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Loki

Há eras sem lançar discos (depois do excelente Phantom Island, um dos melhores discos do ano passado), o grupo King Gizzard & the Lizard Wizard teve um ano agitado desde o último lançamento, entre shows com orquestras, tirar suas músicas do Spotify e começar a fazer apresentações eletrônicas pra dançar que mais pareciam raves que shows. E essa tendência parece que é a pauta do novo álbum, que acabam de anunciar. Alien Metal é o vigésimo oitavo disco do grupo australiano, que sairá ainda no meio deste ano e tem seus caminhos abertos pelo single “Level 5”, que além de confirmar a presença massiva de sintetizadores também vem com um clipe em que uma autópsia alienígena conduzida por uma espécie de seita conecta a entidade em equipamentos eletrônicos. O novo disco vem junto com o anúncio de seu evento anual Field of Vision, acampamento de três dias no Colorado, nos EUA, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto e conta com artistas como Die Spitz, Angine de Poitrine, Folk Bitch Trio, Jello Biafra, Space Moth, Acid Yoga e outros menos conhecidos, além de shows diários da banda anfitriã. E junto com esse evento, o grupo também anunciou uma passagem por Nova York em que farão três shows no Forest Hills Stadium entre os dias 20 e 22 do mesmo mês, sendo que o terceiro é um de seus infames shows-rave (ingressos à venda pelo site da banda). Vai ser quente!

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Charli XCX acaba de revelar a lista com o nome das músicas de seu novo álbum e entre títulos como “Card Declined”, “2007”, “Persona” e “Yeah”, destaca-se a faixa de encerramento do álbum, “No One Last Forever”, que conta com a participação de ninguém menos que DAVID CRONENBERG. Quem acompanha o trabalho da Charli sabe o quanto ela é fã do sujeito, mas convidá-lo para participar de uma música foi um golpe ainda mais genial do que colocar John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese numa mesma cozinha pra ilustrar um disco chamado Music Fashion Film. E ela ainda deixou escapulir um trecho de mais uma música nova, chamada de “Camera”, e avisou que nesta quarta tem mais uma novidade vindo aí… Provavelmente o lançamento de mais um single (justamente este que ela mostrou o trecho), que funcionaria como faixa dedicada ao pilar Filme, como “Rock Music” tinha sido sobre música e “SS26” sobre moda. Eu tinha dito…

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Lariú manda avisar que nesta sexta-feira o épico da psicodelia brasileira do inicio deste século Seres Verdes ao Redor FINALMENTE chega às plataformas digitais vinte anos depois de seu lançamento. Será que vem mais alguma novidade por aí?

Desembestados

Absurda a apresentação que o grupo Besta-Fera fez nesta segunda-feira no Centro da Terra, pinçando algumas canções de seu repertório prog fusion para entortar a marretadas musicais o inconsciente dos presentes, num revezamento de tempos ímpares em que o grupo azeitadíssimo submeteu o público presente. A liga entre a guitarra intensa de Arthur Sardinha, o ritmo sincopado frenético da bateria de João Pedro Dentello, o delirante baixo desenfreado de Tom dos Reis e as teclas enfurecidas de André Damião, desta vez entre o synth e o piano, é um dos melhores segredos da cena paulistana desta década e a simbiose orgânica com a qual o grupo conduz suas obras parece ao mesmo tempo rígida e solta, improvisada e ultraensaiada, pegando os ouvintes em surpresas constantes. À entrada simultânea dos convidados da noite – o guitarrista Kiko Dinucci e a vocalista Paola Ribeiro – apenas abriu novas camadas para essa sintonia, com o grupo convidando os dois para improvisar sobre dois temas próprios e depois visitando duas músicas de cada, começando pelo faroeste brasileiro “Marquito” do Rastilho de Kiko, passando pela faixa de abertura do Circus de Paola (“Faca da Palavra”), emendada com seu recém-lançado novo single “Furtacor” e outra do disco que lançou Kiko antes da pandemia, “Febre do Rato”. Uma noite intensa.

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Começamos a safra de apresentações musicais de julho no Centro da Terra com a estreia da banda Besta-Fera no palco do teatro, quando eles mesmos encerram um ciclo que veio com o fim do estúdio Páprica, em que compuseram suas primeiras músicas e celebram este capítulo de sua carreira com o espetáculo Morte e Páprica. Nesta apresentação, o grupo – que transita entre as fronteiras do jazz fusion, do rock progressivo e do math rock – toca pela primeira vez ao lado do guitarrista Kiko Dinucci e da vocalista Paola Ribeiro, que faz o quarteto formado por Arthur Sardinha (guitarra e efeitos), João Pedro Dentello (bateria), Tom dos Reis (baixo) e André Damião (synth e piano) a ampliar ainda mais suas fronteiras musicais. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Líder do Beach Combers, o guitarrista Bernar Gomma reside há três anos na Alemanha e aos poucos vem preparando seu primeiro disco solo, cujo lançamento está previsto para o ano que vem. Mas ele acaba de encerrar uma trilogia de singles que marca sua mudança de país, quando deixou o Rio de Janeiro para morar em Berlim, e antecipa em primeira mão o clipe deste single, chamado “Cabeças Incríveis”, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “É uma música do Pedro Tambellini que revisitei sob um novo ponto de vista, com um aproach instrumental orgânico e melódico”, explica o músico, “enquanto o clipe amplificou a narrativa instrumental no contexto da maleta e da jornada, a busca por algo que não é palpável, explorando o imaginário, entre o que buscamos e os caminhos que percorremos versus aquilo que o destino nos trás’.

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Madonna estreou seu ótimo Confessions II num set ao vivo na virada da quinta pra sexta na boate Magazine, em Londres, num evento chamado de Club Confessions. A festa foi uma discotecagem comandada pelo produtor do disco – Stuart Price, o mesmo que fez o primeiro Confessions, de 2005 – em que Madonna cantou várias músicas novas ao lado da filha Lourdes, que canta desde 2022, primeiro com o nome artístico de Lolahol, para depois apresentar-se como Lola Leon, nome que usa inclusive em sua participação no novo disco da mãe, na faixa “The Test”, que também foi coescrita por ela.

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“A pior parte de ter 80 anos é que você acha que, finalmente, você chega ao entendimento de algo que poderia ter sido alterado tudo no passado, mas isso vem numa época em que algo ainda pode ser alterado”, escreveu Bob Dylan no mês passado no New York Times, sobre passar dos 80 anos, “quando você é jovem você acha que o tempo move-se para frente, mas aos 80 você sabe que não, que ele fica parado e somos nós quem nos movemos”. Colocando em prática o que ele diz, ele segue mudando os rumos de sua atual turnê como se pudesse mexer em algo sem saber direito em quê. Na semana passada, ele despediu-se do guitarrista Doug Lancio, com quem vinha tocando desde o início da turnê de seu disco mais recente (Rough and Rowdy Ways, que batizava a turnê até dois meses atrás, quando resolveu chamá-la de Long Hot Summer Tour), e em seu lugar chamou o jazzista Julian Lage. Os fãs logo notaram que Lage não iria prosseguir no cargo pois tinha sua própria turnê marcada para começar em breve, mas antes que ele pudesse deixar o palco, Dylan tirou o outro guitarrista, Bob Britt, de cena, no início desta semana. Este, que vinha tocando com o mestre desde 2019, postou em suas redes sociais um lacônico “Sayonara Bobby” e respondeu que havia caído fora quando um fã perguntou em um comentário (publicação que Britt já deletou). E no lugar dos dois guitarristas que já não estavam mais entrou o guitarrista de Chicago Joel Paterson, que tocou com Dylan nos seus dois últimos shows desta semana. E, como em todas estas súbitas mudanças, ainda não temos informações sobre quem será a banda que o acompanhará nas datas restantes – e se outra troca de músicos poderia acontecer. Como sempre quando o assunto é Dylan, nada é claro…

Ouça abaixo gravações com trechos dos shows em que Paterson estreou na banda: Continue

Demorou mas foi: o influente quinto disco do DeFalla, Kingzobullshitbackinfulleffect92, finalmente está de volta – já chegou às plataformas de áudio (com masterização do violeta de outono Fábio Golfetti) e em breve ressurge em CD e vinil. Um dos discos mais emblemáticos da banda de Edu K, pavimentou o caminho para o estouro de grupos da geração dos anos 90, como Planet Hemp, Raimundos e Pato Fu, levou o grupo ao Hollywood Rock de 1993 (o mesmo festival que trouxe Alice in Chains, L7, Nirvana e Red Hot Chilli Peppers pela primeira vez para o Brasil) e retorna às vésperas de mais uma nova encarnação do grupo nos palcos, que acontece no mês de agosto.

Enquanto não encontra sua nova sede, a Associação Cultural Cecília segue agitando a cena independente brasileira e traz mais um show épico para o país, ao anunciar a vinda de Ty Segall pela primeira vez para o Brasil. O papa do novo rock de garagem psicodélico deste século – autor de quase duas dezenas de discos entre lançamentos em vários formatos – vem para São Paulo para uma única apresentação na Áudio, dia 15 de novembro, com abertura das bandas paulistas Ema Stoned e Bike e discotecagem a cargo de Supernovissima. Os ingressos já estão à venda e a própria Associação deixa claro que “meia social vale pra qualquer pessoa”.