
Josh Homme saudou o disco novo dos macacos.

Mundo Livre S/A e Nação Zumbi subiram juntos durante essa semana para apresentar o disco em que tocam músicas uns dos outros no palco do Sesc Pompéia. Foi a oportunidade que o Radiola Urbana encontrou para inaugurar seu canal no YouTube, fazendo os dois vídeos abaixo no show de terça-feira (a foto acima, da Piky, é do show de quarta). Sugiro que você se inscreva no canal porque semana que vem tem o 73 Rotações e é inevitável que eles subam vídeos relacionados aos shows…
Mundo Livre S/A – “A Praieira”
Nação Zumbi – “Pastilhas Coloridas”

Nem Chico Buarque nem Geraldo Vandré, Bruce Springsteen escolheu Raul Seixas para homenagear em seu primeiro show em São Paulo, nesta quarta-feira. E não bastou puxar o refrão, o cara tocou a música inteira.
Updeite: pintou uma versão em vídeo oficial deste momento.
Aí embaixo seguem o vídeo original…

Ninguém vai trazê-lo pro Brasil?
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Quem foi sabe! Já já pintam as fotos da Helena por aqui, mas por enquanto deixo esses dois videozinhos que fiz na festa – dois rolês pelos corredores da Trackers para registrar os ótimos shows do Bonifrate e dos Soundscapes. Saca só aí embaixo:
Bonifrate – “Vertigem de uma Festa Interestelar”
The Soundscapes – “You Are Love”

Em seu primeiro show na atual turnê pela América Latina nesta quinta-feira, Bruce Springsteen homenageou um dos maiores nomes da música chilena ao cantar seu “Manifesto”, em espanhol.
Jara foi o equivalente chileno a personalidades brasileiras como Geraldo Vandré ou Chico Buarque, que usavam a música para contestar a ditadura de seu país – mas ao contrário de nossos conterrâneos, ele não foi poupado pelo regime de Pinochet – foi um dos milhares de presos levados ao Estádio Chile no dia seguinte ao golpe militar do dia 11 de setembro de 2013. Lá, há quarenta anos, foi torturado, teve suas mãos quebradas e seus torturados lhe deram um violão para que cantasse – Jara desafiou seus carrascos cantando “Venceremos“, pouco antes de ser assassinado. Trinta anos depois de sua morte, o estádio passou a chamar-se Estádio Victor Jara. Springsteen, como bom working class hero, não poderia passar essa oportunidade e fez bonito. Resta saber quem ele homenageará em sua passagem pela Argentina (no fim de semana) e pelo Brasil (o show em São Paulo é quarta e o no Rio, durante o Rock in Rio, é no sábado que vem).
Abaixo, a letra de “Manifesto”:

O disco novo leva apenas o nome da banda e a capa mais uma vez é assinada pelo MZK, que garantiu a indicação do disco de estréia do grupo paulistano ao Grammy Latino de melhor capa. Neste sábado, o Bixiga lança o novo disco no Circo Voador e antes disso lanço mais uma música deles aqui no Trabalho Sujo. Por enquanto, mais um teaser do disco novo:

Assisti ao último dos dois shows do lançamento do novo disco do Emicida no meio desta semana (os vídeos já estão lá na TV Trabalho Sujo) e depois comento com mais sobre aquela noite. Antes disso, queria frisar a importância de seu novo O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui, seu principal registro em disco. Em vez de expandir os horizontes do hip hop para outros gêneros musicais, Leandro Roque de Oliveira faz o caminho inverso, e convida outros gêneros – principalmente o samba – a entrar na arena em que hoje domina, a do hip hop nacional. O velho gênero, representado em diferentes escalas por pelo Quinteto em Branco e Preto, por Wilson das Neves, Tulipa Ruiz, Fabiana Cozza e Juçara Marçal, é o principal alvo do MC, disposto a provar sua importância e a registrar sua reverência num misto de empáfia e humildade que o tornam um dos principais nomes da música brasileira no século 21. Mas talvez o momento mais desconcertante do disco é quando ele dispensa convidados mais célebres e chama a própria mãe, Dona Jacira, para cantar em um momento único em que o drama épico do melhor do rap brasileiro ganha contornos familiares, íntimos e dolorosos, numa música que já tem seu espaço no cânone da canção brasileira. “Crisântemo” é da mesma estatura de “Deus Lhe Pague” de Chico Buarque, “Sinal Fechado” de Paulinho da Viola e “Tô Ouvindo Alguém me Chamar”, dos Racionais MCs. Emicida está no topo e ele parece saber para onde vai.
Abaixo, o vídeo que fiz da música na apresentação do Sesc Pinheiros.

E foi assim, citando várias músicas próprias, que Emicida respondeu à polêmica sobre sua música “Trepadeira” no primeiro dos dois shows de lançamento de seu novo disco, nesta terça-feira, no Sesc Pinheiros:
O BlueBus transcreveu o poema/discurso:
Mulheres devem ser livres, pra escolha feliz, a sós ou não, como cantei em “Ela disse”
Mulheres devem ser livres, aqui ou onde for, bem cuidadas, mas eu já disse isso em “Vou Buscar Minha Fulô”
Mulheres devem ser livres, pra ser feia ou ser bela, ser tudo, mas eu falei sobre isso em “Eu gosto dela”
Mulheres devem ser livres, sem esculacho, livre mermo, se quiser, até pra ser macho
Mulheres devem ser livres, de rocha, mãe, forte, daquelas que eu cantei em “Rotina”
Mulheres devem ser livres – pra ser puta, ser santa, das que atraem, das que traem, mas também das que cantam
Mulheres devem ser livres, pra dizer quanto custa, mandar, seja na presidência ou na Rua Augusta
Mulheres devem ser livres, das que inspiram o cântico, tipo as mulher preta, que eu lembrei em “Crisântemo”
Mulheres devem ser livres, pra ser mina, mana, e ser respeitada, pois antes de tudo é humana
Mulheres devem ser livres, soltas no mundo, jamais pra virar brinquedo de vagabundo
Mulheres devem ser livres, pra ser alma gêmea, candura, ou pra descer do salto, igual a Dona Jura
Mulheres devem ser livres, pra escolher, viu, es-co-lher, jamais pra encolher
Mulheres devem ser livres, pra ser fraca ou guerreira, pra ser o que quiser, INCLUSIVE trepadeira”
O vídeo acima é do Bracin. Abaixo, o mesmo discurso, seguido da música referida, com Wilson das Neves:

É só o áudio, mas dá a medida dos caras ao vivo nesse disco novo.
Agora o Vinicius descolou o vídeo do show inteiro (valeu!).
O show aconteceu nesta segunda-feira, em Londres, e algumas músicas do disco novo foram tocadas ao vivo pela primeira vez ali. Miles Kane apareceu para dividir a última faixa do show – “505” -, em que Alex Turner esqueceu a letra. O setlist do show segue abaixo e dá pra baixar o áudio aqui.