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Enquanto esperamos notícias de seu quarto álbum, Clairo segue jogando charme pra gente, desta vez num post na conta B de seu compadre Ryan Beatty, que acabou de lançar o disco Sweet Fortune, que conta com participações da própria cantora. Mas ela tá tocando flauta transversal no novo disco ou só fazendo graça…?

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Melancolia solar

Olha o Beck aí de novo, mais uma vez acenando para a terceira parte de sua escalada folk melancólica iniciada há vinte e quatro anos com o disco Sea Change e continuada doze anos depois com o disco Morning Phase. Só que em vez de dar continuidade a uma sequência de singles iniciada com a bela “Ride Lonesome”, ele volta à mesma canção acompanhado de uma parceira, a novata Sierra Ferrell que ele conta ter conhecido há cinco anos numa pista de dança em Nashville, onde, palavras dele, “ensinou um garoto de Los Angeles a dançar o two-step”, antes que um local lhe sussurrasse em seu ouvido “espere ouvi-la cantar, ela é tudo isso”, o que Beck concordou em seguida, inclusive chamando-a para dividir a nova faixa, dando uma nova camada, mais solar, para a música original, bem outonal. “Eu acho que ficou melhor que a original”, confessou o próprio Beck.

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Charli XCX fecha o ciclo de três singles que mostraria antes do lançamento de seu próximo álbum ao trazer “Wink Wink” à tona, mas… será? Um clipe mais colorido, lúdico, nada sutil e engraçadinho que os dois anteriores (“Rock Music” e “SS26”) e que menos faz referência ao título do novo álbum que será lançado no mês que vem. Hmmm… Batizado de Music Fashion Film e trazendo três ícones destas respectivas áreas para a capa do disco (John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese), o disco apresentou seus primeiros singles fazendo uma correspondência direta entre seus títulos e as três disciplinas cobertas pelo título: “Rock Music” é sobre música e “SS26” sobre moda, mas “Wink Wink” pouco parece ter a ver com cinema, ao menos na superfície, e parece falar mais sobre… sexo. Ao repetir no refrão que “eis a verdade, tenho que ser honesta, eu não sou mais uma garota má, prometo”, ela se esparrama com gosto pelo clipe da canção, um roquinho bem grudento, que parece negar, conceitualmente, o que ela está dizendo ao ser batizado de “Wink Wink” (como se estivesse enfatizando grosseiramente que está dando uma piscadela para o público). É bem provável que ela solte mais uma música antes de lançar o disco, pois ao mesmo tempo em que lançou os dois singles anteriores, ela soltava uma faixa a mais (menor, um lado B) no Instagram que criou para comentar a nova fase (o já conhecido @b.sides). Desta vez ela não soltou música nenhuma, só um vídeo brincando com o diretor Aidan Zamiri tentando fazer um celular tocar à base do pensamento, e colocou na legenda: “Música, moda, wink wink, filme… Filme, você terá sua vez”. Ou seja: “Wink Wink” é realmente só uma piscadela – devemos ter mais um single antes do disco novo.

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Eis “Lost Boys”, primeiro single do novo disco de Phoebe Bridgers, que usa de um clipe e de sua ficha técnica para aprofundar-se um pouco mais em seu recém-anunciado terceiro álbum, Lost Weekend. Misturando RPG, feiras renascentistas, videogame, gangues de moto e uma tradição meio desalentada da vida no interior dos EUA (com um toque sobrenatural e a sensação de rito de passagem), o clipe também revela a presença de Jack Antonoff na produção, de suas comadres de Boygenius Lucy Dacus e Julien Baker nos vocais e a participação de Alex G, que abrirá alguns shows de sua próxima turnê, na ficha técnica do disco, mas, principalmente, coloca-a como foco de luz e de magia neste novo trabalho, disposta a tomar o trono do indie dos EUA para si.

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Os Stones liberaram mais duas músicas de seu próximo álbum, Foreign Tongues: “Jealous Lover”, lançada com um clipe estrelando Anya Taylor-Joy e Charles Melton (mas exclusivo para quem é cliente do streaming de música da Amazon) e “Divine Intervention”, que não só traz ninguém menos que Robert Smith na (discreta) guitarra como o reúne com outro contemporâneo da banda, o gênio tecladista Steve Winwood. Ouça as duas músicas, que mostram que o disco novo da banda (que sai no próximo dia 10) está bem acima da média, abaixo: Continue

Pela primeira vez, uma data comemorativa criada por uma fã é celebrada oficialmente por seus inspiradores, quando os Beatles reconheceram o dia 25 de junho, comemorado não-oficialmente desde 2009, como dia global da banda. A escolha da data vem por ser o dia que, em 1967, o grupo estreou a faixa “All You Need is Love” em um evento transmitido por via satélite (a novidade das comunicações naquela época), que lhes garantiu uma estimada audiência de 170 milhões de pessoas. Este ano eles tentam atingir algo parecido ao transmitir, em seu canal do YouTube, aquele mesmo vídeo, só que pela primeira vez em cores. A transmissão começa a partir da uma da tarde, horário de Brasília.

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Outra musa indie também acaba de anunciar seu novo álbum, mostrando a íntegra de uma música que começou a espalhar na semana passada em iPods enviados para fãs. “Sun Has Set” é o primeiro single do novo disco de Beabadoobee, que avisa que seu quarto disco chega ao público no dia 18 de setembro. E Pylon, seu novo disco vem cheio de participações especiais, que acabam refletindo a junção de guitarras distorcidas e melodias grudentas que resumem este novo single, indo de Hayley Williams ao vocalista do Turnstile Brendan Yates, passando por Chino Moreno dos Deftones e Matty Healy e George Daniel do grupo 1975, entre outros. O anúncio de seu disco novo vem junto com o da nova turnê, em que passa por locais de show que nunca visitou, entre casas de shows enormes e estádios, entre a Europa e os Estados Unidos.

Veja o primeiro clipe do novo disco e as datas desta turnê abaixo: Continue

Quem também começou a mostrar música nova foi o Spoon, que parece ter retomado o fio da meada que deixou em aberto ao lançar as faixas “Chateau Blues” e “Guess I’m Falling in Love” há quase um ano, e, de repente, surge com a ótima “Lose Control”, que vem tocando em seus shows desde o fim de semana passado. E se a gente lembra que o último disco da banda (o ótimo Lucifer on the Sofa) já foi lançado há quatro anos, mais do que está na hora de ouvirmos alguma novidade deles…

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Enquanto voltamos a falar sobre vida fora do planeta Terra, PJ Harvey nos surpreende com um single sobre o primeiro artefato humano lançado para além dos confins do sistema solar, ao lançar do nada a canção “Voyager”, inspirada na sonda espacial de mesmo nome que deixou nosso planeta em 1977 para enviar sinais de volta para o nosso planeta enquanto pudesse. “A música já havia começado a tomar forma como parte do trabalho para o meu novo álbum; por isso, quando o professor Brian Cox me convidou para compor uma peça para o seu novo programa (Emergence), lhe mandei a gravação de voz desta música para ver como ela lhe ressoaria”, explica Polly Jean sobre o lançamento de seu novo single. “Ela imediatamente lhe trouxe à mente a sonda Voyager e o som do seu sinal sendo transmitido de volta à Terra. Há muito tempo sou fascinada por essa sonda espacial e sua viagem e sempre havia me perguntado: o que ela nos diria se pudesse falar? Esse foi um caminho inspirador para desenvolver a canção. Estou bem feliz com o resultado final e é maravilhoso ouvir como o arranjo orquestral confere tamanha grandiosidade à minha música. Gostei imensamente de pesquisar a história e a trajetória das sondas Voyager 1 e 2 e fiquei contente por poder incluir na canção uma citação do grande Carl Sagan — especificamente, sua famosa descrição do nosso frágil e belo ‘pálido ponto azul’.” “Voyager” surge como o primeiro degrau de seu novo álbum, ainda sem título ou previsão de lançamento, o primeiro desde I Inside the Old Year Dying, de 2023. Manda mais, PJ!

Ouça a música abaixo: Continue

Depois de lançar seu décimo primeiro álbum no início do mês (I Built You A Tower, o primeiro pela gravadora Anti-), o grupo norte-americano Death Cab For Cutie segue divulgando o disco e, ao passar pela rádio SiriusXM resolveu fazer um tributo a uma de suas principais influências, quando o líder da banda, Ben Gibbard, acompanhado do guitarrista Dave Depper e do tecladista Zac Rae, resolveu dar um salve ao célebre Hüsker Dü revisitando “Green Eyes” do disco Flip Your Wig enfatizando a melodia em detrimento do peso da versão original. Ficou bonito.

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