
Eis a Nico cantando “New York, New York” como parte de sua participação na peça de vanguarda Mr. Dead and Mrs. Free, escrita pelo diretor húngaro Andrei Serban e pelo dramaturgo estadunidense Jeff Weiss, e encenada no Squat Theatre, na própria Nova York, em 1982. É impressionante como a letra da música – feita para o filme de mesmo nome de Scorsese, que fracassou nas bilheterias, mas que levantou a carreira de Frank Sinatra – ganha um tom completamente diferente a partir do timbre e do histórico da própria Nico. Muito foda.
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A Glue Trip já está na Europa e começa mais uma turnê pelo velho continente no mesmo dia em que lançam o primeiro single de seu quarto álbum, previsto pra novembro. A pesada, bucólica e cheia de diferentes ambiências “Psychedelic Friend” abre alas para o lançamento de Anemoia e chega às plataformas de áudio nesta quarta-feira, mas a banda antecipou em primeira mão o single para o Trabalho Sujo. “Em julho do ano passado passamos duas semanas imersos no estúdio Buena Família em São Paulo para criar e gravar esse disco, que tem nome estranho, meio difícil de falar, mas que é sua síntese”, explica o líder da banda, o guitarrista, vocalista e principal compositor Lucas Moura. “Venho enxergando esse disco como uma quebra na discografia da Glue Trip e começar a conversa por ‘Psychedelic Friend’ é como começar com o pé na porta”, conclui, antes de iniciar a turnê que começa nesta quarta em Madri e vê a banda fazer outros treze shows até o dia 6 de outubro, com passagens por Portugal, França, Holanda, Alemanha, Suíça e República Tcheca, além de outras cidades da Espanha.
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“Por mim nem lançava single nenhum, só botava o disco inteiro no ar”, desabafa o guitarrista Guilherme Paz, antecipando o primeiro single do próximo disco da banda Gueersh, “Guerreires do Jóquei”, que sai nesta quinta-feira e que liberam em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Porque apesar dessas músicas terem mais letras que antes, o conjunto da coisa não é pautado pela canção, mas pelo som de tudo, por isso o sentido de lançar um single parece mais vago.” Mas, incentivados pelos amigos, a banda resolveu dar um aperitivo do disco Macarrão de Guerrilha, que deverá sair na semana que vem, e escolheram esta música por ser “mais a síntese da parada”. Ele também comenta como foi trabalhar com o guitarrista Eduardo Manso, que produziu o novo álbum. “Nossa onda bateu desde a primeira vez que nos conhecemos, curtimos muita coisa em comum de som, humor, ideias… E anos antes da gente se conhecer já tínhamos elencado ele como uma das pessoas do sonho com quem queríamos trabalhar produzindo algo”, continua, enfatizando que têm outros produtores dos sonhos em vista para trabalhos futuros. “Trabalhar com pessoas talentosas, que gostam de ouvir e trocar… Aí tudo se soma, é lindo demais. O show que fizemos no Centro da Terra, Coletivas Mãos (título tirado de um trecho deste primeiro single), parte desse lugar. Estamos acostumados a fazer shows elaborados em espaços apropriados, como teatros e tal… e nesse a gente mandou o disco pras pessoas e deixou elas sentirem e a partir daí foi se construindo naturalmente”, conclui.
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O Gueersh mostrou que é uma das principais novas bandas brasileiras nesta terça-feira no Centro da Terra, quando, no espetáculo Coletivas Mãos, apresentou na íntegra seu próximo álbum, Macarrão de Guerrilha, que deve ser lançado ainda neste mês. Tocando entre tecidos presos no teto do palco em que imagens misturadas em retroprojetores cobriam a banda fluminense, a banda começou a noite com seus cinco integrantes ao piano, cada um tocando um acorde por vez, criando uma linha melódica que foi aos poucos sendo distorcida pelo produtor do disco, o guitarrista Eduardo Manso, convidado desta apresentação, que, num synth, levava aquela melodia repetitiva para outras galáxias, funcionando como uma boa amostra do que veríamos a seguir. E assim, Lívia Gomes (voz e sintetizadores), David Dinucci (guitarra), Guilherme Paz (guitarra, voz, percussão, violão, sintetizador), Thomaz Alves (baixo) e Igor Arruda (bateria) passearam pelas seis faixas do novo disco, esticando-as em improvisos sônicos entre a microfonia, o groove motorik, a canção, riffs desconstruídos de guitarras e distorções eletrônicas, sempre com a sombra do Velvet Underground pairando sobre o palco. De tirar o fôlego!
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Eis o trailer oficial de Godzilla Minus Zero, a continuação do melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês, Godzilla Minus One, de 2023. O trailer não só traz o gigante de volta à destruição apenas dois anos após os acontecimentos do filme anterior (que se passava em 1947) como reforça que ele não virá sozinho. Nos últimos segundos do trailer, um dos personagens diz que “não se preocupe, não estamos falando sobre o Godzilla”, logo depois de ouvimos ao fundo o rugido agudo de King Ghidorah, monstrengo alado de três cabeças que é parte crucial desta mitologia, e vermos o próprio Godzilla caindo do céu. O trailer também confirma que Godzilla Minus Zero é o primeiro filme japonês feito para telas Imax.
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Assumimos o algoritmo do agora e pautamos não apenas o que está acontecendo, mas como gostaríamos que acontecesse, por isso nessa nova fase da festa bolada por Alexandre Matias e Rafaela Fernán, voltamos no tempo para lembrar de uma época em que as redes sociais eram o Twitter e o Tumblr e as plataformas de streaming eram o MySpace e o YouTube, sites que entrávamos para descobrir e discutir novidades e outros pontos de vista, não apenas para confirmar o que já sabemos e nos interessamos. Por isso, a festa Agoritmo, capítulo I Was There, invade o Porta para voltarmos para o final da primeira década do século. Você estava lá nessa época? Voltaremos para quando blogs de MP3 e pistas de dança buscavam novidades na Nova York da DFA Records, na Paris do French Touch e do maximalismo, na São Paulo do Cansei de Ser Sexy, na nova cena eletrônica da Austrália, na cena indie inglesa que começou a flertar com a música eletrônica, na parada de hits do Hype Machine e nos remixes do Soulwax. Vem dançar com a gente a partir das 20h desta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, na Porta (Rua Horácio Lane, 95. Pinheiros), e de graça! É só chegar – traje colorido, por favor. Continue

Mais um golaço do André Barcinski, que traz pela primeira – e última – vez para o Brasil o grupo inglês Cabaret Voltaire, célula-mater de boa parte da música eletrônica contemporânea, que incluiu São Paulo na turnê de despedida da banda. O show acontece no dia 6 de março de 2027 no Cine Joia e os ingressos já estão à venda neste link.

Muita satisfação trazer mais uma vez para o palco do Centro da Terra, desta vez para começar o mês, a cantora, compositora e performer paulista Sandra X, que assume uma temporada no teatro, tomando conta das segundas de setembro com a série de shows chamada Coexistência. Ela começa a temporada apresentando dois trabalhos inéditos em dupla: o primeiro deles neste primeiro dia de setembro com a percussionista e violeira Priscila Brigante (num espetáculo chamado Elã, que ainda conta com as vozes de Matilde Russó e Barbarelli) e no dia 14 ela vem com o pianista Lincoln Antonio (na apresentação chamada Sol a Beça, que também terá a presença de Brigante). No terceiro dia da temporada, 21, ela chama seu companheiro Craca para mostrar o espetáculo Terra Tremesse, que ainda traz a percussão de Macaxeira Acioli e a participação especial de Luiza Lian. E na última noite da temporada ela vem com Nua e Crua, em que busca intersecções entre música, dança e poesia, com o auxílio luxuoso de Jovem Palerosi, que tocaa para performances vocais de Angela Quinto, Daniel Minchoni, Diogo Cardoso, Eveline Sin e Heloísa Abdalla, além de performances de dança, bordado e poesia com Janette Santiago e Fredyson Cunha. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Há três anos foi anunciado que o personagem Overman, super-herói à brasileira criado por Laerte em 1998 em tiras na Folha de São Paulo, teria seu próprio filme, estrelado por Caco Ciocler e dirigido por Tomás Portella. Mas o diretor envolveu-se na produção do filme Aumenta que é Rock’n’Roll, sobre a rádio carioca Fluminense FM, lançado em 2024, e desde então não temos mais notícias sobre a supercomédia. Até que nesta semana, o primeiro teaser de Overman – O Filme foi mostrado. Ele está vindo…
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A safra de 2026 do Inferninho Trabalho Sujo tem trazido bandas que cada vez mais fogem dos rótulos fáceis e nesta sexta-feira duas delas apresentaram-se no Redoma. A primeira delas foi a estreia do trio Nesga Mosquito, fundado pelo casal Lua Belle e Tomás Dos Reis ao lado do baterista Kauê Commi, que nasceu a partir da influência de diferentes fases da MPB e passeia por referências ao pop contemporâneo, ao jazz e ao indie rock, diluindo bem tais fontes musicais a ponto de elas não ficarem tão evidentes. Lua e Tomás (o geninho do baixo que também toca no Caruma, Pé de Vento e Besta Fera) completam os vocais da maioria das faixas enquanto trocam constantemente de instrumentos – indo do baixo pra guitarra e vice-versa -, deixando o imaginar possibilidades estranhas e improváveis como bossas novas tortas, blues que misturam-se ao rock brasileiros dos anos 80, funk setentistas com pitadas de pós-punk e jazz mineiro. E além do já mencionado baixo virtuoso de Tom (que não faz feio quando vai pras mãos da parceira), vale sublinhar a versátil voz de Lua, que por vezes soa pequena e precisa como se Nara Leão cantasse no Stereolab, outras solta-se dramática como poucas cantoras de sua geração sabe fazer. E na bateria Kauê não deixa por menos e acompanha de perto os delírios musicais propostos pela dupla à frente – incluindo fazer um terceiro vocal. Showzão.
Depois foi a vez de mais um show da Outra Banda no Fim do Mundo na festa, estreando no Redoma. E o show da banda liderada por Otávio Malta segue o patamar sério estabelecido pelo guitarrista, vocalista e líder do grupo, puxando rock direto e de groove reto que condizem com as letras desesperançosas e sem meias palavras deste autor. Ao seu redor, dois integrantes da banda Orfeu Menino mostram sua força rock, com o baterista Tommy Coelho assumindo a guitarra solo e perseguindo as bases de Otávio sempre bem de perto, enquanto o baixista João Chão esmerilha seu instrumento como se fosse uma guitarra. Acompanhando-os sem trégua vem o intrépido baterista Méqui Lovin e os quatro juntos têm uma conexão quase ígnea de tão próxima e pesada, reforçando a dureza do gênero que tentam reinventar, elevando referências como o rock pesado e o heavy metal para um outro nível de alquimia sonora, que soa referente e reverente aos cânones dos dois gêneros sem necessariamente soar com alguma banda específica, pressionando mais o clima (apocalíptico, como reforça o nome do grupo) do que as eventuais citações ou menções. Olho neles!
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