
Depois de receber um mar de convidados no show dos Gorillaz no fim de semana passado, foi a vez do homem gorillaz Damon Albarn ser convidado para o show que o portorriquenho Bad Bunny fez neste sábado no mesmo estádio Tottenham Hotspur em Londres que a banda de desenho animado do líder do Blur lotou na semana passada. E além de cantarem juntos a faixa “Tormenta” que teve a participação de Benito no disco Cracker Island que os Gorillaz lançaram em 2023, os dois se juntaram para cantar o que o MC chamou de “minha música favorita de todos os tempos”, o reggae “Clint Eastwood”.
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“Desconfiávamos do partido trabalhista e de suas políticas neoliberais que agiam como um cavalo de Tróia, e fomos visionários ao prever o ressurgimento do fascismo, do militarismo e do imperialismo no século 21”, explica Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, sobre o final dos anos 90 da banda, quando lançaram três discos que hoje recuperam como “a trilogia do Bunker”, que está sendo relançada em edição ampliada. “Os álbuns que constituem a trilogia Bunker eram a antítese absoluta de tudo o que acontecia na música do Reino Unido nos anos 90”, continua o vocalista da banda escocesa. “Fazíamos pop e rock experimentais, agressivos e sem concessões, com letras sobre desorientação psíquica, vício, alienação, depressão e questionamentos sobre a nossa própria existência e de documentar o lado sombrio e sórdido da cultura jovem britânica. Enquanto o restante da cena musical e cultural do Reino Unido se apaixonava por si mesma — convencidos de sua própria genialidade, afundados em uma orgia de narcisismo e cocaína e em um estado permanente de autocelebração —, nós, que havíamos vivido momentos de pensamento utópico no início da década, sentíamos agora profunda aversão por nós mesmos e pelo mundo”. Assim Gillespie se refere aos discos Vanishing Point, XTRMNTR e Evil Heat, todos gravados no estúdio que a banda tinha no norte de Londres, que batiza o nome desta fase, que será lançada em novas edições aos poucos (todos já em pré-venda): no dia 7 de agosto aparece a nova versão para o disco de 1997, no dia 4 de setembro vem a versão expandida para o disco do ano 2000 e finalmente o disco de 2002 vem inteiro no dia 30 de outubro. As reedições vêm em CD, vinil e trazem os remixes, lados B lançados pela banda neste periodo e até faixas inéditas. A versão em vinil do box da trilogia ainda vem com um 12 polegadas do single “If They Move Kill Em”. “Nunca fomos ‘britpop’ — queríamos queimar a bandeira, não agitá-la” – confira a ordem das músicas de cada reedição abaixo: Continue

Três anos depois de ter burilado seus primeiros trabalho solo na temporada que fez no Centro da Terra, o boogarinho Dinho Almeida oficializa sua carreira solo paralela a de seu grupo numa turnê de sete datas que começa nesta quinta-feira ao lado de Ottopapi (veja as datas abaixo). E para celebrar o marco, transforma cinco registros da emocionante temporada Águas Turvas (realizada em setembro de 2023, quem foi sabe), feitos pelo sagaz casseteiro Danilo “Várias Fitas” Sansão, e um improviso caseiro feito dois anos depois em seu primeiro lançamento, batizado de Dias Fora Almeida. O disco já chegou pra quem assina a newsletter dos Boogarins e sai pelo Precarian Takes, selo do comparsa de banda Benke Ferraz, que disponibilizou duas faixas. Dá pra sacar mais sobre o disco, incluindo ver o zine que ele vai distribuir na tour, no site dinhoalmeida.com. Dá pra ouvir abaixo: Continue

João Donato ganha um tributo à altura de sua importância no segundo semestre, quando o Selo Sesc lança disco Viva Donato, gravado no ano passado, que inclui um elenco formidável que reúne velhos parceiros e novos comparsas do mestre que nos deixou há três anos, que inclui nomes como Djavan, Dora Morelenbaum, Dori Caymmi, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Gilberto Gil, Ivan Lins, João Bosco, Joyce Moreno, Marcos Valle, Margareth Menezes, Mônica Salmaso, entre outros. Ainda sem data definida para seu lançamento, o disco começa a mostrar suas intenções a partir desta sexta-feira, quando ouvimos seu primeiro single, quando Bebel Gilberto mostra sua versão para “Nua Ideia”, que Gal Costa lançou no álbum Plural (de 1990). O disco-tributo ainda traz duas faixas inéditas: uma parceria com Joyce (Aquela Delícia Singela”) e outra com Marcos Valle (“Vamos Combinar”).

Kevin Parker torna público seu amor pelos Smashing Pumpkins ao liderar com sua banda Tame Impala o elenco de artistas que fazem tributo à banda de Billy Corgan no disco Sending Hearts To All My Dearies – A Tribute To The Smashing Pumpkins, que será lançado pela gravadora norte-americana Sumerian Records no dia 14 de agosto (e já está em pré-venda). O grupo australiano relê “Hummer”, do clássico Siamese Dream, e infelizmente é mais uma prova de que a fase atual do grupo de Parker não é das mais inspiradas – tanto que a segunda parte do single soa melhor do que a primeira, que perde a força da música original. Não ajuda muito o fato do Tame Impala ser a única banda de peso da compilação, que ainda conta com versões feitas por grupos menores como Alice Glass, Nita Strauss, Yonaka, Des Rocs, Meg Myers, Between The Buried and Me, The Midnight, Palaye Royale e Starbenders (além da capa do tributo ser medonha). Mas se a coletânea seguir o caminho da versão do Tame Impala, tá no lucro – pois não muda a vida ninguém, mas vale a audição. Confira abaixo esta versão e que artista toca o que neste disco: Continue

Neste domingo, Isabella Rosselini apresentou a exibição da restauração em 4K do clássico de David Lynch Coração Selvagem, que foi exibido ao ar livre na Piazza Maggiore, em Bolonha, na Itália. Olha essas imagens abaixo (que a própria Isabella republicou em seu Instagram): Continue

“Não é uma banda sobre lucro, mas uma banda sobre socialismo!”, assim Damon Albarn, reforçando o aspecto coletivo da banda virtual Gorillaz, encerrou a gigantesca primeira aparição do grupo num estádio para um show único, quando reuniu um elenco estelar para uma festa gigantesca à altura da quantidade de ícones da música no palco – do ex-Clash Paul Simonon ao ex-Smiths Johnny Marr, passando pelo De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Sparks e tantos outros no estádio de Tottenham, na capital britânica neste sábado. Além da magnitude do elenco, do espaço e do repertório -, pois visitaram todos os álbuns da já decana banda virtual -, a apresentação elevou ainda mais o tamanho dos personagens criados por Damon Albarn e Jamie Hewlett, protagonistas fictícios mais reais do que nunca. Resta saber se encaram uma turnê global nesta escala. Veja os vídeos abaixo:
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O 80º aniversário de Syd Barrett, papa da psicodelia britânica e fundador do Pink Floyd, aconteceu em janeiro deste ano, mas só agora, em setembro, que começarão as comemorações para marcar as oito décadas de delírio artístico de um gênio que segue tão influente como quando começou. A principal celebração acontece em sua cidade-natal, Cambridge, na Inglaterra, quando a casa de shows Cambridge Corn Exchange, onde Syd fez sua última apresentação ao vivo, em fevereiro de 1972, torna–se sede para um A Celebration to Syd Barrett, que reúne shows das bandas Kula Shaker, Soft Machine, Men on the Border, Diana Silveira & The Psychedelic Circus, Radhika e Pünk Floyd – além de surpresas que vão ser anunciadas em breve – no dia 10 de outubro (e os ingressos já estão à venda). No dia anterior será lançada a coletânea Clowns And Jugglers: The Songs Of Syd Barrett, que reúne gravações de artistas diferentes em épocas diferentes, como músicas gravadas pelo David Gilmour com David Bowie no vocais, Love, Robyn Hitchcock com John Paul Jones, Mystery Jets, todas bandas que irão tocar no show tributo e o grupo brasileiro Violeta de Outono. E ainda está sendo programada uma exposição sobre o artista no Cambridge Openspace, em que mais uma vez suas pinturas e desenhos serão exibidos para o público. Veja o pôster da celebração, a capa da coletânea e o nome das músicas abaixo:: Continue

O Inferninho Trabalho Sujo desta sexta-feira começou mais tarde do que o normal porque assistimos ao jogo do Brasil na Copa do Mundo e só depois da vitória sobre a seleção do Haiti, quase meia-noite, que começamos nossos trabalhos, primeiro com a surpreendente Outra Banda no Fim do Mundo. O grupo liderado por Otávio Malta na guitarra e vocal conta com dois integrantes da banda Orfeu Menino – o baterista Tommy Coelho, que assume a guitarra solo na Outra Banda e o baixista João Chão -, mas a sonoridade passa longe do groove da banda liderada por Luíza Villa. Malta conduz seu grupo, que ainda conta com Méqui Lovin na bateria, para a seara do rock duro, quando o hard rock encontra o rock progressivo sem que necessariamente soe nu metal – na verdade, não há um traço de sentimento em suas canções, soando essencialmente racional e direto. O vocal assertivo e as letras sem arestas de Otávio levam a banda para um território habitado por bandas tão diferentes quanto Rush, Primus e Audioslave, sem que soe derivativo ou nostálgico. Vale salientar como o baixista virtuose João Chão quase transforma seu instrumento na terceira guitarra do grupo, sem precisar segurar a base e fazendo solos no meio das músicas. Showzão.
Depois foi a vez da Café Preto Sem Açúcar subir o palco e deixar seu amálgama de MPB dramática e rock burlesco tomar conta da Porta Maldita. A performática vocalista Clarice “Kaiá” Garcia toma conta da apresentação e além do vocal divide-se entre a escaleta, a gaita e percussões, sempre incitando o público e puxando todos os olhos para si, enquanto o resto da banda – formada por João na guitarra, Xablau no baixo, Pedroso nos teclados e Abaporu na bateria – a acompanha por vezes discreta, por vezes intensa. A natureza circense da banda foi coroada no bis, quando eles encerraram sua apresentação tocando o tema do Castelo Rá-Tim-Bum da TV Cultura.
#inferninhotrabalhosujo #outrabandanofimdomundo #cafepretosemacucar #aportamaldita #noitestrabalhosujo #trabalhosujo2026shows 148 e 149

Você já sabe onde vai assistir ao próximo jogo do Brasil na Copa? Eu e Arthur estaremos esperando vocês ali na Porta Maldita quando faremos mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo, desta vez com as bandas Outra Banda no Fim do Mundo e Café Preto Sem Açúcar. A casa abre a partir das 20h, a transmissão do jogo começa às 21h30, as bandas tocam logo depois que o jogo acabar e eu sigo discotecando madrugada afora. Os ingressos já estão à venda, vamos lá?