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Loki

Recém-confirmada na edição brasileira do festival Primavera Sound, a gênia venezuelana Arca acaba de anunciar novo álbum, seu primeiro em cinco anos, que passa pelo Brasil inclusive antes do lançamento. Batizado de XXXXX, o novo disco chega ao público no último dia deste mês, mas ela irá realizar uma série de audições em diferentes espaços – inclusive virtuais. Nesta quinta-feira, 23, ela transmite o novo lançamento em seu canal no YouTube às quatro e meia da tarde, mas além de fazê-la online, ela também realizará audições em doze cidades pelo mundo em datas diferentes: Glasgow, Paris, Londres, Barcelona, Tóquio, Santiago, Seul, Nova York, Miami, São Francisco, Los Angeles e São Paulo. A audição por aqui acontecerá no Porta (muito foda!) no dia 28 deste mês. O segundo semestre começou pesado, foi só a Copa acabar!

Veja a capa do disco e o nome das músicas novas abaixo: Continue

O festival Primavera Sound São Paulo acaba de anunciar a divisão em dias de seu elenco e, apesar da torcida por novas atrações parecer ter esmorecido, eis que eles incluem Arca entre os principais nomes da segunda noite, entre os Gorillaz e o Yung Lean. Não é exatamente o Underworld ou o Hot Chip que pareciam surgir no horizonte (nem os sonhados Geese e MBV), mas é uma artista de peso e que acaba de anunciar disco novo (falo mais sobre isso em breve) e cuja importância musical sempre em ascensão dá um peso experimental e moderno para a edição maior do que qualquer banda principal da edição de 2023, por exemplo (que teve Killers, Pet Shop Boys, Cure, Beck, Bad Religion, Hives e Marisa Monte), conectando-se com a histórica primeira vinda do festival pra cá em 2022 (que juntou Arctic Monkeys, Björk, Lorde, Charli XCX, Beach House, Interpol, Phoebe Bridgers, Caroline Polachek, Travis Scott, Mitski, Gal Costa e a própria Arca). Um tempero importante para essa edição, que ainda traz os brasileiros Carlos do Complexo e Larinhx como outras atrações que não haviam sido anunciadas anteriormente. E não há nenhuma informação sobre se irão fazer algum show à parte no Primavera da Cidade que é característico do festival, mas como vão começar a vender os ingressos essa semana, é pouco provável que façam algo, infelizmente.

“Muita coisa aconteceu nos últimos quatro anos”, Lana Del Rey começa um post como se estivesse descrevendo a vida de cada um de nós. “Passei muito tempo esperando as coisas finalmente chegarem a algum lugar e muito tempo me perguntando se estava tudo bem vê-las caindo aos pedaços. A paciência foi a chave e entre uma música e outra, surgiram novos pensamentos sobre velhos amigos e novos sonhos. E, da dúvida sobre se a árvore que eu vinha plantando um dia cresceria, nasceram novos brotos e assim uma nova roseira floresceu sob o salgueiro… Um grande álbum de companhia, construído com a ajuda de tantas pessoas quanto consegui reunir, para me ajudar a organizar meus pensamentos diante de tantas mudanças. Stove ficou tão amável e intacto quanto eu imaginava que poderia ficar, um álbum clássico, se me permitem dizer, com muito dele sendo tocado na estrada, vocês já o ouviram, mas não tudo. Obrigada a todos que fizeram parte disso.E, conforme os anos foram passando, nasceu um lindo segundo álbum Uma espécie de comentário sobre tudo o que vinha acontecendo e a paciência exigida neste processo – e a confiança que tive para entender que nem tudo o que não estava dando certo era simplesmente culpa minha.”

Com a oficialização de Stove e um disco-extra, ela finalmente coloca um ponto final em um processo que se arrasta há anos, quando, em 2024, anunciou que lançaria um disco de country music chamado Lasso, que aos poucos se metamorfoseou neste futuro Stove, que foge desta temática musical, mas não conceitual. Mas, como de praxe, ela não só não disse quando os discos serão lançados ou se haverá algum single antes do lançamento dos discos. Só antecipou as capas das versões em vinil dos discos e algumas fotos no carrossel do mesmo post em que colocava um ponto final nesta etapa de seu trabalho. Será?

Leia o resto do post que ela escreveu sobre este processo e a capa dos discos em vinil abaixo: Continue

Semana que vem tem Inferninho Trabalho Sujo no Redoma, quando reúno duas bandas reincidentes na festa que são da pesada: a banda Boia, que estreou no mesmo palco do Redoma no ano passado e já está começando a pensar em seu primeiro álbum, depois de lançar um ótimo EP homônimo, e o grupo Caruma, que mistura rock progressivo com jazz mineiro com uma sensibilidade e firmeza que só dá pra acreditar vendo. Antes, entre e depois dos shows eu discoteco pra manter o clima da noite e os ingressos já estão à venda.

Está acontecendo! Quase 30 anos depois, o lendário último disco de uma das bandas psicodélicas mais importantes de todos os tempos (embora ainda pouco conhecida), quando The Same Place finalmente será lançado no dia 23 de outubro (já em pré-venda) pelo coletivo que ajudou a erguer, o lendário The Elephant 6 Recording Co. O terceiro disco do Olivia Tremor Control – duplo! 27 músicas! – estava vinha sendo burilado por seus dois principais integrantes – o baixista Bill Doss e o guitarrista Will Hart – desde o lançamento de seu disco mais recente, o soturno Black Foliage: Animation Music Vol. 1, de 1999. O terceiro disco concluiria uma trilogia iniciada com o soberbo e solar Music from the Unrealized Script: Dusk at Cubist Castle, lançado em 1996 (se você nunca ouviu falar desse disco pare tudo que está fazendo e vá ouvi-lo AGORA), mas a morte de Doss em 2012 alvejou o projeto, que já se arrastava por mais de uma década, quase que fatalmente. E a morte de Will Hart doze anos depois parecia encerrar as esperanças de ouvirmos mais um disco do grupo. Mas a notícia da morte de Will foi anunciada com o lançamento de dois singles (“The Same Place” e “Garden Of Light”) e o anúncio de um dos melhores amigos da banda, o cientista do som Robert Schneider (fundador de outra banda crucial do coletivo, o Apples in Stereo), que o tão esperado disco iria sair mesmo com a morte de seus dois principais integrantes. E a partir de anotações de Doss e Hart, Schneider ficou incumbido de fechar o disco, que ainda conta com a presença de outros membros do grupo, Eric Harris, John Fernandes, Peter Erchick, Derek Almstead e AJ Griffin, este último o único novato que só participou da banda quando ela voltou a fazer shows no início da década passada. “Sendo há quase 20 anos, o disco é a conclusão agridoce para uma banda extraordinária e sua obra engenhosa”, disseram ao anunciar o disco. Ouça os dois singles já lançados e veja a ordem das músicas abaixo: Continue

Mais Mike D!

Eis mais um degrau no primeiro disco solo de um beastie boy, quando nosso chapa Mike D lança o quarto single de sua nova fase, iniciada quase no susto há poucos meses. E com “Crypto”, ele mantém a linha que havia criado em “Switch Up”, “True Colors” e “What We Got”, mantendo a linha do rap desbocado de sua antiga banda, mas com temas mais sérios e bases mais eletrônicas, estas a cargo de seus dois filhos Skyler e David Diamonds, que também atuam como a banda Very Nice Person e, com o pai, tornam-se o grupo Mike D 5D. O primeiro disco chama-se Thank You e sai no final de agosto – e ao que tudo indica, é uma boa estreia que está vindo aí…

Ouça abaixo: Continue

Fernando Catatau mostrou outra faceta de seu trabalho nesta quinta-feira no Bona, quando estreou o show Cancioneiro em que, apenas com seu violão, repassa a parte mais emotiva de seu próprio repertório com novos e velhos clássicos da canção romântica brasileira. O líder do Cidadão Instigado já explora este cânone há tempos, seja em apresentações intimistas e ou de forma épica como fez no espetáculo Pra Falar de Amor, que fez há dois anos com Ava Rocha e Curumin. Nesta nova apresentação, Fernando toca apenas seu violão e, para este primeiro show, chamou um nobre convidado desta tradição cancionista para dividir algumas de suas músicas com ele no palco. E que maravilha poder assistir Fernando Catatau e Odair José no mesmo palco, felizes de estarem juntos mais uma vez e repassando alguns clássicos de Odair – como “Vou Tirar Você Desse Lugar” e “Cadê Você?” – e uma menos conhecida, escolhida por Catatau, “Mundo Feito de Saudade”, além de fazer o convidado despedir-se dividindo sua “Lá Fora Tem”. Além destas, Fernando passou sozinho por hits de sua banda em versão introspectiva (“Perto de Mim”, que só vi tocada ao vivo uma única vez, no lançamento do disco Fortaleza, “Te Encontra Logo”, “O Tempo” e “Como as Luzes”, esta última num bis improvisado a pedido do público) e tocou algumas novas (como “O Velho Sonhador”, que compôs para o filme Centro Ilusão, em que também atuou) e inéditas (como uma que compôs com Manu Julian para o primeiro disco solo da vocalista dos Pelados e outra em que canta “te amo e você nem tchum…”), além de músicas de outros compositores e foi muito bom vê-lo enfileirando músicas de autores tão distintos que falam em “abro o celular no gravador, finjo que é você a me ligar e que tu voltou pra me dizer que estava afim de conversa” (do conterrâneo Mateus Fazeno Rock, em “Rec.ordações”), “já faz tanto tempo que eu não sou o que na verdade eu nem cheguei a ser” (da mítica Kátia, em “Lembranças”), “não é nada disso, embora eu não saiba dizer mais nada” (Jards gigantesco em “Sem Essa”) e se acaso de madrugada chegar algum ‘volta para mim’, hackearam-me” (Marília Mendonça cada vez maior). E numa noite de pura emoção, o momento mais atravessador foi sua leitura da pesadíssima “O Divã”, do pai de todos deste cânone sagrado, Roberto Carlos.

#cidadaoinstigado #odairjose #bonacasademusica #trabalhosujo2026shows 163

Inferninho Trabalho Sujo indo para o quarto ano e faço uma experiência: e se rolasse uma festa com show com uma banda surpresa? Uma banda nova, que está crescendo, já fez seu nome, lançou discos e faz turnês com frequência. Pois é isso que vai acontecer neste sábado dia 25 de julho na Porta Maldita. Quem começa os trabalhos é outra banda que já estava de olho faz tempo, o grande Vinco, e se você conhece, dá pra ter uma ideia quem pode ser a atração surpresa deste sábado. Porque não é um sextou e sim um senhor sabadou! Essa noite promete! E os ingressos já estão à venda.

Há tempos sem fazer show de seu segundo disco Delta Estácio Blues (o bom e velho DEB para os íntimos), Juçara Marçal voltou ao assunto nesta quarta-feira no Porão da Casa de Francisca, mas não foi só uma mera despedida de álbum, como veríamos no decorrer da noite. Unindo-se mais uma vez com seus comparsas Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Alana Ananias (como sempre todos entre seus instrumentos – respectivamente guitarra, baixo e bateria – e synths posicionados logo a frente de cada um deles, inclusive de Juçara), ela montou o palco de forma circular, todos os músicos olhando entre si e a bateria de Alana de costas para o público e abriu novas frentes para o álbum, não apenas corroendo ainda mais os arranjos originais (Kiko tocando sua guita com arco em várias músicas, por exemplo) como trazendo algumas novidades. A principal delas foi a inclusão de músicas novas – sim, no plural -, consolidando inclusive verbalmente algo que já vinha sendo cogitado há tempos, que seria uma continuação do primeiro disco (naturalmente referido como DEB 2) só que partindo desta formação musical, que foi montada originalmente após a concepção do DEB original, composto e gravado apenas por Juçara e Kiko usando pedaços de música em vez de instrumentistas (a base deste disco é uma imensa colagem sonora, repare). E a primeira inédita que veio a público foi uma pedrada composta em parceria com Sophia Chablau (que estava sorrindo feliz no canto do Porão) chamada “Quando a Guerra Vai Ter Fim”, com riff ecoando “Brianstorm” dos Arctic Monkeys (com uma pitada de Gang of Four), mas que mantém a tensão original do riff embalando o público sem dar trégua, conduzido pelo vocal implacável da dona da noite. Mais tarde ela tocou outra inédita (também parceria com Sophia, embora não tenha mencionado) e deixou todos eletrizados à espera do que já é um dos discos mais esperados do ano – se é que sai em 2026… Afinal ela já canta na música nova: “Não venha me perguntar…”

#jucaramarcal #poraodacasadefrancisca #casadefrancisca #trabalhosujo2026shows 162

Pela segunda vez, Jack White traz sua filha Scarlett White para dividir o palco com ele, tocando baixo. A primeira vez foi em fevereiro do ano passado, quando a jovem de 19 anos subiu para tocar com o pai no Irving Plaza, em Nova York. Neste sábado, mais uma vez na mesma cidade em que ela reside, o guitarrista chamou-a para dividir três canções (“Cannon”, “John the Revelator” e “Black Math”) em sua apresentação no Brooklyn Paramount. Scarlett já tinha inclusive participado de duas faixas do disco que White lançou em 2024, No Name. Resta saber quando ouviremos as próprias músicas da filha do fundador dos White Stripes, mas isso é questão de tempo…

Assista abaixo: Continue