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Vida Fodona #571: Cada um num extremo da história

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Chegou tarde, mas veio.

Emicida – “Inácio da Catingueira”
Velvet Underground – “Here She Comes Now”
Nill + With Love Nika – “Tarsila”
Mahmundi – “Alegria”
Unknown Mortal Orchestra – “The Internet of Love (That Way)”
Quartabê – “Morena do Mar”
Elza Soares + Edgar – “Exu nas Escolas”
Gilberto Gil + João Donato – “Tartaruguê”
Kanye West + Pusha T – “Runaway”
Isaac Hayes – “Never Can Say Goodbye”
Rodrigo Campos – “Clareza”
Josyara – “Cochilo”
Thundercat – “Friend Zone”
Talking Heads – “The Overload”
Caetano Veloso – “In The Hot Sun Of A Christmas Day”
Otto – “Carinhosa”

Emicida 2018: “Só o sistema brincando de marionete”

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“Qual capitão do mato vai caçar like com meu nome amanhã?”, pergunta-se Emicida na incisiva “Inácio da Catingueira”, lançada às vésperas da eleição mais tensa da história do Brasil e dando nome aos bois (sampleando o “tem que manter isso aí” do Temer e citando Lobão, MBL e outros testas de ferro do sistema).

O título da música é referência ao poeta e escravo paraibano Inácio da Catingueira, morto no final do século 19 e que usava a poesia como forma de denunciar o que acontecia com ele. Quase um século e meio depois de sua morte, ele inspira o rapper paulistano a deixar de usar meios termos e ir direto ao assunto, como explica em seu site:

Durante muito tempo, observei com respeito a voz de quem critica minha caminhada. A maturidade me fez, me obrigou a fazer outras análises dessas vozes. Retribuo o respeito das que me respeitam, afinal, respeito só existe se for mão dupla. Distorções canalhas, e essa é a palavra mais leve para descrever a atitude de grupos ligados ao que mais baixo existe na politica, produzidas com a intenção de confundir as audiências a respeito do discurso que proferimos e das ações que concretizamos, espalham-se como pragas. São o que se tem chamado de fake news, notícias falsas.

Grupos à direita e pseudo-militantes do campo progressista, esquerda, ou sei lá o quê, unem-se em seus discursos com a intenção de atingir uma caminhada que há 15 anos rompeu com as correntes da indústria fonográfica e hoje é copiada por essa mesma indústria, porém com personagens de pele mais clara e discurso mais brando. Os cães lacram, mas a caravana não para.

Inácio me inspirou por romper as correntes e trazer em si a dor e a delícia (se é que essa é a palavra certa) de transcender o senso comum. Muitos questionamentos vieram a mim, e eu, em meio a trabalhos, construções sérias e grandiosas para todos, problemas pessoais como qualquer ser humano e também envolto em meus sonhos, acabei deixando para responder em outro momento. Inácio parece uma resposta, mas é um convite à reflexão, sobre quem são os reais inimigos dos que dizem lutar por igualdade mas gastam seu tempo, munição e energia dando tiros em espelhos, que refletem a si mesmos. Em pouco tempo, nessa toada, seremos todos cacos e o triunfo será entregue de bandeja, a quem crê que o Brasil não precisa mudar urgentemente. Não derrape nas polêmicas.
Nossas vitórias iriam despertar muito ódio, sempre soubemos disso, estamos prontos para atravessar esse caos de pé, com elegância e cabeça erguida. Inteligência, respeito, afeto e compaixão, se fazem urgentes, o ubuntu é isso.

Assisti ao longo de minha trajetória, muitos artistas inspiradores serem atacados, desrespeitados por motivos sujos, intenções secundárias e argumentos rasos, com a intenção de se aproveitar da confusão de nosso panorama cultural e manter nossos irmãos e irmãs no lixo por mais 500 anos.

Esse tempo acabou. Acalme seus ânimos e volte pro front com uma mira melhor. De nada adianta ser uma metralhadora giratória se você estiver mirando em seu próprio pé.

O rapper apresenta-se neste fim de semana em São Paulo, na Casa Natura (mais informações aqui).

O profeta do apocalipse

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O MC Edgar me chamou para escrever o release de seu primeiro álbum, Ultrassom, produzido pelo Pupilo – um discão, diga-se de passagem.

A transição que atravessamos nesta entrada de século não é única: são diferentes evoluções e transformações que se superpõem causando uma avassaladora sensação de caos, desconforto e paranoia. Não é apenas a mudança do analógico para o digital ou a chegada do novo milênio, nem só a questão ambiental, o mercado financeiro ou a globalização selvagem; a metamorfose do trabalho, o futuro da medicina, a inteligência artificial e questões sexuais e raciais que se impõem frente a paralisias políticas, econômicas e culturais que achatam expectativas e frustram sonhos.

Edgar surge como uma espécie de arauto avesso desta era incerta. Ele surgiu na paisagem da música brasileira como um rapper alienígena multicolorido que faz o próprio figurino a partir de objetos descartados, mas isso apenas resvala na superfície de sua complexidade. Sem residência fixa, o cantor de Guarulhos aprendeu a rimar sozinho, ainda adolescente, a partir de aulas de percussão que teve em sua cidade-natal, encaixando palavras e sílabas para imitar a batida de tambores e repiques, enquanto entendia a diferença entre gêneros e ritmos musicais.

O rap foi uma referência que veio com os amigos – ao mesmo tempo que a música eletrônica, especificamente o psy -, mas ouvia música nordestina através dos pais pernambucanos e discos de rock por influência do irmão. Mais que alienígena, Edgar é 100% terráqueo, embora pertença já a uma nova safra de seres que ainda habitarão este planeta.

E é uma safra essencialmente brasileira, um mashup de passado e futuro que alterna momentos de delírio e desespero, de dor e de diversão, de desejo e de desilusão. Edgar é o pós-homem cordial, o pós-malandro e o pós-otário que se encontram na mesma pessoa, felizes e tristes ao descobrir, ao mesmo tempo, que estavam sendo enganados. Sua alternância de realidades vai para além do dial do rádio ou do zapping na televisão, instrumentos analógicos que não acompanham a complexidade do novo século. A cada nova música Edgar abre centenas de abas de referências, cada uma delas com hiperlinks lógicos inacreditáveis: deuses, marcas, mitos e estatísticas que confirmam ou desmentem probabilidades cogitadas no verso anterior. E isso falando apenas de suas letras – que enfileiram versos emblemáticos como “o amor está preso em uma camisa de vênus, a realidade foi posta em uma camisa de força”, “o futuro é uma criança com medo de nós”, “colocamos nossos filhos em um coma induzido” e “nossas guerras estão gerando novos games”.

Sua musicalidade é quadrada, robótica e sintética, pouco se relaciona com as bases do rap comercial e se ancora no “Planet Rock” em que Afrika Bambaataa colocou os robôs do Kraftwerk para dançar break. Não por acaso seu produtor é o baterista Pupillo, um dos fundadores da Nação Zumbi, que enxergou no DNA de Edgar algo próximo à cena em que viu nascer, em sua cidade, um quarto de século antes. Diferente da Semana Modernista de 1922 e da Tropicália, tanto o mangue beat quanto o imaginário criado por Edgar fundem o intelectual e a selva, o asfalto e o morro, a cidade e o interior. Não há mais a dicotomia entre quem tem e quem não tem, quem é e quem não é. Tudo é uma coisa só – e a melhor tradução para isso talvez seja a própria cidade de São Paulo, não por acaso cidade-natal dos poucos convidados do disco: a cantora Céu, o MC Rodrigo Brandão e o tecladista Maurício Fleury, cada um presente com seu peso e seu pulso neste grande caos organizado ao redor do cérebro de Edgar.

Suas rimas logo descrevem imagens pouco prováveis na música brasileira: misturando ficção científica com jornalismo e poesia, Edgar recria clichês e frases de efeito em uma colcha de retalhos verbal que pinta distopias nada fáceis de digerir, jogando a realidade na cara do ouvinte com todo seu surrealismo fantástico. Nômade, morou em São Paulo, em Minas Gerais, no Sul e no Pernambuco – e para onde mais sua música o levar. Ele flerta com os extremos de tudo: o luxo e o lixo, o alto astral e a bad vibe, a tensão e o tesão, o perigo e a oportunidade. Seu primeiro disco, Ultrassom, é a imagem de algo que ainda não existe – mas há uma certeza intrínseca a essa (r)existência: ela é brasileira.

A lenda do rabequeiro maneta

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O paulistano Manu Maltez lança neste domingo, às 18h, no Sesc Pompéia seu novo disco-livro-filme, O Rabequeiro Maneta e a Fúria da Natureza (mais informações aqui) e ele conta a história por trás desta lenda urbana em um making of lançado em primeira mão no Trabalho Sujo.

“Esse curta metragem é o terceiro filme que uso animação, o segundo que só tem animação. O primeiro misturava com cinema. Esse filme tem praticamente a mesma historia contada no livro-vinil, mas com um tom um pouco mais de fábula. Como é um curta tem menos texto, muito mais com a forca das imagens. Ele tem em média quase cinco mil desenhos, num processo que durou quase dois anos de trabalho.

Pra mim a animação tem esse desafio que é um pouco o oposto do desenho, quando você faz o desenho só – às vezes você consegue dar o movimento com um desenho parado e criar uma tensão, uma história, e a gente percebe um movimento, mas naquela coisa do parado. E na animação é um pouco o oposto. Eu procuro perceber o desenho, cada desenho parado dentro de um desenho em movimento. A gente consegue sentir a eternidade ali, o estático de um desenho só. Porque também é um processo de frame a frame. Cada frame é desenhado mesmo à mão. É curioso pra mim trabalhar com o desenho e com a animação dessa forma.

E é um trabalho que se soma a outros, em que junto às linguagens que tenho trabalhado nos últimos quinze anos, que é a música, imagem e texto também. Vou orquestrando esses valores, linguagens que cada um tem com sua força. É uma proposta de ir juntando todas essas linguagens. Uma espécie de fábula perturbada.

Além do Rabequeiro, O Diabo era Mais Embaixo, outro trabalho que se comunica com esse, e Cambaco juntos têm esse tom de fábula, lendas cotidianas, fábulas perturbadas. Eu penso às vezes nessas definições. De ver algumas correspondências entre a música que faço e os desenhos, com uma certa sujeira, da espontaneidade do momento e que eu acredito muito nisso, que é distante da eugenia, podemos dizer assim.

É um filme sobre membros fantasmas e seus encaixes e desencaixes e muito sobre esse despedaçamento meu enquanto homem e enquanto artista também. Talvez o amor seja um membro fantasma. O amor como um membro fantasma. Acho que essa é a proposta.”

Baco Exu do Blues no CCSP

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O rapper baiano mostra seu primeiro disco Esú neste domingo, a partir das 18h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).

Os novos rumos de Vítor Araújo

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Recém-saído de sua temporada no Centro da Terra – Mercúrio, quando começou a transitar entre nomes da música experimental brasileira, Vítor Araújo leva seu disco Levaguiã para o palco do Sesc Pompéia nesta sexta-feira (mais informações aqui), traçando paralelos entre o álbum e o processo que atravessou durante a temporada. Pedi para ele explicar as transformações que vem passando e como elas se refletem no show desta noite:

“Já estou a 2 anos na campanha do Levaguiã, e é o primeiro trabalho onde me apresento com banda. Primeiro houve o trabalho de adaptar e recriar os arranjos que originalmente foram escritor pra orquestra de formação sinfônica, que foi árduo porém interessante. E justamente por eu vir na música erudita mas dialogar – principalmente nesse show – com o meio mais pop-alternativo, acabou que o show circulou por vários tipos de espaço diferentes. Desde festival – como o Rec-Beat e o Coma -, até teatros como o Santa Isabel, e salas de concerto como o Ibirapuera. E agora, passados esses dois anos e rodado por esses diferentes lugares onde o show acaba se comportando de maneiras muito diferentes, decidi trazer pro show alguns elementos novos.”

“Aqui, torna-se muito importante a experiência de residência artística que foi construída no Mercúrio, onde pude fazer, ao vivo, experimentos de formação instrumental, de relação entre eletrônico e orgânico e, principalmente, de redundância sonora – tendo redundância aqui uma boa conotação. Trouxe de lá a vontade de ampliar a banda gerando um jogo de redundâncias instrumentais. Por isso: duas baterias, duas guitarras, dois percussionistas. “

“E, além disso, vamos poder retomar uma coisa que foi feita no início do lançamento do Levaguiã: em vez de uma audição do disco, como geralmente é feito pelos artistas em vias de lançar um novo trabalho, eu, Raul e Bruno Giorgi fizemos uma performance numa galeria de arte aqui de São Paulo onde Bruno remixava ao vivo o disco, que estava tendo a primeira audição pelos convidados. E ele mixava quadrifônicamente, em vez do padrão estéreo de L/R. Enquanto isso, Raul também remixava num projetor as peças gráficas que ele fez pro disco, construindo uma narrativa de animação ali na hora. No show do Pompéia vamos retomar essa idéia da quadrifonia, o show vai ser mixado na hora por Bruno em 4.1, dando uma ‘visão’ mais 360graus do show.”

“Isso tudo parece entrar num contexto pessoal meu onde sinto que me aproximo cada vez mais da música experimental e do ambiente de hibridismo entre o acústico e o eletrônico. Não sei ainda onde isso vai dar, mas acho que o Mercúrio e as alterações que ele gerou agora no show do Levaguiã apontam pra isso…”

Cine Doppelgänger: O Diabo Mora ao Lado

15 de setembro: O Bebê de Rosemary (1968) e Corra! (2017)

15 de setembro: O Bebê de Rosemary (1968) e Corra! (2017)

Na programação da terceira edição da sessão Cine Doppelgänger, eu e a Joyce, do Cinemascope, vamos exibir dois filmes tensos na Sala Cinematógraphos da Casa Guilherme de Almeida: primeiro o clássico O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski (às 11h), e depois o hit moderno Corra!, de Jordan Peele (às 14h) – dois filmes de terror que lidam com o aspecto corriqueiro da maldade e que levantamm questionamentos sobre feminismo e racismo, refletindo suas épocas. Eu e Joyce conversamos sobre os dois filmes logo em seguida do segundo filme, às 16h30, e as inscrições para o debate podem ser feitas no site da Casa Guilherme de Almeida (mais informações aqui). Abaixo, você assiste ao debate que rolou logo depois da última sessão, A Paranoia por Dentro, que exibiu Rede de Intrigas e De Olhos Bem Fechados.

Eis Paula Satisteban

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Conheci a Paula Santisteban na primeira turma de um dos cursos que ministrava no saudoso Espaço Cult, na Vila Madalena. O Ecossistema da Música era uma série de conversas com diferentes pessoas do meio em que eu fazia a mediação dos bate-papos tentando entender o que estava mudando neste mercado. Tinha a intenção de terminar as aulas com alguns exemplos para mostrar que não existia mais uma forma de ser bem sucedido neste meio e sim várias formas, cabendo ao artista descobrir aquela que melhor dialoga com seus anseios e com o público. Mas quando soube da história do Música em Família, que Paula tocava com o marido Eduardo Bologna, levando música para escolas de todo o país, vendendo discos e reunindo fãs que chegavam na casa das dezenas de milhares, não tive dúvida – pedi para que ela contasse sua história como o exemplo que eu queria dar na conclusão do curso.

Graças ao Música em Família que Paula conseguiu fazer seu primeiro disco solo exatamente do jeito que queria – e para isso chamou meu amigo Carlos Eduardo Miranda para produzi-lo. Ela já o conhecia de outros momentos, mas foi na aula que ele deu sobre produção musical que ela entendeu que ele que deveria ser o produtor de seu disco. Miranda falava que o disco era um “encontro de almas” e reforçava a importância do contato e do calor humano na produção de uma obra de arte. Por várias vezes ele me falou do trabalho que estava conduzindo com Paula, dizendo que “na hora certa”, ele iria me mostrar. E o descrevia com adjetivos minuciosos e precisos que raramente associava aos discos que produzia: maduro, sério, sofisticado, fino, emocionante.

Na última vez em que conversamos, ele me falou que o disco estava finalmente pronto e que chamaria Paula e Edu para uma conversa comigo. Queria que eu o ajudasse a pensar em como lançar não apenas o novo álbum, mas a carreira solo de Paula. Horas depois, soube da notícia de sua morte. Dias depois, a própria Paula me escreve, me chamando para conversar.

Queria dar continuidade ao trabalho que Miranda havia começado – e, como havia falado comigo, também disse que gostaria de me ver atuando ao seu lado para lançar o disco. Numa conversa no meio do semestre passado, ela me mostrou as faixas ainda sem a masterização final de seu disco de estreia. O disco era tudo aquilo que Miranda havia aguçado minha curiosidade. Um disco de baladas, adulto e sensível, pop e popular. Conduzido pelo Edu, seu diretor musical, o álbum entrelaça cordas, metais e madeiras à musicalidade crua e quente de uma banda composta por baixo, guitarra, teclados e bateria, criando um ambiente mágico para a voz de Paula desabrochar, cantando suas próprias composições. O disco parece que encarna a palavra “clássico” mas sem os clichês relacionados ao termo – inspira classe, postura, refinamento, elegância, ao mesmo tempo sem distanciá-la da vida real, do cotidiano. Ao ouvir três músicas sabia que estava diante de algo completamente diferente na música brasileira atual.

Originalmente faria uma consultoria, dando dicas sobre como ela poderia acertar melhor o disco, mas naquela mesma tarde eu soube que não era um trabalho distante. Que inevitavelmente iria me envolver de forma mais intensa naquele trabalho e o quanto aquilo também era uma incumbência e um legado que o próprio Miranda havia me passado. Depois de algumas reuniões, chegamos à conclusão que o trabalho que eu faria a seu lado não era o de uma simples consultoria e sim a direção artística de sua carreira. E quis o destino que este trabalho chegasse ao público exatamente uma semana depois de eu ter assinado o meu primeiro trabalho de direção artística, com o espetáculo Professor Duprat.

De lá pra cá, vivemos uma montanha russa de emoções que é característica deste disco. Desde que começamos a trabalhar juntos, ela fechou o lançamento do disco no Auditório Ibirapuera (no próximo dia 30), assinou contrato com a gravadora Warner, conseguiu que Bob Wolfenson fizesse as fotos da capa de seu disco, o masterizou no Sterling Sound e enquanto teclo estas palavras, ela está finalizando a capa de sua estreia, que tem apenas seu nome e que sairá em duas semanas. Muitas outras novidades estão por vir. Por enquanto, temos apenas uma das principais joias desta obra, o primeiro single do disco, “As Janelas da Cidade”, lançado nesta sexta-feira. É exatamente aquilo que Miranda me contava. Valeu compadre! E obrigado Paula – tem sido uma linda viagem.

Gustavo Da Lua 2018: “Como se dançasse uma ciranda”

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Um dos fundadores do Sheik Tosado e percussionista da Nação Zumbi, Gustavo Da Lua começa a revelar seu segundo disco solo, o sucessor de RadianteSuingaBrutoAmor, de 2015. Batizado apenas com o nome do músico, o disco segue sua busca por uma sonoridade ao mesmo tempo nordestina, caribenha e africana, como dá para perceber pelo primeiro single “Ponte Sinai”, que ele lança em primeira mão no Trabalho Sujo.