
E a mulher faz sucesso mesmo, hein… Olha só a partir de 1:30…

Duas grandes bandas da geração 2013 podem vir fazer shows por aqui. O indie-dance do Jagwar Ma já está com datas marcadas para o Brasil – tocam no Rio na última sexta de março (dia 28) num esquema do Queremos (e pré0ingressos a 60 pilas, um bom preço) e em breve anunciam a data de São Paulo. Já o trio psicodélico-psicótico Unknown Mortal Orchestra teve sua vinda ao Brasil cogitada para maio, através da conta do Twitter do LiztBlog – o que ainda não é fato e sim mero rumor. Mas não custa um rumor pra agitar uma torcida – e vai que…

A Natalia (valeu!) me deu um toque sobre o show que os Monkeys fizeram no ano passado no programa francês L’Album de la Semaine e eu descolei a íntegra do show, saca só:
Coisa fina.

Vocês viram, né?
Foi bonito: Boogarins, Single Parents, Rodrigo Amarante, Black Drawing Chalks, Móveis Coloniais de Acaju e Caetano Veloso frequentarão os palcos do melhor festival que eu já fui, que acontece no final de maio, em Barcelona. Bonito um front generoso que não peca por favorecer um recorte específico da música brasileira (forçando, daria pra falar em indie-MPB, mas isso nem é um gênero como descarta os Móveis, os Single Parents e os Chalks).
E numa edição com uma escalação memorável – que pode não pecar por ter grandes headliners, mas isso um “problema” mais da indústria e das transformações do mercado que do festival em si (são poucos eventos que conseguem emplacar nomes com grande peso na segunda década do século 21).
Mas tire Arcade Fire, Queens of the Stone Age, Pixies, Nine Inch Nails (oi Lollapalooza Brasil), National, e o Kendrick Lamar da equação e imagine apenas shows de bandas como (ainda seguindo a ordem do cartaz) Neutral Milk Hotel, Disclosure, St. Vincent, Metronomy, Chvchers, Slowdive (!!! – aliás, o !!! também, perdoem-me a infâmia), Darkside, Dr. John, Haim, John Grant, Slint (!!! de novo), Mogwai, Television e Godspeed You! Black Emperor… Bandas se viessem para cá em palcos de médio porte por preços mais decentes (mais de cem dinheiros num show é algo bem pesado pro bolso, ponham na ponta do lápis), não nos obrigariam a cogitar viajar para ir a um festival na Europa ou nos Estados Unidos. E é aí que a música ganha um contrapeso considerável, ao notarmos, além dos shows, a forma como o público destes países é tratado em eventos do tipo. Talvez por isso seja bom vermos como as coisas funcionam em países que já tiveram a era do desbunde consumista que estamos vivendo para entender no que realmente vale pagar. Vai lá, assiste um monte de shows de bandas que quando vierem pra cá vão chegar custando uma bica – e, como você já viu o show, não precisa pagar pra ir.
Eu ainda não sei se vou, mas se você realmente cogitou, faça as contas e boa viagem.
E ficam duas questões no ar: o Caetano vai tocar o Transa na íntegra (como será que surgiu esse boato?)? E será que o Primavera tá querendo vir pro Brasil?
Abaixo, as bandas brasileiras que irão para essa edição do festival:

E as comemorações do meu aniversário terminaram com uma Sussa daquelas, com show cabuloso dos MarginalS – sente o drama:
O Bira fez umas fotos do show, abaixo:

Trabalho Sujo e Casa do Mancha, dois nomes importantes da cultura independente da cidade, unem-se formalmente para uma série de festas celebrando a melhor música pop de nossa época no novíssimo Anexo B, recém-inaugurado na Rua Augusta. E para inaugurar essa nova empreitada, neste sábado, chamamos o Garotas Suecas, que com o seu segundo disco Feras Míticas atingiu uma nova maturidade musical, e o DJ Gorky, que promete passear num set só com funk carioca das antigas. A noite ainda conta com discotecagens de Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Luiz Pattoli (da Noite Trabalho Sujo) além do Mancha e Tomaz Afs do lado da Casa do Mancha. O alto astral é a regra da noite, que começa 2014 do jeito certo.
TRABALHO SUJO + CASA DO MANCHA apresentam
GAROTAS SUECAS + DJ GORKY
Anexo B: Rua Augusta, 430. São Paulo.
Sábado, 11 de janeiro de 2014 – a partir das 23h – R$ 35 (ou R$ 25 com nome na lista através deste link).



O dia tava lindaço e a galera veio numa boa – e a tarde entrou bonito na noite do domingo passado, na última Sussa do ano, que rolou no Neu. E o showzinho do Rafael com a Bárbara rolou bonito, já já os vídeos tão no ar. Por enquanto, fiquem com as fotos da Dre.

No final dos anos 60, o Pink Floyd ainda andava perdido após expulsar seu antigo Syd Barrett por motivos de excesso de psicodelia e seguia experimentando possibilidades sonoras em busca de sua própria voz. Até o lançamento de Atom Heart Mother, em 1970, Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright oscilavam entre jam sessions explosivas e números acústicos bucólicos, sem saber exatamente onde ia chegar. É desta época que data a suíte The Man and the Journey, espetáculo ao vivo em que o grupo tentava achar uma coesão narrativa entre músicas que seriam lançadas oficialmente em discos posteriores (principalmente Ummagumma e a trilha sonora do filme More, quando ganharam novos títulos). Desta época também vem as experiências do grupo com efeitos sonoros – tanto usando instrumentos improváveis quanto sons pré-gravados – e com happenings ao vivo (em dado momento do show um roadie aparecia fantasiado de gorila no meio do público, em outra hora serviam chá para a banda durante a execução de uma música – “Teatime”, claro -, além de fumaça e canhões). O Dangerous Minds encontrou a gravação do espetáculo More Furious Madness from the Massed Gadgets of Auximenes no YouTube, um show que foi ensaiado para ser apresentado no Royal Festival Hall londrino, mas que pode ser ouvido abaixo no show que fizeram em Amsterdã, na Holanda, no dia 17 de setembro de 1969, no Concertgebouw, que foi transmitido por uma rádio local.
Abaixo, além das faixas tocadas no show (com seus nomes oficiais entre parênteses) também há um vídeo do ensaio para a apresentação no Royal Festival Hall. Enjoy: