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E lá vem mais caixa do Dylan. The 1966 Live Recordings é uma caixa com 36 discos que inclui apenas gravações ao vivo em um dos anos mágicos do então jovem bardo, 1966. É um período tão específico e um esforço tão grande que nem entrou na série de piratas oficiais que ele lança desde o início dos anos 90, The Bootleg Series – é um projeto à parte de pirataria oficializada. E um esforço gigantesco, jamais visto para nenhum outro artista. “Enquanto fazíamos a pesquisa de arquivo para a caixa The Cutting Edge 1965-1966: The Bootleg Series Vol. 12 do ano passado, ficávamos constantemente pasmos sobre como eram ótimas suas apresentações em 1966”, disse o presidente da Legacy Records, Adam Block. “A intensidade das apresentações de Bob e a forma fantástica como ele entregava essas músicas em shows acrescentam um outro elemento perspicaz no entedimento e na apreciação da revolução musical que Bob Dylan iniciou 50 anos atrás.”

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Além da caixa monumental, também haverá o lançamento à parte de um dos shows daquele ano, o verdadeiro show que Dylan deu no Royal Albert Hall em Londres (ao contrário do pirata conhecido por este nome, que foi gravado na verdade no Manchester Free Trade Hall e compõe o volume 4 das Bootleg Series), o The Real Royal Albert Hall 1966 Concert, que conta com sete músicas no disco acústico e oito no disco elétrico, como era o padrão dos shows de Dylan naquele período. Entre as elétricas está essa brusca “Tell Me, Momma”, que Dylan nunca gravou em seus discos oficiais.

Eis a relação de todos os shows que entram na caixa, que sai apenas em novembro mas já está em pré-venda em seu site oficial.

Disco 1 – Sidney, 13 de abril de 1966 (da mesa de som do canal TCN 9 TV Australia)
Disco 2 – Sidney, 13 de abril de 1966 (da mesa de som do canal TCN 9 TV Australia)
Disco 3 – Melbourne, 20 de abril de 1966 (da mesa de som / Transmissão desconhecida)
Disco 4 – Copenhague, 1° de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 5 – Dublin, 5 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 6 – Dublin, 5 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 7 – Belfast, 6 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 8 – Belfast, 6 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 9 – Bristol, 10 de maio de 1966 (da mesa de som e do público)
Disco 10 – Bristol, 10 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 11 – Cardiff, 11 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 12 – Birmingham, 12 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 13 – Birmingham, 12 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 14 – Liverpool, 14 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 15 – Leicester, 15 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 16 – Leicester, 15 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 17 – Sheffield, 16 de maio de 1966 (gravação da CBS Records)
Disco 18 – Sheffield, 16 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 19 – Manchester, 17 de maio de 1966 (gravação da CBS Records)
Disco 20 – Manchester, 17 de maio de 1966 (gravação da CBS Records à exceção da passagem de som, da mesa de som)
Disco 21 – Glasgow, 19 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 22 – Edimburgo, 20 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 23 – Edimburgo, 20 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 24 – Newcastle, 21 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 25 – Newcastle, 21 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 26 – Paris, 24 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 27 – Paris, 24 de maio de 1966 (da mesa de som)
Disco 28 – Londres, 26 de maio de 1966 (gravação da CBS Records)
Disco 29 – Londres, 26 de maio de 1966 (gravação da CBS Records)
Disco 30 – Londres, 27 de maio de 1966 (gravação da CBS Records)
Disco 31 – Londres, 27 de maio de 1966 (gravação da CBS Records)
Disco 32 – White Plains, NY, 5 de fevereiro de 1966 (gravação da plateia)
Disco 33 – Pittsburgh, PA, 6 de fevereiro de 1966 (gravação da plateia)
Disco 34 – Hempstead, 26 de fevereiro de 1966 (gravação da plateia)
Disco 35 – Melbourne, 19 de abril de 1966 (gravação da plateia)
Disco 36 – Estocolmo, 29 de abril de 1966 (gravação da plateia)

Ave King Crimson

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Uma das bandas mais complexas e completas da história, o King Crimson vem passando discretamente por uma fase inacreditável, que começou como um rumor sobre uma formação com vários integrantes, boatos sobre um possível primeiro show desde anos 70, que materializou-se em não apenas um, mas alguns shows, transformou-se em turnê e agora chega ao disco numa versão da banda com sete cabeças tocando ao mesmo tempo. O guitarrista maestro Robert Fripp reuniu integrantes de diferentes fases da banda (o saxofonista e flautista Mel Collins, o baixista Tony Levin, o guitarrista Jakko Jakszyk e três bateristas, Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Bill Rieflin) numa formação dos sonhos que tem revivido alguns dos momentos mais emblemáticos da carreira do grupo ao vivo. A caixa Radical Action to Unseat the Hold of Monkey Mind reúne três discos com gravações da banda do ano passado no Japão, na França e no Canadá e tem versões que trazem registros em vídeo desta apresentação, como a impressionante versão ao vivo para “Starless”. Como o produtor e parceiro de longa data de Fripp David Singleton escreve no encarte do box:

“É uma espécie de truísmo na história do Crimson que qualquer show que seja filmado não será aquele em que o céu encontra-se com a terra e descem os anjos. A presença de câmeras e de operadores introduz um elemento intrusivo na relação entre o artista, a música e o público. Nossa solução foi voltar ao conceito de “TV pirata” e priorizar a música e a performance mais do que as imagens. Tínhamos um único câmera – Trevor Wilkns, que sofreu! – nesta turnê e ele filmava todas as noites com uma série de câmeras escondidas discretamente no palco onde a elas não atrapalhariam nem o artista ou o público. O compromisso portanto não é o visual e sim o da música.”

Aos céticos ou não-iniciados na banda que se convenceram pela balada inicial sugiro que joguem o cursor lá praquele tempo mágico, 4:20 – e boa viagem.

clashcityrockers

Assista a um trecho de London Town, filme sobre o Clash, com Jonathan Rhys Meyers mandando “Clash City Rockers” lá no meu blog no UOL.

Primeiro um trailer anunciou a chegada de London Town, filme sobre o Clash, banda crucial na história da música pop e um dos alicerces do movimento punk, visto pelos olhos de um adolescente de 14 anos na Londres do final dos anos 70. O ator Jonathan Rhys Meyers, chamado para viver o líder da banda Joe Strummer parecia convencer no trailer original. Agora surge um outro vídeo retirado do filme, um trecho em que o protagonista vivido por Daniel Huttlestone vê pela primeira vez um show do Clash, que não deixa dúvidas sobre a performance, ao menos no palco, do ator irlândes – que já enveredou pelo rock no cinema vivendo um astro glam no risível Velvet Goldmine e o próprio Elvis Presley na minissérie Elvis, da CBS. Essa apresentação de “Clash City Rockers” ao vivo parece sintetizar a experiência de ver o Clash ao vivo – muito graças à performance do ator irlandês.

London Town estreia em outubro nos Estados Unidos e Europa e não há previsão de lançamento no Brasil.

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Inicialmente um desafeto dos Ramones, o ex-vocalista dos Smiths Morrissey logo viu a luz do punk rock e entendeu a importância do grupo para o movimento, a ponto de chegar a organizar a coletânea limitada (9 mil cópias) Morrissey Curates the Ramones sobre a banda lançada pela gravadora Rhino no Record Store Day de 2014. Mas o auge do fanatismo do vocalista pelo grupo aconteceu neste fim de semana, quando em um show no Brooklyn, em Nova York, ele surpreendeu a todos com uma versão fiel e apaixonada para “Judy is A Punk”, do mítico grupo nova-iorquino.

Agora de outro ângulo:

Que beleza.

dekmantel

O coletivo holandês Dekmantel anuncia a primeira edição de seu festival no Brasil, depois de ter expandido da Holanda para a Croácia no início deste ano. E o evento, que será realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, traz para o Brasil nomes como Nicolas Jaar, John Talabot, Jeff Mills, Nina Kraviz, Moodymann, Ben UFO, Joy Orbison e apresentações dos brasileiros Hermeto Pascoal, Azymuth, Bixiga 70 e Selvagem,, entre outros. E isso só na programação diurna, que acontecerá no Jóquei em São Paulo – a programação noturna, que acontece em uma fábrica do Brás, ainda não foi anunciada. A realização é uma parceria do Dekmantel com a festa paulistana Gop Tun, que mandou benzaço com essa.

Aliás, vocês ouviram o disco novo do Nicolas Jaar, né? Precisamos falar sobre isso em breve…

foratemer-luciomaia

Lucio Maia fez bonito ontem no encerramento das paraolimpíadas, revelando um “Fora Temer” debaixo da guitarra para a câmera durante a apresentação da Nação Zumbi.

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O trio paulistano O Terno lança oficialmente seu novo disco Melhor do que Parece neste fim de semana, em dois shows no Auditório Ibirapuera (mais informações aqui), e Tim Bernardes (guitarra e voz), Guilherme d’Almeida (baixo) e Biel Basile (bateria) se reuniram para dissecar o disco faixa a faixa para o Trabalho Sujo. Falaram muito de estrutura musical e deixaram de falar sobre o clima de fossa que atravessa todo o disco, mas deixa esse papo pra uma outra conversa…

“Culpa”

Ouça “Culpa”

“O Nó”


Ouça “O Nó”

“Não Espero Mais”

Ouça “Não Espero Mais”

“Depois que a Dor Passar”


Ouça “Depois que a Dor Passar”



“Lua Cheia”

Ouça “Lua Cheia”

“O Orgulho e o Perdão”

Ouça “O Orgulho e o Perdão”

“Volta”

Ouça “Volta”

“Minas Gerais”

Ouça “Minas Gerais”

“Deixa Fugir”

Ouça “Deixa Fugir”

“Vamos Assumir”

Ouça “Vamos Assumir”


“A História Mais Velha do Mundo”

Ouça “A História Mais Velha do Mundo”

“Melhor do que Parece”

Ouça “Melhor do que Parece”

MC KL Jay

kljay

O site Rap Nacional Download desenterrou um vídeo de dois anos atrás quando, durante o lançamento do projeto Campo Minado, no Carioca Club, que reunia MV Bill e Dexter, o mestre DJ KL Jay assume seu lado MC. Depois de apresentações dos anfitriões – primeiro Bill depois Dexter -, a rapper Kmila CDD entra em seguida e, deixando todo mundo surpreso, o DJ dos Racionais MCs assume o microfone e arrebenta. Saca só:

Faço as minhas palavras do Dexter: aí foi foda, moleque!

kljay

Ave KL Jay!

baianasystem-bnegao

Não consegui pegar os shows do início, cheguei no final da Céu e consegui ver Cícero e Marcelo Camelo, BaianaSystem (arrasador) e Karol Conká, seguem os vídeos a seguir. Festival redondinho, que só pecou pelo som e pela falta de sinalização nos arredores, mas de resto, tudo ótimo. São Paulo precisa de mais eventos assim:

algumaspessoas

Era inevitável: depois que a mudança para São Paulo permitiu que seu selo Midsummer Madness, um pilar do indie carioca, continuasse existindo, o pioneiro Rodrigo Lariú lança, neste sábado, a versão paulistana de seu festival Algumas Pessoas Tentam Te Fuder, que por oito anos funcionou como vitrine tanto para a cena brasileira no Rio de Janeiro quanto para as bandas do selo. Lariú vem pelas beiradas – e ao transformar o festival em “mini fest”, colocando três bandas para tocar no Z Carniceria (mais informações aqui), ele consegue não só ressuscitar seu histórico festival como reafirmar a postura estética do selo, com muita guitarra, microfonia e músicas em inglês. Loomer, Lava Divers e Second Come – tocando, na íntegra, o clássico disco You – são todas bandas do Midsummer Madness, que ainda comparece na discotecagem com as presenças do próprio Lariú e do Rodrigo Genu, da banda carioca PELVs, também do selo. Conversei com o Lariú sobre a história do festival, a versão paulistana do evento e o que ele pretende lançar até o fim do ano.

O que foi o festival Algumas Pessoas Tentam Te Fuder

A volta do Algumas Pessoas Tentam Te Fuder

Em escala menor

Desde 1989

Merchandising indie

Mais Midsummer Madness em 2016