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Jair Naves 2021: “Eu fui até onde eu pude”

Foto: Meredith Adelaide

“A essa altura, ter razão não me traz alívio algum, não me traz conforto algum”, cantarola, meio que lamentando, Jair Naves em mais um single que lança antes de seu próximo álbum. A melancólica “Vai” composta e tocada por Jair apenas ao violão ainda conta com acréscimos sonoros, como cordas, piano, efeitos, baixo e sintetizadores, mas é uma música essencialmente solitária e, apesar de descrever uma tensão em um relacionamento, também reflete o estranho momento político e social que atravessamos, como é característico de sua lida. Ele antecipou “Vai”, que será lançada nesta sexta nas plataformas digitais, em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo. É o segundo single que ele lança em 2021, depois de “Todo Meu Empenho“, que lançou em seu aniversário, no início do ano.
 

Bom Saber #048: Gustavo Gitti

Depois de muito tempo conversando só pelas redes sociais, puxei o Gustavo Gitti, que toca a comunidade online O Lugar, para saber como ele tem atravessado esse período e quais lições ele tem tirado desta época tétrica que estamos atravessando. Observando tudo pelo ponto de vista budista, ele conduz um papo sobre conexões, isolamento, meditação, contato, luto e abrir-se para os próprios sentimentos e para os outros neste período.

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Altos Massa: É bonito ter vaidade?

Com a autoestima em frangalhos e sem perspectiva de sair deste mar de lama, como fica nossa vaidade? Esse é o tema do Altos Massa desta quinzena, quando eu e Pablo Miyazawa conversamos sobre como a preocupação com a nossa aparência – e como ela acaba mexendo com outras questões em nossas rotinas – está sendo radicalmente abalada por esta quarentena interminável.

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Vários Artistas: Rodrigo Levino

Em mais um programa para conversar sobre música, chamei o compadre Rodrigo Levino, capo do restaurante Jesuíno Brilhante para conversar sobre nossas raízes musicais nordestinas e, inevitavelmente, descambar para o jazz – não sem antes passar pelas micaretas, pelo São João, pelo carnaval de rua, pelo forró de pé de serra e celebrar Naná Vasconcellos.

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Tudo Tanto #090: Guilherme Held

O guitar hero Guilherme Held finalmente conseguiu reunir as centenas de pedaços de riffs, melodias, harmonias e letras que reuniu em vinte anos de carreira para fazer seu primeiro disco solo, o excelente Corpo Nós, um dos melhores discos de 2020, que conta com participações de boa parte dos artistas com quem ele trabalhou e que infelizmente ainda não pode se materializar no palco. Mas é a deixa perfeita para refazer a trajetória deste mestre de seu instrumento, pupilo do mestre Lanny Gordin, que vem deixando sua marca na música brasileira.

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Artejornalismo: Pedro Antunes

Em mais um Artejornalismo, converso sobre a prática e o ofício com o grande Pedro Antunes, que passou pelo Estadão e pela Rolling Stone antes de lançar seu Tem Um Gato na Vitrola e assumir uma coluna autoral no UOL. E aproveitamos para conversar sobre pautas, equipes, leads, entrevistados e outros percalços da profissão.

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Dissecando Sophia Chablau & Uma Enorme Perda de Tempo

Foto: Biel Basile

fiz tanta coisa com essa que das minhas bandas novas favoritas que nem parece que ela ainda não lançou disco. Mas o fato é que nesta quinta-feira o mundo poderá conhecer o primeiro disco da Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, que conheço desde antes de ser gravado, em 2019, e pude ouvi-lo ainda no Estúdio Canoa, no último dia do grupo no estúdio, com a presença da amiga e produtora do disco Ana Frango Elétrico. Formada pela própria Sophia, vocalista, guitarrista e frontwoman do quarteto, ao lado de um trio de malucos que se rotulava anarcogospel (formada pelos multiinstrumentistas Téo Serson no baixo, Theo Ceccato na bateria e Vicente Tassara nos teclados e guitarra), a banda passeia entre a vanguarda do rock, o pop mais doce e experimentalismos da música brasileira fugindo de clichês ao mesmo tempo em que os utilizam de forma irônica. Todos estão na casa dos vinte e poucos anos e finalmente podem mostrar seu álbum de estreia para o mundo, que eles dissecam faixa a faixa exclusivamente para o Trabalho Sujo, além de antecipar a capa em primeira mão.

Saca só:  

Cine Ensaio: Snyder Cut é fascista?

E pela primeira vez eu e André Graciotti dedicamos um Cine Ensaio a um filme que não gostamos – eu mesmo, nem vi! Mas a versão da Liga da Justiça exigida pelos fãs de Zack Snyder reforça uma série de pontos que acabam mostrando o que há de errado com a monocultura de super-heróis que domina a indústria cinematográfica atual, além de ser um sintoma desta época irascível que estamos atravessando.

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