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Show

Olha a música com que a Lily Allen fechou seu último show da turnê deste ano nos EUA:

E a menina é uma popstar nata: além de boa compositora pop fica o tempo todo fazendo brincadeiras com o público, falando besteira sem se preocupar com pose, fumando cigarros e bebendo vinho, enquanto escancara suas relações pessoais em canções. Seus dois primeiros discos são mais importantes do que os últimos quinze anos da carreira de Madonna e ela prova isso no palco.

Tem mais vídeos lá na TV Trabalho Sujo, pra quem estiver a fim de ver.

Já o Sonic Youth com o John Paul Jones e Takehisa Kosugi fazendo barulho como trilha sonora para a apresentação de noventa anos da sumidade da dança moderna Merce Cunningham eu não pude filmar (afinal, foi no Opera Hall do BAM e o público era tão metido a sisudo quanto o lugar). Mas, tudo bem – você não perdeu muita coisa – essa menina, filmou o que ela conseguiu, sente o drama. O espetáculo de dança em si só serviu para eu ter certeza de que dança contemporânea não é a minha praia mesmo – embora o bom e velho SY tenha feito o ruído necessário para valer o preço do espetáculo. A Kim até cantou…


Agradecendo o público: os bailarinos, o coreógrafo (na cadeira de rodas), o Sonic Youth (vestidos que nem gente), Kosugi (à esquerda, de suspensórios) e John Paul Jones (à direita, de suspensórios)

Enquanto não volto à ativa (4 de maio, hein…), fiquem com a cobertura que o Bruno está fazendo do Coachella, com os cartuns que o Arnaldo fez pro G1 e que pouca gente viu e com a carta que o Mini escreveu para os anos 90. E você já baixou o disco do Dodô? Que achou, hein?

Interrompo minhas férias só pra dar um alou sobre o primeiro show que vi aqui na gringa – e o Of Montreal matou a pau na apresentação com a maior quantidade de Whiskey Tango Foxtrot por minuto que eu vi em anos (graças, em parte, a uma trupe de figurantes bizarros que invadiam o palco fantasiados de Buda, Jesus Cristo, Papai Noel, ninjas, porcos e tigres). Psicodelia pesada, como é característico das bandas do coletivo Elephant 6, o show circulou entre as várias fases da banda, com ênfase óbvia ao último disco da banda, o espetacular Skeletal Lamping (algo como se o Pet Sounds fosse um disco tão esquizofrênico quanto o Fantasma, do Cornelius). E o grupo ainda apresentou uma música nova, batizada provisoriamente de “Coquet Coquet”.

Kevin Barnes é um frontman genial – carismático e blasé ao mesmo tempo – e segura uma banda azeitadíssima, com músicos que vão bem além do clichê da banda indie. Sem contar que são freaks como ele, todos devidamente montados para chocar o público. O show ainda contou com a participação da banda da cantora Janelle Monae (imagine se a banda do clipe de “Hey Ya” existisse – e fosse liderada por uma cantora de soul de cair o queixo), que dividiu a última música com o Of Montreal para uma homenagem catártica a David Bowie (“Moonage Daydream”, numa senhora versão).

Tem mais vídeos lá na TV Trabalho Sujo – só me deixa um tanto cabreiro pensar que, no Brasil, um show desse só iria funcionar num Sesc da vida ou no Clash. Num palco muito grande, como o de um grande festival ou de uma Via Funchal, ele perderia todo o impacto. É uma pena não termos casas de médio porte que abram espaço para a música pop no país… Mas isso não quer dizer que irei parar a campanha que comecei no início do ano.

Agora deixa eu voltar pro modo offline – se tiver mais alguma nova (domingão tem Sonic Youth com John Paul Jones e segunda tem Lily Allen), eu aviso. Se não, só dia 4 de maio mesmo.

Inri Inbows

E o Rafa foi perguntar pra Inri Cristo sobre o que fazer após o drama do show do Radiohead. Veja o que ele respondeu:

De: MÉPIC – Movimento Eclético Pró INRI CRISTO

Rafael,

INRI CRISTO leu o seu e-mail e compreende a sua revolta. Já que você perguntou o que ele faria no seu lugar, eis a resposta de INRI: “Meu filho, eu jamais aceitaria ser apenas mais um elemento na massa de manobra. Quando aprecio uma banda ou cantor, assisto os shows no youtube ou em canal fechado, na tranquilidade da Casa de meu PAI. E te aconselho a fazer o mesmo”.

Cordialmente,
Aderexi Schmidt
Sec. Comunicação da SOUST

É, amigo…

4:20

Dessa vez com a banda se apresentando no programa de Jools Holland, em 2001.

Sente o repertório:

“National Anthem” {missing intro}
“Morning Bell”
“Lucky”
“Knives Out”
“Life In A Glasshouse”
“Packt Like Sardines In A Crushed Tin Box”
“No Surprises” {ending cuts off}
“Exit Music for a Film”
“I Might Be Wrong”
“Street Spirit” {audio buzzes hard, sorry}
“Paranoid Android”
“Idioteque”
“The Bends” {missing outro}

…o Terron conta como foi o reencontro de Paul e Ringo no palco, depois de muitos anos sem tocar juntos. O show ainda contou com a abertura-surpresa de Jerry Seinfeld:

O vídeo acima conta com a apresentação de Seinfeld, David Lynch apresentando Ringo (que canta “Yellow Submarine” e “It Don’t Come Easy”) e Paul (que canta “Drive My Car” e o comecinho de “Jet”).

Esse outro tem o Paul macaqueando ao piano antes de começar a cantar “Let it Be”, menos de cinco segundos de “Blackbird” e menos de um minuto dos dois Beatles cantando “With a Little Help from My Friends”. Já já aparecem mais vídeos.

O Franz se alinha ao grupo de artistas que reverencia o hit da Britney ano passado, mas sem muita inspiração – chamando “Womanizer” de “a melhor música nos últimos meses”, o grupo escocês regravou a faixa ao vivo numa apresentação hoje na BBC (a íntegra do show pode ser ouvida aqui). Sua versão e fica a poucos centímetros acima da feita pelo All American Rejects, passando a milhas de distância das boas – pero óbvias – recriações de Ladyhawke e Lily Allen.


Franz Ferdinand – “Womanizer

BeatlesTube

E ainda nos Beatles, conheça o BeatlesTube – um site que compila todos os vídeos dos quatro que estão no YouTube de forma bem organizada.

Esse é o lendário show da banda no ginásio de Budokan, no Japão, usado pela primeira vez para algo que não fossem apresentações de artes marciais. Os shows aconteceram em junho de 1966, pouco antes da banda pendurar as chuteiras e parar de se apresentar ao vivo. Olha o repertório do show:

“Rock’n’Roll Music”
“She’s a Woman”
“If I Needed Someone”
“Day Tripper”
“Baby’s in Black”
“I Feel Fine”
“Yesterday”
“I Wanna Be Your Man”
“Nowhere Man”
“Paperback Writer”
“I’m Down”

Olha esse vídeo que a Kátia pinçou no Rraurl. Não está sincronizado direitinho, mistura o áudio de “15 Step” com trechos em vídeo de outras músicas, mas quase chega na experiência de assistir ao show na grade.