Às vésperas do dia das mães, Emicida lança o clipe da faixa que abre seu segundo disco. Batizada apenas como “Mãe”, ela narra a história de dona Jacira vista pelos olhos de seu filho como se ele estivesse num sonho.
E o clipe tem uma atmosfera tão parecida com o clipe novo do Radiohead que o inconsciente coletivo parece sublinhar o fato de que estamos nos sentindo perdidos num sonho. Será que é isso mesmo?
Iara Rennó vem amadurecendo sua carreira solo na miúda, curtindo lentamente uma mistura de gêneros, linguages e temas que parece ter arredondado perfeitamente em seu próximo trabalho – a dupla de discos Arco e Flecha, que chega ao público no fim deste mês. São discos complementares e divididos por gêneros: Arco é tocado por uma banda composta apenas por mulheres e em Flecha ela reúne uma banda formada por Lucas Martins (que toca com a Céu) no baixo, Curumin na bateria, Gustavo Cabelo na guitarra, Maurício Badê na percussão e os Bixiga 70 Maurício Fleury (teclados), Daniel Gralha (trompete), Cuca Ferreira (sax barítono) e Douglas Antunes (trombone). E ela escolheu lançar o novo disco no Trabalho Sujo, mostrando os dois primeiros singles, um por semana, por aqui, começando pelo single do disco masculino, Flecha, chamada “Querer Cantar”. Ela fala sobre a faixa composta em parceria com Gustavo Galo, da Trupe Chá de Boldo: “Antes de ser música, ‘Querer Cantar’ é sina. É essa voz que não cala nem no silêncio da noite profunda, que sopra no canto d’ouvido e faz a pele do tambor dançar. É o poema flecha direta do Ofá de Gustavo Galo, que me acertou em cheio. A canção mais rápida que já compus: fez-se quando a escrita atingiu minha retina, no tempo de um tiro. De Flecha. Do Arco. Por isso, nesta quinta-feira Oke Arô! ‘Querer Cantar’ lança ao mundo estes discos irmãos, Ibeji, opostos-complementares, Yin-Yang, noite-dia, côncavo-convexo, Arco & Flecha.” É um começo forte de um disco bem plural:
Oxossi
De ofá
De sol
De lá
Oxossi
De ketu
Do lado
De cá
Oxossi
Da mata
Da meta
Da mira
Oxossi
Do arco
Da íris
De olhar
Oke arô
Oke arô
De tanto querer
Querer cantar
A singela bossa nova em inglês “Power Of Touch” é a primeira faixa do EP Summer Long, que o Mombojó gravou com a ex-vocalista do Stereolab Laetitia Sadier, a vir a público. Uma música dócil e meiga, sem mostrar as garras tortas que fizeram a moral das duas partes do disco.
Tomara que as outras músicas sigam um rumo menos previsível. O grupo também gravou um minidocumentário contando a história da parceria, que é meio conto de fadas pro lado da banda.
O grupo apresenta-se neste fim de semana ao lado da própria Laetitia em duas apresentações em São Paulo, depois de passar pelo Rio de Janeiro e por Curitiba, onde foi feita a foto acima (por Ícaro Castilho).
O cantor e compositor paulistano Pélico comemora a nova fase inaugurada com seu ótimo disco Euforia, lançado no ano passado, com a inclusão da versão que fez para “Não Há Cabeça”, de Ângela Ro Rô, na trilha sonora da novela Velho Chico. A música foi gravada para o tributo à cantora lançado há três anos e ressurge agora o aproximando de um público ainda maior e para aproveitar a oportunidade produziu um clipe para a música, lançado com exclusividade aqui no Trabalho Sujo. Conversei com ele sobre esse momento de sua carreira.
Conta a história de como você gravou essa música: você já conhecia a obra da Angela Ro Rô ou foi conhecer por causa do tributo?
Em 2013 o Zé Pedro e o Marcus Preto me convidaram pra participar do Coitadinha Bem Feito, um disco em homenagem à Ro Rô. Eles me deram uma lista de cinco ou seis músicas dela, aí eu escolhi a “Não Há Cabeça”. Lembro que o Preto me sugeriu a “Não Há Cabeça”, disse que ela tinha muito a ver com o meu trabalho, e isso me deu mais certeza com a escolha da música. Eu conhecia bem o Angela Ro Rô de 79 e o Escândalo de 81. Mas, a partir do tributo, eu mergulhei mais fundo na obra dela. Adoro participar de tributos por conta disso também, você acaba mergulhando no universo do artista.
Como a música foi parar na novela? Alguma música sua já teve esse nível de exposição? Como está sendo a reação dos seus fãs e do novo público?
Sinceramente, eu ainda não sei. Eu acredito que foi uma escolha do diretor da novela, Luiz Fernando Carvalho, sei que ele é bem conectado com a “nova geração” da música brasileira. Minha produtora e eu estamos tentando entrar com contato com ele, em breve termos essa resposta. É a primeira vez que tenho essa exposição. É impressionante, toda vez que a música toca na novela, o WhatsApp e as mensagens no Facebook bombam. A reação dos fãs tá rolando muito bem. Agora, se já existe um novo público por conta da música na novela, acho que vamos sentir essa diferença um pouco mais pra frente.
Você acha que a “nova geração da MPB” – que já tem uns dez anos de estrada – finalmente está rompendo a barreira do grande público?
Caramba, é verdade, essa “nova geração” já tem uns 10 anos. Assustei! Então, eu acredito que aos poucos e mesmo sem investimentos milionários a gente tá chegando. Mas sei que ainda falta muito pra gente dividir espaço nas rádios e programas de TV mais populares com artistas do sertanejo, do forró… Onde há muito investimento, grana pesada, saca?
Também acho que não é só grana, entre outras coisas, é uma questão de postura artística também. Um artista que não faz um trabalho muito popular não precisa ter medo ou desconfiança de ser ouvido e consumido pelo grande público.
E como chegar no rádio? É a grande barreira?
Já temos espaço em muitas rádios em todo o Brasil, mas o pulo do gato é a gente conseguir, sem ter que pagar aquela graninha, entrar na programação das rádios mais populares. Eu tenho duas músicas gravadas – uma pelo Toni Ferreira e outra pelo Filipe Catto – que tocam muito nas rádios, e vi de perto a importância, principalmente fora das grandes capitais, de se ter uma música tocando diariamente nessas rádios. Muitas pessoas vão aos meus shows por conta disso, pra ouvir essas músicas, olha que nem são cantadas por mim. Ou seja, as rádios populares ainda são uma grande barreira e precisamos chegar nelas com dignidade.
Você já está trabalhando em um novo disco ou vai seguir 2016 com o trabalho do ano passado?
Esse ano continuo trabalhando o Euforia, acabei de estrear o Dos Nós, um novo show, com repertório dos meus três discos e mais releituras, num formato mais intimista – guitarra, violão, sanfona e piano elétrico. E ando compondo pra outros artistas, um trabalho que amo fazer.
Atualização: A banda acaba de lançar música nova com direito a clipe em stop motion, dirigido por Chris Hopewell:
Eis a letra (logo a seguir, uma tradução que fiz):
Stay in the shadows
Cheer at the gallows
This is a round upThis is a low flying panic attack
Sing a song on the jukebox that goesBurn the witch
Burn the witch
We know where you liveRed crosses on wooden doors
And if you float you burn
Loose talk around tables
Abandon all reason
Avoid all eye contact
Do not react
Shoot the messengersThis is a low flying panic attack
Sing the song of sixpence that goesBurn the witch
Burn the witch
We know where you live
We know where you live
E a tradução:
Fique nas sombras
Comemore a forca
Arredondando pra cimaIsso é um ataque de pânico
Cante uma música com a jukebox que passaQueime a bruxa
Queime a bruxa
Sabemos onde você viveCruzes vermelhas em portas de madeira
E se você flutuar vai queimar
Conversa solta pelas mesas
Abandone toda razão
Evite todo contato com os olhos
Não reaja
Atire nos mensageirosIsso é um ataque de pânico voando baixo
Cante uma música de seis centavos que passaQueime a bruxa
Queime a bruxa
Sabemos onde você vive
Sabemos onde você vive
Forca, portas pintadas de vermelho, referências ao clássico Homem de Palha (o original inglês), críticas à música escapista (o “sixpence” que traduzi como “seis centavos” pode ser uma referência à banda descartável Sixpence None the Richer), mulheres que eram queimadas caso não afundassem nos rios… O clima bonitinho do clipe contrasta com o teor pesado da música e da letra, antecipando que o clima do nono disco do Radiohead pode ser bem grave.
Seguimos à espera.
(O post original vem a seguir):
De repente, deu branco no Radiohead:
A banda inglesa deletou todo o histórico de suas redes sociais neste fim de semana, logo depois de mandar alguns teaser por correspondência para alguns fãs.
Umm, I just got this in the post from Radiohead. Is the new album called Burn The Witch? pic.twitter.com/zv5QKnDeGh
— Niall Doherty (@NiallMDoherty) April 30, 2016
E no início do dia eles começam a postar vídeos tipo os do Wallace & Gromit em sua conta no Instagram:
O site deles já voltou a funcionar esta manhã e exibe o segundo post do Insta como um teaser… Em comum, “Burn the witch” – “queimem a bruxa” – a internet? As redes sociais? Afinal – “sabemos onde você mora”. Ou é um comentário sobre a ascensão do novo fascismo? E lá vamos nós de novo…
O clipe de “My Toy”, do segundo disco do Breakbot, inverte o ponto de vista do clássico da sessão da tarde Mulher Nota 1000, para recriar os anos 80 como pede a música original.
Completando vinte anos na ativa no ano que vem, o clássico grupo Projetonave prepara-se para lançar duas mixtapes que dão uma geral em suas duas primeiras décadas. Remix reúne quase cinquenta colaboradores da banda tanto do hip hop quanto da música eletrônica – que recriaram várias faixas em dois volumes: o primeiro mais baseado em rimas e rap, enquanto o segundo é mais experimental. Assim, eles abriram todas as masters de seus discos e chamaram amigos para trabalhar com as faixas, as rimas, os timbres e os beats que quisessem. Entre elas está a faixa “É Necessário Voltar ao Começo”, primeira música da primeira mixtape de Emicida, Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida Até que Eu Cheguei Longe, de 2009, apresentada em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Saca só:
Vale a comparação com a faixa original, lançada há oito anos, também com o Projetonave.
Além de Emicida, participam do volume 1 de remix nomes como Síntese, Sombra, Yoka, Munhoz, Elo da Corrente, Sala 70, Indee Style, Neguim Beats, entre outros. O volume 2 conta com Cybass, Nave, Sants, Soul One, Mental Abstrato, Master San, Seixlack e Cesrv, entre outros – este último recria “Kings of Sarjeta”, também apresentada em primeira mão aqui:
A relação completa das faixas e colaboradores está no final deste post. Remix vai ser lançado na semana que vem ( tanto em versão streaming (dia 4 de maio em todas as plataformas) quanto física (em um estojo com duas fitas cassete, que começam a ser vendidas no site deles em junho), além de ter uma versão para download no site deles. Conversei sobre o lançamento por email com o Akilez, que segura os vocais e programações do grupo ao lado do baixista Alex Dias, do guitarrista Marcopablo, do baterista Flávio Lazzarin, do tecladista Willian Aleixo e do DJ B8.
Conta a história dessa nova mixtape, como começou a gravação e como elas evoluíram para o projeto final? A ideia sempre foi lançar dois volumes, cada um com uma cara?
Tudo partiu do fato de já trabalharmos muito com samples e recortes, temos essa linguagem de beatmaker já nas nossas composições, principalmente quando acompanhamos MCs, gostamos de dar um caráter de loop e produção adaptado a banda. Partindo desse principio e a data comemorativa dos 20 anos em 2017, pensei em abrir todas nossas sessões de gravação para que todos amigos que convivemos pudessem desconstruir e fazer o que quisessem com as faixas abertas. O critério foi totalmente livre de qualquer direção, na real não tinha nenhuma idéia de como poderia soar a obra toda, pois convidamos pessoas com métodos, conceitos e idéias completamente diferentes, mas com afinidades na maneira de tratar a música. A fita dupla surgiu por necessidade, pois convidei pessoas a mais pensando em que 50% entregaria o remix, mas além de 99% entregarem, surgiram mais amigos querendo contribuir. Tive que brecar, pois não conseguiríamos arcar com todo esse material. Todo o processo foi feito de forma colaborativa e para nós é um dos maiores valores desse trabalho: ter a contribuição de várias pessoas que gostamos somando e respeitando nossa relação com a música. O critério de divisão se deu pela quantidade de músicas, tempo e flow das sequencias. Algumas mais trips quebravam as que continham rima, ai decidimos fazer uma mais de rap mesmo e outra mais experimental, da pra escolher o clima em que se quer viajar sem sobrecarregar.
Como é o processo de colaboração entre vocês e seus convidados? O quanto a colaboração é ao vivo e o quanto evolui durante a produção?
Gostamos de fazer tudo junto e ao vivo, nesse quesito temos essa escola de banda mesmo. Em alguns casos fazemos à distância, mas curtimos começar uma idéia juntos e ir evoluindo mutuamente. Partimos sempre do principio de afinidade e em quase todos os casos temos relação de amizade, acreditamos mais na experiência do que em colabs comerciais, trabalhamos todos esses anos construindo algo sólido entre nós e as pessoas que dividem isso com a gente entendem esse sentimento. Nunca assinamos um contrato com quem quer que seja, isso é muito relevante, e com todos que trabalhamos mantemos uma boa relação até hoje. Gostamos desse formato liberal, colaborativo, mais punk.
Como escolheram os convidados destas duas mixtapes?
Temos uma convivência com grande parte dos convidados, de uma forma ou de outra. Nesse trabalho surgiu a oportunidade de envolver mais pessoas que gostaríamos de trabalhar ou simplesmente por admirar o corre, além de registrar esse momento que essa forma de produção esta latente em SP, poder ter nosso soundbank reciclado por essas pessoas que vivem a musica de forma verdadeira é muito importante pra nós. É um trabalho que possibilita envolver tudo isso ao mesmo tempo, tem muita gente que ficou de fora e que gostaríamos de ter junto nessa tape. Mas acho entraram nomes representativos desse movimento atualmente, e tendo em vista que tudo foi feito de forma lúdica e independente, estamos felizes com o resultado.
Por que vocês não vão fazer shows destas mixtapes?
Chegamos a pensar nisso, mais abortamos a idéia porque seria quase impossível juntar todos em um show, e pela forma que foi feito seria desonesto alguém ficar de fora, então, optamos só pelo lançamento digital mesmo.
Como vocês vêem a evolução do rap brasileiro nos últimos dez anos? As brigas e rixas internas diminuíram, o clima ficou menos pesado e há uma abertura maior para outros gêneros musicais.
É um assunto complexo! Como cultura de rua é um movimento sem dono, todos podem se apropriar, e é o que aconteceu nessa década. A ótica do mais “abrangente” e mais “pesado” depende de qual ponto da cidade ele é feito, nos anos 90 ele era 100% de periferia, muitos apanharam de polícia para manter a coisa funcionando, inclusive eu! Hoje temos pessoas de outras classes sociais no meio, o que eu acho importante… Mas vejo que tem uma lacuna entre as questões levantadas no seu início e isso fica claro no momento atual de pouco envolvimento de MCs novos com a situação política do país. Acredito que nesse momento estamos nos dois pontos da pirâmide, vai levar uns anos pra se juntar la em cima, abertura musical somado a consciência hip hop – como cultura, não gênero musical – e seus fundamentos. Acredito que a evolução não pode ser apenas musical. O rap é um dos poucos gêneros musicais iniciado pela voz do oprimido a trazendo questões sociais bem fortes em sua história, então a evolução é relativa a ótica de quem a vê! Temos muita coisa pra construir e evoluir no nosso país ainda para aparecer em clipe com ouro e carros de luxo.
Tape 1
00:00 – Dj Nato Pk – Em Favor do Réu (Síntese)
03:00 – Nixon – Atritos e Conflitos (Sombra)
06:10 – Skeeter – Get Live (Pac Div)
08:20 – Yoka – War (Phes)
10:25 – Munhoz – Estalo (Amiri)
13:47 – Bolin – Cerrai o Cilho (Síntese)
16:57 – Emicida & Projetonave – É Necessário Voltar ao começo
22:46 – Síntese – Ahow
25:03 – Elo da Corrente – Constelações
27:37 – Comum – Asuncion
30:43 – Sala 70 – Respiro
33:03 – Coyote – Get Live (Pac Div)
35:36 – Lopez – War (Phes)
37:25 – Cabes – Até o fim sampa (Emicida)
39:31 – Diazz – Até o fim sampa (Emicida)
41:36 – Léo Grijó – Guerra (Amiri)
44:40 – Willian Monteiro & Axel Alberigi – Travessia
48:41 – Makoto – Cerrai o Cilho (Síntese)
51:40 – Ahnik – Bucle de Panico (Indee Style)
54:14 – Dario – Quarto Branco
55:50 – Neguim Beats – Constelações
57:18 – BB Jupteriano – Rap Musica (Sombra)
Tape 2
00:00 – Cybass – War (Phes)
02:44 – Cesrv – Kings of Sarjeta
06:15 – Amanda Mussi – Surprise
10:03 – Nave – Respiro
13:00 – Akilez – All Jazzera
16:17 – Sants – War
20:47 – Neguim Beats – Quarto Branco
22:49 – Sala 70 – Respiro
24:25 – Jovem Palerosi – Asunzion EP Mix
28:32 – Soul One – Até o fim sampa
32:38 – Grassmass – The Great Lagoon (DeVonte Saints)
36:46 – Marcopablo – Constelações
39:26 – Formiga – Cão Faminto
43:00 – Abud – Psico Análise
46:00 – Mental Abstrato – Respiro
48:40 – Tiago Frúgoli – Quarto Branco
51:41 – Dj B8 – As cores da cidade
54:40 – Niggas – Dubplate
57:21 – Master San – Agonia
59:56 – MJP – Heroínas e Heróis
1:02:59 – Lopes – War (Phes)
1:05:12 – SonoTws – Bucle de Panico (Indee Style)
1:07:03 – SPVic – Agonia
1:10:10 – Dario – Constelações
1:12:11 – Gondim – The Great Lagoon
1:15:43 – Seixlack – Cerrai o Cilho (Síntese)
Eis a capa do EP que o Mombojó gravou com a ex-vocalista do Stereolab, Laetitia Sadier, uma das principais influências da banda pernambucana, em primeira mão para o Trabalho Sujo. O EP começa a se materializar a partir desta sexta, quando o grupo pernambucano começa a turnê com a a cantora francesa pelo Brasil tocando as músicas do disco composto e gravado no Recife durante o verão passado (“The Source”, “Power of Touch”, “C’est Le Vent” e “Berlin Friend”).e faixas do próprio Mombojó, de Laetitia e do Stereolab. Os primeiros shows acontecem no Rio de Janeiro, no Sesc Barra Mansa (na sexta) e no Sesc Madureira (no sábado), segue por Curitiba no Teatro Paiol no domingo e chega a São Paulo no fim de semana que vem, com shows no Sesc Bom Retiro, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de maio (dá pra comprar ingressos aqui).
Lógico, mesmo que sejam imagens sem som dos quatro se arrumando antes de entrar em um programa de TV em 1965.
As imagens fazem parte do acervo particular da maquiadora australiana Dawn Swane, que filmava sua rotina, que incluía os bastidores do showbusiness da época, com uma câmera super-8. O acervo foi doado pela filha de Dawn, Melinda Doring, ao instituto governamental National Film & Sound Archive da Austrália e o trecho de 49 segundos com os Beatles registra os quatro antes de entrar para uma gravação do especial The Music of Lennon & McCartney, filmado pela TV Granada, no primeiro dia de novembro de 1965.
O maior grupo de rap do Brasil chama o papa do funk ostentação para lançar o primeiro clipe do disco Cores e Valores
Dois dos maiores fenômenos de popularidade da periferia brasileira se encontram pela primeira vez em um clipe que é apenas o início de uma parceria. “Preto Zica” é o primeiro clipe que os Racionais MCs lançam para o disco Cores e Valores, lançado no final de 2014, e é dirigido por ninguém menos que Kondzilla, o diretor de clipes que transformou o funk ostentação em um fenômeno nacional. Com apenas dois minutos, o clipe é um curta metragem sobre o clima tenso da realidade retratada pelo grupo e deve dar a tônica dos próximos trabalhos que o grupo irá seguir fazendo com o diretor, uma trilogia de vídeos que continuará com “Somos o Que Somos” e “Eu Compro”, também do disco mais recente do grupo.
E não se assuste se essa parceria chegar até os cinemas…











