A cantora inglesa Arlo Parks lança mais um single de seu primeiro álbum, Collapsed in Sunbeams, que será lançado no início do ano que vem – e “Caroline” confirma tanto a doce textura de suas voz e canções quanto que o disco pode surpreender.
Depois de assumir a presidência dos EUA em um clipe, Ariana Grande agora recria-se a si mesma como uma cientista de filme de ficção científica dos anos 50 em outro vídeo de seu ótimo Positions, na música mais sexy do disco, “34+35”.
Miley Cyrus começa a mostrar seu próximo álbum, batizado Plastic Hearts, que entre seus produtores traz Mark Ronson e traz participações especiais de nomes como Billy Idol, Joan Jett e, acredite, Angel Olsen. E a música que ela escolheu para iniciar os trabalhos do disco foi “Prisoner”, em que divide os holofotes com uma das estrelas de 2020, a inglesa Dua Lipa. O single, grudento, mistura uma sonoridade rock de boutique, que parece ser a tônica do disco, pelos convidados, com um groove dance robótico que não deixa ninguém parado.
Ao comentar sobre a inusitada participação de Olsen no disco de Cyrus, Ronson twittou que “‘Bad Karma’ (a música em que Olsen participa) foi escrita como uma jam session no Max’s Kansas City em 1976 com Ace Frehley e Joan Jett – não foi isso, mas vocês entenderam, uma parada rock’n’roll pura e crua. As guitarras de Angel Olsen cortam como arame farpado”. Será que nossa musa vai participar apenas como guitarrista? Tomara que não. Plastic Hearts sai na semana que vem, está em pré-venda, e sua capa e ordem das músicas seguem abaixo:
“WTF Do I Know”
“Plastic Hearts”
“Angels like You”
“Prisoner” (com Dua Lipa)
“Gimme What I Want”
“Night Crawling” (com Billy Idol)
“Midnight Sky”
“High”
“Hate Me”
“Bad Karma” (com Joan Jett e Angel Olsen)
“Never Be Me”
“Golden G String”
Lana Del Rey visita a “Summertime” dos irmãos Gershwin, sem explicar se a faixa eternizada por Billie Holiday estará em seu novo disco de natal que ela anunciou há algumas semanas.
A cantora maltesa Yasmin Kuymizakis revisita o hit do Bananarama “Cruel Summer” com seu projeto eletrônico Joon – a versão já havia sido mostrada na coletânea After Dark 3 do selo Italians Do It Better e agora ganha um clipe pós-pandêmico…
“Strange voices are saying… What did they say?…”
Depois de muita espera, a banda paulistana In Venus começa a mostrar seu segundo álbum, sucessor do ótimo Ruína, lançado em 2017. E Sintoma, anunciado para o início do ano que vem (e já em pré-venda pela gravadora No Gods No Masters), começa a se mostrar com o clipe filmado em VHS da faixa “Ansiedade”, uma das dez novas canções anunciadas, que vai para além da seara gótica que a banda já dominava. Rumo aos extremos noise do pós-punk, a banda entrelaça vocais berrados, riffs frenéticos, afinações dissonantes, bateria bate-estaca e visão distópica de mundo, ecoando uma versão curta e barulhenta de um 2020 claustrofóbico.
O clássico grupo indie escocês Teenage Fanclub mostra “Home”, single que anuncia o lançamento do primeiro álbum do grupo após a saída de Gerard Love em 2018. Endless Arcade será lançado em março do ano que vem e traz pela primeira vez a formação do grupo como um quinteto, com Norman Blake e Raymond McGinley nas guitarras e vocais, Francis MacDonald na bateria e os novatos Dave McGowan, no baixo, e Euros Childs (sim, o mesmo do Gorky’s Zygotic Mynci) nos teclados.
Amo o solo dobrado da música. Endless Arcade, cuja capa e ordem das faixas vêm abaixo, já está em pré-venda.
“Home”
“Endless Arcade”
“Warm Embrace”
“Everything is Falling Apart”
“The Sun won’t shine on me”
“Come With Me”
“In Our Dreams”
“I’m more inclined”
“Back in the Day”
“The Future”
“Living with You”
“Silent Song”
Desde o final do ano passado Billie Eilish vem ameaçando seu segundo álbum mostrando aos poucos músicas novas: primeiro foi a melancólica “Everything I Wanted”, que seguiu-se da suntuosa “No Time to Die”, tema do próximo filme de James Bond, para finalmente chegar à balada “My Future”. Em comum, as três músicas encontravam-na mais reservada, mais séria e de alguma forma introspectiva, mas finalmente ela mostra que a Billie que encantou o mundo ano passado segue firme, ao apresentar o single – e o clipe – de “Therefore I Am” nesta quinta-feira.
Sozinha num shopping center (a Glendale Galleria, um dos maiores shoppings de Los Angeles), ela diverte-se sozinha, passando por cima de balcões, surrupiando comida e dominando o cenário como se fizesse uma metáfora para a invasão que fez ao showbusiness no ano passado. A letra encerra um pé na bunda com estilo e o clipe, filmado em uma noite, com um iPhone, reforça que ela só precisa dela mesma para seguir galgando rumo ao topo do pop.
Quando assisti Luna França apresentar-se como uma das convidadas da temporada que Rafael Castro fez no Centro da Terra, no longínquo mês de setembro de 2017, ela mostrava, pela primeira vez em público, suas próprias canções. Quem esteve nesta noite foi fisgado instantaneamente pelas deliciosas crônicas que apresentava cantando, bem como por sua doce voz e sua presença de palco. Desde então venho acompanhando sua evolução como artista, embora ela tenha acontecido quase como uma metamorfose, uma vez que raramente apresentou-se ao vivo com seu próprio nome (embora seguisse tocando com outros artistas, como Tiê, Papisa, Bruno Bruni e o próprio Rafael). Fechada em seu estúdio-casulo (uma edícula na Vila Anglo, em São Paulo, onde morou até o início do ano), cutuquei-a várias vezes para ver se ela não queria mostrar o disco que vinha gravando antes de lançá-lo, em uma data única no mesmo teatro, mas ela sempre dizia que ainda não era a hora. Agora chegou a hora e ela começa a mostrar seu primeiro álbum no fim deste estranho ano de 2020, quando ela apresenta em primeira mão para o Trabalho Sujo o clipe do primeiro single, “Minha Cabeça”.
“Acho que a decisão de lançar ‘Minha Cabeça’ como primeiro single teve muito a ver com o momento de pandemia e isolamento social que estamos passando”, ela me explica por email. “Apesar de não ter sido composta para esse momento, acredito que ela reflete bem a sensação que eu e muitas pessoas tivemos de claustrofobia e ansiedade. Para muitos, esse tem sido um momento de olhar para dentro e lidar com partes de nós mesmos que nos assusta, mas que estão lá. E a música fala dessa busca por uma saída e o encontro consigo mesmo.”
“Além disso, ‘Minha Cabeça’ foi minha primeira composição e uma das últimas músicas a entrar no disco. Quando ela ficou pronta eu pensei: ‘Quero que ela seja a primeira a ser lançada!'”, ela prossegue. “Apesar do disco ter canções bem diferentes entre si, creio que o fio condutor de todas elas está nas letras bem pessoais, simples e sinceras, sem muitos floreios, apenas o pensamento ou sentimento do momento retratado na canção.”
Produzido e arranjado por ela e por André Whoong, o disco será o segundo lançamento do selo Cena, do jornalista Lúcio Ribeiro e tem previsão de lançamento apenas para o ano que vem. A suave e hipnótica “Minha Cabeça” é apenas um teaser do disco que, originalmente, sairia em 2020. “Quando a pandemia começou, decidi parar um pouco e entender o momento antes de tomar uma decisão de lançar. Quando percebi que as coisas demorariam a voltar da forma que eram – se voltarem -, resolvi pensar no lançamento, pois sentia que já estava com isso guardado para mim há bastante tempo.”
“Criei e gravei muitas das ideias de arranjo sozinha na minha casa. Essas ideias eu levava para o André e a gente lapidava juntos e somava com a ideias dele”, explica, lembrando o processo que começou há dois anos, quando ela só queria mostrar as músicas para Whoong, que acabou se empolgando com as canções. “Criei vários dos arranjos em minha própria casa, principalmente os arranjos vocais, presentes em todo o disco, além de synths e beats. Como eu sempre fui uma pessoa apaixonada por voz e arranjos vocais, acredito que isso virou uma marca que conecta todas as músicas.” Ela deve lançar um novo single no início de 2021, este com uma participação especial – que prefere não revelar ainda, bem como o título do disco: “Sou libriane, vai que muda!”, ri.
O mestre Itamar Assumpção ressurge na póstuma “Beleléu Via Embratel”, faixa produzida por sua filha Anelis, que traz participações de nomes como Liniker, Vange Milliet e Tata Fernandes nos vocais de apoio, com Paulo Le Petit no baixo e Luiz Chagas na guitarra (ambos integrantes de sua clássica Isca de Polícia), Marquinho Costa na bateria e Edy Trombone no instrumento de sua alcunha. A faixa, originalmente composta para o festival MPB-Shell de 1981, nunca teve registro oficial e essa ressurreição também anuncia o tão aguardado MU.ITA, o Museu Virtual Itamar Assumpção que Anelis vem desenvolvendo e que deve ser apresentado finalmente no próximo dia 20.
Que maravilha!











