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Clipe

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Mais um clipe novo da nossa querida musa teen Lorde, o vídeo do segundo single de seu Melodrama, “Perfect Places”, a retira da cidade grande e a transporta para o resto do mundo.

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A baiana Nana, baiana que mora em Berlim, está prestes a lançar seu segundo álbum, CMG-NGM-PDE, e apresenta o primeiro single com exclusividade para o Trabalho Sujo. “Copacabana”, como o nome entrega, tem pouco da Alemanha e muito menos da Bahia, buscando uma sonoridade essencialmente carioca, que resvala na bossa nova e no sambinha indie do grupo Los Hermanos. “O clipe foi todo feito de forma muito espontânea; filmamos procurando achar o caminho que as imagens estavam apontando, ao invés de forçar uma direção. A arte, as cores, tudo foi surgindo muito naturalmente, como iam se apresentando, e eu acho que isso tem muito a ver com a música, que tem como inspiração essa desatenção dos amores digitais, o descompromisso das coisas feitas pra serem deletadas. O distanciamento entre mim e Thales (o ator Thales Cavalcanti, protagonista do vídeo) no clipe reflete um pouco disso; todo mundo acaba se sentindo meio stalker em algum ponto de um relacionamento. Não é exatamente uma crítica, mas mais uma vontade de retratar esses tempos às vezes confusos de internet.”

O vídeo, dirigido por Marccela Moreno, é o primeiro gostinho do disco que foi produzido por ela e por Habacuque Lima, mixado por Diogo Strausz e com participações de Lulina e Felipe S., do Mombojó. É o primeiro trabalho dela desde o EP Berli(m)possível, de 2015, e deve sair no meio de setembro.

Audac-2017

A banda de tecnopop curitibana Audac passou por uma drástica transformação nos últimos anos. A vocalista e compositora Alyssa Aquino desfez a formação original do quarteto e a retomou em outro formato, em dupla com o músico e produtor Matheus Reinert, seu atual parceiro de composições e de vida. Mas a mudança é ainda mais radical no som: a veia eletrônica persiste, mas sem a pegada rock que atravessava a maioria das canções. A nova formação cai para a introspecção e a produção é mais recatada, quase caseira – além das agora serem em português. O primeiro single desta nova fase é a deliciosa faixa “Hollanda”:

“A ‘Hollanda’ é uma música que é para a minha vó, Dona Hollanda”, me explica Alyssa. “Quando ela faleceu eu escrevi a canção para ela – e clipe são imagens da minha família, que meu pai fez em super 8 quando visitou Curitiba entre os anos 70 e 80. E eu editei quarenta anos depois.” A sonoridade do single é prima do chillwave, com aquela vibe de dance music feita no quarto, embora os dois não gravem em casa. “A gente compõe junto, mas não tem uma fórmula. Cada um vem com uma ideia e a gente vai mexendo, vai gravando em casa, aos poucos e assim vão surgindo as músicas. Temos uma plaquinha de som, um microfone, guitarra, baixo, mas tudo é bem na fuleiragem mesmo, só pra gravar as ideias”.

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“Hollanda”, o primeiro single da nova fase, foi gravada ao lado dos músicos BRZLN AIR e o Yan Lemos e levou mais tempo que eles queriam para chegar ao formato final. “Essa música foi bem demorada, a gente nunca gravava porque nunca estava do jeito que a gente queria. Até que o Matheus, por causa das discotecagens que ele faz, teve essa ideia pro baixo, meio groove e pediu pro Yan fazer. A gente gravou e ficou bem feliz com o resultado. E grande parte da sonoridade também vem da produção do Ramon Fassina e Stefanos Pinkuss que entenderam muito o som. Melhor do a gente mesmo”, ri a vocalista.

Mas as referências são pouco contemporâneas. “A gente ouve Tom Jobim, Carpenters, Marcos Valle, Cassiano, muita trilha sonora: Piero Piccioni, Ennio Morricone… Radiohead… Essa pergunta sempre é dificil”, ela ri de novo. De bandas novas ela cita apenas o Boogarins, mais especificamente o disco mais recente do grupo goiano, Lá Vem a Morte.

A dupla, no entanto, ainda não tem formato definido para shows. “A gente quer terminar de gravar as músicas novas pra voltar a fazer show em breve. A gente quer ter dois formatos: banda e dupla, para poder tocar mais. As vezes não dá pra bancar as viagens em quatro, cinco pessoas”, explica. Mas eles não têm pressa. Melhor assim.

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O rockstar cearense Jonnata Doll encerra a programação do Centro do Rock no Centro Cultural São Paulo lançando a versão em vinil de seu disco de estreia ao lado dos Garotos Solventes neste domingo, às 18h (mais informações aqui). Ele também acaba de lançar clipe novo, da música “Swing de Fogo”:

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Ex-líder do Supercordas, banda que encerrou as atividades no ano passado, Pedro Bonifrate anuncia o lançamento de novo EP pela Balaclava Records com o single “Lady Remédios”, lançado em primeira mão no Trabalho Sujo. “A música é a faixa-título do meu novo EP, com 5 faixas que trazem diferentes perspectivas sobre a cidade onde eu cresci e onde voltei a morar há cinco anos, a vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty”, explica o cantor e compositor. O clipe usa imagens antigas da cidade e a utiliza como metáfora para as transformações impostas pelo capitalismo a comunidades de todos os tamanhos: “Sudoeste armou sobre os sobrados num shopping histórico”, canta sua letra, que ainda fala de “jazigos de uma memória semântica”, “terras que algum rei grilou” e da “patota do cinema novo”. O tom de psicodelia grave é solene e o teclado ao final faz as vezes de metais melancólicos como “The Fool” do Neutral Milk Hotel.

Perguntei para o Pedro se era o prenúncio de um novo disco solo, o primeiro depois que sua banda original pendurou as chuteiras. “Talvez no que diz respeito ao processo de gravação, que mudou um pouco, passou a trazer mais elementos analógicos. Essas gravações não deixaram de ser um estudo, como todas são. Mas ‘Lady Remédios’ é um disco redondo por si só, uma obra de pouco mais de 17 minutos, mas com uma relação bem forte entre as faixas e uma ideia que as permeia. Neste sentido, ele mesmo é mais como o terceiro disco solo, ou mesmo o quarto, quiçá o quinto. Levo esse projeto como sempre levei, na prática. Mas no momento não tenho mais as canções que eu levaria aos Supercordas, então todas vem pra cá. Algumas delas entraram aqui em ‘Lady Remédios’ e outras vão entrar no próximo disco” – o próprio Lady Remédios ainda não tem data de lançamento: “Em breve”, diz Bonifrate.

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O galego pernambucano Otto começa a finalmente revelar seu Ottomatopeia, disco em que vem trabalhando desde The Moon 1111, de 2012, e o primeiro fruto do novo trabalho é a ótima “Bala”, que compôs com Pupillo, baterista da Nação Zumbi.

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Mais um clipe d’O Terno cheio de metalinguagens, “Nâo Espero Mais” é uma crítica e uma sátira à onipresença digital e ao excesso de informação dos dias atuais, além de divertido pacas:

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É muito boa essa música nova do Far From Alaska, “Cobra”, que prenuncia que a banda potiguar está prestes a dar um salto considerável ao lançar seu segundo disco, Unlikely. Olha o clipe dela aí:

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O grupo canadense Arcade Fire passou pelos estúdios da BBC na semana passada e gravou uma boa versão para o primeiro single do novo disco da cantora neo-zelandesa Lorde, “Green Light” (embora o agudo que a cantora Régine Chassagne solte antes do refrão doa na alma).

E é claro que Lorde amou: “estou com um enorme sorriso idiota vendo minha banda favorita cantar uma música minha – a vida é selvagem às vezes”, twittou.

Régine é a estrela do clipe de mais uma música do disco Everything Now que o grupo acaba de lançar, com a boa “Electric Blue”:

Com isso já conhecemos cinco músicas do disco novo da banda: “Everything Now“, “Creature Confort“, “Signs of Life” e um trecho de “Chemistry” – o conjunto até agora dá um bom disco pop, mas não convenceu ainda… Vamos ver se eles têm alguma carta na manga até o disco sair.

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Metade de Araguari, metade de Uberlândia, a banda mineira Lava Divers segue uma tradição clássica do indie rock brasileira – a de bandas barulhentas e melódicas que cantam em inglês e saem de cidades sem tradição roqueira – e está prestes a lançar seu primeiro álbum, batizado de Plush. “É o resultado desses três anos de existência da banda. O disco possui canções compostas em todas as fases, desde o início, quando ainda estávamos nos identificando com o nosso som, assim como tem músicas compostas pouco tempo antes de entrarmos em estudio”, me explica a baterista da banda, Ana Zumpano, que também canta em algumas músicas.

Pergunto para ela quais estas fases e ela explica: “‘Love Is’, ‘Natural Born Liar’ e ‘Inside His Eyes’ estão na primeira leva de canções compostas por nós, juntamente com as músicas que entraram no nosso EP de estreia. Essa primeira fase remete ao tempo em que nem tínhamos feito shows fora da nossa região e a sonoridade da banda ainda estava sendo definida. Já canções mais recentes que entraram no disco, como ‘Forbidden Steps On Hearts’, ‘I Feel You’, ‘Gasoline’, mostram a gente experimentando mais sem perder nossa característica principal, música pop barulhenta. A banda adiantou o clipe do primeiro single, “Tearsfall”, a capa e a ordem das faixas do álbum (que sairá no dia 27 em todas as plataformas digitais pelo selo Midsummer Madness) em primeira mão para o Trabalho Sujo. “O clipe do single é um vídeo-arte feito pelo guitarrista Eddie Shumway, que tem formação acadêmica em cinema e costuma filmar, dirigir e montar a maioria dos nossos clipes”, explica Ana.

“A gente queria que a primeira música de trabalho do disco desse uma ideia da estetica sonora da banda. ‘Tearsfall’ tem tudo nosso, é rápida, enérgica, com ganchos pop, letra triste em contraste com a felicidade das melodias. O single foi escrito por mim, que, além de baterista e vocalista da Lava Divers, também trabalho com as mídias sociais da banda e estou iniciando uma cooperativa de produções culturais encabeçada por mulheres chamada Rock das Aranhano Triângulo Mineiro. Nesse single, além de tocar bateria, canto em primeira voz, acompanhada de backing vocals dos meus companheiros de banda. A escolha coletiva da banda foi que eu tivesse mais voz e maior participação nesse lançamento que antecede o primeiro disco da banda, que até o momento havia lançado um EP com 4 músicas, sendo que em todas toco bateria, uma delas canto em primeira voz e faço backing vocal nas três restantes. Essa decisão visa salientar o protagonismo e a representatividade da mulher na música e na produção independente, para mostrar que nós podemos, temos capacidade e direito de ocupar o lugar que quisermos.”

Aproveitei para perguntar para ela como anda a cena da região do triângulo mineiro, de onde vem a banda. “A cena underground de onde vem a Lava Divers tem se mostrado ativa e a cada dia mais estruturada graças a coletivos que trabalham em prol dos artistas da região. Coletivos como o Rock das Aranha, Cena Cerrado e Mexe o Doce têm criado eventos que estimulam a produção dos artistas da região, com a realização de festivais e feiras”, explica a baterista.

Lava-Divers-Plush

“I Feel You”
“Tearsfall”
“Love Is”
“Inside His Eyes”
“My Boy”
“Eddie Shumway Is Dead”
“Hash And Weed”
“Natural Born Liar”
“Gasoline (Time Is Not On My Side)”
“Great Mistake”
“Forbidden Steps On Hearts”