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Metá Metá Metá

mm3

O terceiro disco de Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França vem aí – e “Mano Légua” é só um teaser do que vai ser MM3.

Vish!

Haim ♥ Prince

haim-2016

As irmãs Este, Danielle e Alana – mais conhecidas como Haim – fizeram sua homenagem póstuma ao mestre Prince em um show que fizeram na terça-feira em um show na cidade californiana de Santa Ana, tocando uma versão pilhada para “I Would Die 4 U”. A versão deixa bem clara a referência do mestre dos anos 80 na sonoridade específica da banda.

E o cover não foi a única novidade da noite: as Haim aproveitaram para dar uma palhinha de seu próximo disco, que está sendo gravado e deve ser lançado ainda este ano, ao tocar as músicas inéditas “Nothing’s Wrong” e “Give me Just a Little of Your Love”, que também foram registradas em vídeo.

Como essas meninas são boas, fico impressionado com a dinâmica delas no palco. Então vai aqueles hits deliciosos neste mesmo show (“Falling” cantada em uníssono, “If I Could Change Your Mind” e o hino “Forever”):

E tudo indica que o disco novo vai seguir esse padrão… Que bom.

boogarins-benzin

Viram que o clipe de “Benzin”, o primeiro a sair do Manual dos Boogarins, estreou no Stereogum? Filmado na deslumbrante Chapada dos Veadeiros, o clipe é estrelado pela vocalista do Carne Doce, Salma Jô, banda conterrânea dos goianos, e celebra a psicodelia preguiçosa das tardes no cerrado.

joemount

O Metronomy está de volta com música e clipe novos, anunciando o disco Summer 08, gravado em apenas duas semanas pelo fundador da banda, Joe Mount, que tocou quase tudo no novo disco. Uma das poucas participações externas do novo disco é o DJ Mixmaster Mike, que tocava com os Beastie Boys, que faz das suas em “Old Skool”, o primeiro single, de beat pra cima e uma atmosfera disco music. O disco ainda tem a participação da cantora Robyn em outra faixa e será lançado no primeiro dia de julho. E o Metronomy sabe fazer bons discos…

A capa e a ordem das músicas, apenas dez, vêm logo abaixo:

metronomy-summer-08

“Back Together”
“Miami Logic”
“Old Skool” + Mixmaster Mike
“16 Beat”
“Hang Me Out To Dry” + Robyn
“Mick Slow”
“My House”
“Night Owl”
“Love’s Not an Obstacle”
“Summer Jam”

Letuce_todos

A arrebatadora e deslumbrante “Todos Querem Amar”, que encerra o senhor disco que o Letuce lançou ano passado, Estilhaça, nasceu sozinha. “Ela música nasceu de total improviso da banda, no estúdio 12 dólares em dezembro de 2013”, me conta Letícia Novaes, vocalista e norte da banda. “Os meninos lá levando um som, eu abri meu caderninho de tralhas/emocões e desatei a cantar e falar algo que tinha escrito. Quando fomos gravar o disco em 2015, fevereiro, o Lucas (Vasconcellos, guitarrista e outra metade do casal que originou a banda) comentou ‘vocês têm que ouvir um momento que temos de 2013, lá no estúdio e tal’. Quando a gente ouviu, pirou. A gente já não lembrava exatamente e foi tão impactante que resolvemos colocar do jeito que estava, até a voz é a guia.”

A música virou clipe, que estreia com exclusividade aqui no Trabalho Sujo. O clipe foi dirigido por Clara Sønder, que filmou o casal à noite em Copacabana, e conta com imagens enviadas por fãs. “Pedi aos fãs que mandassem vídeos no ônibus da vida. Pedi cautela, afinal: muitos assaltos”, lembra Letícia, antes de rir, “recebemos vários, desde bebês, até dança contemporânea, gente se beijando, e umas meninas hilárias que criaram um ônibus – até botei duas ceninhas com elas”.

“Essa música fala sobre tentativas, creio. E como isso nos mantém sãos”, ela continua. “As pessoas vão e vem, contramão ou não, mas tentam. E há uma certa vergonha em tentar. Hoje em dia existe uma vergonha em amar, há quem tem tenha vergonha da frase ‘mais amor, por favor’. o amor não é mais um lugar comum a todos, há quem ame, há quem odeie, é curioso. E – ah! – também é uma música sobre sonhos, e como eles são utilizados de maneira boba. quando alguém diz ‘sonhei com você’, cria-se uma distância subconsciente, e há a ‘vergonha’ – olha ela aí de novo – de se dizer ‘eu pensei em você à noite inteira’, o que pra mim seria bem mais forte de ouvir do que ‘sonhei com você'”, ela ri de novo.

A música e o vídeo funcionam como um antídoto pra essa fase deprê que estamos atravessando no Brasil.

AnneJezini-

Lucas Santtana que deu a dica de uma amazonense que descobriu e acabara de produzir seu segundo disco, Cinética. “Admiro demais o trabalho dele desde 2012 quando o conheci com o Sem Nostalgia”, me conta Anne Jezini. “Gosto muito como ele usa as camadas e texturas, a criatividade e, principalmente o desapego dele a um estilo só. Ele é bem ligado na música que está acontecendo no norte, e conheceu meu trabalho pela internet e foi uma surpresa muito feliz pra mim. Então a idéia de fazer o disco surgiu naturalmente, tinha uma sintonia do que eu estava querendo como sonoridade e as idéias dele. E todo o processo foi muito suave e relativamente rápido por causa disso. Começou em maio de 2015, trocamos referências e fomos formatando o conceito e em agosto eu viajei para o Rio de Janeiro para compormos as musicas e fechar o repertório, e já gravamos a faixa ‘Vale’ no estúdio do Marcelinho da Lua em parceria com ele. Todas as outras faixas foram gravadas em novembro no 12 Dólares do Fábio Pinczowski, que também tocou parte dos synths do disco. Foi relativamente rápido.”

Lucas conta como foi o contato com ela: “Conheci a Anne nas redes socias, ficamos amigos por lá e começamos a trocar figurinhas musicais. Saquei que ela curtia som, do tipo que faz um comentário como: ‘adoro o som desse sinth no refrão’. Daí rolou o convite para produzir o álbum novo dela e começamos a trocar referências no Spotify. Saquei que rolava muita afinidade sonora e me animei não só de produzir o disco como de compor todas as músicas, fazendo as músicas já em cima das batidas. Foi o primeiro disco que produzi que gravei 70% dos instrumentos. E o Fábio Pinc – que gravou o disco – os outros 30%. Foi bem divertido de fazer. Anne não tem frescura de cantora, botava a voz na hora que a gente propunha, como a gente botava os instrumentos. E como dá pra ouvir, ela canta muito.”

Cantora e compositora, Anne tem formação em biologia e economia, mas descobriu-se cantora depois de passar quase um ano na Inglaterra. Lançou o primeiro disco (Toda Queda Guarda um Susto) em 2015 mas viu que queria mais. Cinética, em sua maioria composto ao lado de Lucas a aproximou ainda mais da linguagem eletrônica. “Compomos eu e o Lucas partindo primeiro dos beats já imaginando o tipo de sonoridade que cada canção ia seguir e criando as melodias a partir disso. Ele já nasceu da idéia de privilegiar os beats e os sintetizadores.” Entre as influências do disco, ela lista funk, Michael Jackson antigo, Peaking Lights, Santigold e LCD Soundsystem. “Queria brincar e usar de formas diferentes ritmos como o dancehall, o funk carioca e a cumbia. Tem um pouco da referência do Bomba Stereo, das produções do Major Lazer”, explica.

O disco sai em junho primeiro digitalmente e em CD e o show tem direção musical do Lucas Santtana, além de contar com o próprio tocando baixo e synth, Caetano Malta na guitarra e MPC e Lenis Riso na MPC e no sampler. Ela antecipa o primeiro single, “Uma Pausa”, com exclusividade para o Trabalho Sujo.

Risco toca Risco

capa-risco

O coletivo-selo Risco, que gira ao redor do estúdio Canoa, no Sumaré, em São Paulo, vem aos poucos comendo pelas beiradas e depois de conseguir estabelecer parte de seu elenco entre os novos nomes da música brasileira, resolveu lançar um disco-manifesto, reunindo os grupos que lançou em uma só coletânea. Risco #01 será lançada no próximo dia 19, uma quinta-feira, no Centro Cultural São Paulo, com apresentações das oito bandas que fazem parte do selo, pois a proposta da coletânea é justamente colocar bandas como O Terno, Charlie e os Marretas, Luiza Lian, Mustache e os Apaches, entre outros, tocando músicas uns dos outros. O disco estará à venda no show (que é de graça, mais informações aqui) e estará disponível em streaming a partir desta quinta-feira, dia 12, na conta do Soundcloud do selo. Conversei com o Guilherme Giraldi, que é um dos sócios do selo (o outro é seu xará Gui Jesus, dono do estúdio Canoa) e também faz parte do Charlie & Os Marretas e ele me adiantou um trecho das gravações em vídeo e a capa da coletânea, em primeira mão.

Conta a história do Risco.
O Risco nasceu em 2013 como um coletivo de bandas e artistas que já se associavam de diversas maneiras, seja dividindo o palco num show, compartilhando integrantes entre si ou na relação cotidiana de parceria e amizade. Fazem parte desde a fundação do selo: O Terno, Charlie e os Marretas, Memórias de um Caramujo, Luiza Lian, Grand Bazaar, Mojo Workers, Caio Falcão e um Bando e Noite Torta. Além disso, tiveram como ponto importante de convergência o Estúdio Canoa, do meu sócio Gui Jesus Toledo, aonde gravaram e mixaram a grande maioria dos seus discos.
A ideia do selo, partiu de mim e do Jesus. Propusemos para as bandas de prensar os discos em vinil e rachar os custos e lucros. O vinil sempre foi um formato que agradou muito a todos nós, tanto pela pela sua parte estética, visual, tanto pelo seu ritual de escuta. Em 2014, lançamos d’O Terno seus dois discos e o compacto “Tic Tac/Harmonium”, o disco do Charlie e os Marretas e o “Cheio de Gente” do Memórias de um Caramujo.
Em 2015, tivemos outros os lançamentos, estes em CD, dos álbuns de estréia da Luiza Lian e do Caio Falcão e um Bando, e a entrada dos Mustache e os Apaches com o disco “Time is monkey” e do Música de Selvagem no selo.

O Risco é só um selo? O que é um selo de discos hoje em dia?
O Risco surge lá atrás como um coletivo e selo de vinis. Depois de um certo tempo compreendendo melhor nosso mercado com um todo, as necessidades do selo como negócio, as demandas que surgiam dos artistas e as vontades artísticas de todos nós, sentimos que deveríamos expandir nossas atividades.
Sobreviver como um selo de discos no mercado independente brasileiro é muito complicado. Mesmo com o boom do vinil, o mercado físico só veem caindo e o digital ainda é uma microrreceita. Por isso tivemos abrir a cabeça para as novas e velhas possibilidades de atuação dentro do mercado da música e ver aonde realmente gostaríamos de agir. Um trabalho que já vem sendo realizado, por exemplo, é o de produção e agenciamento, que é um dos grandes gargalos da nossa cena. Atuamos com dois artistas do selo, Charlie e os Marretas e Luiza Lian.
Atualmente, enxergamos o RISCO como uma plataforma de suporte na cadeia criativa e produtiva do nosso elenco. Temos que compreender toda essa cadeia e atuar no caso de cada artista de uma forma específica, pois cada um está num momento diferente da sua carreira, tem um público específico, e mesmo estando numa mesma cena, tem demandas diferentes.
Portanto, acredito que no século 21 os selos continuam com a missão de fomentar e difundir o trabalho dos artistas que compõe seu elenco, mas com uma estrutura flexível e atuação vinculada não somente no mercado fonográfico, com foco na venda de discos, mas também nas diversas áreas do ecossistema da música como o show business e o direito autoral.

Conta como surgiu a ideia deste novo disco?
Alguém – sinceramente não me lembro quem – numa das primeiras reuniões que fizemos com todxs xs músicxs do Risco, soltou “seria muito louco que as bandas gravassem versões umas das outras! Imagina os Mojo tocando Marretas que doidera!”. Geral curtiu e a ideia ficou. Depois de muito tempo tivemos uma reunião na Red Bull Station, apresentamos essa ideia doida, eles animaram e ai surge o disco.

E que mais vocês têm de planos para 2016?
Esse ano é bem importante para a gente pois estamos expandindo nosso negócio e temos muitos lançamentos, como os álbuns do Grand Bazaar, Música de Selvagem, Charlie e os Marretas, O Terno; o EP da Luiza Lian; e ainda temos o lançamento de um novo projeto chamado Mawu.

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Depois do disco masculino, Flecha, apresentado na quinta passada aqui no Trabalho Sujo, é a vez de mostrar o disco feminimo que Iara Rennó lança ainda este mês: Arco foi gravado com a banda Elas, composta por Mariá Portugal na bateria, Maria Beraldo Bastos no clarone e Iara na guitarra. A faixa escolhida para apresentar esse disco é “Mama Me”, que conta com Maurício Fleury, do Bixiga 70, nos sintetizadores e inicialmente era um poema em seu livro Língua Brasa Carne Flor, como Iara explica a seguir:

“Antes de ser música foi poema, do livro Língua Brasa Carne Flor. E antes de mais nada, ‘Mama-Me’ é uma ode. À liberdade com o próprio corpo. Feminino. Cis, trans e pós-gênero. Aos polêmicos mamilos. À liberdade sexual. Ao sexo em si. Um manifesto mamaísta. Porque mama é lindx. E mamar, desde que se nasce, é vida. ‘Mama-me’ está na pelvis, vermelho primeiro chácara que se chacoalha. Energia vital, instinto primordial, descendo até o chão. O escuro, o receptivo. Terra. Em oposição-complementar à ‘Querer Cantar‘, sua irmã do azul turquesa do quinto chácara: a voz no espaço, o ar, e o percurso da flecha.”

Eis sua letra:

Sonha que me despe
E a festa acontece
Sem roupa nem confete
Só carne
Com a carne se veste
Se isso lhe apetece
Rasga essa fantasia
Sacia essa sede
Até dissolver-se em mim
Me veste me desfila
Me fia me confia
Seu coração em chamas
Me chama
Me acende e ascende em mim

Mama-me me mama ê ô ô ô
Mama-me me mama ê ô ô ô

Morde meu cangote
Galopa o meu galope
Lê minha partitura
Com sua parte dura
Perfuma perfura
Penetra meus poros
Enquanto eu evaporo
Na noite mais escura

sensibesoccers

A gravadora paulistana Balaclava Records continua expandindo seu pequeno império indie e depois de lançar artistas norte-americanos em seu catálogo, resolve invadir o território europeu. E começa por Portugal, de onde trouxe o disco Villa Soledad do grupo Sensible Soccers, uma grata e instigante surpresa instrumental. Baixo, guitarra, teclados e computador compõem a base instrumental do grupo da região do Porto, que mistura elementos de pós-punk pós-rock a doses cavalares de música eletrônica, seja da contemplação ambient aos ciclos repetitivos do trance. Conversei com a banda por email sobre sua formação, apresentações ao vivo e a aproximação com o Brasil.

Conte um pouco sobre a história da banda. Qual o background de cada um de vocês para fazer este tipo de som?
Já tínhamos algum trabalho em várias vertentes da música – rádio, DJ, outras bandas, projectos a solo… – quando nos juntamos em 2009/2010, primeiro como um duo, depois como um trio e por fim como um quarteto. Lançámos alguns EPs, demos vários concertos que acabaram por ser míticos e que ajudaram a criar uma espécie de culto à volta da banda. Em 2014 saiu o nosso primeiro disco, 8, que foi muito bem recebido pela imprensa e público em geral e nos catapultou para outro patamar e nos levou a sítios como o palco principal do Festival Paredes de Coura ou o Boom Festival. Já este ano ficamos reduzidos a trio novamente e lançámos o nosso segundo disco, o Villa Soledade, que tem sido igualmente bem recebido e que nos vai levar a festivais como o Primavera Sound do Porto, o Neo Pop ou o Rock in Rio Lisboa.

Como são as apresentações ao vivo? Vocês variam formatos?
Em estúdio somos mais cuidados e calmos e ao vivo mais desbragados. Somos quatro em palco com sintetizadores, drum pads, guitarra, baixo e programações. As músicas ganham outra dimensão ao vivo e está quase sempre presente uma ideia – bem vaga – de viagem ao longo do concerto.


O grupo Sensible Soccers apresentando-se na versão lusitana do Boiler Room:

O público português acompanha o que acontece na música brasileira, mas o contrário não ocorre. Por que acha que os brasileiros não acompanham a música portuguesa?
É verdade que a música brasileira penetra o mercado português e o contrário não se verifica. Sempre houve espaço cá para receber desde a Roberta Miranda ao Caetano, da Ivete Sangalo, ao Vinicius, dos Mutantes ao Chitãozinho e Xóróró. O mercado brasileiro é maior e mais dominante e o povo português sempre muito aberto, atento e permeável ao que vem de fora. Talvez os brasileiros estejam mais interessados em saber o que se passa nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Que nomes vocês indicariam para quem quer entender a música portuguesa atual?
Não somos as pessoas mais indicadas para sugerir novos nomes da música portuguesa… Podíamos indicar algumas bandas de amigos nossos ou uns nomes mais genéricos para o pessoal aí ficar com um apanhado do que se faz mas estaríamos provavelmente a dar uma imagem errada do que por cá se faz por isso não vamos arriscar.

Como vocês se encaixam nessa cena? Fazem parte de algum recorte específico da música portuguesa atual ou são um caso isolado?
Desde o nosso inicio que nos mantivemos independentes e a traçar o nosso próprio caminho. Somos um caso isolado, mas não os únicos a olhar o céu.

Por que o nome da banda é em inglês? De onde vem o nome?
O nome vem do jogo de computador de futebol dos anos 90. Foi escolhido por brincadeira antes sequer de termos músicas feitas e ficou até agora… Não estamos intimamente ligados ao jogo mas na altura em que foi escolhido o nome, o Emanuel Botelho, que entretanto saiu da banda, jogava muitas vezes e gostávamos muito do visual dos jogadores de futebol ingleses e alemães dos anos 70 e 80 e isso inclinou-nos para a escolha do nome.

E como aconteceu o contato com a Balaclava? Vocês já conheciam algo sobre a cena independente brasileira?
O contacto com a Balaclava partiu da nossa agência, a Azul de Tróia. Não conhecíamos muito da cena independente brasileira e continuamos a não conhecer. Vamos tocar com os Boogarins no Rock In Rio Lisboa e talvez eles nos dêem umas dicas.

Conhecem o Brasil? Há planos de tocar por aqui?
Gostamos muito da ideia que temos do Brasil mas não passa disso. Temos que visitar para gostarmos a sério. Esperamos tocar aí o mais breve possível.

daydreaming

Agora é oficial: além de uma segunda música (depois de “Burn the Witch“), o Radiohead lança mais um clipe de seu novo disco (“Daydreaming”, dirigido por ninguém menos que Paul Thomas Anderson) e anunciou o lançamento de seu novo disco para este domingo, batizando o dia de RHDay nos links de promoção, repare: http://smarturl.it/RHday. O vídeo começa com Thom Yorke passeando por aí até que seu caminho começa a mudar lentamente e as ruas e corredores viram montanhas.

O vídeo termina no escuro, com Thom deitado próximo a uma fogueira enquanto algumas frases são ditas de trás pra frente (já já alguém descobre o que está sendo dito), o que parece ter relação tanto com o blecaute digital que se autoimpuseram no início da semana (de volta à idade das cavernas?) quanto com o fogo do single anterior.

Aí tem.