Indie

Foto: Biel Basile

fiz tanta coisa com essa que das minhas bandas novas favoritas que nem parece que ela ainda não lançou disco. Mas o fato é que nesta quinta-feira o mundo poderá conhecer o primeiro disco da Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, que conheço desde antes de ser gravado, em 2019, e pude ouvi-lo ainda no Estúdio Canoa, no último dia do grupo no estúdio, com a presença da amiga e produtora do disco Ana Frango Elétrico. Formada pela própria Sophia, vocalista, guitarrista e frontwoman do quarteto, ao lado de um trio de malucos que se rotulava anarcogospel (formada pelos multiinstrumentistas Téo Serson no baixo, Theo Ceccato na bateria e Vicente Tassara nos teclados e guitarra), a banda passeia entre a vanguarda do rock, o pop mais doce e experimentalismos da música brasileira fugindo de clichês ao mesmo tempo em que os utilizam de forma irônica. Todos estão na casa dos vinte e poucos anos e finalmente podem mostrar seu álbum de estreia para o mundo, que eles dissecam faixa a faixa exclusivamente para o Trabalho Sujo, além de antecipar a capa em primeira mão.

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Mais uma conversa boa sobre música, desta vez com meu velho compadre Fabio Bianchini, o Mutlei ou “Mumu” para os mais próximos. Conversamos sobre seus anos de formação e quase sempre resvalamos numa outra entrevista que faremos no futuro, já que Bianchini cobre música há décadas. E o papo inevitavelmente visita shows que assistimos juntos, suas duas estadas em São Paulo, como ele conheceu suas bandas favoritas – Cure, Echo & The Bunnymen, Beatles e Teenage Fanclub -, como o Dear Wareham lhe falou para ele ficar de olho numa banda nova chamada Strokes, entre outros causos que lembramos no caminho…

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Quando anunciou sua volta aos palcos, há dois anos, o grupo franco-inglês Stereolab – favorito da casa desde sempre – também começou a reeditar toda sua discografia com direito a faixas-bônus, outtakes e canções. Neste mês eles encerram as reedições ao reunir uma série de faixas inéditas na coletânea Electrically Possessed (Switched On Volume 4), que será lançada pela Warp no próximo dia 26. Ouça a seguir duas faixas inéditas que estarão na compilação (“Dimension M2” e “Household Names”), que já está em pré-venda, além de sua capa e dos nomes das músicas. Continue

Foto: Renata De Bonis

“Essa é a chance que eu tenho”, o paulistano Jair Naves sussurra entre loops e o violão dedilhado na segunda parte da primeira música que mostra em 2021, lançada neste 29 de janeiro que também é data de seu aniversário. “Todo o Meu Empenho” retoma o trabalho que ele vinha fazendo no ano passado, quando começou a trabalhar em seu quarto disco solo, sucessor do ótimo Rente, que aos poucos o consolida como um dos grandes compositores de sua geração. “A noção de que demoraria muito para apresentar essas músicas ao vivo trouxe uma liberdade criativa inesperada no estúdio”, ele me explica por email. “Geralmente, sempre que eu gravei um disco existia uma preocupação em criar arranjos que fossem facilmente reproduzíveis nos palcos. Dessa vez, esse pensamento não esteve presente nem por um instante. Pelo contrário, a mentalidade era sempre de experimentar elementos que nunca foram testados nas minhas gravações, usar de artifícios que levassem as músicas para outros lugares. Até por causa disso, essas sessões foram algumas das mais divertidas da minha vida.”

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Há dez anos resenhando dezenas de lançamentos por mês, Cleber Facchi e seu Miojo Indie estão às vésperas de uma mudança radical. Ele prefere só deixar o futuro próximo no ar, mas aproveito a oportunidade para voltar aos seus anos de formação, tanto como fã de música quanto como jornalista no interior do Paraná, para recapitular o início de seu site e como ele aos poucos se tornou uma das principais referências na cena independente brasileira. Aproveitamos para conversar sobre jornalismo, internet, discotecar, fazer podcasts e as transformações que a quarentena impôs ao mundo da música. Assista aqui. Continue

O grupo escocês Teenage Fanclub adiou o lançamento de seu próximo disco, Endless Arcade, o primeiro após a saída de um de seus fundadores, o baixista Gerard Love. O disco sairia no início de março, mas eles abrem 2021 apontando o lançamento para uma nova data, 30 de abril, e aproveitam a notícia para mostrar mais uma música do novo disco, “I’m More Inclined”, que foi a primeira música que o líder da banda, Norman Blake, apresentou quando começaram a pensar num novo disco. Ouça aqui. Continue

Neste fim de mês, a senhora Polly Jean Harvey nos brinda com mais uma reedição de um de seus itens de catálogo em vinil e, como de hábito, também apresenta as versões demo deste mesmo disco. Agora é a vez de ela liberar a nova edição para o maravilhoso Is This Desire?, que traz uma edição lateral com todas as faixas do disco como elas foram pensadas antes de começar a gravação de fato (dá pra comprar o disco no site dela) – e ela começa mostrando a faixa de abertura, a soberba “Angelene”.

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Era inevitável que entrevistasse o Marcelo Costa, capo do site Scream & Yell, no meu programa dedicado ao jornalismo que cobre música, por isso dediquei o primeiro Jornalismo-Arte de 2021 a repassar sua trajetória, começando nos tempos de quando o site ainda era um fanzine impresso distribuído gratuitamente a partir do interior de São Paulo, a se tornar uma das principais referências do jornalismo independente que cobre música e cultura no país. Marcelo aproveita para falar das aulas que tomou durante a vida, assume que nunca teve iniciativa como gostaria (mas que sempre seguiu as que a vida lhe apresentou), repassa diferentes fases do site e como consegue geri-lo há mais de vinte anos.

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Como é bom conversar sobre música, não é? Começo o ano com mais uma edição de um programa dedicado a isso, chamando a querida Dora Guerra, da newsletter Semibreve, para conversar sobre Beatles, Fiona Apple, a ascensão do pop e a decadência do rock, o TCC que ela escreveu sobre a Beyoncé, pista de dança, os discos indies da Taylor Swift e a volta da disco, entre vários assuntos que surgiram num programa dedicado a isso.

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“Every time I think that I’ve been takin’ the steps, you end up mad at me for makin’ a mess”