
No cair do ano, descobri que o trabalho que a baiana Paula Holanda Cavalcante mostrava ao violão em sua conta no Instagram se materializaria num EP lançado quase no fim do ano, quando ela o lançaria com o nome de Corpo Expandido. Canções melancólicas e solitárias que faziam o ar desértico do interior ganhar ares introspectivos longe dos clichês da música do sertão, ecoando brasileiros como Dorival Caymmi, Baden Powell e Kiko Dinucci e gringos como John Fahey, Nick Drake e o lado folk de Jimmy Page, misturando o clima de isolamento destes dias de pandemia com a esperança quase palpável que a espera de um novo ano carrega. Conversei com ela sobre o disco e ela antecipou as quatro faixas de seu Entre Ruínas e Devaneios, que chega às plataformas digitais no antepenúltimo dia do ano, em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo, ouça abaixo. Continue

Alguém ainda aguenta me ler escrevendo sobre o Get Back dos Beatles? Então toma o texto que fiz para o Observatório do Cinema sobre a série que Peter Jackson fez para o canal de streaming da Disney, em que defendo que Get Back é tudo isso porque os Beatles cresceram num reality show avant-la-lettre. Continue

Como gravar um disco de um grupo instrumental que baseia seu trabalho no improviso livre num período em que os músicos não podem se encontrar pessoalmente? O grupo paulistano Música de Selvagem responde essa questão com o projeto O Pensamento Selvagem, que será lançado nesta terça-feira, em que partiram do livro homônimo do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss para criar um banco de samples de sons pinçados da internet em uma extensa tabela sonora em que repassam o movimento contínuo do cru para o cozido em uma sequência de 94 faixas de 30 segundos – antecipando um destes trechos em primeira mão para o Trabalho Sujo, ouça abaixo. Continue

Escrevi na CNN Brasil sobre a ousada e bem-sucedida tentativa de Steven Spielberg de refilmar Amor Sublime Amor (meu musical favorito), de Robert Wise e Jerome Robbins, sessenta anos depois, mexendo pouquíssimo no texto original e com um par perfeito para viver esta versão nova-iorquina de Romeu e Julieta, o promissor Ansel Elgort e a novata arrebatadora Rachel Zegler. Continue

Em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil., conversei com produtores e empresários sobre a possibilidade de não termos Carnaval no ano que vem por conta da pandemia – a matéria tá aqui. Continue

Em mais uma colaboração que faço para o site da CNN Brasil, falo sobre o livro, a live e o show que acontecem neste fim de semana, quando os Barbatuques celebram o cinquentenário de seu fundador, Fernando Barba, que infelizmente faleceu no começo deste ano. Conversei com André Hosoi e Bruno Buarque sobre as homenagens realizadas a este jovem mestre que nos deixou tão cedo. Continue

Em mais uma colaboração para o jornal Valor Econômico, falei sobre a ótima fase que a HQ nacional atravessa, em conversas com o Douglas da Ugra Press, o Conti da Todavia, Saioneti do Catarse, Sidney Gusman da Maurício de Sousa Produções e Ivan Costa, da CCXP, além de falar com os autores do fenômeno Confinada, que agora chega às livrarias. Leia a matéria aqui.

Em mais uma colaboração para a CNN Brasil, falo sobre os mitos que foram derrubados – ou confirmados – pela série que os Beatles lançaram na semana passada. Continue

Foto: José de Holanda (divulgação)
“É minha música de batismo”, a percussionista Victoria dos Santos não cabe em si de felicidade ao lançar seu primeiro trabalho solo. Depois de tocar com um monte de gente, de Mateus Aleluia a Linn da Quebrada, passando por Ava Rocha, Jards Macalé, Drik Barbosa, Lenna Bahule, Curumin, Rodrigo Campos e Aláfia, ela finalmente coloca em prática sua própria carreira, lançando o single “Ave de Rapina”, que oficialmente sai nesta sexta, em primeira mão no Trabalho Sujo.
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Conheci Ana Passarinho quando fiz a primeira edição do Trabalho Sujo Apresenta na Unibes Cultural, em abril de 2019, no espetáculo Tempo Feliz. Convidei o trio reunido pelo vibrafonista Victor Vieira-Branco, com o baixista Fabio Sá e o baterista Sérgio Machado, e propusemos uma homenagem ao disco que Elizeth Cardoso gravou com o Zimbo Trio em 1968, e Ana foi uma das cantoras convidadas, ao lado de Ava Rocha e Negro Leo. Comecei a conversar com ela desde então e pude acompanhar sua transição da MPB tradicional rumo à eletrônica, ciclo completo nesta sexta, quando ela lança seu primeiro single, a deliciosa e hipnótica “Eclipse Total”, nas plataformas digitais, que ela antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
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