
Como juntar um hit de um dos papas da música de rua dos EUA deste século com um épico raver inglês do final do século passado? Deixa isso com o Daphni – a alcunha mais dance do produtor canadense Caribou – que sintoniza “Lost” do Frank Ocean com “Born Slippy” do Underworld neste senhor mashup…
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“Inacreditável: o Tim Maia cantando na sala da sua casa”, lembra extasiado Moreno Veloso em uma cena inédita do filme Nem Tudo é Paz e Amor antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo. Dirigido pelo músico Betão Aguiar, o filme estreia no tradicional festival de documentários sobre música In Edit, que começa nesta semana em São Paulo, e será exibido em três sessões: sábado às 20h30 no CineSesc, quinta (dia 25) às 20h na Cinemateca Brasileira e domingo (dia 28) às 14h na Galeria Olido. Ele mesmo filho do novo baiano Paulinho Boca de Cantor, Betão entrou na obra como entrevistado, mas com a morte da amiga de adolescência Jasmin Pinho, diretora e idealizadora do projeto em 2020, resolveu assumir a produção e esteve durante as entrevistas com outros filhos de famosos como Nara Gil, Ciça Moraes, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção, entre outros, focando nos filhos da geração que fundou as bases do que conhecemos por MPB. “Escolhi essas pessoas não apenas pelas relações pessoais que mantemos, mas também pela relevância das obras de seus pais, pelas conexões com a minha família e com a produção artística do contexto em que nasci e fui criado”, explica Betão, que também é produtor do filme. “Queria ouvi-los sobre como tudo isso ecoa em suas próprias vidas e acreditei que uma conversa aberta poderia me ajudar não só a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas nascidas e criadas nesse período e sob essas condições — mas também a compreender com mais clareza a pessoa que me tornei. Esse processo revelou-se um trabalho profundamente terapêutico, para além do filme em si, algo que só compreendi plenamente após o início das filmagens e que sigo assimilando até o momento em que escrevo este texto.” Ele fala de pontos em comum com os entrevistados e lembranças parecidas, fazendo-o pensar nas dificuldades que normalmente não ligam à vida destes artistas, normalmente rotulados como “bem nascidos” ou mais recentemente pelo péssimo neologismo “nepobaby”.
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Adiando uma possível volta desde 2020, o Faith No More parecia não ter futuro de volta aos palcos até que, na tarde desta terça, publicou seu logotipo em sua conta no Instagram sobre uma foto de uma multidão e o número 2027. E o feito é da produtora brasileira 30e, que fechou um acordo com o grupo liderado por Mike Patton semelhante ao que fez com o System of a Down no ano passado. Ou seja: a culpa da turnê de volta do FNM em 2027 é do Brasil!

O grupo fictício Gorillaz está prestes a fazer história quando se apresentará pela primeira vez em um estádio neste sábado, em Londres, na Inglaterra. Ao celebrar o épico melancólico que lançaram no início do ano (o excelente The Mountain), o grupo liderado por Damon Albarn e Jamie Hewlett encerra a turnê que fizeram pelas ilhas britânicas com uma apresentação em grande nível, reunindo inúmeros colaboradores ao vivo como se estivessem gravando um disco. Entre os convidados estão velhos conhecidos do grupo e novos compadres, incluindo artistas tão diferentes quanto De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Gruff Rhys, Kara Jackson, Paul Simonon, Johnny Marr, Popcaan, Sparks e Trueno, entre outros. Não é um mero show em estádio e sim um acontecimento – que eleva o grupo para um outro patamar.

A vitória dos Knicks de Nova York no campeonato estadunidense NBA fez a maior cidade dos EUA entrar em festa – e esta celebração tomou conta do encerramento do festival de cinema Tribeca, que também aconteceu no sábado, quando Alicia Keys, que estreava seu documentário Alicia Keys: Girl From Hell’s Kitchen. A cantora chamou o rapper Nas como convidado-surpresa e juntos fizeram uma celebração nova-iorquina ao enfileirar duas do rapper (“N.Y. State of Mind” e “Streets of New York”), uma saudação a Billy Joel (com “New York State of Mind’) e o clássico de Alicia “Empire State of Mind”. Coisa fina, veja abaixo: Continue

Ao apresentar-se em mais um show de sua turnê pelos EUA, Bob Dylan presenteou o público que foi vê-lo em Eugene na terça passada com uma volta ao hino “I Shall Be Released”, que ele não tocava ao vivo desde 2008. Pelo jeito essa turnê vai trazer vários clássicos desenterrados…
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Quando Mark E. Smith nos deixou, em 2018, ele estava gravando um novo disco do Fall, que será lançado ainda esse ano. Post Script, ainda sem data de lançamento marcada, contará com 10 faixas inéditas do lendário grupo pós-punk encarnado na persona de Mark e a primeira faixa, “30 Degrees”, foi lançada nesta sexta-feira e é um calhamaço lento cheio de synths, bem diferente do que se espera de uma música do grupo.
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Finalmente consegui assistir ao show do novo disco de Yma, Sentimental Palace, um dos melhores discos indies brasileiros do ano passado, na apresentação que fez nesta quinta-feira na Casa Natura Musical. Deu pra ver como ela subiu um degrau considerável em relação aos shows que fazia anteriormente, mesmo mantendo a mesma banda-base e com a expertise de anos de estrada regulada para este novo trabalho. Da direção de arte no palco – desde o castelo de papelão que traz na cabeça à primeira música ao figurino de todos os integrantes da banda – à direção musical, com direito a dois saxofonistas (com a entrada de Melifona na banda, que ainda esmerilhou no vocal na música do bis) e à presença do produtor do disco e companheiro Nando Rischbieter no palco, revezando-se entre vocais, teclado e violão. O resto da banda – Uiu Lopes no baixo (que também arrasa quando faz o dueto vocal em “Summer Lover”), Leon Perez (teclados), André Luiz (guitarra), Marco Trintinalha (bateria) e Vinícius Rodrigues (o saxofonista original) – tem uma cumplicidade de palco inabalável e acompanham Yma por seus devaneios dramáticos, ajudando-a a pintar o gótico lynchiano multicolorido que caracteriza seu universo musical. A mudança do novo trabalho é de escala: se em Par de Olhos ela pisava no mesmo chão do público, no novo álbum ela o eleva para o palácio sentimental do título, que tem um quê de conto de fadas e outro de hotel decadente. E o show acompanha essa nova escala, em que ela não só tocou quase toda íntegra do disco (só “Dentro de Mim” e “Passageira S.” ficaram de fora), um punhado considerável com as melhores do disco de estreia e canções intermediárias como o single “No Aquário” e “Meredith Monk”, que compôs para o disco que gravou com Jadsa. E essa escala se refletiu quando convidou o público para subir no palco para fazer a já clássica dancinha em fila em “Pequenos Rios”, que ficou para o final da noite. Muito bem.
#yma #casanaturamusical #trabalhosujo2026shows 137

Nick Cave começou a nova turnê que está fazendo com seus Bad Seeds nesta quarta-feira pela capital da Irlanda, Dublin, e para dar um agrado aos seus fãs locais, voltou a tocar, pela primeira vez em quase trinta anos a versão que faziam para “A Rainy Night on Soho”, dos heróis locais dos Pogues, repetindo o gesto (e a canção) que Dylan fez na mesma cidade em novembro do ano passado. Não foi a única raridade que trouxe de volta aos palcos nesta apresentação, tocando “Train Long-Suffering” pela primeira vez desde 1989 (!), “Nobody’s Baby Now” (que foi tocada pela última vez em 2017), “Hiding All Away” (fora dos palcos desde 2013) e “Stranger than Kindness” (que não tocava desde 2015). O resto da noite veio cheio de clássicos – de “Tupelo” a “Henry Lee”, passando por “Red Right Hand”, “The Mercy Seat”, “Papa Won’t Leave You Henry”, “Into my Arms” e outras joias.
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Depois de uma campanha iniciada no final de 1970, logo após a sua morte, a rua em que Jimi Hendrix morou no fim de sua vida e onde montou seu lendário estúdio Electric Lady em Nova York, nos EUA, deixa de ser referida como West 8th Street e passa a se chamar Jimi Hendrix Way. A cerimônia de inauguração aconteceu nesta quarta-feira, quando a placa com o nome do maior guitarrista da história do rock finalmente pode ser revelada – meses após uma cerimônia em fevereiro que teve de ser cancelada por uma tempestade de neve. “Fizemos um abaixo-assinado no Electric Lady Studios para que as pessoas assinassem que dizia ‘Dê a essa rua o nome de Jimi’, mas isso não deu em nada”, disse a irmã do guitarrista, Janie Hendrix ao jornal New York Times. “Também tentamos colocar seu rosto num selo postal e isso só foi acontecer doze anos atrás. Tudo em seu tempo”.