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30 anos do Midsummer Madness em três coletâneas

A data certa seria 2019, quando o fanzine Midsummer Madness foi lançado originalmente, no Rio de Janeiro. Mas problemas no percurso adiaram a comemoração para 2021, ano em que o pioneiro selo indie carioca lançou suas primeiras fitas cassete, ainda como brindes do fanzine de papel, que deixou de ser publicado pouco depois para que Rodrigo Lariú passasse a se dedicar ao selo. De 1991 pra cá, ele já lançou literalmente centenas de artistas e discos que são não apenas marcos para a cena musical brasileira como pilares para a estética indie daqui, que apesar de difusa desde a virada do século, segue como uma das características mais peculiares do cenário independente brasileiro. A comemoração vem com três coletâneas em que Lariú reúne dezenas de artistas de seu selo em um vinil, um CD e uma fita cassete, cada um com uma seleção diferente de bandas e canções, que ele antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Além da série 30 em 3, também pedi para que ele contasse um pouco sobre a experiência Midsummer Madness e sobre a coletânea, que ele relata abaixo – e em breve lanço o Tudo Tanto que fiz com ele por aqui.  

Noites Trabalho Sujo @ Tokyo 東 京 (24.11.2021)

As Noites Trabalho Sujo estão de volta! Retornando ao mesmo Tokyo 東 京 em que realizamos a última edição antes da pandemia, a festa itinerante em que eu, Luiz Pattoli e Danilo Cabral desfilamos hits de todas as épocas, gêneros e temperaturas volta a esquentar a noite paulistana para que a gente consiga superar essa fase ruim da qual estamos saindo com muita música e alto astral, além de comemorar presencialmente os 26 anos do Trabalho Sujo! Para deixar seu nome na lista e saber mais informações sobre a festa (inclusive os protocolos de segurança), é só ir no site do Tokyo.

Noites Trabalho Sujo @ Tokyo
24 de novembro de 2021
Rua Major Sertório, 110 – Centro (República). São Paulo
A partir das 23h (mais informações aqui)

Crime Caqui preparando terreno

Tá quase! A banda paulista Crime Caqui já finalizou seu disco de estreia, que originalmente seria lançado no ano passado, e aos poucos faz os planos para botá-lo na rua – e começam mostrando o clipe para o primeiro single, “Quartzo Aranha”, que, será lançada nesta segunda e é antecipado em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Elas sintetizam o primeiro single como uma canção “sobre afetividade e desejo entre mulheres” e a sonoridade hipnótica e psicodélica dão o tom do álbum, que deverá ser lançado no ano que vem. Assista abaixo:

 

Thiago França saindo da toca


Foto: José de Holanda (divulgação)

“A pandemia me paralisou demais no sentido criativo, e criatividade precisa ser exercitada – ficar muito parado dá a sensação que as idéias vão sumindo da cabeça, que você não é mais capaz de criar”, Thiago França me explica, por email, como o confinamento da pandemia acabou funcionando como inspiração para mais um disco solo, este chamado de Bodiado, que chega às plataformas digitais nesta sexta. Como seu outro disco que lançou no início da quarentena, Kd Vcs, este também é um disco só de saxofone, mas bem diferente do anterior, que foi gravado sem efeitos, pós-produção e quase todo no primeiro take. Ele inclusive antecipa uma das faixas, “Uns Poucos Dias Bons”, em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo.

 

Yma derramada às cordas


Foto: Isabel Praxedes (Divulgação)

“Minha relação com instrumentos sinfônicos de orquestra começou cedo, aos 11 eu estudava percussão erudita e integrava a orquestra infanto-juvenil da EMIA”, lembra Yma, que está lançando o último single do primeiro capítulo de sua carreira, o disco Par de Olhos. “Aquilo Que Habito”, que você assiste em primeira mão no Trabalho Sujo, realiza seu sonho de gravar com instrumentos de cordas e foi justamente isso que perguntei pra ela por email. “Essa vivência com orquestra foi até meus 18 anos e me marcou profundamente. Lembrei agora da primeira vez que me emocionei no palco, com as Bachianas de Villa-Lobos. As cordas me estremeciam. Tem um tempo que venho maturando a ideia de trazer essa parte de mim para o que tenho feito agora. A canção surgiu na minha cabeça com o som das cordas e pronto. Foi a oportunidade perfeita, executada da melhor forma; por músicos excepcionais e com arranjo do super Luca Raele, clarinetista e arranjador que acompanho há tempos e que tem toda minha admiração”. Assista ao clipe abaixo:  

As cores do apocalipse de Zé Nigro

Multiinstrumentista e produtor, Zé Nigro aproveitou a quarentena para finalmente lançar-se como cantor e compositor e reuniu uma turma da pesada para seu primeiro disco solo, Apocalip Se, e já conversei com ele sobre este lançamento lá no meu canal no YouTube. Como parte do lançamento do disco, ele fez três apresentações ao vivo em seu próprio canal e uma delas virou clipe, que você assiste em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Assista aqui.

 

Jornalismo-Arte, com Alexandre Matias, Roberta Martinelli, Marcelo Costa, Cleber Facchi e Pérola Mathias

Estou saindo de férias e deixo o site parado até o início de novembro, não sem antes transformar o meu programa Jornalismo-Arte em um curso para discutir os rumos do jornalismo que cobre música. Em seis encontros que acontecem às segundas-feiras, sempre às 19h, através do Zoom, entre os dias 8 de novembro e 20 de dezembro, discuto as transformações nesta área ao lado de convidados ilustres.

Na primeira segunda, dia 8, conto sobre a importância deste jornalismo para um país tão musical e falo sobre as transformações que aconteceram no meio nas últimas décadas para, nas semanas seguintes, conversar com alguns dos principais nomes que trabalham nesta área. Dia 22 recebo a Roberta Martinelli, do Cultura Livre, dia 29 é a vez da Pérola Mathias, do Poro Aberto, dia 6 de dezembro vem o Marcelo Costa, do Scream & Yell, e dia 13 converso com Cleber Facchi, do Música Instantânea (ex-Miojo Indie). Finalmente, dia 20, resumo a discussão apontando perspectivas de futuro para uma atividade que está entre duas das mais combalidas no Brasil hoje – jornalismo e música. As inscrições podem ser feitas aqui.