do Lynch é um barato.

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Remanescentes da imortal banda inglesa pós-punk Gang of Four se juntam à gravadora nova-iorquina Matador para colocar seu acervo online – incluindo 14 (!) discos ao vivo. Os três primeiros discos da banda, os clássicos Entertainment! (1979), Solid Gold (1981) e Songs of the Free (1982), além de registros como Live at the Edge, Toronto (1979), Live at Nashville Ballroom, London (1979), Live at The Long Horn, Minneapolis (1979), Live at Ole Man Rivers, New Orleans (1980), Live at Roseland Ballroom, New York City (1981) e Live at Hofstra University, Hempstead (1983), entre outros. Os relançamentos foram motivados pela passagem do guitarrista Andy Gill, que morreu no início do ano e era uma das forças propulsoras do grupo. Aumenta o volume!