Ainda estou digerindo esse clipe novo da Taylor Swift… Ela pode fazer em 2017 o que Beyoncé fez em 2016. Depois eu falo mais…
E esse final!
A partir deste mês o Centro Cultural São Paulo publica clipes ao vivo de alguns dos shows realizados na Sala Adoniran Barbosa e o primeiro deles é do show que a Letrux fez há duas semanas, da música “Além de Cavalos”:
Que show!
Depois do showzaço que Letícia fez no Centro Cultural na quinta passada, ela lança mais um clipe de seu primeiro disco solo, Letrux em Noite de Climão, desta vez emoldurando a garbageana “Noite Estranha, Geral Sentiu” nas ruas do Rio de Janeiro à noite.
“Tonite” é a terceira música do próximo disco que a banda nova-iorquina lança no início de setembro, depois de mostrar “Call the Police” e a faixa-título, e é melhor sinal que American Dream pode ser mais do que só uma recauchutagem do que o grupo já fez até aqui.
Mais um clipe novo da nossa querida musa teen Lorde, o vídeo do segundo single de seu Melodrama, “Perfect Places”, a retira da cidade grande e a transporta para o resto do mundo.
A baiana Nana, baiana que mora em Berlim, está prestes a lançar seu segundo álbum, CMG-NGM-PDE, e apresenta o primeiro single com exclusividade para o Trabalho Sujo. “Copacabana”, como o nome entrega, tem pouco da Alemanha e muito menos da Bahia, buscando uma sonoridade essencialmente carioca, que resvala na bossa nova e no sambinha indie do grupo Los Hermanos. “O clipe foi todo feito de forma muito espontânea; filmamos procurando achar o caminho que as imagens estavam apontando, ao invés de forçar uma direção. A arte, as cores, tudo foi surgindo muito naturalmente, como iam se apresentando, e eu acho que isso tem muito a ver com a música, que tem como inspiração essa desatenção dos amores digitais, o descompromisso das coisas feitas pra serem deletadas. O distanciamento entre mim e Thales (o ator Thales Cavalcanti, protagonista do vídeo) no clipe reflete um pouco disso; todo mundo acaba se sentindo meio stalker em algum ponto de um relacionamento. Não é exatamente uma crítica, mas mais uma vontade de retratar esses tempos às vezes confusos de internet.”
O vídeo, dirigido por Marccela Moreno, é o primeiro gostinho do disco que foi produzido por ela e por Habacuque Lima, mixado por Diogo Strausz e com participações de Lulina e Felipe S., do Mombojó. É o primeiro trabalho dela desde o EP Berli(m)possível, de 2015, e deve sair no meio de setembro.
A banda de tecnopop curitibana Audac passou por uma drástica transformação nos últimos anos. A vocalista e compositora Alyssa Aquino desfez a formação original do quarteto e a retomou em outro formato, em dupla com o músico e produtor Matheus Reinert, seu atual parceiro de composições e de vida. Mas a mudança é ainda mais radical no som: a veia eletrônica persiste, mas sem a pegada rock que atravessava a maioria das canções. A nova formação cai para a introspecção e a produção é mais recatada, quase caseira – além das agora serem em português. O primeiro single desta nova fase é a deliciosa faixa “Hollanda”:
“A ‘Hollanda’ é uma música que é para a minha vó, Dona Hollanda”, me explica Alyssa. “Quando ela faleceu eu escrevi a canção para ela – e clipe são imagens da minha família, que meu pai fez em super 8 quando visitou Curitiba entre os anos 70 e 80. E eu editei quarenta anos depois.” A sonoridade do single é prima do chillwave, com aquela vibe de dance music feita no quarto, embora os dois não gravem em casa. “A gente compõe junto, mas não tem uma fórmula. Cada um vem com uma ideia e a gente vai mexendo, vai gravando em casa, aos poucos e assim vão surgindo as músicas. Temos uma plaquinha de som, um microfone, guitarra, baixo, mas tudo é bem na fuleiragem mesmo, só pra gravar as ideias”.
“Hollanda”, o primeiro single da nova fase, foi gravada ao lado dos músicos BRZLN AIR e o Yan Lemos e levou mais tempo que eles queriam para chegar ao formato final. “Essa música foi bem demorada, a gente nunca gravava porque nunca estava do jeito que a gente queria. Até que o Matheus, por causa das discotecagens que ele faz, teve essa ideia pro baixo, meio groove e pediu pro Yan fazer. A gente gravou e ficou bem feliz com o resultado. E grande parte da sonoridade também vem da produção do Ramon Fassina e Stefanos Pinkuss que entenderam muito o som. Melhor do a gente mesmo”, ri a vocalista.
Mas as referências são pouco contemporâneas. “A gente ouve Tom Jobim, Carpenters, Marcos Valle, Cassiano, muita trilha sonora: Piero Piccioni, Ennio Morricone… Radiohead… Essa pergunta sempre é dificil”, ela ri de novo. De bandas novas ela cita apenas o Boogarins, mais especificamente o disco mais recente do grupo goiano, Lá Vem a Morte.
A dupla, no entanto, ainda não tem formato definido para shows. “A gente quer terminar de gravar as músicas novas pra voltar a fazer show em breve. A gente quer ter dois formatos: banda e dupla, para poder tocar mais. As vezes não dá pra bancar as viagens em quatro, cinco pessoas”, explica. Mas eles não têm pressa. Melhor assim.
O rockstar cearense Jonnata Doll encerra a programação do Centro do Rock no Centro Cultural São Paulo lançando a versão em vinil de seu disco de estreia ao lado dos Garotos Solventes neste domingo, às 18h (mais informações aqui). Ele também acaba de lançar clipe novo, da música “Swing de Fogo”:
Ex-líder do Supercordas, banda que encerrou as atividades no ano passado, Pedro Bonifrate anuncia o lançamento de novo EP pela Balaclava Records com o single “Lady Remédios”, lançado em primeira mão no Trabalho Sujo. “A música é a faixa-título do meu novo EP, com 5 faixas que trazem diferentes perspectivas sobre a cidade onde eu cresci e onde voltei a morar há cinco anos, a vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty”, explica o cantor e compositor. O clipe usa imagens antigas da cidade e a utiliza como metáfora para as transformações impostas pelo capitalismo a comunidades de todos os tamanhos: “Sudoeste armou sobre os sobrados num shopping histórico”, canta sua letra, que ainda fala de “jazigos de uma memória semântica”, “terras que algum rei grilou” e da “patota do cinema novo”. O tom de psicodelia grave é solene e o teclado ao final faz as vezes de metais melancólicos como “The Fool” do Neutral Milk Hotel.
Perguntei para o Pedro se era o prenúncio de um novo disco solo, o primeiro depois que sua banda original pendurou as chuteiras. “Talvez no que diz respeito ao processo de gravação, que mudou um pouco, passou a trazer mais elementos analógicos. Essas gravações não deixaram de ser um estudo, como todas são. Mas ‘Lady Remédios’ é um disco redondo por si só, uma obra de pouco mais de 17 minutos, mas com uma relação bem forte entre as faixas e uma ideia que as permeia. Neste sentido, ele mesmo é mais como o terceiro disco solo, ou mesmo o quarto, quiçá o quinto. Levo esse projeto como sempre levei, na prática. Mas no momento não tenho mais as canções que eu levaria aos Supercordas, então todas vem pra cá. Algumas delas entraram aqui em ‘Lady Remédios’ e outras vão entrar no próximo disco” – o próprio Lady Remédios ainda não tem data de lançamento: “Em breve”, diz Bonifrate.
O galego pernambucano Otto começa a finalmente revelar seu Ottomatopeia, disco em que vem trabalhando desde The Moon 1111, de 2012, e o primeiro fruto do novo trabalho é a ótima “Bala”, que compôs com Pupillo, baterista da Nação Zumbi.










