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A estranha musiquinha do trenzinho de Twin Peaks

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A já célebre cena do trenzinho dos irmãos Mitchum e de Dougie Jones conta com uma trilha sonora que nada tem a ver com a cena – e parece uma música de videogame antigo. Mas alguém se deu ao trabalho de desacelerar a cena em duas velocidades diferentes para descobrir uma bateria de jazz e um tecladinho

Isso é invenção do próprio David Lynch, que faz a direção de som da série e é autor do remix que marca a personalidade da versão maligna do agente Cooper, uma versão em câmera lenta da deliciosa “American Woman”, das Muddy Magnolias, que nessa nova velocidade ganha um aspecto assustador:

Vamos rever novamente este momento e sua trilha sonora bizarra:

Arcade Fire via Jamaica

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Geoff Barrow, do Portishead, leva o grupo canadense Arcade Fire a uma viagem dubzeira em seu remix para “Creature Comfort”, que virou “Comfort My Sleng Teng (Geoff Barrow Mix)”.

Retratos da nova temporada de Twin Peaks

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Entrevistei, para meu blog no UOL, o ilustrador brasileiro Cris Vector, que está fazendo um pôster para cada novo episódio de Twin Peaks.

O ilustrador paulistano Cristiano Siqueira, de 37 anos, era pré-adolescente quando a série Twin Peaks passou pela primeira vez no Brasil. “Nessa época eu tinha 11 anos e não podia ficar acordado depois do Fantástico pra ver a série. Lembro das chamadas na programação e sempre tive muita curiosidade de assistir”, lembra o artista, que mesmo chegando atrasado na série, aderiu ao culto da série. Quando a série teve sua terceira temporada anunciada vinte e cinco anos depois da segunda, Cris propôs-se um desafio: ilustrar um pôster para cada novo episódio da série.

“Existia uma grande expectativa entre os fãs de Twin Peaks pela volta da série, algo totalmente inesperado, já que os próprios David Lynch e Mark Frost tinham descartado uma terceira temporada em diversas ocasiões”, lembra o ilustrador. “A ideia inicial era fazer apenas um pôster, mas após assistir o primeiro episódio e conversar com alguns amigos, eu pensei que seria interessante – e desafiador – criar um pôster pra cada episódio. Pensei que seria uma maneira de superar a expectativa de uma semana entre um episódio e outro e também uma maneira de viver esse momento que todos os fãs de Twin Peaks aguardavam tanto.”

O resultado é a série de pôsteres abaixo, que vi originalmente no site Ideafixa. A repercussão tem sido ótima: “Desde quando lancei o primeiro poster, a reação tem sido muito positiva. As pessoas elogiam, agradecem, pedem prints. Usam até como foto de perfil, foto de capa. Toda vez que eu lanço um poster, eu faço postagens nas minhas contas de rede social e em grupos de discussão de Twin Peaks, no Facebook. As pessoas até já se acostumaram com os pôsteres e assim que terminam de assistir a um episódio novo, elas já vem me perguntar sobre o novo pôster”, conta Cristiano.

E ela não apenas nacional. “A conta oficial do Twin Peaks no twitter, gerenciada pela Showtime (@SHO_TwinPeaks) frequentemente curte e retuíta os posteres. Até o próprio Mark Frost retuitou um dos posteres, o do episódio 8, que é um dos mais apreciados. Percebi que alguns dos atores da série também curtiram algumas postagens, a Mädchen Amick e Dana Ashbrook curtiram alguns posteres. Mas o que mais me deixou feliz e orgulhoso foi receber uma foto do Carel Struycken, que interpreta o personagem o Gigante, posando com um dos posteres. Uma vizinha dele viu o poster do Episódio 1 e me pediu o arquivo para fazer uma print e presenteá-lo. No começo não acreditei muito, mas mesmo assim cedi o arquivo. Depois pra minha surpresa, o próprio Carel me escreveu elogiando o trabalho e ainda me enviou uma foto! Só isso já valeu todo o esforço!”

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Abaixo, toda a galeria de pôsteres de Twin Peaks até o episódio 15 feita por Cris (que também pode ser vista em seu perfil no Facebook). Dá para ver seu portfólio de ilustrações em seu site oficial:

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Episódio 1: Meu Tronco Tem Uma Mensagem Para Você

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Episódio 2: As Estrelas Se Voltam e o Tempo Se Apresenta

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Episódio 3: Peça Ajuda

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Episódio 4: …Isso Traz Lembranças

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Episódio 5: Arquivo de Casos

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Episódio 6: Não Morra

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Episódio 7: É um Corpo, Com Certeza

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Episódio 8: Tem Fogo?

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Episódio 9: Esta é a Cadeira

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Episódio 10: Laura é a Escolhida

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Episódio 11: Brincando Com Fogo

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Episódio 12: Só Se for Agora

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Episódio 13: Que História é Essa, Charlie?

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Episódio 14: Somos Como O Sonhador

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Episódio 15: Não é fácil desapegar

Lara Aufranc 2017: “Como é que para o que se quer”

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A cantora Lara Aufranc encara o próprio sobrenome (pronuncia-se “ôfranq”) na nova fase de sua carreira. Abandona o codinome que fazia parecer que seu trabalho solo era uma banda (Lara e os Ultraleves) rumo a uma sonoridade menos comercial e mais autoral. “Eu não me preocupei em ser coerente com o disco anterior, em agradar, nada”, me explica a cantora por email. “Foi uma escolha de vida, optei por seguir o meu caminho da forma mais sincera possível. E nesse contexto, assumir o meu sobrenome fez todo sentido.” O primeiro resultado desta nova fase é o clipe de “Passagem”, que estreia em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

“‘Passagem’ foi uma das primeiras músicas a surgir, e por isso é uma boa representação do caminho que foi desenvolvido no disco”, ela explica. “Existe uma pressão para que a sociedade seja homogênea. Todo mundo no mesmo caminho, na mesma direção. Só que a vida é múltipla, as pessoas são complexas e os desejos são os mais variados. A música e o clipe são um chamado para a vida que acontece agora, imersa nesse fluxo urbano de gente e informação.

A lenta volta do Orbital

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A clássica dupla dance Orbital, formada pelos irmãos Paul e Phil Hartnoll, pendurou as chuteiras em 2012, quando lançou seu último disco, Wonky, mas desde o início do ano vem ensaiando sua volta, fazendo apresentações ao vivo sob rumores que estariam trabalhando num novo álbum. A principal novidade é a faixa “Copenhagen”, a primeira inédita em cinco anos, lançada meses após o primeiro sinal de vida dado pela dupla, no início do ano, quando recriaram a faixa de 2008 “Kinect” ambientada para este ano. Ouça as duas abaixo:

Noites Trabalho Sujo Clube #00 | 1.9.2017

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Em breve retomaremos o ritmo semanal para recuperar o título de melhor sexta-feira de São Paulo, mas antes queremos fazer um mimo para quem já conhece a festa – abrindo as portas desta edição número zero das Noites Trabalho Sujo Clube para os fãs das Noites Trabalho Sujo! Esta primeira edição é fechada para quem mandar o nome para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 15h dessa sexta-feira e acontece no novíssimo Plu-Bar (Rua Araujo, 155), inferninho charmoso localizado entre a A Casa do Porco Bar e o Love Story – A Casa de todas as Casas, no centro de São Paulo. A gerência de clima fica por conta do trio Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral e a noite promete…

Noites Trabalho Sujo Clube #00
1 de setembro de 2017
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral
Plu Bar. Rua Araújo, 155.
A partir das 23h
Entrada gratuita para quem mandar nome para o noitestrabalhosujo@gmail.com
Entrada sujeita à lotação da casa – chegue cedo 😉

Maglore 2017: “A gente vive muita fantasia”

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A banda baiana Maglore está prestes a lançar seu quarto disco, o ótimo Todas as Bandeiras, e antecipou o single da sossegadíssima “Você Me Deixa Legal” em primeira mão para o Trabalho Sujo. Guitarras praianas, uma vibe entre George Harrison e Conan Mockassin e uma letra que pede calma nestes tempos belicosos – tema, aliás, que atravessa todo o álbum, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira. O vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, Teago Oliveira, fala sobre a faixa escolhida: “É uma canção antiga que fiz ao observar essa coisa frenética de hoje: a quantidade de informação pra assimilar e a forma talvez plástica com que a gente lida com isso, com esse ambiente de embate. Ao mesmo tempo acho que ela tem uma vibe “cool” e popular, essa coisa de apesar disso tudo, dá pra ficar legal”, ri.

A amplitude sônica das Cinnamon Tapes

CinnamonTapes

Às vésperas de lançar seu primeiro disco solo, Susan Souza lança mais uma faixa do álbum produzido por Steve Shelley, baterista do Sonic Youth. “Cinnamon Sea”, lançada em primeira mão no Trabalho Sujo, talvez seja a música que mais lembra a banda original de seu produtor e encerra o disco. “‘Cinnamon Sea’ foi a última música que compus para fechar o álbum. Nessa parte final – ‘Cinnamon Sea’ é a penúltima faixa-, a fragilidade da Nabia que foi apresentada no primeiro single, ‘Sol’, ficou para trás”, explica a cantora e compositora, falando da personalidade que criou para conduzir a história do disco. “Nesse ponto da narrativa, a personagem não sente medo de se afirmar porque conhece suas sombras e sabe quais são os potenciais que podem surgir a partir do entendimento delas.”

Ela continua: “Compus ‘Cinnamon Sea’ quase na véspera de viajar para Hoboken, em fevereiro desse ano, durante noites de insônia por causa da ansiedade para terminar o disco. A letra foi parcialmente escrita aqui e finalizada já nos Estados Unidos. O Emil Amos, dos Holy Sons, OM, Grails, participa no baixo e também na segunda guitarra. Ele foi fundamental para construir uma sonoridade meio ‘oceânica’, que foi como sentimos que precisava ser o clima dessa faixa. A letra fala sobre se sentir sagrada, sábia e livre, não é sobre nenhuma religião específica, mas sim sobre estar em contato com um espaço sagrado particular. Quando a gente entende nosso propósito de vida e nossas fragilidades fica muito mais fácil acessar esse lugar sagrado de força interior para permitir que a felicidade não seja uma ideia inatingível, mas sim uma vivência sutil do cotidiano. Essa música é sobre isso e sobre se direcionar para o centro da roda da fortuna, ou seja, encontrar um ponto de equilíbrio para não se deixar levar pelos altos e baixos da vida.” Steve Shelley completa o time tocando bateria.

MPB Kids

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Escrevi lá no meu blog do UOL sobre o disco novo dos Tribalistas, que parece um disco de música infantil para perpetuar a ideia engessada de MPB.

Você já parou para se perguntar o que é MPB? Três letrinhas que pairam sobre nossa música brasileira como uma espécie de rótulo oficial para “música séria”: tudo que não é MPB é tido como menor, desprezível, descartável, pop, juvenil. Criada na virada dos anos 60 para os anos 70, a sigla é parente da sigla do partido que agora ocupa a presidência da república, que naquele período era a oposição formal à situação dos generais de nossa mambembe ditadura militar. Naquele tempo, o PMDB ainda se chamava MDB e a sigla irmã funcionava para formalizar uma nova elite musical ao reunir uma geração de artistas influenciados pela bossa nova, consagrada nos festivais da canção daquela época, como a cara do que deveríamos conhecer por música popular brasileira.

Assim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Elis Regina, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão e tantos outros passaram a ser referidos desta forma, consolidando um gênero musical que não é propriamente um gênero musical: o que une os artistas de MPB não é uma musicalidade específica, mas a negação de uma outra musicalidade, ainda mais popular. Enquanto o Olimpo do banquinho e do violão recebia novatos que em pouco tempo seriam reconhecidos apenas pelo prenome, fora dele multidões movimentavam-se ouvindo artistas que não eram bons o suficiente para serem tachados com o carimbo da nova elite cultural. De Roberto Carlos a Luan Santana, passando por todos os egressos da Jovem Guarda, Nelson Ned, Waldick Soriano, Odair José, Fábio Júnior, os luminares do sambão-jóia e do pagode, os roqueiros dos anos 70 e 80, toda a música sertaneja, a geração criada no Chacrinha, a axé music, o mangue beat, o rock gaúcho e os Mamonas Assassinas. A verdadeira música popular brasileira não era boa o suficiente para receber o aval da MPB.

Mas à medida em que seus primeiros bastiões foram envelhecendo, poucos novos artistas foram sendo aceitos neste seleto grupo. Embora haja uma massa gigantesca de artistas que se dispõem a entrar nesse clubinho seguindo todas as regras ditadas pelo rótulo nos últimos cinquenta anos, pouquíssimos conseguem a carteirinha de sócio. Por isso é natural que seu público também tenha diminuído – além de não se renovar em termos etários, os velhos fãs de MPB estão lentamente morrendo. Talvez por isso seja importante retomar o fio da meada – largado em algum lugar da última década do século passado – e é aí que entram os Tribalistas.

Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes (foto: Divulgação)

Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes (foto: Divulgação)

Supergrupo de MPB, o trio reúne alguns dos poucos nomes que conseguiram a adesão oficial à sigla. Carlinhos Brown veio via Caetano Veloso, Marisa Monte chegou através de Nelson Motta e Arnaldo Antunes renegou os Titãs. Separados, traçaram carreiras distintas que sempre miravam em públicos adultos, buscando referências na história da música brasileira ao mesmo tempo que as atualizavam para seus universos particulares. Juntos pela primeira vez em 2004, corroboraram a tradição emepebista num disco cheio de violões mas puxado por um hit de axé music gentrificado para esta tradição (“Já Sei Namorar”).

Treze anos depois do primeiro disco, o grupo volta à ativa com um desafio maior: retomar esta tradição num momento em que ela vem se desfazendo. Sem acalentar a MPB como sempre fez, a indústria fonográfica preferiu voltar-se para os campeões de audiência e aos poucos o público foi deixando aquela elite musical de lado. E por mais que Gil e Caetano tenham feito uma bem sucedida turnê de cinquenta anos de carreira, que Chico ainda consiga se manter relevante e que Gal tenha gravado um disco saudando uma nova geração de compositores, pouquíssimos novos nomes conseguiram surgir e se estabelecer neste período como artistas de MPB. Dá pra contar nos dedos, uma Ana Carolina aqui, um Jorge Vercilo ali, um Seu Jorge acolá. Tudo muito genérico, tudo sem personalidade. E por mais que tentem não dá para encaixar nomes como Céu, Tulipa Ruiz, Emicida, Tiê, Karina Buhr, Siba, Mariana Aydar, Lucas Santtana e Ava Rocha (entre inúmeros outros) neste rótulo pelo simples de eles quebrarem as regras pétreas da sigla: não são filhotes da bossa nova, amam rock e música pop, transitam entre diferentes nichos de artistas, ultrapassaram o violão e os poucos que tiveram padrinhos musicais logo saíram de sua sombra.

O novo disco dos Tribalistas, lançado subitamente nesta madrugada, é uma clara tentativa de recuperar um público jovem para a vetusta MPB. E a saída descoberta por Brown, Arnaldo e Marisa vem na contramão de outra forte tendência deste século – a da música infantil feita por artistas que se consagraram fazendo música para adultos. Diferente do que aconteceu nos anos 70 e 80 (quando, graças a especiais da Globo como A Arca de Noé, Pirlimpimpim e Plunct Plact Zum, artistas de renome gravaram músicas para crianças em antologias com vários músicos), a partir dos anos 00, artistas como Pato Fu, Adriana Calcanhotto e Mombojó abriram carreiras paralelas para tocar músicas para crianças que não tinham cara de jingles de programas infantis de TV. Sucessos de bilheteria deste novo mercado, como Palavra Cantada e Pequeno Cidadão, contam com nomes estabelecidos da música brasileira em suas formações – o Pequeno Cidadão, inclusive, contava com Arnaldo Antunes em sua formação original.

O novo disco dos Tribalistas soa como um disco de música infantil feito para adultos – os temas não são para crianças, mas a forma como eles são apresentados faz parecer – e assim eles pegam o público pela mão, ensinando as canções muito didaticamente. O disco é de uma simplicidade conceitual, seja buscando uma beleza na singeleza, seja discutindo temas sérios de forma trivial. Nesta última categoria encaixam-se músicas como “Diáspora” (sobre a questão das migrações no mundo), “Um Só” (sobre polarizações e diferenças de classes), “Aliança” (desdobramento da música “Joga Arroz”, que lançaram em 2013 para apoiar a causa do casamento gay), “Trabalivre” (sobre o mercado de trabalho) e “Lutar e Vencer” (sobre resistência política), todas elas seguindo o mesmo padrão: versos curtos, rimas fáceis, palavras que se repetem, termos de fácil apelo e que ficam na cabeça, melodias triviais.

Há um equilíbrio ousado nesta tentativa, que às vezes derrapa: “Baião do Mundo” (que rima água com água diversas vezes) tem versos que poderiam estar no programa Rá-Tim-Bum: “”Vem Cantareira / Canta na calha / Abre a torneira / E chora / Vem bebedouro, purificador / Me dê um gole agora”, “Preciosa, milagrosa/ Vem regai por nós/ Vai corrente/ Da nascente/ Até chegar na foz”, e “Os Peixinhos”, com a deliciosa voz da cantora portuguesa Carminho, fala sobre as cores refletidas nas escamas dos peixes ao som de água borbulhando. Mas o saldo final é um conjunto de canções feito para cativar um público que nem sabe o que é MPB.

Sua infantilidade, no entanto, é um ás na manga, pois não só pode conquistar um público jovem que aos poucos começa a cansar de música sobre pegação (pois está envelhecendo) mas também pode apresentar-se às crianças de hoje como os especiais da Globo nos anos 70 e 80 apresentaram Chico Buarque nos Saltimbancos e Gilberto Gil na abertura do Sítio do Picapau Amarelo às crianças daquela época. A expectativa é que o trio saia em turnê no ano que vem, inevitavelmente atraindo multidões – e preparando o terreno para a turnê de reunião dos Tribalistas em 2037, para que a MPB continue hegemônica.