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Paranoia

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Meu comentarista político favorito, Bob Fernandes, sempre preciso:

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Christopher Lee já havia deixado pra trás os papéis de vilão que o eternizaram para a minha geração ao assumir papéis como o Conde Dooku na trilogia recente de Guerra nas Estrelas, do mago Saruman nos épicos do Senhor dos Anéis e até como o pai de Willy Wonka na versão que Tim Burton fez para a Fantástica Fábrica de Chocolates. Mas ele só chegou a esses papéis depois de viver clássicos da maldade como o mais eterno Drácula (nas produções inglesas da Hammer, no fim dos anos 50) e o infalível Scaramanga (007 contra o Homem com a Pistola de Ouro, de 1974).

Mas meu filme favorito com ele é o fantástico O Homem de Palha, de 1973, desses filmes que melhoram a cada vez que você reassiste:

Fazer papel de vilão não é fácil. Livrar-se deles é mais difícil ainda. Christopher Lee viveu bem.

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Apareceu na Bélgica: uma faixa para quem anda com os olhos grudados no celular. Parece piada, mas faz sentido.

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Vi no Bored Panda.

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Uma das novidades da nova temporada dos Simpsons é que o Sideshow Bob finalmente vai conseguir chegar às vias de fato e satisfazer seu sonho. Falei sobre isso lá no meu blog no UOL.

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Aí o cara chega em casa, põe o disco pra tocar e…

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Parece mentira, mas esses cartões de crédito dos Sex Pistols são de verdade

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Conheça o Mexrissey.

Sim: uma banda dedicada a reler clássicos do líder dos Smiths como se eles fossem músicas do México!

Ai, ai, ai…

saxofone

Esse cara não precisa.

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Obcecado por dados, o documentarista e infografista norte-americano Neil Halloran mergulhou na história da Segunda Guerra Mundial para contar seus mortos e o resultado é o vídeo de 18 minutos abaixo que deveria vir embutido em nosso inconsciente todas as vezes que Hitler surge como artefato cômico, ícone pop ou medida de argumentação via internet. Quando ouvimos falar nos milhões que morreram nesta guerra das guerras, não dá nem pra começar a ter a menor noção da quantidade de gente que estamos falando. Quando chega a parte da União Soviética então…

O vídeo também tem uma versão interativa em que dá pra comparar os dados de várias maneiras diferentes. Um senhor trabalho jornalístico.

encarnado

O melhor disco de música brasileira do ano passado foi barrado no iTunes porque tava com os peitos de fora. Encarnado, de Juçara Marçal, não pode exibir seus peitos por puro preconceito da loja digital de Steve Jobs. Kiko Dinucci, autor da capa e cúmplice de Juçara em um monte de coisa boa, inclusive em Encarnado, meteu a boca na segunda-feira:

O assunto é:
Mamilos femininos!
Amanhã a Juçara Marçal lança pelo Laboratório Fantasma o disco Encarnado em várias plataformas de streaming.
Sairia para venda no ITunes também se eles não censurassem a capa por conter “mamilos” a mostra.
Sempre que faço arte pra capa de disco, penso em”arte”, a capa é a extensão da arte que é o disco como um todo.
Que autoridade eles têm de proibir uma arte por mostrar um mamilo? O mamilo, todos sabem, é só um pedaço do corpo, a primeira coisa que uma criança sente e põe a boca quando nasce.
O ITunes sugeriu fazermos outra capa, a Juçara se negou. Como a capa de um disco para o ITunes é somente a embalagem de um produto, pra eles pouco importa esse papo de arte, por moralismo, machismo ou simplesmente burrice, perderam a chance de vender um dos discos mais premiados e aclamados do ano passado pela crítica em nome desse tempo horrível de caretice e desamor.

E emendou na quarta:

Sobre esse lance da censura da capa do Encarnado, uma coisa ficou bem clara, as regras não são as mesmas pra todo mundo. Discos ligados a gravadoras grandes podem botar seus seios nas capas sem nenhum problema. Antes de parecer moralista, machista ou que quer que seja, a postura do ITunes me parece, antes de qualquer coisa, perseguição contra os discos ligados ao mercado alternativo.
Diretamente do país onde só os pobres são presos.

E citou exemplos que só não fazem rir mais porque o assunto é sério:

Lamentável, mas esse é um dos dramas do mundo digital, o tiquezinho no “eu aceito” quando você passa o mouse rapidinho por aquele calhamaço digital de termos e condições de uso. E a regra do jogo é a regra do dono, é o capitalismo em estado mais latente, não adianta bater de frente. Tem que fazer como o Kiko e a Juçara fizeram: caíram fora e não deixaram barato. Aos poucos a gente vai aprendendo…