Depois dos sucessos com “Happy”, “Blurred Lines” e “Get Lucky”, Pharrell Williams volta a ativar seu primeiro grupo, o clássico N*E*R*D e chama ninguém menos que Rihanna para conduzir as rédeas de seu novo single, o bounce pesado de “Lemon”. E pela escalada de moral da cantora – que resolve rimar em vez de cantar no hit instantâneo -, é ela quem puxa o single pra frente, no que poderia tranquilamente ser um novo rumo para sua carreira.
Letícia lança mais um clipe só pra lembrar do estrago que seu Noite de Climão está fazendo em nossas cabeças:
Às vezes fico pensando que Angel Olsen deixou essa “Special” de fora de seu My Woman, do ano passado, apenas para ter uma música forte para puxar uma coletânea própria com seus lados B, demos e raridades que ela já devia acalentar há um tempo. Phases é realmente uma ótima retrospectiva, mas seu carro-chefe é uma das melhores canções – desde a composição à gravação – da compositora norte-americana. O despojado clipe que ela acaba de lançar para a faixa é pura modéstia – uma série de imagens caseiras para adornar essa deslumbrante canção.
No clipe do segundo single de seu novo disco, “Are You Ready?”, Taylor Swift reforça a ideia de que está matando seu antigo eu, ao misturar diferentes elementos e citações à ficção científica (de Ghost in the Shell a Westworld, passando por X-Men, Ex Machina, Blade Runner e até Power Rangers) a momentos de sua própria carreira (como o cavalo branco que representa o single “White Horse” ou as pixações no início do clipe – “13”, “All Eyes On Us”, “I Love You In Secret” e “This Is Enough.”, que poderiam ser nomes de outras faixas do disco – já que um dos pixos é “UR Gorgeous”, nome de uma das novas faixas). Há uma dicotomia entre quem ela realmente é e o personagem em que ela ficou presa e teoricamente seu próximo disco traria uma rendenção – além da aniquilação dessa Taylor Swift inventada.
Tudo muito bonito, mas ela ainda está devendo música. Pra se perder no meio desse tanto de conceito é rápido.
O veterano rapper atualiza seu primeiro hit e depois de matar Collor vislumbra o assassinato de outro presidente.
Finalmente a música brasileira tá voltando a protestar…
Depois de mostrarem algumas faixas ao vivo e anunciar o título do novo álbum, a dupla MGMT, formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, começa a mostrar as versões oficiais das novas canções, a começar pela faixa-título, “Little Dark Age”, que foi lançada esta semana junto com seu respectivo clipe.
Mas se o título Pequena Idade Média parecia se referir originalmente à época que vivemos hoje, o clipe leva o nome do disco para um outro lado, uma Idade Média pessoal, ligada à estética neo-gótica dos anos 80 e o tecnopop do mesmo período. O disco deverá ser lançado no início de 2018.
Às vésperas de participar da edição deste ano do festival Coquetel Molotov, quando recebem Benke Teixeira dos Boogarins como convidado, o grupo instrumental Kalouv prepara o lançamento do disco Elã, que vem sendo revelado pouco a pouco – primeiro o grupo revelou a faixa “Pedra Bruta”, a faixa de abertura que conta com a participação de Sofia Freire, e agora, em primeira mão no Trabalho Sujo, revelam o clipe de “Moo Moo”, deixando bem clara sua inclinação para gêneros instrumentais modernos como chillwave e vaporwave, para além do instrumental psicodélico-jazzístico característico do grupo, já em seu terceiro disco.
“A estética vaporwave influenciou bastante, tanto na escolha por Rollinos para fazer o clipe, como na composição da música”, explica o guitarrista Túlio Albuquerque, falando sobre o diretor do clipe, Gabriel Rolim. “Durante as turnês do ano passado escutamos bastante o Floral Shoppe do Macintosh Plus. No projeto, a Vektroid faz a desconstrução de canções clássicas dos anos 80. Isso acabou nos aproximando tanto das faixas originais como das versões vaporwave. A vibe de músicas como ‘Tar Baby’ da Sade e ‘You Need a Hero’ do Pages foram o ponto de partida no desenvolvimento do ‘Moo Moo’. Isso está presente na escolha dos timbres, como o teclado de ‘vozes’ no começo, as guitarras com chorus e reverb, os delays da bateria, até a escolha de adicionar as partes cantadas. Um caminho bem diferente do que já fizemos até aqui.”
Mas a psicodelia digital não veio só dessa onda retrô moderna. “‘Moo Moo’ também é uma homenagem às trilhas e jogos de videogame”, continua o guitarrista. “Crescemos jogando e até hoje isso é muito presente nas nossas vidas. Então podemos dizer que a faixa acabou tendo pequenos traços de várias épocas de Game Music. Seja de clássicos como a ‘Aquatic Ambience’ de Donkey Kong Country e ‘Slow Moon’ de Streets of Rage 2, até coisas mais recentes como as trilhas de Faster Than Light, Machinarium, Dungeon of the Endless, Hotline Miami e FEZ. Isso se estendeu pra o clipe, que brinca com imagens de jogos do Super Nintendo, como Harvest Moon, Earthbound e Chronno Trigger.”
O grupo se empolgou tanto que até criou uma playlist com as músicas de videogame que o inspiraram nessa nova fase.
Parado há quatro anos, o projeto solo do pernambucano Roberto Kramer finalmente sai do quarto no Balaclava Fest, comemoração do selo paulistano que reunirá Washed Out, Cinnamon Tapes e Homeshake no mesmo evento, dia 5 de novembro (mais informações aqui). Inicialmente pensado como um projeto de estúdio, o Røkr ficou em estado de hibernação após seu EP de estreia, pouco antes de seu autor mudar-se para o Canadá. De volta para o Brasil, ele adaptou o projeto para o palco e debuta ao mesmo tempo em que lança seu primeiro LP. E o clipe que abre os trabalhos, de estética indie lo-fi parente da sonoridade chillwave do projeto, estreia em primeira mão no Trabalho Sujo.
O diretor norte-americano Paul Thomas Anderson não conseguiu resistir ao encanto pop das irmãs Haim e lança mais dois registros em vídeo das três em ação. Primeiro, ele lançou o curta Valetine, de 14 minutos, em que captura a banda durante a gravação de seu disco mais recente, Something to Tell You. O curta, na verdade, traz a versão do clipe que elas mostraram antes de lançar o álbum, quando apresentaram a faixa “Right Now” gravada em estúdio, além de versões semelhantes para a faixa-título e “Nothing’s Wrong”.
O outro registro é um clipe, com direito a coreografia e palminhas, da ótima “Little of Your Love”, uma das melhores faixas do disco das irmãs.
Pena que o disco não é tão bom quanto esperávamos – mas os clipes ajudam a melhorá-lo.
E o disco mais recente do Spoon, Hot Thoughts, lançado no início do ano, segue entre os grandes álbuns deste ótimo (ao menos musicalmente) 2017. E a banda texana tira mais uma faixa para transformar em clipe – desta vez é a balada resignada “I Ain’t the One”, cujo vídeo foi dirigido pela dupla Ian Forsyth e Jane Pollard em uma estação de metrô.









