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Paranoia

Chromatics

Os Chromatics entraram numa onda intensa de lançamentos ao completar três singles apresentados em quatro meses e ainda pegaram todo mundo de surpresa ao anunciar que o terceiro deles, “Teacher”, faz parte da retomada do álbum Dear Tommy, que vinha sendo anunciado desde 2015 e desapareceu do radar da banda quando seu líder, Johnny Jewel, destruiu todas as cópias do disco que seria lançado em 2017.

Com o lançamento do novo single (o terceiro de 2020 depois de “Toy” e “Famous Monsters“), o grupo não apenas anuncia a volta ao velho projeto, como mostra a nova ordem das faixas e um texto que seu autor escreveu para apresentar o disco (que mais confunde que explica, mas esse é o jeito deles):

“A maçã obscurecida na névoa é enigmática & aberta à interpretação do espectador. Estamos afundando no desconhecido ou ascendendo do além-túmulo? Uma maçã por dia mantém o médico afastado & música é o remédio. Nossos professores transferem conhecimento do bem & do mal. Desde o conto de fadas do sono sem fim da Branca de Neve até o Jardim do Éden no livro de Gênesis, a exposição é o agente da mudança. A música é uma linguagem comunicada pelo artista, mas definida pela exposição do próprio ouvinte ao som durante toda a vida. Não posso mudar meu passado, mas posso optar por interromper o ciclo & não passar a maçã envenenada minha filha me deu para comer.”

Pelo visto a capa disco permanece sendo a maçã citada no texto (da imagem abaix) e a ordem das músicas vem logo a seguir:

teacher-chromatics

“Fresh Blood”
“Glitter”
“Never Tell”
“Just Like You”
“She Says”
“The Moment”
“Time Rider”
“White Fences”
“Teacher”
“Between The Lines”
“Too Late”
“Dear Tommy”
“Melodrama”
“Ultra Vivid”
“Colorblind”
“Sometimes”
“Dream Sequence”
“Endless Sleep”

aphextwin

Pouco antes da última vez que anunciou um novo álbum (Syro foi lançado em 2014 – já vão seis anos!), o produtor inglês Aphex Twin começou dar sinal de vida soltando faixas inéditas aleatórias em uma conta quase anônima no Soundcloud, user18081971. Mesmo após o lançamento do álbum, a conta continuou ativa e vez por outra o produtor lança algo novo por lá, tornando este perfil em sua fonte mais confiável de notícias, uma vez que tornou-se recluso inclusive digitalmente.

Mas há poucos dias ele começou a soltar algumas faixas, possivelmente motivado pela morte do pai, Derek, que chegou inclusive a colaborar em algumas faixas do filho, com vocais sampleados. Mas o conjunto de novas canções, sempre com títulos enigmáticos, como “s8v1 [brooklyn]”, “prememory100N pt2” ou “m11st lon” vão para o extremo oposto onde o produtor estava nos últimos anos, apostando no ambient mais delicado ou em faixas de baixa densidade que mesmo quando o BPM pega, apontam para a contemplação.

Numa delas, a belíssima “qu1”, em que havia dedicado para seu pai, apagando o comentário depois, ele chega a conversar com os fãs inclusive sobre a morte do pai: “Não faz sentido preparar-se para a morte de seus pais, é um desperdício completo de tempo pois você não sabe como vai ser, você não tem ideia e precisa passar seu tempo apreciando seus queridos enquanto você pode, se puder. Eu sei que isso parece óbvio, mas eu pensava muito nisso… Tentar me preparar para isso, mas fui burro.” Anteriormente, ele havia falado que a morte de seu pai não estava ligado à epidemia do coronavírus.

Agora… Se vem disco aí ou não é sempre uma dúvida…

saranaotemnome2020

Em plena quarentena, a mineira Sara Não Tem Nome manda mais uma de suas canções de protesto, batizada apenas de “Agora”: “Aqui isolada no meu mundo, deu aquela saudades da sara punk emo de 15 anos que tocava violão na praça”, ele descreve o vídeo que postou mais cedo. “Em meio ao caos de acontecimentos e notícias da ruína construção do hoje amanhã, surgiu essa música-monólogo-fôlego para enfrentar o furacão.”

Algo me diz que vamos ver muita música deste tipo nos próximos meses…

aiye2020

Larissa Conforto chama a alegoria da caverna de Platão em mais um single antes de seu primeiro disco solo, no trabalho que assina como Àyié. Na colagem audiovisual “O Mito E A Caverna”, que tem a participação do Lupe de Lupe Vitor Brauer, ela mistura a intensidade deprimente e violenta dos dias atuais num spoken word que se abre em camadas líricas e melódicas que misturam drum’n’bass, trip hop, samples de jazz e palavras de ordem, conectando as notícias deste século com a história da humanidade.

É só um aperitivo do que podemos esperar deste primeiro disco, batizado de Gratitrevas, que será lançado na próxima sexta, dia 20.

corona

É uma situação inédita que acarreta em um prejuízo sem precedentes: com a epidemia do coronavírus cada vez mais intensa em escala global, o mercado de música ao vivo sofrerá um golpe pesadíssimo que obriga todos seus players a se reinventar – ou quebrar. Escrevi sobre como a pandemia pode mudar completamente a cara do negócio da música hoje em uma matéria para a revista da UBC.

O mercado da música está doente
O impacto da pandemia no mercado de shows, eventos e festivais deve alcançar escala inédita, com prejuízos na casa dos bilhões de dólares só no segmento ao vivo, dizem especialistas

Como tudo relacionado à epidemia do Covid-19, a doença causada pelo coronavírus originário da China, a força de seu impacto total no mercado da música ainda é uma incógnita, mas o prognóstico não é nada bom. Sem expectativa sobre uma possível volta à normalidade — nem mesmo sobre quando alcançaremos o pico das transmissões —, os principais players da música e da cultura em geral cortam na própria carne para conter o alastramento da doença.

A princípio, os cancelamentos começaram na Ásia, pela proximidade com o epicentro da pandemia, e os primeiros “espirros” no resto do mundo foram a conta-gotas: anulações de shows e turnês internacionais que passavam por China e adjacências. Depois foi a vez de Europa, começando pela Itália. Agora, o quadro é grave no mundo todo.

Megafestivais como o SXSW, nos EUA, que aconteceria entre esta sexta-feira (13) e o próximo dia 22, já não serão realizados. O Coachella, que seria em abril, foi adiado para outubro. O Lollapalooza foi cancelado no Chile e na Argentina; no Brasil, foi adiado para dezembro. O Tomorrowland da França foi anulado. A convenção Women’s Music Event, que seria agora no fim de março em São Paulo, foi adiada para 5 a 7 de junho.

Uma cascata de grandes turnês deixará de ocorrer: Bob Dylan, Madonna, Santana, Pearl Jam, Disclosure, Miley Cyrus, Bikini Kill, The Who, Pixies, Cher, entre muitos outros. O DJ brasileiro Alok cancelou duas turnês, na China e nos EUA.

A banda-febre sul-coreana BTS apelou a outro estratagema, assim como o cantor uruguaio Jorge Drexler: transformar turnês em shows ao vivo sem plateia e transmitidos por streaming via redes sociais.

O impacto foi além da música e mexe inevitavelmente com todos os negócios relacionados ao ajuntamento de pessoas. Casas noturnas, museus e campeonatos esportivos inteiros — a começar pela NBA — também suspenderam ou adiaram suas programações, filmes tiveram seus lançamentos adiados, a maior feira de videogames do mundo, a E3, em Los Angeles (EUA), não terá uma edição em 2020, o mítico festival de cinema francês em Cannes e os Jogos Olímpicos de Tóquio ainda não tiveram (oficialmente) o mesmo destino, mas fontes já preveem que não resistirão ao vírus — e ao medo.

Governos de todo o mundo, principalmente na Europa, começaram a restringir aglomerações.

  • Na Alemanha e na Suíça, todos os eventos de mais de mil pessoas estão proibidos;
  • Na Bélgica, qualquer aglomeração de mais de 500 pessoas deve ser suspensa, assim como em Suécia, Noruega e Polônia;
  • Na França, a restrição é ainda maior: 100 pessoas, mesmo limite de Holanda, Áustria, Hungria e República Tcheca;
  • Em Portugal, todos os eventos, de qualquer tamanho, foram banidos em 14 zonas do país que representam áreas de risco. A banda brasileira Fresno, por exemplo, que tocaria em Lisboa neste sábado, teve que cancelar sua apresentação;
  • Na Espanha, o governo declarou estado de emergência, que proíbe quaisquer reuniões públicas. As pessoas são desaconselhadas de ir para as ruas, e todos os shows foram cancelados. Museus, bares e restaurantes estão fechados ou fecharão neste sábado (14), e até parques estão interditados. Shows como os de Gal Costa e da rapper Drik Barbosa, que seriam realizados este mês, foram cancelados;
  • Na Itália, a situação é ainda mais forte. Todo o país foi declarado área epidêmica e “fechado”. A polícia aborda pessoas que estão pelas ruas e as mandam para casa. Todas as atividades culturais e coletivas estão suspensas até segunda ordem.
  • No Brasil, o Distrito Federal, o Estado do Rio de Janeiro e a cidade de São Paulo anunciaram nesta sexta-feira a proibição de todos os eventos públicos, independentemente do tamanho e da finalidade. O medo de que o vírus se dissemine se sobrepõe à preocupação com os prejuízos multimilionários.

Duas das maiores empresas de shows do mundo, a Live Nation e a AEG, anunciaram também nesta sexta o adiamento sine die de 100% dos seus eventos. Como lembrou o jornalista e produtor cultural Léo Feijó numa coluna publicada no portal Mundo Música, a Live Nation, que tem participação majoritária no Rock in Rio, perdeu mais de US$ 1 bilhão em valor de mercado nos últimos dois dias

“Só no mercado de música ao vivo já se fala em um prejuízo de mais de US$ 5 bilhões”, afirma Juli Baldi, diretora criativa do Bananas Music Branding e do Mapa dos Festivais, citando um número que vem sendo repetido por diversas fontes do mercado, mas ciente de que a cifra deve crescer. “Pelas previsões, se, nas próximas semanas, o vírus se espalhar ainda mais, acredito que outros eventos de grande porte irão aderir aos adiamentos e cancelamentos. Os impactos econômicos são incalculáveis.”

Dentro da música, ela ressalta, o setor de shows e apresentações ao vivo é mesmo o mais obviamente afetado: “Tem toda uma operação por trás, de fornecedores de mão de obra, instrumentos e equipamentos, tecnologia, comunicação… Se não tem show, a casa não abre, o frequentador não consome cerveja, o técnico de som não vai, o equipamento não é alugado, a assessoria não tem o que divulgar. Se não tem festival, não tem venda de passagens, não tem hospedagem em hotel. Vai ser um grande efeito em cascata.”

Ninguém tem uma ideia clara dos custos relacionados ao pagamento de seguros pelos cancelamentos, além da eventual devolução (ou não) de cachês e de ingressos comprados. Os contratos trazem cláusulas variadas relacionadas a isso, e muitos têm recorrido aos conceitos de “catástrofe natural” e “ato de Deus” (comum na legislação de países anglo-saxões) para evitar as polpudas indenizações. As próximas semanas ainda verão uma definição sobre isso no mercado internacional.

Ricardo Rodrigues, da agência Let’s Gig, que cuida das carreiras de artistas como Liniker e Luedji Luna, iria para o SXSW e, depois, para a feira portuguesa MIL, também anulada. Toda a programação do segundo semestre, há bastante tempo planejada, ele diz, agora está em aberto. “É bem preocupante o cenário, coloca empresas em risco. As que não tiverem estruturas para aguentar um ou dois meses mais fracos, com a diminuição grande do volume de faturamento, vão sentir um impacto muito grande. Especialmente em São Paulo, que é a cidade com o principal foco de casos (de coronavírus).”

Ele prevê uma disputa por agendas muito grande no segundo semestre, quando – e se – o pior da pandemia passar. É como se o jogo começasse do zero. “São tempos inéditos para o mercado da música, e é curioso viver isso. É importante que todos os agentes do mercado dialoguem bastante para não termos uma guerra por sobrevivência. Teremos que manter a calma, respirar fundo, ser fortes.”

Para Juli, mesmo com a epidemia contida, haverá uma grave retração na contratação de shows e eventos. “Naturalmente vão surgir outros meios de monetização para artistas e indústria em geral durante os próximos meses de crise. As pessoas não vão parar de consumir música, e acredito que os setores de tecnologia e streaming lucrarão mais neste período. Ainda é preciso levantar dados do tamanho do impacto da epidemia na indústria da música. E que possamos a começar desde já a planejar a retomada.”

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O artista digital tcheco Filip Hodas é tão fissurado em fazer crânios no computador que resolveu deixar sua imaginação fluir ao cogitar versões esqueléticas de nossos desenhos animados favoritos. Originalmente, como ele conta em seu portfólio online, onde exibe a exposição Cartoon Fossils, ele queria expor personagens como Popeye, Tio Patinhas, Pateta e Bob Esponja como se fossem esqueletos de dinossauros, mas alguns não eram tão reconhecíeis, então ele resolver acrescentar acessórios dos personagens para facilitar o reconhecimento dos mesmos.

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fossil-minnie

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Tem mais lá na página do Behance dele, onde ele também comenta sobre o processo de criação desas figuras.

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A treta já não era de hoje: Chuck D e Flavor Flav já vinham se bicando há tempos e Flav já havia processado D em 2017 por achar que não estava sendo pago o quanto deveria. Mas quando o pré-candidato a presidência nos EUA Bernie Sanders anunciou que iria apresentar-se ao lado do Public Enemy, usando o logo e a frase-símbolo – “Fight the Power” – de um dos maiores ícones da história do rap, o MC de voz esganiçada que funciona como alívio cômico para o discurso implacável de Chuck D não gostou. Flav entrou na justiça para impedir que Bernie não associasse sua campanha ao Public Enemy numa intimação judicial que foi publicada com sua própria caligrafia assinando o texto: “Ei Bernie! Não faça isso!”.

Flavor Flav cease and desis… by Pitchfork News on Scribd

Foi o suficiente para Chuck D pegar sua conta no Twitter e descascar o companheiro de banda:

Chuck D não perdoou a falta de politização do companheiro de banda, reforçando que sua postura sempre foi política e a discussão terminou com o grupo demitindo Flavor Flav no começo da noite deste domingo. Que situação!

Futuro insípido

idoru-grimes

Se Art Angels havia levado o pop futurista da canadense Grimes para um mundo distópico e claramente artificial, em seu novo álbum, Miss Anthropocene, ela conclui esta transição abandonando completamente a graça e a leveza que ainda restavam no disco anterior. Agora ela prende-se apenas na estranheza e num futuro abstrato e descartável, que embora agradável e correto, torna-se esquecível a cada canção. Ao aliar o lançamento do álbum a dois clipes da música “Idoru” – quase idênticos, diga-se de passagem -, ela parece abandonar a paisagem do pop contemporâneo para fechar-se em uma biosfera própria, como outras artistas de sua categoria, como Björk e Billie Eilish. Mas ao distanciar-se do elemento mais incomum de seu ecossistema – as doces melodias e letras precisas, justamente o elemento pop -, ela parece concluir sua transição rumo à irrelevância. Uma pena.

Bacurau in English

bacurau

E quem acha que Bacurau já chegou longe demais, um alerta: o filme só estreia agora em março nos países de língua inglesa. O épico pernambucano de ficção científica de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles começa a ser exibido nos EUA no dia 6 e no Reino Unido no dia 13 – o que pode dar uma bela sobrevida para o filme, ainda mais na esteira do sucesso internacional de Parasita.

E aí os gringos fizeram trailers novinhos para o lançamento, saca só o norte-americano:

E tem o inglês:

E não custa lembrar do enigmático trailer feito pelo BFI no meio do ano passado, quando passou no festival da instituição inglesa:

Já falei que Bacurau é uma semente

arca2020

A produtora venezuelana Arca, queridinha de titãs do pop atual como Björk, Kanye West, Frank Ocean e FKA Twigs, deu um xeque ao lançar seu novo single. Batizado com o incomum nome de “@@@@@”, sua nova obra de sessenta e dois minutos que enfileira diferentes climas e atmosferas sonoras cujo fluxo musical caminha entre um DJ set autoral, uma mixtape ou até mesmo um álbum sem as pausas entre as faixas. Mas ele preferiu chamar o novo material de single e com isso propõe subliminarmente uma discussão sobre formatos no pop atual.

Em um tempo em que artistas discutem o fim do formato álbum, a aposta em singles, a obrigatoriedade do clipe ou a ascensão dos EPs e mixtapes, “@@@@@” expande esta questão para todos os horizontes possíveis, mostrando como a retenção de atenção do ouvinte (e telespectador) por parcos minutos é uma briga apenas mercadológica e propõe uma canção enorme dividida em trinta partes – que ela chama de “quantum” -, cada uma dela com seu título específico, nomes como “Diva”, “Construct”, “Travesti”, “Amputee”, “Avasallada”, “Pacifier”, “Chipilina”, “X”, “Murciélaga” e “Bebé”. O próprio fato de ter sido lançado como um vídeo, traz a imagem pós-apocalíptica com a produtora nua e plugada sobre um carro em um ferro-velho em chamas, com sua própria imagem dançando em uma tela holográfica ao fundo, uma imagem única, em constante movimento e repetição, mas que se estende por toda a duração do clipe, como uma capa de disco em uma outra dimensão.

E é claro que não se trata apenas de formatos – e o som de Arca é um sobrevôo por paisagens que transcedem a imagem distópica do clipe. Ela passeia por horizontes alienígenas de todas as matizes possíveis, da intensidade noise industrial a um ricochete pós-techno de beats eletrônico, passando por planícies ambient, samples de risadas e acidentes de carro, enxames de breakcore, fogs de ruído elétrico, drill’n’bass, reggaton picotado e padrões repetitivos de glitches eletrônicos às vezes sobrepondo duas – ou mais – destas realidades musicais ao mesmo tempo. A sensação é de desprendimento da realidade, como se estivéssemos sonhando um sonho de outra pessoa – o da própria artista. Que, por sua vez, canta nas próprias faixas pela primeira vez.

O single estrou na semana passada na rádio NTS e logo depois a própria Arca explicou a temática deste trabalho: “‘@@@@@’ é uma transmissão enviada para este mundo a partir de um universo ficcional especulativo em que a forma fundamentalmente analógica da rádio FN pirata continua uma das poucas formas de se escapar da vigilância autoritária alimentada por uma consciência refém gerada por uma inteligência artificial pós-singularidade. A apresentadora do programa, conhecida como DIVA EXPERIMENTAL vive em múltiplos corpos no espaço devido à sua perseguição – e para matá-la, é preciso primeiro encontrar todos seus corpos. Os corpos que hospedam seus fetiches malucos por paralinguística quebram a quarta parede e nutrem uma fé mutante no amor em frente ao medo.”

Pesado. E como ela quis deixar claro: é um single.