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Paranoia

Demorou mas foi: o influente quinto disco do DeFalla, Kingzobullshitbackinfulleffect92, finalmente está de volta – já chegou às plataformas de áudio (com masterização do violeta de outono Fábio Golfetti) e em breve ressurge em CD e vinil. Um dos discos mais emblemáticos da banda de Edu K, pavimentou o caminho para o estouro de grupos da geração dos anos 90, como Planet Hemp, Raimundos e Pato Fu, levou o grupo ao Hollywood Rock de 1993 (o mesmo festival que trouxe Alice in Chains, L7, Nirvana e Red Hot Chilli Peppers pela primeira vez para o Brasil) e retorna às vésperas de mais uma nova encarnação do grupo nos palcos, que acontece no mês de agosto.

Como seu dupla Backrooms, o filme Obsession também cumpre o que promete de forma brilhante. Filme de terror feito por um YouTuber por menos de um milhão de dólares, é uma pequena aula de cinema e um calaboca gigantesco em que associa sucesso com superprodução e qualidade com quantidade. Assista-o no cinema sabendo o mínimo possível sobre o filme, que só aumenta o hype (justificadamente) a cada semana. E Inde Navarrette está inacreditável…

“Desconfiávamos do partido trabalhista e de suas políticas neoliberais que agiam como um cavalo de Tróia, e fomos visionários ao prever o ressurgimento do fascismo, do militarismo e do imperialismo no século 21”, explica Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, sobre o final dos anos 90 da banda, quando lançaram três discos que hoje recuperam como “a trilogia do Bunker”, que está sendo relançada em edição ampliada. “Os álbuns que constituem a trilogia Bunker eram a antítese absoluta de tudo o que acontecia na música do Reino Unido nos anos 90”, continua o vocalista da banda escocesa. “Fazíamos pop e rock experimentais, agressivos e sem concessões, com letras sobre desorientação psíquica, vício, alienação, depressão e questionamentos sobre a nossa própria existência e de documentar o lado sombrio e sórdido da cultura jovem britânica. Enquanto o restante da cena musical e cultural do Reino Unido se apaixonava por si mesma — convencidos de sua própria genialidade, afundados em uma orgia de narcisismo e cocaína e em um estado permanente de autocelebração —, nós, que havíamos vivido momentos de pensamento utópico no início da década, sentíamos agora profunda aversão por nós mesmos e pelo mundo”. Assim Gillespie se refere aos discos Vanishing Point, XTRMNTR e Evil Heat, todos gravados no estúdio que a banda tinha no norte de Londres, que batiza o nome desta fase, que será lançada em novas edições aos poucos (todos já em pré-venda): no dia 7 de agosto aparece a nova versão para o disco de 1997, no dia 4 de setembro vem a versão expandida para o disco do ano 2000 e finalmente o disco de 2002 vem inteiro no dia 30 de outubro. As reedições vêm em CD, vinil e trazem os remixes, lados B lançados pela banda neste periodo e até faixas inéditas. A versão em vinil do box da trilogia ainda vem com um 12 polegadas do single “If They Move Kill Em”. “Nunca fomos ‘britpop’ — queríamos queimar a bandeira, não agitá-la” – confira a ordem das músicas de cada reedição abaixo: Continue

Vem aí um tratado sobre o grupo Joy Division ao vivo para comemorar o cinquentenário do lendário grupo pós-punk inglês. O lançamento da caixa de discos Eternal está previsto para o dia 25 de setembro e o pacote inclui material de 16 shows da banda liderada por Ian Curtis reunidos em 14 CDs e dois DVDs com duas horas e meia de imagens do grupo ao vivo, além de uma nova edição do clássico documentário Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, lançado em 1979, e um encarte com texto escrito pelo poeta e dramaturgo inglês Simon Armitage e fotos de Anton Corbijn e Kevin Cummins, entre outros. Além de oficializar vários registros piratas conhecidos dos fãs (como o último show da banda no High Hall em Birmingham, em 1980, na única vez que o grupo tocou “Ceremony”), a caixa ainda traz dois shows inéditos em Londres, no Hope & Anchor (no dia 1ª de março de 1979, gravado por um fã) e no Acklam Hall (no dia 17 de maio do mesmo ano, também gravado do público), além de gravações novas e melhores feitas dos shows na Factory em Manchester (dia 13 de julho de 1979), no Lyceum em Londres (dia 29 de fevereiro de 1980) e no Moonlight Club também em Londres (dia 2 de abril de 1980). Para atiçar a expectativa dos fãs sobre a caixa (já em pré-venda), foi lançado um primeiro single, a versão ao vivo para “Transmission” gravada ao vivo no Les Bains Douches, em Paris, no dia 18 de dezembro de 1979. Ouça o single, veja a ordem das músicas e a cara da caixa abaixo: Continue

Depois do monumental Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo (2012), o jornalista Mário Magalhães move-se para o outro extremo ideológico brasileiro do meio do século passado para dissecar uma das figuras mais nefastas da política brasileira daquele período (e olha que a concorrência era pesada). Em Lacerda: Coração de tempestade, Magalhães, que acaba de ter seu lançamento anunciado para agosto, o jornalista e orador que foi instrumental para a ascensão da direita raivosa na segunda metade do século, primeiro ao tensionar o país (que sempre foi dividido e polarizado, não se iluda) ao limite de provocar o suicídio de Getúlio Vargas e depois por ajudar a pavimentar o caminho (inflamando a opinião público com bravatas liberalóides) para o golpe militar dez anos depois. A primeira parte desta biografia o acompanha até 1955, quando, depois de derrubar (morto) Getúlio, ameaça a eleição e a posse de Juscelino Kubitschek. Chamar Lacerda de “controverso” é diminuir sua (má) influência na política daquelas décadas, sendo que ele foi uma espécie de Ciro Gomes que resolveu bancar o golpismo bolsonarista de seu tempo – e pagar por isso com a própria vida, como a segunda metade desta biografia deve revelar. O livro já está em pré-venda.

Neste domingo, Isabella Rosselini apresentou a exibição da restauração em 4K do clássico de David Lynch Coração Selvagem, que foi exibido ao ar livre na Piazza Maggiore, em Bolonha, na Itália. Olha essas imagens abaixo (que a própria Isabella republicou em seu Instagram): Continue

Mais um golaço da Balaclava: Godspeed You! Black Emperor apresenta-se em São Paulo em data única na Áudio, no dia 23 de novembro. Papas canadenses do pós-rock, são autores de duas obras-primas do gênero (os discos F#A#∞ e Lift Your Skinny Fists Like Antennas To Heaven, lançados na virada dos anos 90 para os anos 2000), e tocam pela primeira vez no Brasil toda sua carreira. Os ingressos já estão à venda.

Adiando uma possível volta desde 2020, o Faith No More parecia não ter futuro de volta aos palcos até que, na tarde desta terça, publicou seu logotipo em sua conta no Instagram sobre uma foto de uma multidão e o número 2027. E o feito é da produtora brasileira 30e, que fechou um acordo com o grupo liderado por Mike Patton semelhante ao que fez com o System of a Down no ano passado. Ou seja: a culpa da turnê de volta do FNM em 2027 é do Brasil!

Quando Mark E. Smith nos deixou, em 2018, ele estava gravando um novo disco do Fall, que será lançado ainda esse ano. Post Script, ainda sem data de lançamento marcada, contará com 10 faixas inéditas do lendário grupo pós-punk encarnado na persona de Mark e a primeira faixa, “30 Degrees”, foi lançada nesta sexta-feira e é um calhamaço lento cheio de synths, bem diferente do que se espera de uma música do grupo.

Ouça abaixo: Continue

A Rede Social 2

Agora é a vez do ex-Succession Jeremy Strong encarnar Mark Zuckerberg na continuação do filme A Rede Social (2010). Idealizado pelo roteirista Aaron Sorkin, um dos principais roteiristas de Hollywood nos últimos anos, The Social Reckoning (que no Brasil se chamará O Outro Lado das Redes) teria a direção de David Fincher, que fez o primeiro filme, mas terminou nas mãos do próprio Sorkin, que decidiu contar ele mesmo a continuação da história do Facebook depois que eternizou a criação do site há mais de quinze anos com Jesse Eisenberg como seu criador. Desta vez, o filme foca no vazamento de informações sobre a empresa de Zuckerberg em 2021 no caso que ficou conhecido como Facebook Files, a partir da denúncia levantada pelo Wall Street Journal, e além de Strong (que parece estar ótimo como um Zuck bem psicopata), ainda conta com Mikey Madison (de Anika), Jeremy Allen White (da série The Bear) e o comediante Bill Burr no elenco. O filme está programado para estrear em outubro.

Assista abaixo: Continue