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Há tempos reclusa da música, Stela Campos começa a dar seus passinhos de volta nesta sexta-feira, quando lança o single “Let’s Swim”, em parceria com o compadre Èrico Theobaldo, que ela antecipa em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo. Depois de trabalhar com Érico na trilha sonora da série Vale dos Esquecidos, do diretor Daniel Lieff, este a chamou depois para compor a música-tema de seu novo filme, 15 Dias, cuja trilha conta com várias músicas já existentes, incluindo faixas de Billie Eilish e Chico Chico e o convite de Lieff foi para compor a única música original deste pacote. “Compus no violão, fizemos a letra e depois eu e o Érico trabalhamos uma semana inteira para acertar cada detalhe do arranjo da música com as imagens do filme e com o diretor”, explica Stela, detalhando a vontade de fazer uma música pop “no espírito do filme”, um- romance adolescente LGBTQIA+, que trata de temas como bullying e gordofobia, baseado no livro best-seller do Vitor Martins. “No fim, acabamos usando alguns ruídos como se a música começasse embaixo da água porque boa parte da história gira em torno de uma piscina e o baixo acabou ficando meio New Order”, confessa – mas o single soa mais próximo da cena em torno da gravadora nova-iorquina DFA no início do século do que a banda inglesa.

Mas não é só essa música. “Let’s Swim” acabou funcionando como gatilho para voltarem a um disco dos dois, que consolida a dupla que mantém há anos, mas que tinha sido deixado de lado por conta das respectivas agendas. “Quando gravamos essa música no início do ano, ela deu um novo ânimo para o projeto”, conta, explicando que o disco está quase pronto e em breve vão para os palcos, lugar que Stela não pisa desde a pandemia. “Minha banda se dispersou, então eu voltei a compor no computador, em casa, e algumas músicas que estão nesse disco com o Érico são desse período”, lembra, ressaltando que já escolheu os músicos para a nova formação (além de Érico também tocará com Roger Menn e Bianca Godoi) e que vão usar o harmônio indiano nesta nova fase.

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Consegui conversar com o grupo inglês Wolf Alice, em sua rápida passagem pelo Brasil, quando fizeram dois shows no país, no Rio e em São Paulo, em mais uma colaboração que faço para o Toca UOL.

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Michael Stipe está quicando para voltar aos palcos. Sem lançar nada há três anos, ele quebrou esse jejum em março, quando mostrou a “I Played the Fool”, que fez para o seriado Rooster, da HBO, como sua música-tema. E depois de aparições bissextas – e empolgadas! – ao lado da dupla Michael Shannon e Jason Narducy, que vêm fazendo shows em tributo aos discos clássicos do R.E.M, e dos integrantes de sua banda original, ele agora vem para a televisão tocando ao vivo a música que fez para o seriado ao lado do produtor de rock clássico da vez (Andrew Watt, que acabou de produzir os discos novos de Paul McCartney e dos Rolling Stones) no programa do apresentador Jimmy Kimmel. E se na versão original ele contava com o baterista do Blink-182‘s Travis Barker, nesta apresentação chamou o dos Red Hot Chili Peppers Chad Smith, que tocou ao lado do guitarrista Josh Klinghoffer (que também tocou no Red Hot) nos teclados, do baixista Troy Van Leeuwen do Queens Of The Stone Age e do ex-guitarrista de outra fase do Jane’s Addiction Chris Chaney e mostrou-se animadaço, pronto para sair desse autoexílio que se impôs. E a gente sempre fica na torcida pra rolar aquela volta em grande estilo do R.E.M…. Porque eles merecem e a gente também.

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A irlandesa CMAT teve um ótimo ano em 2025, quando seu terceiro disco Euro-Country a elevou a um patamar para além de revelação musical – e agora acaba de ganhar um endosso que a vai fazer crescer ainda mais, quando Olivia Rodrigo, em sua passagem pelo programa Live Lounge, da rádio inglesa BBC 1, escolheu o hit “When A Good Man Cries” para cantar como sua versão escolhida para a apresentação. E a reação da própria CMAT ao ouvi-la mencionar o nome da minúscula cidade que cresceu (Dunboyne, na Irlanda, que tem cinco mil habitantes e onde ela é obviamente uma heroína local) é impagável.

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Eis o Tela Brasil!

O Ministério da Cultura finalmente lançou o Tela Brasil, canal de streaming em que é possível assistir a centenas de produções cinematográficas brasileiras – e de graça! Entre os títulos do catálogo em expansão estão clássicos como Terra em Transe, A Hora da Estrela, Carandiru, O Que é Isso Companheiro?, Orfeu Negro, São Paulo Sociedade Anônima, Barravento, O Mercado de Notícias, Ilha das Flores, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, Cinema Aspirinas e Urubus, O Cangaceiro, O Quatrilho e muitos outros. E é só o começo de uma iniciativa digital que pode se expandir para além do cinema – e dos tentáculos das big tech. Vamos ver… Acesse-o por aqui.

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O hype de Backrooms é real. Não é um filme de terror nem de ficção científica, mas é os dois ao mesmo tempo. Não é uma crítica a ficar rolando a tela do celular sem rumo ou à inteligência artificial diretamente, mas também é. Foi dirigido por um garoto de 20 anos que passou quatro anos criando uma mitologia online em seu canal no YouTube. E o melhor de tudo: é completamente imprevisível. Quanto menos você souber sobre o filme melhor.

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Parece um sonho febril de tão surreal. Olha que foda essa versão pra “Heaven or Las Vegas” dos Cocteau Twins que a Miley Cyrus fez num show em 2021 justamente em Las Vegas. “Não se preocupem, tem só um minuto de duração”, ela se justifica no meio da música pros fãs que queriam ouvir as músicas dela. Além de matar sua vontade de tocar esse clássico (de um disco que foi redescoberto por uma nova geração como se fosse a obra-prima do grupo inglês), ela fez bonito e certamente fez alguns de seus fãs saírem atrás daquela música e talvez tenham descoberto os Cocteau Twins. Só por isso essa versão já estava valendo. E como se não bastasse tudo isso, espere até o final do vídeo, quando ela ganha um presente de um fã.

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Projeto paralelo das carreiras da atriz Zooey Deschanel e do indie M. Ward, o grupo teve seus momentos em sua primeira fase, quando lançou seus três primeiros discos pela gravadora indie Merge, ganhando notoriedade na virada da primeira década do século, quando empresas como Apple e Starbucks passaram a dar corda para um indie folk mais fofinho, abrindo espaço para artistas bissextos como a dupla. Desde que saiu da Merge, em 2014, o projeto tornou-se ainda mais irregular, mas coincidentemente voltou a fazer música via Brian Wilson, primeiro ao participar do disco do beach boy original No Pier Pressure (de 2015) e depois ao fazer um disco inteiro dedicado ao homem, Melt Away: A Tribute to Brian Wilson (de 2022). Mas por essas loucuras da vida digital, o semihit que lançou o grupo em 2006 (“I Thought I Saw Your Face Today”) ganhou uma sobrevida no TikTok e fez o grupo entrar nas paradas de sucesso pela primeira vez. Aproveitando a onda, Zooey deixou a franja de novo e os dois anunciaram sua volta aos palcos, oficializada com sua participação no programa Jimmy Kimmel Live! neste fim de semana. Foi a primeira vez que os dois voltaram a tocar juntos desde o lançamento de Melt Away e anunciaram uma turnê oito datas pelos Estados Unidos.

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E essas cenas do Velvet Underground tocando em São Francisco em 1966 que apareceram agora? Originalmente era uma reportagem do canal local KRON-TV que foi ao ar dia 3 de julho de 1971 sobre o fechamento da lendária casa de shows californiana Fillmore West e trazia cenas de quando a performance Exploding Plastic Inevitable de Andy Warhol – evento que revelou o Velvet Underground para o resto do planeta – apresentou-se no local no dia 30 de maio de 1966. Na mesma noite teve show do Mothers of Invention do Zappa, imagina isso!

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A súbita morte de Lô Borges no ano passado pegou a todos de surpresa, especialmente quem o acompanhava de perto e via como sua produção havia se tornado prolífica nos últimos anos. Sempre com a mesma banda de apoio (Henrique Matheus nas guitarras, Thiago Corrêa no baixo e teclados e Robinson Matos na bateria), desde 2019 ele vinha gravando um disco de inéditas por ano e antes de partir estava fazendo seu oitavo disco em oito anos, este em homenagem ao irmão e principal parceiro de sua vida, o letrista Márcio Borges, que completou 80 anos no início de 2026. No entanto, este disco foi concluído postumamente e A Estrada, que leva este título por comparar a carreira de artista com a vida em trânsito, será lançado no dia 10 de junho, com participações de Marcos Suzano e Tavinho Moura. Antes disso, podemos ouvir seu primeiro single póstumo, “Campo Alegre KM 500 Mil”, que chega às plataformas nesta sexta-feira, em primeira mão no Trabalho Sujo e traz aquela psicodelia beatle-mineira que sempre atravessou suas canções. Saudades, Lô Borges.

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