Ela apareceu graças a duas versões – uma de Radiohead, acompanhando Phoebe Bridges ao piano, e outra da Billie Eilish -, mostrando sua voz e sensibilidade precisas em dois momentos diferentes no início deste semestre. E agora Arlo Parks anuncia seu primeiro álbum, programado para janeiro do ano que vem, e mostra o primeiro single, “Green Eyes”, que conta com vocais de apoio da Clairo:
Collapsed In Sunbeams chega ao público no final de janeiro de 2021 – já está em pré-venda -, a capa é a imagem acima e abaixo segue o nome e a ordem das músicas:
“Collapsed In Sunbeams”
“Hurt”
“Too Good”
“Hope”
“Caroline”
“Black Dog”
“Green Eyes”
“Just Go”
“For Violet”
“Eugene”
“Bluish”
“Portra 400”
“Eu sonhei com essa música cantada por um coro, desses característicos de terreiros de candomblé, acompanhado por tambores vibrantes, uma coisa linda”, lembra Zé Manoel ao falar sobre “Adupé Obaluaê”, single que antecipa seu próximo álbum, Do Meu Coração Nu, que chega às plataformas digitais na próxima sexta. “Acordei com a música reverberando… ‘Adupé meu pai Obaluaê… ‘ Na mesma hora peguei o celular e gravei a música, já acompanhando com o piano da forma que toquei na gravação do disco.” A faixa, como o disco, tem produção do baiano Luisão Pereira, que também toca o baixo da música e conta com arranjo de sopros escrito pelo maestro Letieres Leite. “É a faixa mais importante do disco”, conta o pianista pernambucano, “por isso resolvemos abrir os trabalhos com ela”, conta Zé Manoel.”
Salve!
Em 2014, o grupo sueco The Knife fez a trilha sonora para o espetáculo de dança Europa Europa, apresentado pelo conterrâneo grupo FUL, um protesto grandioso contra as políticas antiimigração e contra a xenofobia que, se já era uma realidade no velho continente há seis anos, estão ainda mais presentes neste tenso 2020. Justamente por isso, o grupo resolveu abrir as fronteiras digitais do clipe da canção “För Alla Namn Vi Inte Får Använda” (que pode ser traduzido livremente como “Pelos nomes que não podemos usar”), que estava antes restrito ao YouTube sueco. Cantada no idioma do grupo, é mais uma bordoada ao mesmo tempo pop e estranha, como é característico da dupla dos irmãos Karin e Olof Dreijer.
Mesmo durante a quarentena, a dupla Rakta, formada por Carla Boregas e Paula Rebellato, que agora conta com Maurício Takara como terceiro integrante, não fica parada elança música e clipe novos. O clipe da faixa-título de seu disco mais recente foi lançado no fim do mês passado e traz toda atmosfera tensa feminina, mística e aterradora do grupo, capturada com estilo pela diretora mexicana Michelle Garza Cervera.
Já o épico ambient “Rubro Êxtase”, com mais de dez minutos, foi lançado na semana passada para download pago, mas só agora elas abriram para a audição.
Vão bem, como sempre.
O diretor norte-americano Paul Thomas Anderson assume a direção de mais um clipe das irmãs Haim, desta vez colocando a vocalista Danielle sozinha para cantar enquanto trabalha no balcão do Canter’s Deli, em Los Angeles. A bela e crua versão para a ótima “Man From the Magazine” coloca o grupo cada vez mais como um trio de musas de um cultura norte-americana que segue intacta, como se ainda fossem os anos 50 ou anos 80, dentro do caos político social dos EUA nestes últimos anos, tornando-se um Normal Rockwell deste século a partir das canções das três.
Dona de um dos melhores discos do ano, a popstar inglesa Dua Lipa convida o rapper norte-americano Dababy para calibrar ainda mais sua ótima “Levitate” – e, na boa, ficou melhor que a versão que ela fez com a Madonna e a Missy Elliot…
Ah que saudade de uma pista de dança…
O Gorillaz está prestes a lançar seu próximo álbum, Song Machine: Season 1 — Strange Timez, e entre as várias participações que já apresentaram para o disco, agora mostram esta e contam com a nobre presença de Sir Elton John em seu novo single, a balada “The Pink Phantom”, que ainda conta com a participação do rapper inglês 6lack.
O guitar hero sergipano Julico Andrade prepara-se para lançar seu primeiro disco fora dos Baggios, chamado Ikê Maré, e convidou Curumin pra dividir vocais no groove pesado “Todo Santo Dia”, terceiro single que mostra do disco e a faixa que mais lembra a banda da qual faz parte, em que esmera um solo à altura de sua reputação no instrumento.
Mas o resto do disco vai por uma linha estética bem diferente dos Baggios, mesmo que o compositor seja o mesmo. Ele começou a mostrar o disco no início do mês passado, começando pela triste e acridoce “Nuvens Negras”…
…e depois emendou com a psicodélica e sinuosa “Eu São / Curtis Says”.
Curioso pra ver como este disco soa como um todo, que chega pra gente no fim desse mês.
2020 tem sido um ano de detalhes para Billie Eilish, mas isso não quer dizer que estes sejam pequenos. Agora é a vez em que ela mostra a versão visual da canção-tema que compôs para o novo filme de James Bond, a bela balada “No Time to Die”, que a reúne com os arranjos orquestrais de Hans Zimmer e a guitarra de Johnny Marr. Billie é a artista mais jovem a compor uma música para a famosa grife cinematográfica, cuja nova versão tem a direção do Cary Joji Fukunaga que fez sua fama na primeira temporada de True Detective. O clipe chega na hora em que a produção anuncia que o próximo filme do agente secreto britânico estreia nos cinemas no mês de novembro.
E a música ficou linda.
“Faz um tempo que tenho vontade de criar dentro de um projeto, sem ser assinando meu nome e sobrenome, o que acaba sendo extremamente pessoal, e pretendo focar nessa construção a partir de agora”, ela explica, quando pergunto quais os próximos passos após o lançamento do novo single, “Se acaso a casa”, que lança nesta sexta-feira e antecipa seu clipe em primeira mão nesta quinta, no Trabalho Sujo. “O single de certa forma representou o fechamento de um ciclo – que sempre é também a abertura de outro”, prossegue. “Por ser algo ainda em gestação, não posso adiantar muito sobre a forma final pois eu mesma não sei… ”
O single canta as indecisões e incertezas de 2020, mas abre a janela para a transformação, que parece ser o próximo passo de sua carreira: “Se acaso a casa cair, a asa pode se abrir”, canta no refrão. A faixa é fruto de uma parceria com o produtor Pipo Pegoraro, que quando estava lançando seu disco Antropocósmico no início do ano, chamou a amiga cantora, que também é fotógrafa, para fazer fotos de divulgação para seu novo trabalho. Laura topou e decidiu receber pelo serviço na forma da produção deste novo single, que, por sua vez, foi feito todo à distância, uma vez que Laura mudou-se para Atibaia, no interior de São Paulo.
“Minha intenção é seguir trabalhando com o Pipo, pois achei que nossa dinâmica criativa funcionou muito bem na produção desse single”, conclui, falando na produção de um EP com músicas antigas que ainda não tinham arranjo e outras novas composições, além de esperar a possibilidade de voltar a fazer shows, pois tinha marcado de ir para Portugal. “Era meu plano para esse ano, interrompido por conta da quarentena, por ter gravado António Variações no disco anterior, fui cultivando esse desejo de apresentar minha versão por lá e assim que possível o farei.”









