O groove funk de baixo e batera que abre “Como Diziam os Primatas”, do disco de estreia do sexteto instumental Vruumm, contrasta com o timbre de choro dado pela flauta transversal que é perseguida pelo teclado elétrico, enquanto a guitarra orna discretamente a introdução. Quando o riff pega e a música engata, no entanto, as coisas caem no lugar: estamos naquele território em que o jazz funk encontra o rock progressivo e a música brasileira, terreiro elétrico cuja umidade e a tempoeratura do ritmo varia de acordo com a pressão e empolgação dos músicos.
O time é liderado pelo saxofonista e flautista Anderson Quevedo, que reuniu um time de velhos companheiros de jam session para fazer música instrumental. “O Vruumm surgiu como uma busca pessoal minha de identidade e personalidade musical. Em 2010 eu gravei meu primeiro disco- chamado Passeio e lançado como Anderson Quevedo Quarteto -, que também é instrumental mas classificaria como jazz brasileiro, mas a cena do jazz brasileiro simplesmente não rolava para nós.” Anderson passou a trabalhar com artistas mais pop – tocando nos primeiros discos do Criolo e de Tulipa Ruiz, além de tocar com Otto e João Donato. “Comecei a ter a oportunidade de sentir na pele como é estar no palco tocando música popular da melhor qualidade atingindo milhares de pessoas mas ao mesmo tempo sempre trabalhando em grupos instrumentais.”
Além de Anderson, o grupo também conta com Marcelo Lemos na guitarra, Mauricio Orsolini nos teclado, Fernando “Perdido” Freire no baixo elétrico, Ricardo Cifas e Nico Paollielo nas baterias (são duas!), todos conhecidos desde o tempo da Faculdade de Música Santa Marcelina, onde, à exceção de Nico (que também toca no Garotas Suecas), já faziam jam sessions.
“Minha percepção é de que, na verdade, está caindo a ficha de que o faça você mesmo é o melhor caminho, em todos os âmbitos”, explica Anderson sobre a atual cena musical de São Paulo, que também faz eventos esporádicos para apresentar-se de graça, um projeto chamado Vruumm Aid. “A idéia do Vruumm Aid saiu da necessidade de se ter um local para se apresentar regularmente. Como a banda é nova, não tinha nada gravado, era bem difícil de arrumar um lugar pra tocar porque ou o dono do lugar queria ouvir o som antes de fechar alguma coisa ou exige que você leve público pra casa dele! Em uma de nossas reuniões de banda, o Nico comentou que havia feito um show com o Garotas Suecas na loja da mãe dele e que ela havia liberado para fazer outros eventos na loja dela. Então juntamos a oportunidade com a necessidade e começamos a produzir os Vruumm Aid, que já teve oito ediões e cuja entrada é gratuita. Além de ser uma maneira de manter a banda em dia, tocando ao vivo regularmente, a gente faz o bar e confeccionamos camisetas e com a venda fomos de pouquinho em pouquinho construindo nossa história.”
O primeiro disco da banda já pode ser baixado no site da gravadora MonoTune Records e eles liberaram a faixa “Baixo Centro” para tocar aqui no Trabalho Sujo.
Em seu novo show, dirigido por Edgar Scandurra, a cantora Fafá de Belém resolveu encarar um repertório rock – e assim ela encarou um hit de Marina (“Fullgás”), uma desconhecida do Legião (“L’Avventura”), uma da Pitty, outra da Plebe Rude, Polnareff e Taiguara. Mas nenhum momento é tão arrebatador quanto a versão dela para o clássico prog “Hocus Pocus”, do grupo alemãoholandês Focus.
Além de Scandurra, a banda ainda conta com a cozinha dos irmãos Busic (Andria no baixo e Ivan na bateria), a mesma do Dr. Sin. Abaixo, mais versões do show que aconteceu no Teatro de Câmara da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na terça passada:
E o trailer definitivo do novo filme do Tarantino – que, como o novo Guerra nas Estrelas, também estreia no final do ano (talvez em janeiro aqui no Brasil) -, The Hateful Eight, apareceu esta semana. E pelo visto o filme está redondinho, com atuações certeiras, personagens filhos da puta, frases de efeito e dedos em algumas feridas. Ou pelo menos é isso que o trailer faz parecer.
E, claro, tem a trilha sonora – que neste trailer ficou a cargo dos novatos do Welshly Arms, com sua versão para um clássico da dupla Sam & Dave:
Victor Rice fez uma versão dub pra deliciosa “Eu Gosto Assim”, da Anelis Assumpção, que virou clipe debaixo d’água e também vai virar single em vinil.
Esse mashup de James Stewart nos filmes de Hitchcock e do imaginário de Stanley Kubrick parece que vai dar em David Lynch, mas aí a viagem começa a bater sério…
A animação em stop-motion existencialista Anomalisa traz de volta Charlie Kauffman, o nome por trás de clássicos modernos como Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Noite Sem Lembranças, Adaptação e Synecdoche, New York. Olha o trailer aí:
Mais uma do Barackdubs, sempre sagaz.
Um dos quadrinhos mais cultuados dos anos 90 vai para a televisão – a série Preacher, de Garth Ennis – mas será que vão manter o mesmo nível? Assista ao trailer lá no meu blog no UOL.
Essa alucinação musical que coloca Tati Quebra-Barraco pra cantar seu hit “Elas Estão Descontroladas” sobre “She’s Lost Control” do Joy Division é fruto da mente doentia do mashupeiro R Vincenzo.
Aquele rastro luminoso que sucede o brilho ofuscante de uma luz inesperaa em uma cena de cinema virou uma espécie de assinatura visual do cinema moderno – e não só de J.J. Abrams, como a compilação abaixo, feita pelo editor Jacob T. Swinney.









