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Loki

Único remanescente vivo da lendária Yellow Magic Orchestra, o japonês Haruomi Hosono vive dias de glória ao ser reverenciado por uma nova geração de artistas – além de sampleado pelo Vampire Weekend e gravado pelo Mac Demarco e pelo conterrâneo Cornelius, ainda abriu as portas de sua casa para receber tanto Mac quanto o geese Cameron Winter em suas recentes passagens pelo Japão. Pioneiro do rock psicodélico japonês ainda nos anos 60 (com a banda Apryl Fool, criada uma década antes do YMO que fundou ao lado dos saudosos Yukihiro Takahashi e Ryuichi Sakamoto), ele acaba de anunciar o lançamento de Yours Sincerely, seu primeiro álbum desde 2019, agendado para setembro deste ano. Não há maiores informações sobre o disco além do título, capa, data de lançamento e dos nomes das músicas e que ele fará alguns shows para aproveitar o novo álbum, dois deles nos Estados Unidos, quando apresenta-se no Radio City Music Hall de Nova York no dia 16 de setembro e no Greek Theatre de Los Angeles no dia 20, ambas apresentações com abertura de Toro y Moi. Mas ele soltou um post em sua conta no Instagram para comentar o novo trabalho:

Agora tenho 78 anos, mas, desde então, sinto uma crescente curiosidade pela música desconhecida que meu novo eu criará, ao mesmo tempo que acolho a música do meu eu anterior — como se agora carregasse dois mundos musicais dentro de mim…

“Tudo começou com uma pergunta simples: como expressar em inglês as ideias japonesas de omoiyari (思い遣り), jihi (慈悲) ou boseiai (母性愛)? Procurei, mas nenhuma palavra parecia certa. Cada uma se aproximava, mas carregava uma nuance ligeiramente diferente. Talvez a mais próxima fosse ‘compaixão’, que é frequentemente traduzida como ‘omoiyari’ em japonês, mas seu significado original significa ‘sofrer junto’. Tende a carregar um sentimento de simpatia ou pena — algo que parece distinto do sentido japonês de ‘omoiyari’. Em japonês, ‘omoiyari’ também inclui o sentimento de ‘ficar feliz junto’. Nesse sentido, pode até parecer o oposto. A perspectiva, o ângulo emocional — sutil, mas fundamentalmente diferente. Por essa razão, optei por não usar ‘compaixão’. Em vez disso, recorri a uma palavra mais familiar, frequentemente usada para encerrar uma carta: ‘Atenciosamente’”.

O disco já está em pré-venda. Veja abaixo a capa e o nome das músicas: Continue

Vocês estão prontos para mais uma edição do @chamafestivalchama? Pois marque aí na sua agenda que no próximo dia 6 de junho teremos mais uma safra de novas bandas que estão em ascensão na cena independente brasileira desfilando pelos dois palcos da Casa Rockambole, em mais uma parceria entre @aportamaldita e @inferninhotrabalhosujo. Enquanto não anunciamos as bandas desta edição, o que deve acontecer em breve, os ingressos estão no precinho. Confia!

A próxima edição do Inferninho Trabalho Sujo acontece nesta sexta-feira, dia 15, quando reunimos na Porta Maldita as bandas Caruma, Pra Sempre Pepito e a dupla Nalu & Annina, todos fazendo suas primeiras apresentações na festa. A Porta Maldita fica no número 400 da rua Luiz Murat, em frente ao cemitério de Pinheiros, abre a partir das 20h e os ingressos já estão à venda. Vamos?

Vem Avalanches!

Começou! A dupla australiana Avalanches acaba de lançar o single “Together”, com as participações dos norte-americanos Nikki Nair, Prentiss e Jessy Lanza (os dois primeiros estadunidenses, a última canadense), e com isso inicia os trabalhos de seu quarto álbum, mas sem contar muito além disso. A não ser ao lançar um clipe com disquetes, celulares pré-smartfones e iPods e lançar um site chamado Takumi Digital Archives, que anuncia: “Na Takumi, entendemos que arquivos digitais são mais do que repositórios de dados – eles são uma memória institucional, propriedade intelectual e legado cultural”. E continuam “Nossa plataforma combina segurança de alto nível, infraestrutura escalonável e indexação inteligente para entregar uma fundação segura e pronta para o futuro da preservação digital”. Será que esse é o tema do disco?

Assista abaixo: Continue

Absurda essa turnê que o nosso Test começou na semana passada, passeando por continentes que o War das bandas independentes brasileiras sequer cogitam. São 38 datas que incluem treze no Japão, dez na Nova Zelândia, além de passar pela China, Austrália, Singapura e Taiwan, além de dar uma passada no Chile na volta. É a 22ª turnê internacional da dupla e, como sempre, tudo feito na unha, sem patrocínio nem edital. Na raça.

Veja as datas abaixo: Continue

Estamos chegando ao final do primeiro semestre do ano e estas são as atrações musicais que estarão em cartaz no Centro da Terra durante este próximo mês de junho. As segundas-feiras ficam com o grande Gustavo Galo, que aproveita o mês de seu aniversário para festejar na temporada Um Bis no Abismo, que começa na segunda segunda do mês porque este junho tem cinco segundas-feiras. No dia 8, ele celebra seu irmão de alma, o saudoso Luiz Chagas, numa noite que ainda em que será acompanhado por Biel Basile, Fábio Sá, Chicão e Gustavo Ruiz, quando cantará músicas de seu eterno chapa. No dia 15, ele traz sua nova banda Tudo a Ver (que conta com Juliana Perdigão, Bruna Lucchesi e Vitor Wutzki) numa noite dedicada à poesia que ainda contará com as presenças de Angélica Freitas, Fabricio Corsaletti, Dimitri Br e Marcelo Ariel.. No dia 22 ao lado de Peri Pane, viaja por suas subversões em português para músicas de Lou Reed, Patti Smith e Leonard Cohen, entre outros, quando também recebe os convidados André Mourão e Péricles Cavalcanti. A última noite da temporada não é numa segunda-feira por motivos de Copa do Mundo, e cai no primeiro dia do mês seguinte, quando chama a banda que já o acompanha há uma década (Pedro Gongon, Otávio Carvalho, Lucas Gonçalves e Tomás Gleiser) para mostrar músicas inéditas e relembrar de outras velhas conhecidas. A primeira segunda de junho (dia 1º) fica com o novíssimo grupo Lumia, formado por Marina Marchi, Júlia Toledo, Laryssa Alves, Miriam Momesso e Amanda Barbosa em uma apresentação chamada Quinteto. No dia seguinte, a primeira terça-feira do mês (dia 2), Leal sobe pela primeira vez no palco do Centro da Terra com um espetáculo intimista chamado Circulando, quando vem acompanhaado de Reyviton Lima, Rafael dos Santos e Fernanda Horvath. Na terça seguinte (dia 9) é a vez de Luna França voltar ao palco do teatro, desta vez em formato solo, e mostrando composições inéditas na apresentação batizada de Junto, quando começa a explorar o que será seu segundo disco ao lado de Arquétipo Rafa, Lê Veras e Melifona, com participações de Malu Magri, Ana Passarinho e Heloá Holanda. No dia 16, a dupla Triste, formada por Rafael Brasil (Far From Alaska) e Brenda Mayer (Call Me Lolla), faz sua estreia no palco em um show delicado e minimalista chamado De Perto. No dia 23, o violonista virtuoso Daniel Murray chega mais uma vez ao palco do Centro da Terra ao começar a desbravar o Universo Musical de Egberto Gismonti, título de seu novo espetáculo, dedicado a esmiuçar a complexidade melódica, harmônica e polirrítmica deste mestre, com quem já pode dividir o palco algumas vezes. E no último dia do mês o gaúcho Irmão Victor estreia no teatro comemorando os dez anos de seu primeiro disco Passos Simples para Transformar Gelatina em um Monstro, que será tocado na íntegra numa noite que ainda terá as presenças de Vicente Barroso, Thales Castanheira, Theo Cecato, Jorge Zahar, Simone Julian, Max Huszar e Manu Julian. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Gibaa: Fagogo

Gibaa antecipa seu segundo álbum nesta terça-feira no Centro da Terra e o conceito de Fagogo vai para além do disco, pois também é um player de música digital. Na ativa desde antes da pandemia, Gibaa lançou seu primeiro disco, Poça Platônica, em 2024 e desde então vem trabalhando no conceito de Fagogo, um disco que não está nas plataformas de áudio e só pode ser ouvido num player de áudio digital open-source que leva o mesmo nome do disco – ou ao vivo, como é o caso desta primeira apresentação que fará no teatro. O espetáculo começa pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Um quarto de século depois do lançamento oficial de sua coletânea de lados B, os Pixies anunciam a versão a primeira em vinil deste mesmo disco como parte comemorativa de seus 40 anos, completos neste 2026. São 19 faixas que surgiram como extras de compactos que eles lançaram em sua fase clássica, entre 1988 e 1991, quando a banda encerrou suas atividades pela primeira vez. E não são músicas menores, há pérolas imortais da banda neste conjunto, como a versão UK Surf para “Wave of Mutilation”, uma versão ao vivo para “In Heaven”, a maravilhosa versão que fizeram para “Winterlong” de Neil Young e a perfeita “Into the White”, com vocais de Kim Deal, entre outras. Complete B Sides: 1988-97 já está em pré-venda e chega ao público no final do próximo mês, e inclui também outros lados B lançados após o fim da banda, como o maxi-EP Alec Eiffel (lançado em 1992) e a demo de “Debaser” (lançada em 1997).

Mal acabou de fazer seus primeiros dois shows solo nos Estados Unidos e o beastie boy Mike D mostra disposição para ir além de seu próprio território ao anunciar sua primeira turnê europeia já no mês que vem, passando pela Inglaterra, Alemanha, Portugal, Espanha, França e Bélgica. Mais um pouquinho e ele cola por aqui. Alô Primavera São Paulo, como é aquele papo de “e mais…” no final do vídeo de anúncio do elenco da edição deste ano publicado nesta segunda? Alô Mike D, please come to Brasil!

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“Esse sentimento de que o mundo tá indo pro buraco”, a sensação de desesperança transmitida pela segunda apresentação da temporada Acontecimento que o trio Crizin da Z.O. está fazendo no Centro da Terra poderia ser resumido a um questionamento ainda maior, posto logo já no primeiro movimento, quando o próprio Crizin arrematava: “Será que nesse buraco cabe o mundo?”. Recebendo a dupla Deafkids nesta segunda-feira, mais uma vez o grupo de funk apocalíptico transformou o palco do teatro em um alarme estridente sobre o fim do mundo iminente que toma conta do nosso dia-a-dia. Como na primeira apresentação da temporada (quando o grupo apresentou-se ao lado de Kiko Dinucci), esta nova noite viu o casamento das duas guitarras presentes criar uma parede de microfonia grossa que espremia o público contra a parede mental dos próprios cérebros, mas como tanto Douglas Leal quanto Mariano Sarine desdobram-se na percussão (elemento também crucial para o grupo do Rio de Janeiro), esta névoa elétrica sempre vinha aterrada de atabaques e tambores prontos para deixar todos em alerta. Pesado e aterrador como sempre, mas sem perder a seriedade ou o senso de emergência.

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