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Clipe

Como prevíamos, lá vem mais um disco introspectivo de Beck, desta vez anunciado com título e data de lançamento, depois das duas versões que lançou do single “Ride Lonesome”, faixa que batiza o novo álbum, previsto para o dia 18 de setembro (e já em pré-venda). A novidade é que Beck inclui o disco que gravou em 1998 (Mutations) como parte desta série que muitos começaram a contar a partir de Sea Change, de 2002. “Os músicos da minha primeira banda, com quem eu gravei Sea Change, Morning Phase e Mutations – Smokey Hormel, Joey Waronker, Justin Meldal-Johnsen, Roger Joseph Manning Jr. e Jason Falkner – se reuniram mais uma vez comigo no meu estúdio favorito, a Sala B do United Studios em Hollywood”, escreveu o compositor ao apresentar o novo álbum, “e também contei com o Nigel Godrich, que trabalhou em Sea Change e Mutations, fazendo a mixagem das músicas”. Ele também comentou que, mais de dez anos depois da gravação do disco mais recente desta leva, Morning Phase, a forma de tocar e a química entre os músicos evoluiu e se aprofundou, como “um som que veio depois de décadas tocando juntos”. Para encorpar o anúncio, ele também lançou mais um single, a igualmente introspectiva – embora mais densa e pesada – “In the Night”.

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Há eras sem lançar discos (depois do excelente Phantom Island, um dos melhores discos do ano passado), o grupo King Gizzard & the Lizard Wizard teve um ano agitado desde o último lançamento, entre shows com orquestras, tirar suas músicas do Spotify e começar a fazer apresentações eletrônicas pra dançar que mais pareciam raves que shows. E essa tendência parece que é a pauta do novo álbum, que acabam de anunciar. Alien Metal é o vigésimo oitavo disco do grupo australiano, que sairá ainda no meio deste ano e tem seus caminhos abertos pelo single “Level 5”, que além de confirmar a presença massiva de sintetizadores também vem com um clipe em que uma autópsia alienígena conduzida por uma espécie de seita conecta a entidade em equipamentos eletrônicos. O novo disco vem junto com o anúncio de seu evento anual Field of Vision, acampamento de três dias no Colorado, nos EUA, que acontece entre os dias 14 e 16 de agosto e conta com artistas como Die Spitz, Angine de Poitrine, Folk Bitch Trio, Jello Biafra, Space Moth, Acid Yoga e outros menos conhecidos, além de shows diários da banda anfitriã. E junto com esse evento, o grupo também anunciou uma passagem por Nova York em que farão três shows no Forest Hills Stadium entre os dias 20 e 22 do mesmo mês, sendo que o terceiro é um de seus infames shows-rave (ingressos à venda pelo site da banda). Vai ser quente!

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Líder do Beach Combers, o guitarrista Bernar Gomma reside há três anos na Alemanha e aos poucos vem preparando seu primeiro disco solo, cujo lançamento está previsto para o ano que vem. Mas ele acaba de encerrar uma trilogia de singles que marca sua mudança de país, quando deixou o Rio de Janeiro para morar em Berlim, e antecipa em primeira mão o clipe deste single, chamado “Cabeças Incríveis”, em primeira mão para o Trabalho Sujo. “É uma música do Pedro Tambellini que revisitei sob um novo ponto de vista, com um aproach instrumental orgânico e melódico”, explica o músico, “enquanto o clipe amplificou a narrativa instrumental no contexto da maleta e da jornada, a busca por algo que não é palpável, explorando o imaginário, entre o que buscamos e os caminhos que percorremos versus aquilo que o destino nos trás’.

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Eis a D’Leesa

Olha essa sonzeira chamada “Healer” que a novíssima D’Leesa acabou de soltar…

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Melancolia solar

Olha o Beck aí de novo, mais uma vez acenando para a terceira parte de sua escalada folk melancólica iniciada há vinte e quatro anos com o disco Sea Change e continuada doze anos depois com o disco Morning Phase. Só que em vez de dar continuidade a uma sequência de singles iniciada com a bela “Ride Lonesome”, ele volta à mesma canção acompanhado de uma parceira, a novata Sierra Ferrell que ele conta ter conhecido há cinco anos numa pista de dança em Nashville, onde, palavras dele, “ensinou um garoto de Los Angeles a dançar o two-step”, antes que um local lhe sussurrasse em seu ouvido “espere ouvi-la cantar, ela é tudo isso”, o que Beck concordou em seguida, inclusive chamando-a para dividir a nova faixa, dando uma nova camada, mais solar, para a música original, bem outonal. “Eu acho que ficou melhor que a original”, confessou o próprio Beck.

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Charli XCX fecha o ciclo de três singles que mostraria antes do lançamento de seu próximo álbum ao trazer “Wink Wink” à tona, mas… será? Um clipe mais colorido, lúdico, nada sutil e engraçadinho que os dois anteriores (“Rock Music” e “SS26”) e que menos faz referência ao título do novo álbum que será lançado no mês que vem. Hmmm… Batizado de Music Fashion Film e trazendo três ícones destas respectivas áreas para a capa do disco (John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese), o disco apresentou seus primeiros singles fazendo uma correspondência direta entre seus títulos e as três disciplinas cobertas pelo título: “Rock Music” é sobre música e “SS26” sobre moda, mas “Wink Wink” pouco parece ter a ver com cinema, ao menos na superfície, e parece falar mais sobre… sexo. Ao repetir no refrão que “eis a verdade, tenho que ser honesta, eu não sou mais uma garota má, prometo”, ela se esparrama com gosto pelo clipe da canção, um roquinho bem grudento, que parece negar, conceitualmente, o que ela está dizendo ao ser batizado de “Wink Wink” (como se estivesse enfatizando grosseiramente que está dando uma piscadela para o público). É bem provável que ela solte mais uma música antes de lançar o disco, pois ao mesmo tempo em que lançou os dois singles anteriores, ela soltava uma faixa a mais (menor, um lado B) no Instagram que criou para comentar a nova fase (o já conhecido @b.sides). Desta vez ela não soltou música nenhuma, só um vídeo brincando com o diretor Aidan Zamiri tentando fazer um celular tocar à base do pensamento, e colocou na legenda: “Música, moda, wink wink, filme… Filme, você terá sua vez”. Ou seja: “Wink Wink” é realmente só uma piscadela – devemos ter mais um single antes do disco novo.

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Eis “Lost Boys”, primeiro single do novo disco de Phoebe Bridgers, que usa de um clipe e de sua ficha técnica para aprofundar-se um pouco mais em seu recém-anunciado terceiro álbum, Lost Weekend. Misturando RPG, feiras renascentistas, videogame, gangues de moto e uma tradição meio desalentada da vida no interior dos EUA (com um toque sobrenatural e a sensação de rito de passagem), o clipe também revela a presença de Jack Antonoff na produção, de suas comadres de Boygenius Lucy Dacus e Julien Baker nos vocais e a participação de Alex G, que abrirá alguns shows de sua próxima turnê, na ficha técnica do disco, mas, principalmente, coloca-a como foco de luz e de magia neste novo trabalho, disposta a tomar o trono do indie dos EUA para si.

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Outra musa indie também acaba de anunciar seu novo álbum, mostrando a íntegra de uma música que começou a espalhar na semana passada em iPods enviados para fãs. “Sun Has Set” é o primeiro single do novo disco de Beabadoobee, que avisa que seu quarto disco chega ao público no dia 18 de setembro. E Pylon, seu novo disco vem cheio de participações especiais, que acabam refletindo a junção de guitarras distorcidas e melodias grudentas que resumem este novo single, indo de Hayley Williams ao vocalista do Turnstile Brendan Yates, passando por Chino Moreno dos Deftones e Matty Healy e George Daniel do grupo 1975, entre outros. O anúncio de seu disco novo vem junto com o da nova turnê, em que passa por locais de show que nunca visitou, entre casas de shows enormes e estádios, entre a Europa e os Estados Unidos.

Veja o primeiro clipe do novo disco e as datas desta turnê abaixo: Continue

Enquanto voltamos a falar sobre vida fora do planeta Terra, PJ Harvey nos surpreende com um single sobre o primeiro artefato humano lançado para além dos confins do sistema solar, ao lançar do nada a canção “Voyager”, inspirada na sonda espacial de mesmo nome que deixou nosso planeta em 1977 para enviar sinais de volta para o nosso planeta enquanto pudesse. “A música já havia começado a tomar forma como parte do trabalho para o meu novo álbum; por isso, quando o professor Brian Cox me convidou para compor uma peça para o seu novo programa (Emergence), lhe mandei a gravação de voz desta música para ver como ela lhe ressoaria”, explica Polly Jean sobre o lançamento de seu novo single. “Ela imediatamente lhe trouxe à mente a sonda Voyager e o som do seu sinal sendo transmitido de volta à Terra. Há muito tempo sou fascinada por essa sonda espacial e sua viagem e sempre havia me perguntado: o que ela nos diria se pudesse falar? Esse foi um caminho inspirador para desenvolver a canção. Estou bem feliz com o resultado final e é maravilhoso ouvir como o arranjo orquestral confere tamanha grandiosidade à minha música. Gostei imensamente de pesquisar a história e a trajetória das sondas Voyager 1 e 2 e fiquei contente por poder incluir na canção uma citação do grande Carl Sagan — especificamente, sua famosa descrição do nosso frágil e belo ‘pálido ponto azul’.” “Voyager” surge como o primeiro degrau de seu novo álbum, ainda sem título ou previsão de lançamento, o primeiro desde I Inside the Old Year Dying, de 2023. Manda mais, PJ!

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Linn da Quebrada aos poucos começa a mostrar seu esperado próximo álbum Fogo Fátuo revisitando “Nuvem Negra”, clássico de Djavan eternizado por Gal Costa, como se usasse a canção para limpar os caminhos para seus próximos passos. “Essa música me acompanha há muito tempo e agora, chegou o momento de compartilhá-la com vocês”, escreveu ao revelar o clipe da nova canção, produzida por Fernando Catatau com coprodução de Giovani Cidreira. “Ela foi e continua sendo um amuleto para mim, reconectando-me com o que há de mais íntimo e sagrado na arte”.

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