
Sexta-feira marca o primeiro dia de uma parceria de duas instituições do rock paulistano quando o guitarrista Edgard Scandurra inicia seu projeto em parceria com o trio instrumental Ema Stoned ao lançar a música “Cinza das Horas”, primeira colaboração dos dois, que eles antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. A parceria segue no próximo domingo, quando os dois dividem a noite com o Violeta de Outono em uma apresentação na Casa Natura Musical e começam a preparar o território para o lançamento com maior fôlego, uma vez que o encontro está rendendo novas composições. Há um ano, o guitarrista do Ira! assistiu a um show da banda na Porta, em São Paulo, e ao ver o trio formado por Alê Duarte (guitarra), Elke Lamers (baixo) e Theo Charbel (bateria) em ação, lembrou das músicas instrumentais que vinha trabalhando há um tempo. “Tive um ímpeto, coisa que eu não costumo fazer, de ir falar com elas depois do show e chamei elas pra fazer um som comigo”, explica Edgard. “Eu já tinha um repertório de umas doze músicas que eu tava querendo montar uma banda pra registrar esses sons, e elas acharam interessante o convite. A gente se encontrou num estúdio na casa da Theo, começou a marcar uns ensaios e deu uma puta liga”. “Desde o primeiro encontro, tivemos uma conexão musical quase que instantânea que gerou uma troca muito rica de referências, influências e visões sonoras”, continua a guitarrista Alê Duarte. “O Edgard chegou com muitas – muitas! – ideias e abertura pra gente explorar os sons, escolher temas e criar com ele caminhos e desfechos musicais”, emenda Elke, “a música parece que tem vida própria, a gente vai só alimentando e norteando, dosando a imaginação pra ela caber num set e a gente poder tocar por aí”. ” Edgard conclui: ““Mas o que eu achei muito salutar, que pra mim é um desafio que eu amo, é que o trabalho deixou de ser as minhas músicas com elas me acompanhando pra elas ganharem um protagonismo muito grande nas composições e criamos um espírito de banda”.
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Mais um golaço da Balaclava: Godspeed You! Black Emperor apresenta-se em São Paulo em data única na Áudio, no dia 23 de novembro. Papas canadenses do pós-rock, são autores de duas obras-primas do gênero (os discos F#A#∞ e Lift Your Skinny Fists Like Antennas To Heaven, lançados na virada dos anos 90 para os anos 2000), e tocam pela primeira vez no Brasil toda sua carreira. Os ingressos já estão à venda.

Depois da súbita notícia de que o Faith No More voltará aos palcos no ano que vem (e graças à produtora brasileira 30e), nenhum anúncio oficial foi feito, mas tanto o baixista Bill Gould quanto o tecladista Roddy Bottum e o vocalista Mike Patton já começaram a atiçar as expectativas dos fãs. Os dois últimos publicaram uma foto juntos no Instagram enquanto o baixista deu uma entrevista ao programa Rock Talk, apresentado por Jadranka Jankovic Nesic, explicando que, devido à fisicalidade da música do grupo, eles têm de aproveitar enquanto ainda conseguem tocá-la ao vivo e confirmou a volta da banda aos palcos com todas as letras.
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Como juntar um hit de um dos papas da música de rua dos EUA deste século com um épico raver inglês do final do século passado? Deixa isso com o Daphni – a alcunha mais dance do produtor canadense Caribou – que sintoniza “Lost” do Frank Ocean com “Born Slippy” do Underworld neste senhor mashup…
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“Inacreditável: o Tim Maia cantando na sala da sua casa”, lembra extasiado Moreno Veloso em uma cena inédita do filme Nem Tudo é Paz e Amor antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo. Dirigido pelo músico Betão Aguiar, o filme estreia no tradicional festival de documentários sobre música In Edit, que começa nesta semana em São Paulo, e será exibido em três sessões: sábado às 20h30 no CineSesc, quinta (dia 25) às 20h na Cinemateca Brasileira e domingo (dia 28) às 14h na Galeria Olido. Ele mesmo filho do novo baiano Paulinho Boca de Cantor, Betão entrou na obra como entrevistado, mas com a morte da amiga de adolescência Jasmin Pinho, diretora e idealizadora do projeto em 2020, resolveu assumir a produção e esteve durante as entrevistas com outros filhos de famosos como Nara Gil, Ciça Moraes, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção, entre outros, focando nos filhos da geração que fundou as bases do que conhecemos por MPB. “Escolhi essas pessoas não apenas pelas relações pessoais que mantemos, mas também pela relevância das obras de seus pais, pelas conexões com a minha família e com a produção artística do contexto em que nasci e fui criado”, explica Betão, que também é produtor do filme. “Queria ouvi-los sobre como tudo isso ecoa em suas próprias vidas e acreditei que uma conversa aberta poderia me ajudar não só a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas nascidas e criadas nesse período e sob essas condições — mas também a compreender com mais clareza a pessoa que me tornei. Esse processo revelou-se um trabalho profundamente terapêutico, para além do filme em si, algo que só compreendi plenamente após o início das filmagens e que sigo assimilando até o momento em que escrevo este texto.” Ele fala de pontos em comum com os entrevistados e lembranças parecidas, fazendo-o pensar nas dificuldades que normalmente não ligam à vida destes artistas, normalmente rotulados como “bem nascidos” ou mais recentemente pelo péssimo neologismo “nepobaby”.
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Adiando uma possível volta desde 2020, o Faith No More parecia não ter futuro de volta aos palcos até que, na tarde desta terça, publicou seu logotipo em sua conta no Instagram sobre uma foto de uma multidão e o número 2027. E o feito é da produtora brasileira 30e, que fechou um acordo com o grupo liderado por Mike Patton semelhante ao que fez com o System of a Down no ano passado. Ou seja: a culpa da turnê de volta do FNM em 2027 é do Brasil!

O grupo fictício Gorillaz está prestes a fazer história quando se apresentará pela primeira vez em um estádio neste sábado, em Londres, na Inglaterra. Ao celebrar o épico melancólico que lançaram no início do ano (o excelente The Mountain), o grupo liderado por Damon Albarn e Jamie Hewlett encerra a turnê que fizeram pelas ilhas britânicas com uma apresentação em grande nível, reunindo inúmeros colaboradores ao vivo como se estivessem gravando um disco. Entre os convidados estão velhos conhecidos do grupo e novos compadres, incluindo artistas tão diferentes quanto De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Gruff Rhys, Kara Jackson, Paul Simonon, Johnny Marr, Popcaan, Sparks e Trueno, entre outros. Não é um mero show em estádio e sim um acontecimento – que eleva o grupo para um outro patamar.

A vitória dos Knicks de Nova York no campeonato estadunidense NBA fez a maior cidade dos EUA entrar em festa – e esta celebração tomou conta do encerramento do festival de cinema Tribeca, que também aconteceu no sábado, quando Alicia Keys, que estreava seu documentário Alicia Keys: Girl From Hell’s Kitchen. A cantora chamou o rapper Nas como convidado-surpresa e juntos fizeram uma celebração nova-iorquina ao enfileirar duas do rapper (“N.Y. State of Mind” e “Streets of New York”), uma saudação a Billy Joel (com “New York State of Mind’) e o clássico de Alicia “Empire State of Mind”. Coisa fina, veja abaixo: Continue

No último mês de abril, o Primal Scream anunciou novidades sobre o que chamou de The Bunker Trilogy – o trio de discos que lançou entre 1997 e 2002, que inclui o psicodélico Vanishing Point, o industrial XTRMNTR e o envenenado Evil Heat – e logo em seguida marcou shows para celebrar o disco do meio desse trio em setembro, com datas apenas no Reino Unido. Ao participar do festival irlandês Beyond the Pale neste fim de semana, o grupo escocês sacou uma de suas armas secretas para essa série de shows ao convidar o my bloody valentine Kevin Shields (que tocou com a banda desde o ano 2000) para subir no palco por três músicas, “Accelerator”, “Shoot Speed / Kill Light” e “Rocks”. Agora imagina se eles incluem o papa do shoegaze nesta turnê – fácil que pode ir para além das ilhas britânicas… Não custa torcer…
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Ao apresentar-se em mais um show de sua turnê pelos EUA, Bob Dylan presenteou o público que foi vê-lo em Eugene na terça passada com uma volta ao hino “I Shall Be Released”, que ele não tocava ao vivo desde 2008. Pelo jeito essa turnê vai trazer vários clássicos desenterrados…
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