
Muita satisfação em receber no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, a comemoração que Elisa Moos e Victor José fazem de uma década do primeiro disco de seu Antiprisma. Planos para Esta Encarnação é recriado no palco do teatro ao ser tocado na íntegra, reforçando a natureza acústica do duo, que recebe convidados para esta apresentação inédita, além de fazer novos arranjos para as clássicas canções. Prometem uma versão madura, que reforça letras e as harmonias vocais em um clima, e contarão com as presenças de Clóvis Cosmo, Zé Mazzei, a dupla Doce Creolina, Carol Encanto, Alambradas e Zé Antonio Algodoal, numa noite que promete ser especial. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.
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O Faith No More acaba de confirmar os primeiros shows de sua volta marcada para o ano que vem e eles não vêm só – chamaram o grupo System of a Down para dividir quatro noites do outro lado do planeta, quando tocam na Oceania em janeiro e fevereiro de 2027. O primeiro show acontecerá no dia 22 de janeiro em Sydney, seguido de outro show em Melbourne no dia 27 e outro no primeiro dia de fevereiro em Brisbane, todos na Austrália, para visitar a capital da Nova Zelândia Wellington no dia 7 deste mesmo mês. É só o começo de uma invasão do grupo liderado por Mike Patton durante todo o ano e não custa lembrar que tanto o FNM quanto o SOAD têm seus shows geridos pela produtora brasileira 30e, que mandou benzaço nesta escalação.

Um privilégio poder assistir à celebração que a Orkestra Rumpilezz do saudoso Letieres Leite fez ao gênio Moacir Santos no exato dia de seu centenário, neste domingo, no Sesc 14 Bis. A apresentação de gala encerrou a temporada de três datas que o grupo baiano fez neste fim de semana aproveitando o centenário do mestre pernambucano – um mago da música brasileira que infelizmente não tem a popularidade à altura de sua majestade musical – para trazer a releitura idealizada pelo próprio Letieres há mais de dez anos, que só se materializou no álbum Moacir de Todos os Santos após sua morte, em 2021. Dividida entre sopros e percussão, a Orkestra começou a noite trazendo os ritmistas ao palco trajando figurino de gala branco para receber saxes, tuba, trombones, trompetes e flautas num segundo momento, quando os músicos entraram saindo de trás do público. Posicionados ao redor do pulso percussivo tocado por sete músicos – entre eles os maestros Gabi Guedes e Luizinho do Jêje -, os sopros alternavam os arranjos entrelaçados sobre a obra clássica de Moacir, o revolucionário álbum Coisas, de 1965, e solos que tocavam fundo a grande festa de ritmo e melodia em homenagem ao pernambucano, que o grupo fazia questão de comparar com o fundador Letieres, outro gênio da composição, arranjos e da educação através da música. Mas ao centro de tudo, carregando toda a apresentação e fazendo todo o público levitar mesmo que sentado, o naipe de percussão transforma o que poderia ser entendido como uma big band de samba jazz em um ritual mágico e solene à altura dos dois grandes gurus ali representados. De lavar a alma.
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Depois de incluir “Stairway to Heaven” em seu repertório (eles tocaram mais duas vezes depois do primeiro show desta turnê pelos EUA, numa delas emendaram com “Down by the River” do Neil Young), o Pavement segue passeando pelos clássicos e no show que fizeram em Cleveland, na quinta passada, além de tocar “Greenlander” ao vivo pela primeira vez desde 1992, também fizeram uma jam no final de “Half a Canyon” que desembocou em “Lucifer Sam”, do primeiro disco do Pink Floyd, quando a banda ainda era abençoada por seu fundador Syd Barrett. Pelo visto é uma fase “Pavement toca os clássicos” – que continue assim!
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Justin Vernon, cujos fãs conhecem melhor por Bon Iver, já fez algumas apresentações cantando o repertório de Bob Dylan – e fazendo trocadilhos com seu nome artístico e o do velho Zimmerman. A nova aparição aconteceu nessa sexta-feira no volta do festival Eaux Claires, na cidade de Eau Claire, em Wiscosin, nos EUA, criado por Aaron Dessner do The National e que ressuscitou depois de um hiato de oito anos. Vernon já ia tocar seu próprio show no festival, mas devido à vaga deixada por Kevin Morby (que suspendeu seu show no festival pois acabou de ser pai e voltou para ver sua criança com Katie Crutchfield, mais conhecida como Waxahatchee), ele acabou encarnando o mestre da música norte-americana puxando um repertório de clássicos e canções menos conhecidas dos anos 60 e 70, usando o infame nome de Bon Dylan (ele também já usou Bob Iver) para cantar “Don’t Think Twice, It’s All Right”, “The Man In Me”, “Tangled Up In Blue”, “Lay Lady Lay”, “All Along The Watchtower” e “Knockin’ On Heaven’s Door”, que encerrou a apresentação. Felizmente um intrépido fã filmou toda apresentação ,que você pode conferir abaixo (bem como a íntegra do setlist da noite).
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Inferninho Trabalho Sujo indo para o quarto ano e faço uma experiência: e se rolasse uma festa com show com uma banda surpresa? Uma banda nova, que está crescendo, já fez seu nome, lançou discos e faz turnês com frequência. Pois é isso que vai acontecer neste sábado dia 25 de julho na Porta Maldita. Quem começa os trabalhos é outra banda que já estava de olho faz tempo, o grande Vinco, e se você conhece, dá pra ter uma ideia quem pode ser a atração surpresa deste sábado. Porque não é um sextou e sim um senhor sabadou! Essa noite promete! E os ingressos já estão à venda.

Casa cheia para assistir ao Colinho de Maria Beraldo ao vivo pela primeira vez no teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, quase dois anos após o lançamento do segundo disco da cantora e compositora catarinense, que, para fazer jus às dimensões do teatro, chamou dois velhos compadres para agigantar a noite, ao convocar Tulipa Ruiz e Negro Leo para momentos específicos de sua apresentação. Esta continua intacta, tal como fez desde o show de lançamento, no palco do teatro do Sesc Pompeia em janeiro de 2024, à exceção da troca de um dos dois músicos que a acompanham – o baterista Sergio Machado segue junto, mas o baixista e tecladista Fábio Sá saiu para a entrada de Danilo Penteado, sem que isso tirasse a precisão da execução do show, mantendo o mesmo clima chiaroscuro estabelecido pelas luzes então espartanas e monocromáticas de Olivia Munhoz, seguido da comunicação mínima de Maria com o público. Como de praxe, o show começou às escuras, com a forte versão a capella que encerra o disco, com Maria cantando “Minha Missão’ de Clara Nunes, antes de cair no Colinho a partir do início, quase seguindo a ordem das músicas, que só mudou após o primeiro terço do show, quando ela recebeu Negro Leo para dividir uma música de seu primeiro álbum, Cavala, “Amor Verdade”. Depois foi a vez de Tulipa Ruiz entrar dançando ao som de uma versão de sua ‘Físico” e também puxou uma do Cavala (“Tenso”) para dividir os vocais com Maria. Mas quando os convidados não estavam no palco, a tensão e precisão do trio abria espaço para Maria tocar vários instrumentos (do seu clarone ao violão, passando pelo piano de cauda), enquanto Danilo alternava entre o piano, o baixo elétrico e o acústico e Sérgio segurava todos com sua percussão milimétrica. Leo voltou mais perto do fim para cantar a “Quem Sou Eu” que compôs junto com Beraldo e seguiu com sua “Jovem Tirano Príncipe Besta”, das primeiras composições que projetaram Leo para além do Rio de Janeiro. A noite ainda trouxe a versão para “Nobreza” de Djavan, antes que Maria chamasse os dois convidados para voltar ao palco e dividir sua “Truco”. Encerrou a noite, também como de praxe, invocando “Ivy” do Frank Ocean debaixo de um único ponto de luz e, pela primeira vez desde que lançou o disco ao vivo, abriu exceção para um bis, quando, novamente ao lado de Leo e Tulipa, fez todos entrarem no clima de sua “Da Maior Importância”. Fino demais.
#mariaberaldo #sescpinheiros #trabalhosujo2026shows 172

Imagine você estar num show de uma banda paralela do vocalista do Green Day e ele chama o vocalista do Iron Maiden para cantar uma música de David Bowie… Foi isso que aconteceu nesta quinta-feira, quando a banda que Billie Joe Armstrong inventou em 2018 para tocar suas músicas favoritas (os Coverups) passou pelo Hard Rock Hotel em San Diego, na Califórnia, e, entre versões para músicas dos Ramones, Clash, Soul Asylum, Pretenders, Buzzcocks, Go-Go’s, Strokes, Nirvana e Bryan Adams, convocou o improvável convidado Bruce Dickinson para cantar uma versão para o hino glam “All the Young Dudes”. E ficou bem bom, diz ai…
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Antes de lançar seu Music Fashion Film nesta sexta-feira, Charli XCX realizou duas rodadas de sessões de audição para seu novo álbum que fugiram da fórmula convencional do formato, ao transformar o filme em um vídeo-álbum que, ao mesmo tempo dava a possibilidade de seus fãs ouvirem o disco antes do lançamento com imagens registradas por amigos da cantora inglesa e posteriormente montado e dirigido por ela, também trazia uma introdução para o vídeo de cada nova canção, dando um mínimo de contexto para cada uma das 11 faixas. E no mesmo dia em que ela lança o álbum, ela coloca esse mesmo filme que foi exibido apenas em sessões com público contado na íntegra no YouTube. Assista abaixo: Continue

Outro dia Marcelo Segreto publicou uma foto em seu Instagram em que atravessava a rua ao lado de Tom Zé, da cantora Loretta e da fotógrafa Sofia Colucci (numa foto tirada pela Laura Pina) e neste sábado a intenção da foto foi revelada, quando a coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, trouxe a notícia que o quase nonagenário cientista musical baiano irá lançar um single chamado “Futuro Fruto” (daí as frutas da foto) ao lado de Segreto e Loretta no próximo dia 20 de agosto. Mas será só um single ou tem disco vindo aí?