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Paranoia

Microsoft WTF

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Quando Google e Facebook estavam começando a ofuscar de vez o reinado da Microsoft, no fim da década passada, a empresa de Seattle chamou o diretor Brad Abrahams para criar vídeos que estimulassem novos talentos do mundo digital a procurá-la em vez de bandear para os lados de Zuckerberg ou de Brin e Page. A solução? Usar ironia para atrair novos candidatos. Chamar o resultado de constrangedor é um elogio, como dá pra ver por esses dois vídeos desenterrados pelo blog Animal.

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O ilustrador polonês Pawel Kuczynski recriou situações típicas do Facebook entre a literalidade e o surrealismo, para mostrar como nossas vidas foram afetadas pela maior rede social do mundo.

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Bem bom. Algumas podem ser compradas aqui.

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“Omar is coming…” em HD. The Wire, também conhecida como a melhor série de todos os tempos, está vindo aí em alta definição. No início do mês o seguinte teaser apareceu na TV:

A HBO logo negou que o seriado iria ser reexibido a partir deste mês, mas confirmou que a série está passando por um processo de adaptação para o formato em alta definição (o que pode picotar em cima e embaixo a tela original da série, gravada no formato 4 x 3, para adaptar-se ao formato 16:9). A remasterização também deve estar sendo feita para uma nova caixa da série, desta vez em Blu-ray.

Oportunidade perfeita para entrar numa série difícil, mas irresistível. A complexa teia de ligações entre os personagens de The Wire aos poucos desenha todas as engrenagens de uma cidade de médio porte e como os homens da lei se misturam com os bandidos. É uma série sem protagonistas e as relações entre os personagens são mais importantes do que eles mesmos, peças num xadrez violento, quase surreal. É uma reunião de personalidades incríveis, desde o núcleo policial (reunindo mestres como Jimmy McNulty, Kima Greggs, Bunk Moreland e Lester Freamon, entre outros) ao núcleo dos traficantes e justiceiros (Omar Little, Bubbles, Stringer Bell e companhia), passando por políticos impagáveis (Tommy Carcetti, Clay Davis – “sheeeeeeeit!”) e outros ratos e cidadãos de péssima índole que fazem a cidade de Baltimore funcionar de fato. Perto de The Wire, Sopranos é uma série sobre uma família que vive uma vida dupla entre os cidadãos de bem e o crime organizado, simples assim.

E funcionar como uma complexa metáfora para todo o sistema ocidental, de armas, política, cadeias, drogas, imprensa, sexo, violência, álcool e joguetes de poder. Uma aula de política disfarçada de seriado policial, The Wire está para os Estados Unidos como a trilogia Cidade de Deus e os dois Tropas de Elite está para o Brasil – só que com sutilezas e brutalidades muito mais tensas e específicas daquela país.

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troll

Já começou a turnê norte-americana da nova encarnação do King Crimson, mas como o David Fricke disse na Rolling Stone:

The future of this Crimson beyond the U.S. tour, especially in studio-album form, is uncertain. “Crimson as a musical undertaking can’t be judged from its records,” Fripp said in a recent British interview. “It can only be judged by live performance.”

He emphasized the latter point in Albany, in a pre-recorded welcoming announcement played over the PA a few minutes before showtime. “Embrace the moment,” Fripp suggested in his soft, precise speaking voice, firmly requesting that the audience turn off and stow all electronic devices. “Use your ears to record and your eyes to video.”

It worked. I periodically looked around the hall, for the tell-tale glow of cell phone cameras and recorders. There were none, all night. If you want a piece of this “Schizoid Man,” you have to be there.

Então enquanto Fripp não registra oficialmente estas apresentações, só nos resta nos contentar com dois vídeos, um com um solo de seus novos três bateristas, Pat Mastelotto, Bill Rieflin e Gavin Harrison:

E uma velha versão para o maior clássico do grupo, “21st Century Schizoid Man”, gravada no Hyde Park em 1969 e uploadada no próprio canal do King Crimson no YouTube:

Tomara que algum maluco se disponha a trazê-los ao Brasil… Imagina…

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book

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É tempo de eleições, época do inevitável encontro de todos os candidatos com um dos salgados mais nobres da culinária de rua brasileira, como dá pra ver neste álbum primoroso feito pelo Marlos Apyus.

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Tem outros lá.