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Paranoia

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E por falar em Guillermo del Toro, olha que maravilha esse mashup feito pelo mexicano Turrilandia.

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Em uma recente entrevista ao blog SpeakEasy, do Wall Street Journal, o diretor Guillermo Del Toro deu dicas de como será a continuação de seu fantástico Pacific Rim:

“O que já dá pra contar: Zak (Penn, roteirista) e eu nos envolvemos e começamos a ficar trocando idéias entre nós e Travis (Beachman, também roteirista) há um ano e meio. E eu disse para o Zak para continuar tendo idéias até encontrarmos uma que realmente vire o filme do avesso, por assim dizer (…) É difícil imaginar um mundo que não venha de um quadrinho, que tenha sua própria mitologia, por isso tivemos que sacrificar muitos aspectos para conseguir colocar tudo no primeiro filme. Como, por exemplo, o “drift” (a conexão neurológica que precisa ser realizada entre os dois pilotos dos robôs gigantes, os jaegers), que era um conceito interessante. E um portal rasgou o tecido de nosso universo, que ferramentas eles estavam usando? Então chegamos a uma idéia bem interessante. Não quero estragar, mas acho que no final do segundo filme as pessoas vão entender que os dois filmes se sustentam sozinhos. Eles são bem diferentes um do outro, mesmo que, esperamos, tragam o mesmo espetáculo feliz gigantesco. Mas o tom dos dois filmes será bem diferente.”

Na mesma entrevista, Del Toro falou de outro velho projeto seu – levar As Montanhas da Loucura, do mestre do horror pulp H.P. Lovecraft, para a telona:

“Esse é o filme que eu realmente quero fazer algum dia, ele ainda é caro e ainda… Acho que do jeito que os filmes classificados como sendo adequados para maiores de 13 anos têm se tornado mais flexíveis, acho que poderemos deixá-lo com essa classificação, mas eu vou lutar para deixá-lo o mais horripilante que eu consiga mas sem ser tão gráfico. Há basicamente uma ou duas cenas no livro que as pessoas não se lembram que são bem gráficas. Como, por exemplo, a autópsia feita pelos aliens em um ser humano, que é uma cena muito chocante. Mas acho que dá pra achar maneiras de filmá-la. Veremos. É certamente uma possibilidade no futuro. A Legendary estava disposta a bancá-lo a um tempo atrás, por isso sei que eles amam o roteiro. Veremos. Espero que aconteça. Certamente é um dos filmes que eu mais quero fazer.”

E o entrevistador perguntou ao diretor se havia a possibilidade de haver uma conexão entre Pacific Rim e As Montanhas da Loucura – afinal, o vilão do universo de Lovecraft também é um monstro de uma outra dimensão. Del Toro riu e disse que não.

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time

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Microsoft WTF

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Quando Google e Facebook estavam começando a ofuscar de vez o reinado da Microsoft, no fim da década passada, a empresa de Seattle chamou o diretor Brad Abrahams para criar vídeos que estimulassem novos talentos do mundo digital a procurá-la em vez de bandear para os lados de Zuckerberg ou de Brin e Page. A solução? Usar ironia para atrair novos candidatos. Chamar o resultado de constrangedor é um elogio, como dá pra ver por esses dois vídeos desenterrados pelo blog Animal.

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O ilustrador polonês Pawel Kuczynski recriou situações típicas do Facebook entre a literalidade e o surrealismo, para mostrar como nossas vidas foram afetadas pela maior rede social do mundo.

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Bem bom. Algumas podem ser compradas aqui.

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“Omar is coming…” em HD. The Wire, também conhecida como a melhor série de todos os tempos, está vindo aí em alta definição. No início do mês o seguinte teaser apareceu na TV:

A HBO logo negou que o seriado iria ser reexibido a partir deste mês, mas confirmou que a série está passando por um processo de adaptação para o formato em alta definição (o que pode picotar em cima e embaixo a tela original da série, gravada no formato 4 x 3, para adaptar-se ao formato 16:9). A remasterização também deve estar sendo feita para uma nova caixa da série, desta vez em Blu-ray.

Oportunidade perfeita para entrar numa série difícil, mas irresistível. A complexa teia de ligações entre os personagens de The Wire aos poucos desenha todas as engrenagens de uma cidade de médio porte e como os homens da lei se misturam com os bandidos. É uma série sem protagonistas e as relações entre os personagens são mais importantes do que eles mesmos, peças num xadrez violento, quase surreal. É uma reunião de personalidades incríveis, desde o núcleo policial (reunindo mestres como Jimmy McNulty, Kima Greggs, Bunk Moreland e Lester Freamon, entre outros) ao núcleo dos traficantes e justiceiros (Omar Little, Bubbles, Stringer Bell e companhia), passando por políticos impagáveis (Tommy Carcetti, Clay Davis – “sheeeeeeeit!”) e outros ratos e cidadãos de péssima índole que fazem a cidade de Baltimore funcionar de fato. Perto de The Wire, Sopranos é uma série sobre uma família que vive uma vida dupla entre os cidadãos de bem e o crime organizado, simples assim.

E funcionar como uma complexa metáfora para todo o sistema ocidental, de armas, política, cadeias, drogas, imprensa, sexo, violência, álcool e joguetes de poder. Uma aula de política disfarçada de seriado policial, The Wire está para os Estados Unidos como a trilogia Cidade de Deus e os dois Tropas de Elite está para o Brasil – só que com sutilezas e brutalidades muito mais tensas e específicas daquela país.

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