

E aos poucos começa-se a se desenhar como vai ser a segunda temporada de True Detective – o primeiro nome a ser anunciado foi o de Colin Farrell, depois veio o de Vince Vaughn e agora parece que Keira Knightley irá se juntar ao elenco… Isso sem contar a possibilidade da direção ser do mestre William Friedkin. Pelo visto, essa temporada promete (apesar do chefão da HBO ter dito, em agosto, que o tom da nova safra não deve ser pesado quanto a impressionante prinmeira leva de episódios).


Aconteceu neste fim de semana: Thom Yorke twittou uma foto em seu tumblr em que mostrava apenas um disco branco girando numa vitrola (que foi retwittado em seguida por Nigel Godrich, produtor do Radiohead e colaborador de Thom no projeto Atoms for Peace):
— Thom Yorke (@thomyorke) September 21, 2014
Já fomos avisados através de uma atualização de aplicativo que algo está acontecendo no universo do Radiohead em 2014. Será que o novo disco já está pronto pra chegar?

Thom Yorke segue twittando pistas e, entre letras antigas e velhos desenhos do colaborador Stanley Donwood, que trabalha com a banda há vinte anos, anunciou em um tweet cifrado, que o Radiohead estaria em seu segundo dia de estúdio. Eis uma compilação dos tweets recentes:
Stanley & me going thru15years of discarded words & pictures..!while overdubs happen in Radiohead studio.2nd day only pic.twitter.com/XP3TZVeMzq
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
— Thom Yorke (@thomyorke) September 23, 2014
Eles não explicam, no entanto, o misterioso vinil branco que apareceu rodando em um tweet do vocalista da banda na semana passada. Como foi retwittado por Nigel Godrich, que é produtor do Radiohead mas também integrante da banda paralela de Yorke, Atoms for Peace, muitos cogitam que talvez seja um novo lançamento do projeto, não necessariamente um disco novo – mesmo porque a imagem mostrava um material gráfico semelhante ao do primeiro disco solo de Thom e ao do último disco do Atoms…, Amok.
Mas há dois meses Yorke vem postando em seu tumblr cenas inóspitas de árvores alienígenas ou tocos de árvores e obeliscos solitários. A temática visual do disco mais recente do Radiohead, The King of Limbs, de 2011, era toda inspirada em árvores cheias de galhos – e agora ele vem com essa…


















Tem (muito) mais imagens no tumblr original.



Taylor-Ruth estava na quinta série quando retirou um disco dos Dead Kennedys na biblioteca da escola. Ela gostou e escreveu sobre isso em seu diário da época – e postou o texto em seu tumblr no começo do ano passado.

Se alguém traduzir, é só escrever nos comentários que eu posto aqui.
O DaSoDu traduziu (valeu!), olha só:
Peguei um monte de CDs de música na biblioteca hoje! Alguns tinham palavrões no título, então eu tive que prometer para Sra. Jervis que eu tinha 15 anos. Ainda não tenho, mas acho que essa mentira não conta na biblioteca.
Já ouvi todos eles agora. Notei que em VÁRIOS desses CDs que os cantores não gostam do Homem. Eles até xingam ele! Não sei quem é o Homem. Talvez seja o Bush ou o diretor do vocalista. Mas se os Dead Kennedys não gostam do Homem, eu também não gosto. Também não gosto dos fachistas [sic]. Acho que eles são como uma religião ou culto a qual o Homem pertence.
Acho que, até agora, eu sou mais punk do que qualquer pessoa que eu conheci em toda a minha vida.
* The Man não é o “Big brother” como o próprio DaSoDu cogitou – e sim uma forma de se referir ao Sistema, com “S” maiúsculo.
Vi no Dangerous Minds.

Todos atentos.

Na semana passada, a filha de Alan Moore, Leah, anunciou que seu pai havia terminado de escrever Jerusalem – e que o segundo romance do mestre dos magos da HQ teria um milhão de palavras.

Comparando, a Bíblia tem 200 mil palavras e Guerra e Paz, do Tolstoi, tem pouco mais de meio milhão.
O esforço pesado de Alan Moore é um trabalho que começou há seis anos e explora ainda mais o conceito de seu primeiro livro, A Voz do Fogo, em que ele voltava à pré-história para contar diferentes estágios no tempo do condado onde nasceu e reside, Northamptonshire. Jerusalem vai mais a fundo nessa história ao focar em uma área central da cidade de Northampton. “Meu próximo livro terá alguns milhões de palavras e será apenas sobre esta sala de estar”, riu em uma entrevista que deu em 2011 sobre o livro ao New Statesman.
Na mesma entrevista, ele dizia que escrevia o livro para “provar a inexistência da morte”, enquanto encarna diferentes estilos literários, à maneira como faz na saga A Liga Extraordinária. A diferença é que em Jerusalem não há referências visuais e os devaneios linguísticos incluem um capítulo escrito de forma quase cifrada emulando James Joyce e outro em que evoca uma peça de Samuel Beckett em que o dramaturga fala sobre críquete e igrejas. Há inclusive um capítulo que se passa numa quarta dimensão, o que pode ser a chave não apenas para o livro, mas para toda a obra de Alan Moore:
“Cheguei à conclusão que o universo é um lugar de quatro dimensões em que nada acontece e nada se move. A única coisa que move-se no eixo do tempo é nossa consciência. O passado ainda está aí, o futuro sempre esteve aí. Todos os momentos que já existiram ou ainda existirão fazem parte desse hipermomento gigante no espaço-tempo. (…) Quando você pensa numa viagem padrão em três dimensões – por exemplo, estar em um carro que anda por uma estrada. As casas pelas quais você passa desaparecem atrás de você, mas você não duvida que se você voltasse, as casas continuariam ali. Nossa consciência só se move de uma forma pelo tempo, mas acho que a física nos diz que todos aqueles momentos ainda estão ali – e quando chegamos ao fim de nossas vidas não há para onde a consciência possa ir, exceto voltar ao começo. Vivemos nossas vidas o tempo todo, mais uma vez.”
Não vejo a hora de ler isso!