
Conversei com a Ana Frango Elétrico sobre seu excelente Me Chama de Gato Que Sou Sua em uma matéria que fiz para o jornal Valor Econômico e ela traçou paralelos entre a questão não-binária em seu trabalho, tanto em termos de gêneros sexuais quanto musicais, além de falar sobre a ênfase na produção musical do disco, seu projeto mais coletivo até hoje.
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O anúncio da “última canção dos Beatles”, que será lançada na semana que vem com as duas coletâneas clássicas do grupo (a vermelha e a azul) em versões expandidas, é mais um exemplo que a geração baby boom, nascida durante a Segunda Guerra Mundial e responsável por mexer na história da cultura e do comportamento nos anos 60, segue à toda e sem dar sinal de aposentadoria à vista. Nomes como Rolling Stones, Pink Floyd, Roger Waters e os brasileiros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Paulinho da Viola endossam sua vida criativa mesmo entrando na oitava década de vida. Foi sobre isso que escrevi na matéria que fiz nesta quinta-feira para o site da CNN Brasil.
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O anúncio mais cedo de que nesta quinta pela manhã teremos mais um lançamento dos Beatles ativou a expectativa por aquela que deve ser “a última faixa gravada pelos Beatles”, anunciada por Paul McCartney em junho, que deixou todo mundo nervoso achando que viria uma abominação gerada por inteligência artificial. Contei melhor essa história juntando especulações, o histórico de relançamentos do grupo e o testemunho de alguém que teria ouvido essa nova faixa – seria “Now and Then”, que foi abortada à época do terceiro Anthology? – e ouvido falar que ela anteciparia uma nova versão das clássicas coletâneas azul e vermelha num texto que escrevi para o site da CNN.
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Em mais uma matéria que fiz para a revista da UBC, conversei com Jadsa, Josyara e Anelis Assumpção sobre uma mudança no mercado de música e no processo criativo da música brasileira deste início de século que é a ascensão de mulheres ao cargo de produtora musical, território dominado pelas três a partir de diferentes experiências pessoais. Leia abaixo: Continue

Terceira matéria que escrevo para o site da CNN Brasil sobre a Bienal deste ano, esta, no entanto, tem o foco no palco do evento, o Pavilhão imaginado por Oscar Niemeyer para compor o conjunto arquitetônico do Parque Ibirapuera. Conversei com os professores e arquitetos Rodrigo Queiroz e Ciro Pirondi sobre a importância desta obra na carreira do arquiteto e para a cidade de São Paulo.
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Um dos motivos que me fizeram criar o Inferninho Trabalho Sujo foi a percepção de que há uma mutação acontecendo no cenário musical brasileiro. A tragédia pandêmica que nos isolou por tanto tempo fez com que voltássemos de forma muito viva aos encontros presenciais. Shows, peças, blocos de carnaval, jantares de família, restaurantes, botecos, casas de amigos: todo mundo está se encontrando muito mais e de forma mais intensa do que fazia antes da praga, talvez por uma questão de compensação ou mais provável por uma sensação de que perdemos algo que tínhamos como certo, então ninguém quer perder a oportunidade de estar junto com outras pessoas.
Isso também está acontecendo do ponto de vista artístico. A profissionalização do mercado de música brasileiro dos últimos anos colocou o artista solo (seja ele intérprete, músico, DJ, cantautor, produtor) como unidade básica do mercado. Os motivos são fáceis de entender (é mais fácil gerir a carreira de uma pessoa do que de um grupo), o que fez com que as bandas parassem de surgir, pode reparar.
Mas isso mudou depois da pandemia. Ter uma banda hoje não pressupõe gestão de carreira, gastos de produção, divisão de cachê e de tarefas. Comecei a notar bandas surgindo pelo motivo que sempre deveriam ter surgido: porque é legal tocar junto com outras pessoas. As bandas voltaram a ser turmas de amigos, mais do que CNPJs da indústria do entretenimento. E bandas que tocam em qualquer quintal, qualquer buraco, qualquer lugar em que elas possam ser ouvidas. E do mesmo jeito que não são empresas, fogem das tendências de mercado, inclusive estéticas. Estão buscando rumos artísticos novos e diferentes só porque é legal fazer isso. E bastou que eu começasse a frequentar o Picles para saber que aquele era o palco perfeito para uma festa pensada para essas bandas.
A edição desta quinta-feira do Inferninho Trabalho Sujo era exatamente o que eu havia pensado quando o conceituei. Duas bandas novíssimas, quase desconhecidas, fazendo música de um jeito muito pessoal e particular, ambas melódicas e barulhentas na mesma medida. E lembro ter conversado com integrantes das duas bandas (especificamente a Anna d’Os Fadas e a Stéfanie do André Medeiros Lanches), mesmo antes de começar a festa, sobre a necessidade da existência de um lugar como esse. De alguma forma é o antônimo do trabalho que estou fazendo no Centro da Terra, mas paralelo e complementar. Ver as duas bandas tocando para um público feliz e lotado mostrou as coisas estão dando certo. Que venham os próximos!
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Hélio Menezes,Grada Kilomba, Diane Lima e Manuel Borja-Villel (Foto: Divulgação)
Mais uma matéria que fiz para o site da CNN Brasil sobre a 35ª Bienal, que começou nesta quarta-feira, desta vez falando sobre o time curatorial da edição (os pesquisadores Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel) e a relação deles entre si e em relação ao tema que propuseram, Coreografias do Impossível.
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A 35ª Bienal de São Paulo começa nesta quarta-feira e eu conversei com uma de suas curadores, a pesquisadora e crítica de arte Diane Lima, sobre como o tema desta edição, Coreografias do Impossível, avança a discussão sobre arte para além do decolonialismo em mais uma matéria que faço para o site da CNN Brasil.
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(Foto: Biel Basile/Divulgação)
Conheci Gabriel Milliet no ano passado, quando ele participou da temporada que o Biel Basile fez no Centro da Terra e aos poucos ele foi me apresentando ao seu trabalho solo, que desenvolveu nos anos em que esteve fora do Brasil, quando mudou-se para a Holanda. Longe do país, começou a compor suas músicas num misto de saudade e sensação de deslocamento e pertencimento, que, quando voltou ao Brasil, começaram a se tornar um disco. Gravado em dois continentes, o disco batizado Um reúne a paixão de Millet pela canção e pelo violão de nylon à sensação de descolamento que sentiu ao ficar longe do país e está sendo lançado neste início de setembro. Gabriel me chamou para escrever o texto de apresentação do trabalho, que republico abaixo:
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Há exatamente 50 anos, no dia 11 de agosto de 1973, o jovem jamaicano Kool Herc (visto na foto acima cercado por Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa e Chuck D) testava técnicas que vinha experimentando na vitrola em seu quarto numa festa num bairro de periferia em Nova York. Naquele baile do Bronx, que viu Herc experimentar o back to back e o scratch pela primeira vez, também havia MCs, grafiteiros e dançarinos de break no que convencionou-se chamar de ponto de partida da história do hip hop, que completa meio século nesta sexta-feira. Escrevi para o site da CNN sobre a importância deste momento, que deu origem a uma cultura que mudaria o mundo.
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