
Não deu outra: depois de homenagear o Primal Scream em Glasgow e os Stone Roses em Manchester, o grupo-sensação nova-iorquino Geese celebrou suas influências inglesas quando chegou à capital do Reino Unido, nesta quarta-feira. Como fez nas apresentações anteriores, o grupo liderado por Cameron Winter aproveitou a pausa estratégica em seu épico “2122” para cutucar o nerdismo musical do público que lotou o Apollo londrino ao pinçar “Come Down Easy”, penúltima faixa do segundo disco dos psicodélicos Spacemen 3. Eles não dão ponto sem nó.
Assista abaixo: Continue

Em outra colaboração para o Toca UOL, conversei com o vocalista da banda Viagra Boys, Sebastian Murphy, que esteve no Brasil na semana passada, sobre o papel do rock no século 21, se o público entende a ironia das letras de sua banda e sobre disco novo!
Assista abaixo: Continue

Bati um papo com o Fernando Catatau para o Toca UOL sobre como uma série de gravações feitas sem propósito durante a pandemia se transformaram no novo disco do Cidadão Instigado, lançado nesta quarta-feira.
Assista abaixo: Continue

E se eu te dissesse que o último disco do papa do dub Lee “Scratch” Perry foi gravado em Berlim, na Alemanha, ao lado da dupla Mouse on Mars? Pois foi exatamente isso que aconteceu em 2019. O bom e velho Lipa visitou o Paraverse, estúdio da dupla alemã, por três dias, quando se dispôs a gravar todo tipo de som, menos algo que soasse parecido com reggae. O resultado é o disco Spatial, No Problem, que Jan St. Werner e Andi Toma lançam em junho, quase cinco anos após a passagem do mestre para o outro plano. Pra aguçar a curiosidade, lançaram o single “Rockcurry”, krautrock que torna-se ainda mais futurista com a rima disparada por Perry. Coisa fina. O disco já está em pré-venda, veja o clipe do primeiro single, a capa do álbum e o nome das músicas a seguir: Continue

E o Geese tá fazendo a Dua Lipa – tocando canções das cidades que passa – em sua passagem pelo Reino Unido, hein? Depois de meter um hit do Primal Scream ao se apresentar na Escócia, agora foi a vez de saudar Manchester, espremendo o groovezinho de “Fool’s Gold” dos Stone Roses no meio de sua “2122” no show que fizeram nesta terça no Victoria Warehouse. E todo mundo sacou seu celular pra registrar o momento e espalhar para o resto do planeta. É massa ver o hype crescendo ao redor de uma banda que o faz por merecer…
Assista abaixo: Continue

Tenho conversado com o L_cio há um tempo sobre ele fazer algo no Centro da Terra e quando surgiu essa oportunidade, ele sugeriu de reunir outros dois artistas para participar de sua apresentação: a cantora cearense Nayra Costa (que muitos devem conhecer como a vocalista que cantava “The Great Gig in the Sky” nas versões que o Cidadão Instigado fazia do Dark Side of the Moon do Pink Floyd) e o percussionista e trombonista Bica Tocalino, que eu não conhecia. E pelo que ele havia explicado, queria reunir o trabalho dos dois com o que vinha fazendo pois tinha encontrado um rumo comum para os três e que, na apresentação, iria mostrar um pouco do que cada um deles estava desenvolvendo. Qual minha surpresa ao perceber na apresentação Vértice: Ato Único que não há separação entre as partes de cada um dos três, que entrosam fluentemente suas habilidades artísticas – L_cio disparando samples e bases eletrônicas enquanto também toca flauta transversal e berimbau, Nayra soltando a voz de forma linda e potente e Bica dividindo-se entre o arsenal de percussão na parte de trás do palco ou quando vinha à frente com o seu trombone. Foi uma obra construída ao vivo, iluminada pelas texturas líquidas da artista Via Moras, que mudava as cores da noite com seus pincéis.
#l_cionauracostaebicanocentrodaterra #l_cio #nayracosta #bica #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 054

Três artistas de diferentes áreas musicais se encontram no espetáculo Vértice: Ato Único, que acontece nesta terça-feira no Centro da Terra. Regido pelo maestro e produtor L_cio, que aproveita a oportunidade para deixar a eletrônica em segundo plano para abraçar os instrumentos orgânicos (como berimbau e flauta transversal), a noite ainda conta com as presenças da cantora cearense Nayra Costa e do percussionista e trombonista Bica, quando os três deixam-se levar por um fluxo contínuo de som em apresentação única. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda pelo site do Centro da Terra.
#l_cionauracostaebicanocentrodaterra #l_cio #nayracosta #bica #centrodaterra #centrodaterra2026

Na reta final de seu próximo disco, Courtneyzinha lança mais uma música de seu Creature of Habit, quarto álbum da cantora e compositora australiana que vê a luz do dia na próxima sexta-feira. E a excelente “One Thing At A Time” chega mantendo o nível dos singles anteriores até que no meio da música ela começa um solo de guitarra absurdo que segue até o final da canção, colocando-a na mesma linhagem de guitar heroes do indie como Neil Young, Ira Kaplan e Stephen Malkmus, e subindo ainda mais o sarrafo para o próximo disco. Que beleza!
Assista abaixo: Continue

Uma joia essa penúltima noite que Sophia Chablau conduziu no Centro da Terra nesta segunda, quando convidou Ava Rocha e Negro Leo para entrar em na Guerra que vem fazendo no início das semanas deste tenso março de 2026. Pegou todo mundo de surpresa à saída do espetáculo, ao sentar-se ao piano e colocar o baixista Marcelo Cabral tocando guitarra no centro do palco, cantando sua belíssima recém-lançada “O Herói Vai Cair”. Logo depois pegou a guitarra e seguiu azeitando ainda mais o belíssimo trio que criou ao lado de Cabral e de seu compadre baterista Theo Ceccato, tocando as músicas inéditas que vem apresentando nesta temporada e uma versão quase thrash de “Quantos Serão no Final?” do repertório de seu trabalho em parceria com o baiano Felipe Vaqueiro (com direito à própria Sophia tocando piano enquanto tocava guitarra). Depois, ela começou a segunda parte da noite, cantando sozinha no palco (à exceção da primeira música, feita para Dora Morelenbaum, que contou com Cabral tocando seu baixo com um arco de violoncelo). E depois de mais uma dose de ótimas inéditas (incluindo uma em parceria com Ana Frango Elétrico), chamou os convidados da noite: primeiro Negro Leo (que sentou-se ao piano para acompanhar Sophia à guitarra na parceria “Quem Vai Apagar a Luz?”) e depois Ava, que trouxe Theo e Cabral de volta ao palco para uma sequência de onírica de hits, que incluía “Mar ao Fundo” de Ava, uma versão maravilhosa para “Esferas” de Leo e outra elétrica para “Segredo” de Sophia, além de uma parceria dos três em inglês. A noite fechou com o sambinha “Deus Tesão” com Leo na bateria, Cabral no synth e Theo no baixo, fechando as cortinas enquanto a banda ainda tocava. Noite linda.
#sophiachablaunocentrodaterra #sophiachablau #centrodaterra #centrodaterra2026 #trabalhosujo2026shows 053

Sesc Pompeia lotado pra ver mais uma das cada vez mais esparsas apresentações da dupla Rakta, uma vez que uma de suas integrantes, a baixista Carla Boregas, está morando do outro lado do Atlântico. Por outro lado, a visita anual que Carla sempre faz ao país sempre rende grandes momentos ao vivo, alguns deles em dupla com seu parceiro Maurício Takara, que foi viver com ela na Alemanha, e o reencontro Rakta é sempre um desses eventos. Desta vez, Carla e sua dupla Paula Rebellato, feiticeira que comanda teclados e eletrônicos, além de hipnotizar a todos com sua voz, convidaram as sagazes Paola Ribeiro e Valentina Facury para o show que fizeram neste sábado, mais uma vez com a bateria a cargo do próprio Takara. E apesar do grupo ter surgido a partir da estética do rock, é muito bom ver como elas conseguem seguir expandindo essa liturgia original – com os pés fincados no pós–punk e no gótico – para outros hemisférios musicais, ampliando inclusive os preceitos básicos do que convencionou-se chamar de “música experimental”. A instantânea formação do sábado criou duplas no palco, quando Paula e Paola fizeram seus timbres próximos se encontrarem em plenos vôos no meio do transe eletroacústico que produziam ao vivo, puxado por outra dupla, formada por Takara e pela baterista e percussionista Valentina, que ampliou áreas de atuação da dupla original com solos de diferentes instrumentos. Segurando tudo estava o baixo kraut de Boregas, criando um solo firme para os devaneios dos cinco ao mesmo tempo em que ela mesma abria sua caixa de Pandora quando descia aos eletrônicos. Mais uma entrega corpórea à música que atinge o público em cheio, mostrando que, mesmo bissexta, a Rakta ainda é uma força importante da música contemporânea de São Paulo.
#rakta #sescpompeia #trabalhosujo2026shows 052