Frank Ocean deixou todo mundo esperando pelo seu tão aguardado novo disco Boys Don’t Cry na sexta passada – e agora as expectativas jogam o álbum para novembro. Enquanto isso, seu vácuo vai sendo preenchido por sacadas com essa da MØ, que regravou seu hit “Lost”. Ficou bom:
Musa indireta do ótimo novo disco de Wado, Ivete Sangalo reverencia o álbum que leva seu nome.
Não ouviu? Conversei com ele sobre o disco, uma celebração à música baiana, antes de seu lançamento – e agora dá pra baixar no site dele e ouvir aqui:
“Casa Pronta” é a primeira música de Mallu Magalhães desde seu disco Pitanga, de 2016, e é uma bela bossa nova à espera de seu rebento com marido Marcelo Camelo, que assina o vídeo. Tocada só ao violão, a faixa traz a cantora bem à vontade com sua voz e anunciando dois shows no país, os primeiros desde que o casal mudou-se para Portugal: dia 27 de agosto, às 22h, no Tom Brasil em São Paulo e dia 2 de setembro, às 22h, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro.
O trio paulistano O Terno terminou de gravar seu terceiro disco e começa a mostrar o que vem por ai – e o primeiro single, “Culpa”, que já está para download no site do Natura Musical, aponta um rumo sessentista diferente daquele que o grupo experimentava até então – acenando para o Brill Building de Burt Bacharach e o soul branco daquela década emulado pelas garotas do Haim. A nova música vem com clipe que, além da banda, conta com a participação do produtor do disco, o vizinho Guilherme Jesus Toledo, do estúdio Canoa.
Mas pode ser que esse ar comportado seja só uma forma de despistar para o que vem por aí…
“A maioria de nós não quer mudar, de verdade. Quer dizer, por que deveríamos? O que nós queremos é fazer algumas modificações no modelo original”, diz Nick Cave no trailer de seu próximo projeto, o disco-filme Skeleton Tree/One More Time With Feeling, este último dirigido pelo neo-zelandês Andrew Dominik (autor de O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford e O Homem da Máfia). É o primeiro projeto em que o autor se refere à morte de seu filho de 15 anos, que despencou de um desfiladeiro no meio de uma viagem de LSD em julho do ano passado. Ele continua:
“Mas o que acontece quando um algo ocorre e é tão catastrófico, que você simplesmente muda? Você muda de uma pessoa conhecida para uma pessoa desconhecida. E quando você olha para você no espelho, você reconhece a pessoa que você era, mas a pessoa dentro daquela pele é outra pessoa.”
Tenso.
O disco será lançado no dia 9 de outubro e o filme será exibido no dia anterior (mais detalhes no site de Cave), em diversos cinemas (ainda não há referência à exibição no Brasil, basta checar no site oficial).
Nossas queridas californianas Warpaint anunciam disco novo pro próximo mês de setembro e antecipam a chegada de sua primavera com uma música nova apropriadamente chamada de “New Song”:
Delícia, como sempre. E elas avisam que o disco tá “funkay“. Olha a capa do disco e o nome das músicas logo abaixo:
“Whiteout”
“By Your Side”
“New Song”
“The Stall”
“So Good”
“Don’t Wanna”
“Don’t Let Go”
“Dre”
“Heads Up”
“Above Control”
“Today Dear”
O disco sai no dia 23 de setembro.
Já acompanhava a carreira de Kate Tempest, mas do ponto de vista dos discos, tanto que elenquei seu Everybody Down como um dos meus discos favoritos de 2014. Mas seu trabalho vai muito além da música – ela é poeta, dramaturga e escritora, tem o completo domínio da palavra, seja escrita ou falada. Pude acompanhá-a de perto durante sua primeira vinda ao Brasil, primeiro durante a Flip, em que trabalhei pela terceira vez consecutiva cuidando das mídias sociais do evento. Lá pude vê-la em três momentos: o primeiro deles no sarau de abertura da festa literária, quando ela recitou seu épico “Brand New Ancients”, após ser apresentada pela mestra de cerimônias Roberta Estrela D’Alva:
Kate Tempest – “Brand New Ancients”
Depois foi quando ela participou da mesa O Palco é a Página, ao lado do poeta carioca Ramon Nunes Mello (que segurou bem a onda do lado dela, uma grata surpresa). Lá, Kate recitou, de cabeça, o início de seu romance, lançado no Brasil com o título de Os Tijolos nas Paredes das Casas, lançado pela editora Leya:
Kate Tempest – “The Bricks That Built the Houses (introduction)”
E depois emendou seu incrível poema “Hold Your Own”, que batiza uma coletânea de suas poesias mas nunca foi publicado:
Kate Tempest – “Hold Your Own”
A terceira vez foi durante a mesa de encerramento da Flip, Livro de Cabeceira, em que ela leu um trecho do romance Murphy, do irlandês Samuel Beckett. Peguei pela metade, como vocês podem ver:
Kate Tempest lê Murphy, de Samuel Beckett
Encontrei com ela duas outras vezes, uma em Paraty, à noite, entre uma festa e outra, mas preferi deixá-la à vontade. E depois no restaurante Bica do Curió, em Taubaté, quando não resisti ao papparazzismo para registrar o encontro improvável dela e do norueguês Karl Ove Knausgård no restaurante de beira de estrada mais Wes Anderson que conheço:
Tive que comentar sobre a inusitada foto quando a encontrei pessoalmente pela primeira vez, na quarta vez que pude vê-la ao vivo, quando fiz conversei com ela na livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, durante o lançamento do seu livro em São Paulo. Na conversa, ela recitou outras duas vezes. Na primeira delas, ela recitou um poema sem nome, que fez em homenagem à importância do hip hop para sua descoberta como artista:
Kate Tempest – “Hip Hop”
E mais uma vez ela recitou o início de seu romance, que é tão envolvente e cativante quanto suas performances, vale muito à pena ler:
Kate Tempest – “The Bricks That Built the Houses (introduction)”
Dali ela ia pra Bahia, fugir das pessoas, depois de quatro meses incessantes de turnê. Já tinha composto seu próximo disco, que iria lançar logo depois das férias e lamentou não ter vindo ao Brasil fazer shows devido à pressa, mas amou o país e disse que quer voltar. Vale à pena acompanhá-la.
Lana Del Rey está rascunhando seu disco novo desde o início do ano (quando postou no Instagram que já estava em estúdio) e essa semana ela mostrou uma das primeiras canções que podem aparecer em seu novo trabalho, ainda sem previsão de lançamento. “Super Movie” ainda tem cara de demo e não parece tão distante de suas músicas anteriores – e a “Copacabana” citada no primeiro verso é mais um hotel vagabundo ou um cassino latino batizado com o nome da praia carioca do que uma referência nominal ao Rio.
Na verdade, a música nova recicla o início do refrão (“Spin me around kiss me in your Chevrolet / I love you more with each and everyday”) de uma música velha que ela nunca registrou oficialmente, “On Our Way”:
Talvez ela não tenha fechado a tampa de sua primeira fase transformando seus três primeiros discos (Born to Die, Ultraviolence e Honeymoon) no marco inicial de sua carreira. Talvez “Super Movie” sequer entre no novo disco. Mas se estávamos esperando uma mudança mais firme, ela ainda não deu sinal…
Impressionante como a mistura de dance music com anos 80 reinventou a música francesa. Um bom exemplo é esse incrível remix retrô que Lawrence Ash – que atende pelo apelido de Lifelike – fez para a deliciosa (e retrô) “Toi et Moi” que a dupla Paradis – formada por Simon Mény e Pierre Rousseau – lançou no meio do semestre.
O clipe de “Night Owl” – dirigido pelo francês Quentin Dupieux, o Mr. Oizo, com a filha do diretor John Cassavetes, Zoe – dá um ar mórbido a uma das melhores músicas do grupo liderado por Joseph Mount.
Você ouviu esse Summer 08, o disco novo deles? É bem bom.










