E por falar na nova temporada de True Detective (estão gostando? Demora pra pegar, mas vai bem…), o site do Creators Project conversou com o Raoul Marks, designer australiano que criou a abertura da primeira temporada e ganhou um Emmy sem ter saído de seu pequeno escritório em Sidney, sobre a variação das colagens em câmera lenta para a nova temporada da série:
“The more gloomy monotone vibes of the first season weren’t going to work… We needed some brighter turquoise and reds. We relied heavily on still photography for a lot of the locations and textural elements in the sequence. In fact, the majority of imagery comes from still images. So a large part of production was bringing the photography to life. It needed to reflect our new setting of fictional Vinci, California, and feel like a lucid dream—unsettling and full of Californian heat. The goal was to be recognizable, but also to take a new angle on the iconic aesthetic of California. We were lucky enough to have been given a whole bunch of work by photographer David Maisel. He has some beautiful photographs that we referenced: high contrast black-and-white imagery of all the snaking freeways in Los Angeles, wider California and the Lake District, and also abstract aerial photography.”
Dá pra ler a entrevista inteira aqui.
Fora da segunda temporada de True Detective, o diretor Cary Joji Fukunaga foi fundamental para consagrar o seriado como um marco da TV nesta década. E o tumblr A Tea and a Movie reuniu as referências visuais do diretor – que incluem clássicos do cinema policial como Se7en e O Silêncio dos Inocentes (e um improvável Tarkovsky!) – numa tag de seu site e também no vídeo abaixo:
O John Belushi dos anos 90 tem sua biografia revista no documentário I Am Chris Farley, que deve estrear em vídeo on demand, nos EUA, no último dia deste mês. O filme conversou com vários amigos e contemporâneos de Chris, que morreu em 1997 numa overdose de drogas, como Adam Sandler, David Spade, Bob Odenkirk, Christina Applegate, Dan Aykroyd, Lorne Michaels, Mike Myers, entre outros.
Maiores informações no site oficial do filme.
Isso já está indo longe demais.
Cara… Não faça isso.
A falta do que fazer da vez fez um sujeito reunir todos os seis Guerra nas Estrelas na mesma edição de vídeo, superpostos em camadas simultâneas. Aparentemente, o resultado é uma cacofonia de imagens embaralhadas e ruídos e vozes familiares, mas que aos poucos se revela uma enorme teste audiovisual de Rorschach, permitindo que você ouça e veja o que quiser dentro da mitologia que crescemos acompanhando.
Enquanto a era do CD vintage não chega – ou se você tiver pilhas de CD-Rs que não funcionam mais -, eis que seus velhos discos prateados podem se tornar munição pra essa arma.
Demais essa série nova do Dahmer.
Quando eles menos perceberam, o gato estava na asa do veículo, em pleno vôo, mas no final dá tudo certo, pode assistir sem noia:
Emicida e banda subiram de branco ao palco Júlio Prestes da Virada Cultural neste fim de semana pra celebrar a tolerância religiosa, mas o rapper aproveitou pra dar o seu recado sobre as várias tensões que esticam-se sobre o Brasil atualmente. O Pedro Alexandre filmou e transcreveu, reproduzo abaixo (e vale ler seu relato completo lá no Farofa-fá, em que ele aprofunda-se nesta questão e em outras):
“E aí vira o quê? Os com-diploma versus os consciência. A Fundação é tudo, menos Casa, prum interno. É mó boi odiar o diabo, eu quero ver cê se ver lá no inferno. Não existe amor em SP? Existe pra caralho. Cês acham que as Mães de Maio chora por quê? Tendo que sobreviver ao pai que abusa, ao ferro sob a blusa, às farda que mata nós e nunca fica reclusa, ao Estado que te usa, ao padrão de beleza musa e aos otário que inda quer vim me falar de racismo ao contrário. Tempo doido, tempo doido, a espinha gela, onde as mulher é estuprada e no final a culpa ainda é delas. O problema é seu e da sua dor. Às vez eu me sinto inútil aqui, que eu não valho nada, igual o governo tem tratado os professor. Mas presses bunda mole aí que acha que nós tá dormindo, um aviso: não é porque nós tá sonhando que nós tá dormindo, viu?”.
É interessante notar a gradual transformação da persona pública do jovem Leandro, que aos poucos deixa de ser o rapaz gente boa da vizinhança pra começar a levantar o dedo pra quem levanta o dedo pra ele. É uma maturação artística que tem a ver com o seu próximo disco – que ele foi gravar na África – e o fato de ele estar aos poucos tocando instrumentos enquanto canta. Já rendeu um monólogo avassalador no Circo Voador no início do mês – e agora veio esse discurso da Virada. Sigo acompanhando.
A foto é do UOL.








