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Loki

Assumimos o algoritmo do agora e pautamos não apenas o que está acontecendo, mas como gostaríamos que acontecesse, por isso nessa nova fase da festa bolada por Alexandre Matias e Rafaela Fernán, voltamos no tempo para lembrar de uma época em que as redes sociais eram o Twitter e o Tumblr e as plataformas de streaming eram o MySpace e o YouTube, sites que entrávamos para descobrir e discutir novidades e outros pontos de vista, não apenas para confirmar o que já sabemos e nos interessamos. Por isso, a festa Agoritmo, capítulo I Was There, invade o Porta para voltarmos para o final da primeira década do século. Você estava lá nessa época? Voltaremos para quando blogs de MP3 e pistas de dança buscavam novidades na Nova York da DFA Records, na Paris do French Touch e do maximalismo, na São Paulo do Cansei de Ser Sexy, na nova cena eletrônica da Austrália, na cena indie inglesa que começou a flertar com a música eletrônica, na parada de hits do Hype Machine e nos remixes do Soulwax. Vem dançar com a gente a partir das 20h desta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, na Porta (Rua Horácio Lane, 95. Pinheiros), e de graça! É só chegar – traje colorido, por favor.

Agoritmo: I Was There
Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
A partir das 20h

@_____porta_____
R. Horácio Lane, 95 – Pinheiros

#agoritmo

cartaz @faelafernan

Pixies no Brasil!

Mais notícias de 2027: quem também baixa no Brasil no ano que vem são os Pixies, agora com Emma Richardson no baixo, que toca em São Paulo no Espaço Unimed no próximo dia 9 de abril. Confesso que assistir à banda sem a Kim Deal é um sério ataque ao carisma do grupo, mas, para quem quiser garantir os ingressos, a pré-venda começa no próximo dia 31 e os ingressos começam a ser vendidos no dia seguinte.

Tá reclamando que tem pouco show? Então segura esses cinco shows que os magos tuaregs vêm fazer no Brasil, quando o grupo Tinariwen anuncia mais uma vinda ao país em setembro, com direito a dois shows gratuitos no festival Mimo (no Rio e em Olinda) e três em São Paulo, um no Sesc Franca e dois no Sesc Pompeia. Pesadíssimo!

Tecla Torta

E essa série de shows idealizada pela Anna Vis para a Casa de Francisca? Tecla Torta reúne quatro cantores e quatro pianistas em datas diferentes para explorar os limites entre a canção, o improviso e o piano experimental. No primeiro encontro, dia 1º de setembro, ela reúne Chicão e Ná Ozzetti. Depois, dia 29, é a vez de juntar Arrigo Barnabé e Negro Leo. No dia 20 de outubro é vez de Henri Daio e Juliana Perdigão e a temporada encerra com o encontro de Cida Moreira e Ava Rocha. Só lamento ser na terça-feira, que é bem um dos dias que faço os shows no Centro da Terra e não consigo ir… Os ingressos para o primeiro show já estão à venda.

Ney Matogrosso anunciou nesta quarta-feira que começa 2027 comemorando seus recém-completos 85 anos em uma turnê pelo Brasil em que, ao contrário de alguns companheiros de geração, nem sequer cogita despedir-se dos palcos. São cinco datas em que a lenda viva passa por estádios em São Paulo (dia 30 de janeiro), Curitiba (dia 3 de abril), Recife (17 de abril), Belo Horizonte (1º de maio) e Rio de Janeiro (18 de dezembro), transformando o ano que vem em um ano temático seu – e com datas tão distantes entre si, não é de duvidar que outras poderão ser adicionadas à turnê 85 Anos de Ousadia, que ainda conta com imagens assinadas pelo fotógrafo norte-americano David LaChapelle. Os ingressos começam a ser vendidos entre quinta e sexta para os clientes do banco patrocinador e para o resto do público a partir da próxima segunda.

Tricky no Brasil!

Taí o que a gente queria: Tricky no Brasil! O mestre do trip hop apresenta-se em São Paulo no dia 26 de novembro no Cine Joia, com a participação da vocalista polonesa Marta Złakowska, e abertura do DJ Daniel Tamenpi, que celebra os 20 anos de seu antológico Só Pedrada Musical. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira – e só falta alguém trazer o Underworld pra que todas as atrações gringas do festival chileno Fauna Primavera também passem por aqui.

Já com a mão na massa em seu próximo trabalho, Jonnata Doll aproveitou a descoberta de um velho VHS com cenas de 1998 para encerrar o ciclo do disco Alienígena, quarto álbum lançado com sua banda Os Garotos Solventes, em 2019. “Música de Caps”, que será lançado nesta terça-feira e ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, reúne cenas deste VHS com outras de um show no Cine Teatro São Luiz de Fortaleza, no ano de lançamento daquele disco, filmadas por André Moura, velho compadre de Jonnata, que assina a direção do clipe. “Protagonizei alguns filmes do André, sempre interpretando Ramon, um amálgama de nós dois”, explica o vocalista cearense, que entende o clipe como o personagem olhando para sua própria trajetória, como reforça ao explicar o que foi encontrado na fita analógica: “O aniversário do Peter, amigo com quem fundei a minha primeira banda, a Kohbaia, e também registro de algumas tardes com os amigos vendo MTV ou vagando pela periferia alencariana”, continua Jonnata. “Alguns dos jovens que aparecem ali, ao lado de um ‘eu’ de 17 anos, viraram personagens de músicas dos Garotos Solventes, como a ‘Namorada Fantasma’, o ‘Cheira-Cola’, os ‘Cigarros pelo Muro’, a ‘Rua de Trás’ e outras. Naquele momento, a gente estava descobrindo muitos caminhos e formas de existir e alguns deles nos levaram ao mais profundo wild side: a amores intensos, clínicas psiquiátricas (de forma compulsória ou voluntária) e ao suicídio dos mais sensíveis, mas também nos levaram ao palco, para brilharmos livres na noite da América… do Sul!”, reforçando que a letra fala sobre “encontros com personagens que não souberam lidar com suas forças criativas neste mundo tecnofeudal, capitalista e georgeromeriano”, conclui o Jonnata. “O que outrora poderia ser uma potência xamânica, um oráculo, um líder carismático ou um grande artista, neste contexto, pode se tornar alguém em crise, alguém sob os cuidados de psiquiatras.”

Assista ao clipe abaixo: Continue

Ao apresentar-se neste sábado no festival inglês All Points East, em Londres, a sueca Zara Larsson convidou uma velha camarada para estrear no palco uma parceria lançada há quase um ano, quando a inglesa PinkPantheress chamou a amiga para fazer parte da segunda versão para a maravilhosa mixtape que consolidou seu nome no ano passado, a irrepreensível Fancy That. As duas já haviam tocado juntas em outras oportunidades, mas esta foi a primeira vez que mostraram ao vivo o remix que fizeram para a irresistível “Stateside”, que Zara fez questão de abrir seu show para já deixar o nível lá em cima. Que beleza!

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Há três anos foi anunciado que o personagem Overman, super-herói à brasileira criado por Laerte em 1998 em tiras na Folha de São Paulo, teria seu próprio filme, estrelado por Caco Ciocler e dirigido por Tomás Portella. Mas o diretor envolveu-se na produção do filme Aumenta que é Rock’n’Roll, sobre a rádio carioca Fluminense FM, lançado em 2024, e desde então não temos mais notícias sobre a supercomédia. Até que nesta semana, o primeiro teaser de Overman – O Filme foi mostrado. Ele está vindo…

Assista abaixo: Continue

A safra de 2026 do Inferninho Trabalho Sujo tem trazido bandas que cada vez mais fogem dos rótulos fáceis e nesta sexta-feira duas delas apresentaram-se no Redoma. A primeira delas foi a estreia do trio Nesga Mosquito, fundado pelo casal Lua Belle e Tomás Dos Reis ao lado do baterista Kauê Commi, que nasceu a partir da influência de diferentes fases da MPB e passeia por referências ao pop contemporâneo, ao jazz e ao indie rock, diluindo bem tais fontes musicais a ponto de elas não ficarem tão evidentes. Lua e Tomás (o geninho do baixo que também toca no Caruma, Pé de Vento e Besta Fera) completam os vocais da maioria das faixas enquanto trocam constantemente de instrumentos – indo do baixo pra guitarra e vice-versa -, deixando o imaginar possibilidades estranhas e improváveis como bossas novas tortas, blues que misturam-se ao rock brasileiros dos anos 80, funk setentistas com pitadas de pós-punk e jazz mineiro. E além do já mencionado baixo virtuoso de Tom (que não faz feio quando vai pras mãos da parceira), vale sublinhar a versátil voz de Lua, que por vezes soa pequena e precisa como se Nara Leão cantasse no Stereolab, outras solta-se dramática como poucas cantoras de sua geração sabe fazer. E na bateria Kauê não deixa por menos e acompanha de perto os delírios musicais propostos pela dupla à frente – incluindo fazer um terceiro vocal. Showzão.

Depois foi a vez de mais um show da Outra Banda no Fim do Mundo na festa, estreando no Redoma. E o show da banda liderada por Otávio Malta segue o patamar sério estabelecido pelo guitarrista, vocalista e líder do grupo, puxando rock direto e de groove reto que condizem com as letras desesperançosas e sem meias palavras deste autor. Ao seu redor, dois integrantes da banda Orfeu Menino mostram sua força rock, com o baterista Tommy Coelho assumindo a guitarra solo e perseguindo as bases de Otávio sempre bem de perto, enquanto o baixista João Chão esmerilha seu instrumento como se fosse uma guitarra. Acompanhando-os sem trégua vem o intrépido baterista Méqui Lovin e os quatro juntos têm uma conexão quase ígnea de tão próxima e pesada, reforçando a dureza do gênero que tentam reinventar, elevando referências como o rock pesado e o heavy metal para um outro nível de alquimia sonora, que soa referente e reverente aos cânones dos dois gêneros sem necessariamente soar com alguma banda específica, pressionando mais o clima (apocalíptico, como reforça o nome do grupo) do que as eventuais citações ou menções. Olho neles!

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