
Já com a mão na massa em seu próximo trabalho, Jonnata Doll aproveitou a descoberta de um velho VHS com cenas de 1998 para encerrar o ciclo do disco Alienígena, quarto álbum lançado com sua banda Os Garotos Solventes, em 2019. “Música de Caps”, que será lançado nesta terça-feira e ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo, reúne cenas deste VHS com outras de um show no Cine Teatro São Luiz de Fortaleza, no ano de lançamento daquele disco, filmadas por André Moura, velho compadre de Jonnata, que assina a direção do clipe. “Protagonizei alguns filmes do André, sempre interpretando Ramon, um amálgama de nós dois”, explica o vocalista cearense, que entende o clipe como o personagem olhando para sua própria trajetória, como reforça ao explicar o que foi encontrado na fita analógica: “O aniversário do Peter, amigo com quem fundei a minha primeira banda, a Kohbaia, e também registro de algumas tardes com os amigos vendo MTV ou vagando pela periferia alencariana”, continua Jonnata. “Alguns dos jovens que aparecem ali, ao lado de um ‘eu’ de 17 anos, viraram personagens de músicas dos Garotos Solventes, como a ‘Namorada Fantasma’, o ‘Cheira-Cola’, os ‘Cigarros pelo Muro’, a ‘Rua de Trás’ e outras. Naquele momento, a gente estava descobrindo muitos caminhos e formas de existir e alguns deles nos levaram ao mais profundo wild side: a amores intensos, clínicas psiquiátricas (de forma compulsória ou voluntária) e ao suicídio dos mais sensíveis, mas também nos levaram ao palco, para brilharmos livres na noite da América… do Sul!”, reforçando que a letra fala sobre “encontros com personagens que não souberam lidar com suas forças criativas neste mundo tecnofeudal, capitalista e georgeromeriano”, conclui o Jonnata. “O que outrora poderia ser uma potência xamânica, um oráculo, um líder carismático ou um grande artista, neste contexto, pode se tornar alguém em crise, alguém sob os cuidados de psiquiatras.”
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Na contagem regressiva para o lançamento de seu primeiro álbum solo, o violonista Luca Frazão mostra mais uma faixa de seu próximo lançamento nesta sexta, quando apresenta o choro “Despencando”, que também batiza o álbum – e antecipa a música em primeira mão para o Trabalho Sujo, acompanhada do videoclipe feito com o diretor Marcel Enderle, colega de faculdade de música do instrumentista que também trabalha com audiovisual. O clipe foi gravado numa casa antiga de quase cem anos no bairro paulistano de Perdizes, “uma casa abandonada e, ao mesmo tempo, com muitos detalhes preservados: os papéis de parede, as lindas esquadrias das janelas, os lustres, tudo se contrastando com as rachaduras nas paredes e com esse quase clima de filme de terror que esses cenários antigos exalam”, explica Luca. “Nesse filme específico, o Marcel ainda escolheu o preto e branco, que eu achei que funcionou demais, casando com a energia tensa da música, com a locação e tudo mais. No começo de tudo eu entendia aquilo como um vídeo pragmático, pra preencher essa necessidade quase indispensável de vídeo que todo projeto de música tem hoje em dia, mas, no fim, mesmo sendo uma proposta despretensiosa, achei que o resultado ficou muito especial. Muito além de um vídeo de performance violonística, um vídeo de arte mesmo.”
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Os Avalanches confirmaram nesta quinta-feira o que todos já esperavam: lançam seu quarto disco, chamado No Bad Memories, no próximo dia 16 de outubro e, depois de instigar os fãs com singles em parceria com Nikki Nair, Jessy Lanza e Prentiss (“Together”), Jamie Xx (“Every Single Weekend”) e Karen O (“Blue Shadows”), encerram esta fase do lançamento com outro single ainda, “Can’t Get Over Losing You”, em parceria com a produtora estadunidense Portraits of Tracy. O título e a capa do disco lidam com seu conceito central, em que marcas e nomes criados pelo marketing do passado se consolidaram como as lembranças que carregamos atualmente. O disco já está em pré-venda. Ouça a nova faixa abaixo: Continue

Dono de um dos melhores discos nacionais deste ano, o grupo baiano Tangolo Mangos abre ainda mais seu universo musical ao lançar o primeiro clipe de seu Pedagios y Caronas nesta quarta-feira, que antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. A música escolhida foi o hit “Dominó”, escritapelo percussionista Bruno Fechine, que abre ainda mais o espectro musical da banda para além da fusão A Cor do Som com King Gizzard que caracterizam os shows elétricos da banda. “Escolhemos ‘Dominó pois é a música que causa a melhor primeira impressão do que é o álbum e que fisga o ouvido”, explica o baixista João Denovaro. “Depois de recebermos a proposta de roteiro de Giovanna Castellari e do Henan Marques, pensamos que o videoclipe de ‘Dominó’ poderia ganhar outra dimensão visual e estética para além da canção”. A música também foi lançada em primeira mão no site e da mesma forma você pode ver o clipe primeiro, que será lançado oficialmente durante o show que o grupo faz nesta quarta no Mamãe (a partir das 21h), aqui.
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Mais um gostinho do próximo disco do King Gizzard & the Lizard Wizard, em que o grupo psicodélico mergulha de cabeça na eletrônica de pista de dança. Depois de mostrar a sinistra “Level 5”, agora é a vez de mostrar a faixa-título do próximo disco – e “Alien Metal” soa tão alienígena e pesada – embora não pros lados do gênero heavy metal e sim dos metais pesados da química – quanto seu título faz parecer.
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Antes de lançar seu Music Fashion Film nesta sexta-feira, Charli XCX realizou duas rodadas de sessões de audição para seu novo álbum que fugiram da fórmula convencional do formato, ao transformar o filme em um vídeo-álbum que, ao mesmo tempo dava a possibilidade de seus fãs ouvirem o disco antes do lançamento com imagens registradas por amigos da cantora inglesa e posteriormente montado e dirigido por ela, também trazia uma introdução para o vídeo de cada nova canção, dando um mínimo de contexto para cada uma das 11 faixas. E no mesmo dia em que ela lança o álbum, ela coloca esse mesmo filme que foi exibido apenas em sessões com público contado na íntegra no YouTube. Assista abaixo: Continue

Sempre é um bom dia quando o Teenage Fanclub anuncia um novo álbum, o que aconteceu nesta quinta-feira, quando o grupo escocês avisa que vem aí seu décimo terceiro disco, com o ótimo título Do Not Dare to Dream. O disco será lançado pela gravadora Merge (e já está em pré-venda) no dia 9 de outubro e foi anunciado com o clipe do primeiro single, a sossegada “Day in the Sun”. E é bom ver como o novo tecladista Euros Childs, o galês líder da subestimada banda Gorky’s Zygotic Mynci, está entrando cada vez mais no espírito da banda. Mas ainda dá pra sentir a falta de Gerald Love…
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Da mesma forma que fez com os singles que citavam os dois pilares anteriores de seu disco (“Rock Music” sobre música e “SS26” sobre moda), Charli XCX acaba de revelar o lado B de “Camera”, lançado nesta terça. A elétrica “If You Take Away The Music Then What Has She Got” já havia dado as caras nos shows que Charli fez em Londres e em Nova York, mas sua versão finalizada, de estúdio, só foi mostrada nesta quarta.
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Eis “Camera”, música que equivale ao terceiro pilar do disco Music Fashion Film da Charli XCX, que estará entre nós nesta sexta-feira. Lançada depois que “Rock Music” falou de música e “SS26” falou de moda (com “Wink Wink” no meio como uma piada interna), a nova música é curtíssima e joga luz na crise existencial artística que ecoa em diferentes trabalhos da cantora (e trouxe alguns dos melhores momentos do disco Brat). Além de brincar com o duplo sentido do verbo “shoot” (que pode significar, em inglês, tanto “atire” quanto “filme”), ela ainda conecta-se com seu disco pandêmico (How I’m Feeling Now, em que ela aponta uma câmera para o ouvinte na capa do disco) ao repetir “how it makes me feel” no refrão, referindo-se ao momento em que a câmera é ligada. E traz essa reflexão para além dos holofotes e dos palcos literais, lembrando que todos nós sentimos essa crise pois vivemos cercados de câmeras, transformando qualquer ambiente num palco e holofotes figurativos. E o clipe com Vincent Cassell (mais um homem branco velho como personagem) tendo um surto no meio de uma filmagem (dirigida pela própria Charli) é mais uma tiração de onda…
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Como prevíamos, lá vem mais um disco introspectivo de Beck, desta vez anunciado com título e data de lançamento, depois das duas versões que lançou do single “Ride Lonesome”, faixa que batiza o novo álbum, previsto para o dia 18 de setembro (e já em pré-venda). A novidade é que Beck inclui o disco que gravou em 1998 (Mutations) como parte desta série que muitos começaram a contar a partir de Sea Change, de 2002. “Os músicos da minha primeira banda, com quem eu gravei Sea Change, Morning Phase e Mutations – Smokey Hormel, Joey Waronker, Justin Meldal-Johnsen, Roger Joseph Manning Jr. e Jason Falkner – se reuniram mais uma vez comigo no meu estúdio favorito, a Sala B do United Studios em Hollywood”, escreveu o compositor ao apresentar o novo álbum, “e também contei com o Nigel Godrich, que trabalhou em Sea Change e Mutations, fazendo a mixagem das músicas”. Ele também comentou que, mais de dez anos depois da gravação do disco mais recente desta leva, Morning Phase, a forma de tocar e a química entre os músicos evoluiu e se aprofundou, como “um som que veio depois de décadas tocando juntos”. Para encorpar o anúncio, ele também lançou mais um single, a igualmente introspectiva – embora mais densa e pesada – “In the Night”.
Assista ao clipe e veja o nome das músicas do novo disco abaixo: Continue