A banda baiana Maglore dá continuidade às atividades no Centro do Rock no Centro Cultural São Paulo nesta sexta-feira, quando despede-se CCSP de seu terceiro álbum, III, num show que já está com ingressos esgotados (mais informações aqui). O grupo também aproveita para lançar o vídeo (abaixo) da música “Ai Ai”, que acaba de entrar na trilha sonora do seriado Malhação, que agora está nas mãos no Cao Hamburger. Também acontece hoje um debate sobre crítica musical e rock, às 19h, com mediação de Cadão Volpato, diretor do CCSP, e participação dos jornalista Lucio Ribeiro e Alex Antunes.
Uma das atrações que mais meu deu orgulho em trazer para o Centro do Rock é o encontro das bandas E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Ventre, que acontece no próximo domingo (mais informações aqui). As bandas, duas novas forças em ascensão do rock independente brasileiro, se juntaram a partir de uma sugestão que o Fabricio Nobre, dono do festival goiano Bananada, fez à Kátia Abreu, do Dia da Música – apresentar um showcase para seu festival. Kátia foi além e imaginou algo inédito a partir da junção de duas atrações que ele já havia convidado para a edição do evento deste ano. Conhecendo bem as bandas e sabia da afinidade musical e pessoal entre os integrantes, ela propôs um show conjunto, com o trio carioca e o quarteto paulistano tocando músicas ao mesmo tempo. O resultado foi um show que, quem pode assistir, descreveu como intenso e emocionante, qualidades dos shows das duas bandas, registrado no curta que os grupos lançam com exclusividade aqui no Trabalho Sujo.
O grupo australiano Cut Copy, sem lançar discos desde o ótimo Free Your Mind, de 2013, ressurgiu com um single sem fazer o menor alarde ou dizer se é parte de um próximo lançamento. O que importa é que “Airborne” é irresistível e se sustenta por si só, matando a saudade do clima de pista de dança oitentista celebrado pelo grupo ao mesmo tempo que aponta para um rumo disco music que pode render bem na mão dos quatro, se trabalhado mais extensivamente.
Ironizando a legião de fãs que busca pistas sobre a banda como uma espécie de versão lo-fi do Arquivo X, o grupo canadense Arcade Fire lança mais uma música de seu próximo álbum, Everything Now, junto com o clipe. A irresistível “Signs of Life” segue o apelo pop do álbum até agora, que já está sendo lentamente exibido em público.
Além das três faixas lançadas oficialmente (além de “Signs…”, o grupo já mostrou a faixa-título do disco e “Creature Comfort” – “I Give You Power“, como podemos ver pela lista de músicas que estará no disco, abaixo, ficou de fora), o grupo também mostrou a inédita “Chemistry” ao vivo, em um show num local bem menor do que o que eles costumam fazer.
Essa é a capa e a ordem das faixas do próximo disco:
“Everything_Now (continued)”
“Everything Now”
“Signs of Life”
“Creature Comfort”
“Peter Pan”
“Chemistry”
“Infinite Content”
“Infinite_Content”
“Electric Blue”
“Good God Damn”
“Put Your Money on Me”
“We Don’t Deserve Love”
“Everything Now (continued)”
Mais uma música nova dos papas do pós-rock, “Party In The Dark” não é tão introspectiva quanto a primeira faixa revelada pelo Mogwai, “Coolverine”, ampliando o espectro sônico e temático do próximo disco da banda escocesa, Every Country’s Sun, que deve sair no início de setembro.
A propósito, “Coolverine” ganhou um clipe:
Criada pelas amigas curitibanas Kaila Pelisser e Katherine Finn Zander a partir de reuniões informais para ouvir e tocar música, a banda de dream pop Cora começou a existir de verdade foi anunciado que o Warpaint tocaria no Brasil, em 2011. “A gente tinha um encontro semanal com uns amigos pra tocar cover de várias coisas, se divertir”, me explica Kaíla por email. “Um dia, quando saiu a data do primeiro show do Warpaint aqui no Brasil, eu e a Katherine piramos. A gente não sabia dessa pira em comum com o Warpaint e de repente uma das duas soltou ‘vamos fazer um som?’. Depois disso começamos a nos encontrar e mostrar o que tínhamos uma pra outra, eu as letras e ela os arranjos, e foram saindo as primeiras músicas.” Elas lançaram um EP no meio do primeiro semestre depois de anos de enrolação e aos poucos começam a lançar mais músicas, como a versão ao vivo para “Santa Fé 1183”, lançada aqui no Trabalho Sujo.
São canções que inevitavelmente remetem à doce psicodelia indie da banda californiana (principalmente ao serem cantadas em inglês), mas que mostram um caminho próprio sendo construído, entre guitarras ensolaradas, levada shoegazer, timbres de vocais sussurrados e melodias melancólicas. “Desde que descobrimos que o Warpaint era a intersecção do que a gente queria tocar, o tipo de som já tava definido”, continua Kaíla. “Queríamos algo que fosse psicodélico mas consistente, que fosse pesado mas não fosse stoner, que falasse de coisas profundas mas não fosse dramático. O produto disso pode ter passado longe do Warpaint, mas se parece muito com o que queríamos fazer desde o início, mas que hoje já mudou um pouco, inclui outras referências.”
O processo de amadurecimento do grupo deu origem ao EP de cinco músicas Não Vai ter Cora, lançado com este nome porque elas nunca sabiam se a banda ia realmente existir. “A banda passou por muitas formações – estamos na sexta. – então sempre tinha dificuldade de todo mundo pegar as músicas, se integrar, etc. Além disso, era muita instabilidade emocional, já estivemos envolvidos afetivamente entre os membros, sabe como é, uma mistura que pode atrasar um monte a vida. Não tínhamos grana pra gravar, nem conhecíamos ninguém que pudesse fazer a coisa mais lo-fi, como a gente queria. Foi então que conhecemos o Coletivo Atlas, que deu a maior força na gravação do primeiro single. Temos essas musicas desde 2013 e 2014 e mesmo depois do EP lançado, nunca parece que ficou o melhor possível, mas chegou um momento que a única vontade era de ver pronto, mesmo que ainda não estivesse perfeito. Gravamos tudo em casa mesmo, tivemos ajuda de amigos pra mixar, e depender de amigo também é foda. Quando não rola grana, os prazos ficam muito elásticos, além do que o brother às vezes não entende a urgência daquilo.” O disco foi lançado em parceria entre o coletivo Atlas e as gravadoras HoneyBomb (de Caxias do Sul) e PWR (do Recife).
A formação atual do grupo inclui Kaíla nos vocais e synth, Katherine nos vocais e guitarra, Luiza Bueno na outra guitarra, Leonardo Gumiero no baixo e Otavio Tersi na bateria, e Kaíla conta a origem do nome. “A ideia era ter um nome curto e que não soasse como uma palavra com um significado estanque e nem que remetesse a algum idioma específico. Entre nomes de constelações e outras coisas, lembrei do nome da filha da Nina Becker, que era recém nascida na época. É um nome feminino, cheio de significado mas sem um específico – remete ao que é referente ao coração; à cor; ao “core”, do inglês, que é a base e também tem a Cora da mitologia grega, que casou com o diabo e virou a rainha do inferno rs. além disso, tem um instrumento africano que chama Kora e depois descobrimos tb um duo feminino alemão dos anos 80 que também chama Cora.”
Mais uma música do disco novo do National, “Guilty Party” é mais uma prova que Sleep Well Beast pode ser um dos melhores discos da banda.
O disco deve ser lançado em setembro.
Mesmo depois de desfeito o casamento, Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos – o casal que era a força-motriz da banda carioca Letuce – seguiram em frente com a banda e lançaram o ótimo Estilhaça, em 2015, motivo para mais um último giro ao vivo por aí como banda e para fazer o show de encerramento desta fase. Desde então, Letícia vem burilando seu primeiro trabalho solo, cujo primeiro single (e clipe) ela lança em primeira mão no Trabalho Sujo.
“Coisa Banho de Mar” é uma boa porta de entrada para Em Noite de Climão – mas o fato é que quase todas as outras músicas do disco também são. Elas mostram a desbocada e sinuosa Letícia de sempre, mas deslizando à noite, longe da luz do sol e do calor humano, entre as sombras e a frieza da vida noturna, na pista. É um disco dance de forte pulso oitentista, mas não em citações literais (e isso não inclui a participação de Marina Lima na ótima “Puro Disfarce”), e sim em timbres e ambientações. Tudo isso mero cenário para que ela destile um fel irônico, mas gente boa, que muitas vezes ela aponta para si mesma. É um disco ao mesmo tempo de autodescoberta e imersão no nada, que chama o ouvinte para dançar – com as palavras. Conversei com ela sobre o disco, cuja capa e ordem das faixas vem a seguir e será lançado na semana que vem.
De onde veio Letrux? É uma personagem, uma fase, um disfarce?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-de-onde-veio-letrux-e-uma-personagem-uma-fase-um-disfarce
Por que Noite de Climão?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-por-que-noite-de-climao
O quanto o final de um casamento está ligado ao início de uma carreira solo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-o-quanto-o-final-de-um-casamento-esta-ligado-ao-inicio-de-uma-carreira-solo
Como você compõe agora? O que muda nessa nova fase?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-como-voce-compoe-agora-o-que-muda-nessa-nova-fase
Você consegue separar o tipo de composição atual do que você compunha para o Letuce?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-voce-consegue-separar-o-tipo-de-composicao-atual-do-que-voce-compunha-para-o-letuce
E em termos estéticos, por que se aproximar dos anos 80?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-e-em-termos-esteticos-por-que-se-aproximar-dos-anos-80
Conta a história do disco, quando ele começou, quando você começou a gravar etc.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-conta-a-historia-do-disco-quando-ele-comecou-quando-voce-comecou-a-gravar-etc
Como Marina entrou no disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-como-marina-entrou-no-disco
Como é o disco ao vivo? Quem é a banda?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/letrux-2017-como-e-o-disco-ao-vivo-quem-e-a-banda
“Vai Render”
“Ninguém Perguntou Por Você”
“Coisa Banho de Mar”
“Que estrago”
“Puro disfarce” (com Marina Lima)
“Amor Ruim”
“Noite Estranha, Geral Sentiu”
“Além de Cavalos”
“Hypnotized”
“Flerte Revival”
“5 Years Old”
Mais uma música do novo disco do Toro y Moi, Boo-Boo – e a balada “You and I” é tão introspectiva quanto o primeiro single “Girl Like You“, mas tem um quê romântico mais pronunciado…
“Chatice. Preguiça. Apatia completa. É uma crise de um quarto de vida ou um desculpa para nunca crescer?”, pergunta-se Ernest Greene, o dono do Washed Out, na apresentação de seu novo disco, Mister Mellow, o primeiro desde Paracosm, de 2013. O disco é um vídeo-álbum e seu tema é discutido como se o disco estivesse em um canal de um YouTuber sem rumo na vida (o disco começa lá pelos dois minutos do vídeo abaixo):











